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SALVAÇÃO OU PROSPERIDADE?

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sexta-feira, dezembro 21, 2007

EVOLUÇÃO: Uma Heresia em Nome da Ciência

Julio Severo
O homem veio do macaco. Não é o que nós cristãos pensamos, mas é que o que muitas vezes somos obrigados a ler ou ouvir desde criança. Livros, revistas e documentários “científicos” apresentam o ser humano dessa forma igualada ao resto dos animais. Apresentam com tanta naturalidade e segurança que não sentem nenhuma necessidade de explicar por que motivo temos de ser vistos dessa maneira tão longe da posição de dignidade e respeito que Deus nos deu na Criação. É como se as idéias de Darwin a respeito da origem do homem fossem verdades irrefutáveis.É verdade: todos somos criaturas, todos nós seres humanos vivemos neste mundo juntamente com os animais. Mas será que estamos todos no mesmo nível?Até mesmo na escola, temos de aceitar essa idéia oficial, sem poder questionar. É uma heresia consagrada e respeitada. Lembro-me de que quando estudei pela primeira vez essa questão, fiquei chocado com o fato de que meu livro escolar afirmasse com muita autoridade que o homem veio do macaco. Li sem acreditar que eu teria de me submeter a esse tipo de ensino sem fundamento real. Levei minha Bíblia à sala de aula e quando o professor mencionou que o homem veio do macaco, pedi-lhe educadamente permissão para dar minha opinião. Li o primeiro capítulo inteiro do livro de Gênesis. A classe inteira escutou. Mas o professor de ciência, com sua posição de autoridade e vantagem, logo explicou que ninguém podia provar “a teoria de que Deus criou o mundo e o ser humano”. É assombroso o fato de que podemos reconhecer como perigoso um espírita ensinando suas idéias a nossos filhos, mas não conseguimos perceber o perigo de um professor que joga ao chão, diante de alunos inocentes, o valor de verdades tão importantes para nossa existência. A autoridade da Palavra de Deus é tratada, até mesmo diante de crianças cristãs, como se não fosse válida no mundo real. É como se as verdades bíblicas devessem permanecer confinadas nas igrejas e na privacidade dos lares cristãos. No entanto, em nenhum momento os adeptos de Darwin aceitam que as idéias de Darwin sejam tratadas do jeito que eles tratam a Palavra de Deus. Para eles, a opinião evolucionista deve prevalecer sobre todas as outras opiniões.Um site na Internet intitulado Myths in Genesis (Os Mitos do Gênesis) se dedica a dois objetivos: promover a teoria da evolução como verdade e mostrar que os relatos da criação do mundo em Gênesis não são verdade. Por exemplo, o site ataca “os mitos óbvios nos primeiros capítulos do livro de Gênesis e as tentativas de os cristãos conservadores de forçar seus ensinos nas escolas públicas como fato cientificamente provado.”[1] O autor, um ardoroso adepto da evolução, ocupa uma página inteira da Web para atacar os evangélicos que crêem, conforme a opinião pessoal dele, nos “mitos” do livro de Gênesis e afirma que ninguém tem o direito de ensinar para as crianças de escola que Deus criou o mundo, conforme revela a Palavra de Deus.Nos Estados Unidos, um professor de escola pública foi processado por mostrar aos alunos os erros da teoria da evolução. Ele comenta: “Se algo na ciência de repente se torna tão sagrado que não se pode questionar, então já não é mais ciência. O que quero mesmo não é ensinar o criacionismo [o ensino de que Deus é o Autor da criação]; quero apenas ensinar as falhas do darwinismo.” Ele foi legalmente impedido de falar na escola a respeito dos erros da teoria da evolução.[2] Ele foi perseguido apenas por questionar um tabu “científico”. Imagine então o que lhe aconteceria se ele tentasse ensinar para as crianças que há um Deus Criador…Por que tanta oposição, em nome da ciência, à realidade de um Deus Criador? A verdadeira ciência não contradiz a Bíblia. O que contradiz a Bíblia é a interpretação e as opiniões pessoais de cientistas que rejeitam a Deus. Não existe uma guerra entre a ciência e Deus. O que existe são cientistas que não aceitam a Deus e usam seu conhecimento para negar a existência e o poder criador desse Deus.No entanto, é de surpreender o modo como eles conseguem impor suas idéias como se fossem verdades absolutas considerando que, de acordo com o jornal inglês The Observer, até mesmo entre cientistas adeptos da evolução há divisão sobre a questão. De fato, não há um consenso acerca das suposições da evolução.[3]Enézio E. de Almeida Filho, em seu excelente artigo Teoria da Evolução, Desnudando Darwin: Ciência ou Fé? comenta:É engraçado e até irônico: um sapo ser beijado por uma princesa e transformado em príncipe é história da carochinha. Agora, um suposto ser unicelular (inobservado) ao longo de bilhões de anos se transformar em Australopithecus e depois em Charles Darwin (inobservado), isso sim, é considerado ciência? Não são 30 dias de debates. São 38 anos. Jornalistas científicos deveriam considerar o questionamento levantado por G. A. Kerkut, um evolucionista, em relação à evidência inadequada de sete importantes inferências evolucionistas.[i] 1. Coisas não-vivas deram origem a organismos vivos; 2. A abiogênese ocorreu uma vez; 3. Os vírus, bactérias, plantas e animais são todos inter-relacionados; 4. Os protozoários deram origem aos metazoários; 5. Vários filos de invertebrados são inter-relacionados; 6. Os invertebrados deram origem aos vertebrados; e 7. Peixes, répteis, aves e mamíferos tiveram origem ancestral comum.Até hoje, nenhum cientista evolucionista solucionou estas dificuldades teórico-empíricas. Percebe-se, contudo, no que é veiculado nas reportagens científicas uma certa preocupação quanto ao tempos verbais: todos no condicional. Isso é bom porque não atribui como "fato" determinadas descobertas. Contudo, não é salientado para os leitores quais aspectos da teoria neodarwinista estariam sendo corroborados e questionados. Por que essa omissão? O que se vê no jornalismo científico, supostamente objetivo, é um jornalismo ideologicamente naturalista mascarado de jornalismo científico. Pseudo-jornalismo científico a ser desmascarado. Com muito rigor científico. [ii]Apesar das falhas evolucionistas, nas provas escolares de ciência, as perguntas sobre a questão da origem do homem exigem, oficialmente, que se dê uma resposta de acordo a teoria da evolução. Quem pensa diferente é obrigado a guardar para si suas convicções. Uma resposta que dê a Deus o crédito da criação do homem custa a um aluno alguns pontos. É um pequeno sacrifício que tive de fazer, deixando claro na folha da prova que só há uma verdade para a origem do ser humano: Deus. Posso não ter obtido uma nota do professor, mas estou consciente de que Deus honra os que o honram. “Portanto, qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus. Mas qualquer que me negar diante dos homens, eu o negarei também diante de meu Pai, que está nos céus.” (Mateus 10:32-33 RC) Não é melhor mesmo obedecer a Deus do que ser submisso a princípios que não reconhecem a verdade?Embora o mundo moderno esteja experimentando extraordinários avanços na área tecnológica, há ainda questões básicas que todo ser humano quer entender e que até mesmo os computadores não conseguem resolver. A principal pergunta é: “Qual é a origem da vida?” Os adeptos da teoria da evolução estão, em nome da ciência, impondo suas respostas de todas as formas possíveis e censurando qualquer explicação que não respeite as idéias de Darwin. Eles têm fé de que eles possuem a ÚNICA resposta. Mas nossa fé é baseada não só no que a natureza e a ciência mostram, mas principalmente no que a Palavra de Deus diz:“No começo Deus criou o céu e a terra.” (Gênesis 1:1 BLH)“É pela fé que entendemos que o Universo foi criado pela palavra de Deus e que aquilo que pode ser visto foi feito daquilo que não se vê.” (Hebreus 11:3 BLH)Escolhendo acreditar em Deus, passamos a entender que há um Autor para tudo o que se vê no mundo natural. Compreendemos que o homem não está aqui por acaso, mas tem um destino eterno e uma alma eterna. Por outro lado, escolhendo acreditar que o homem veio do macaco, não precisamos nos preocupar com Deus, Céu, inferno ou com nossa responsabilidade de fazer o bem e evitar o mal. (Afinal, se Deus não existe, quem é que vai definir o que é o bem e o que é o mal?)Então, cabe a cada pessoa escolher em que acreditar. É claro que ambas as escolhas têm seus credos, autoridades e profetas e ambas no final são religiosas, isto é, são assuntos de fé. Os seguidores da teoria da evolução ou de Deus como Criador têm fé no que acreditam. Mas há uma diferença importante. Enquanto não é possível provar a teoria da evolução, é possível comprovar que há uma Mente Superior por trás de tudo o que se vê no mundo criado.A teoria da evolução pode não ser verdadeira, mas fornece a desculpa necessária para os que precisam de espaço para agir fora dos princípios morais estabelecidos por Deus. O famoso filósofo evangélico Dr. Francis Schaeffer e C. Everett Koop (ex-Ministro da Saúde dos EUA) pensam da mesma forma. Em seu livro Whatever Happened to the Human Race? (O que foi que Aconteceu com a Raça Humana?), eles declaram:Diferente do conceito evolucionário sem o envolvimento de uma pessoa no começo… a Bíblia relata a origem do homem como uma pessoa finita feita conforme a imagem de Deus, isto é, igual a Deus. Vemos então como é que o homem pode ter personalidade, dignidade e valor. Nossa condição como seres totalmente diferentes é garantida, algo que é impossível num sistema materialista. Se não há diferença de qualidade entre o homem e outras formas de vida orgânica (plantas ou animais), por que deveríamos sentir mais preocupação com a morte de um ser humano do que com a morte de um rato de laboratório? Será que, no final das contas, o homem tem um valor mais elevado?[4]Cientistas de diversas áreas estão alertando que não é possível defender a teoria da evolução. Apesar disso, o alerta deles tem sido devidamente ignorado e censurado. Embora a teoria da evolução não seja uma realidade comprovada, pelo menos é conveniente para as atividades de quem não quer ser limitado por conceitos e éticas morais. Ver o ser humano como animal dá para o cientista inescrupuloso o pretexto ideal para realizar o que um ser humano consciencioso não teria coragem de fazer. A extinta União Soviética, em seu radicalismo socialista ateísta, abraçava a teoria da evolução como única verdade. Assim, não é de admirar que os governantes soviéticos e seus seguidores tratassem as pessoas como animais. E quem é que não se lembra das atrocidades que distintos homens da medicina, psiquiatria e ciência cometiam contra homens, mulheres e até crianças na Alemanha nazista? A teoria da evolução era um dos ídolos no altar do ateísmo nazista. Muitas vezes eles sacrificavam vidas humanas em experiências nos campos de concentração alegando que os resultados ajudariam no tratamento de muitas doenças. Tanto a União Soviética quanto a Alemanha nazista fecharam as escolas cristãs e forçaram todas as crianças a ir para escolas do governo a fim de serem sistematicamente doutrinadas no humanismo evolucionista, ateísta e materialista. O exemplo soviético e nazista nos dá abundantes evidências dos “benefícios” do evolucionismo na sociedade moderna.A ciência é contrária a Deus? Claro que não! Mas cientistas contrários à realidade de Deus e às suas leis morais utilizam indevidamente seu conhecimento avançado para sustentar teorias que se encaixam em seus preconceitos pessoais. Algumas vezes, eles têm de se envolver em experiências que não são eticamente aceitáveis. Em outras palavras, nem tudo o que um cientista faz respeita a moralidade cristã. Por exemplo, pode-se sacrificar um bebê para se criar um “tratamento” médico? O princípio cristão, de que a vida é sagrada, coloca um limite necessário em qualquer tentativa de manipular fatalmente uma criatura humana, antes ou depois do nascimento. Para levar adiante algumas de suas pesquisas não muito honrosas, os cientistas precisam de princípios que não limitem sua liberdade de decidir ou agir. Se o ser humano veio do macaco, então ele tem o valor de um animal. Se podemos fazer pesquisas com animais, por que não incluir os seres humanos?Portanto, é preciso encarar uma realidade óbvia. Aceitar a teoria da evolução necessariamente envolve três conseqüências inevitáveis: a) remove Deus como o Criador do ser humano; b) dá crédito às idéias do homem, prestando assim adoração ao homem; e, c) tira a dignidade do ser humano, que ele recebeu quando Deus o criou conforme a sua imagem e que o torna totalmente diferente de todos os outros seres vivos criados.A teoria da evolução se torna, assim, mais um meio de distração espiritual, impedindo as pessoas de vir a conhecer e honrar a Deus. Mas será que é tão difícil ver que há um Criador? Quem pesquisar a natureza honestamente, terá de fechar os olhos para não ver que há uma Mente Superior por trás de tudo o que foi criado.“Do céu Deus revela a sua ira contra todos os pecados e todas as maldades das pessoas que, por meio das suas más ações, não deixam que os outros conheçam a verdade a respeito de Deus. Deus castiga essas pessoas porque o que se pode conhecer a respeito de Deus está bem claro para elas, pois foi o próprio Deus que lhes mostrou isso. Desde que Deus criou o mundo, as suas qualidades invisíveis, isto é, o seu poder eterno e a sua natureza divina, têm sido vistas claramente. Os seres humanos podem ver tudo isso nas coisas que Deus tem feito e, portanto, eles não têm desculpa nenhuma. Eles sabem quem Deus é, mas não lhe dão a glória que ele merece e não lhe são agradecidos. Pelo contrário, os seus pensamentos se tornaram tolos, e a sua mente vazia está coberta de escuridão. Eles dizem que são sábios, mas são tolos. Em vez de adorarem ao Deus imortal, adoram ídolos que se parecem com seres humanos, ou com pássaros, ou com animais de quatro patas, ou com animais que se arrastam pelo chão. Por isso Deus os entregou aos desejos do coração deles para fazerem coisas sujas e para terem relações vergonhosas uns com os outros. Eles trocam a verdade sobre Deus pela mentira e adoram e servem as coisas que Deus criou, em vez de adorarem e servirem o próprio Criador, que deve ser louvado para sempre. Amém!” (Romanos 1:18-25 BLH)Assim, um estudo honesto da natureza acaba trazendo como resultado o conhecimento de que há um Criador. Alguns cientistas famosos que criam em Jesus, na Bíblia e em Deus como o Criador: Lord Kelvin (cujo nome era William Thompson [1824-1907]. Ele formulou a primeira e a segunda Lei da Termodinâmica. Ele disse: “Com relação à origem da vida, a ciência… sem sombra de dúvida afirma que há poder criador. Há muito tempo sinto que as pessoas que não estão envolvidas com a ciência acham que a classe cientifica acredita que a ciência descobriu meios de explicar todos os fatos da natureza sem adotar nenhuma fé clara num Criador. Na minha opinião, esse modo de pensar não tem base alguma.”[5]), Sir James Young Simpson (1811-1870, descobriu o clorofórmio e declarou que sua maior descoberta foi Jesus[6]), Louis Pasteur (1822-1895, cientista que desenvolveu o processo de pasteurização, a vacina anti-rábica, etc. Ele declarou: “A ciência nos aproxima mais de Deus.”[7]), Sir Isaac Newton (1642-1727, famoso descobridor das leis universais da gravidade.[8]), Matthew Fontaine Maury (1806-1873, cientista considerado fundador da moderna hidrografia e oceanografia.[9]), Johann Kepler (1571-1630, fundador da astronomia física e descobridor das leis que governam o movimento dos planetas.[10]), Wernher von Braun (1912-1977, conhecido como o pai do programa espacial americano, foi diretor da NASA e um dos maiores cientistas espaciais do mundo. Ele disse: “Os evolucionistas desafiam a ciência a provar a existência de Deus. Mas será que realmente precisamos acender uma vela para ver o sol?… Eles dizem que não conseguem ver um Criador. Bem, será que um físico pode ver um elétron?… Que estranho tipo de raciocínio faz com que alguns físicos aceitem o inconcebível elétron como real enquanto rejeitam reconhecer a realidade de um Criador com o motivo de que não podem concebê-lo?… É com honestidade científica que apóio que teorias alternativas à origem do universo, vida e humanidade sejam ensinadas nas aulas de ciência das escolas. Seria um erro negligenciar a possibilidade de que o universo foi planejado, não vindo a existir por acaso”.[11]). Esses são apenas alguns exemplos de homens da ciência que acreditavam que Deus é a origem de tudo no universo.Pudemos ver então que nem todos os cientistas aceitam as idéias da evolução. Mas o que dizer do homem que as inventou? Refletindo em tudo o que havia feito, no fim da vida Charles Darwin confessou:Eu era jovem e minhas idéias não estavam formadas. Não quis saber de perguntas nem sugestões e o tempo todo me surpreendia com tudo o que estava fazendo. Para meu espanto, minhas idéias se espalharam como um incêndio florestal. As pessoas fizeram delas uma verdadeira religião.[12]Na verdade, o termo apropriado é religião herética. Os evolucionistas passaram a seguir as idéias de Darwin com a paixão irracional dos heréticos, sempre procurando silenciar todas as dúvidas sobre suas heresias e não dando espaço democrático algum para quem não coloca sua fé no altar da evolução. Aliás, é interessante observar que as grandes heresias muitas vezes começam com indivíduos que se desviam do Cristianismo. Tal foi o caso com Charles Darwin. Em sua juventude, ele se desviou do Cristianismo, “descobriu” a teoria da evolução, mas no fim mudou de direção. Todos têm o direito de mudar para melhor, não?Um dia, depois de falar sobre a santidade de Deus e da grandeza da Bíblia, Darwin confessou o que era mais importante para ele:Cristo Jesus e sua salvação. Não é esse o melhor assunto?O fato mais importante na vida de Darwin é que no fim ele se desviou de suas próprias idéias evolucionistas. Só um tolo não faria isso.Então por que indivíduos aparentemente inteligentes conseguem se apegar ao que Darwin acabou abandonando? Para as muitas pessoas que perguntam como é possível que indivíduos “estudados” consigam acreditar que o homem veio do macaco, talvez a melhor resposta seja o que o escritor George Orwell disse: há coisas “tão tolas que só os intelectuais conseguem crer”…[13]Sites recomendados sobre a questão da evolução:Institute for Creation Researchwww.icr.orgThe Creation Research Societywww.creationresearch.orgUma versão deste artigo, escrita por Julio Severo, foi publicada pela primeira na revista Defesa da Fé de maio de 2002, pelo Instituto Cristão de Pesquisas. Copyright 2002 Julio Severo. Proibida a reprodução deste artigo sem a autorização expressa de seu autor. Julio Severo é autor do livro O Movimento Homossexual, publicado pela Editora Betânia. Para mais informações:

www.juliosevero.com
[1] http://www.home.earthlink.net/~robwir/myths.html
[2] http://www.wnd.com/news/article.asp?ARTICLE_ID=23471
[3] http://www.observer.co.uk/Distribution/Redirect_Artifact/0,4678,0-644002,00.html
[4] C. Everett Koop & Francis A. Schaeffer, Whatever Happened to the Human Race? (Crossway Books: Westchester, Illinois, 1983), p. 108.
[5] William Federer, America’s God and Country (Fame Publishing, Inc: Coppell, Texas, 1994), p. 344.
[6] Idem, pp. 563, 564.
[7] Idem, pp. 495, 496.
[8] Idem, p. 473.
[9] Idem, p. 434.
[10]Idem, p. 350.
[11] Idem, pp. 68,69.
[12] Idem, p. 199.
[13]Dr. Gerard van den Aardweg, The Battle for Normality (Ignatius Press: San Francisco-EUA, 1997), pp. 21,22.
[i] Implications of Evolution, New York, Pergamon, 1960, pp. 150-157.
[ii] Teoria da Evolução Desnudando Darwin: ciência ou fé? de Enézio E. de Almeida Filho

quarta-feira, dezembro 19, 2007

Auto-Análise

Por
J.C. Ryle

“Tornemos a visitar os irmãos por todas as cidades em que temos anunciado a palavra do Senhor, para ver como vão” (Atos 15:36).
O texto acima contém uma proposta que o Apóstolo Paulo fez a Barnabé depois da primeira viagem missionária deles. Ele propôs revisitar as igrejas que eles fundaram para ver como estavam indo. Seus membros continuavam firmes na fé? Eles estavam crescendo na graça? Eles estavam se desenvolvendo ou continuavam no mesmo nível? Eles estavam prosperando, ou regredindo? “Tornemos a visitar os irmãos e ver como vão”.
Esta era uma proposta sábia e útil. Vamos propô-la ao nosso coração, e aplicá-la a nós mesmos neste século. Vamos atentar para nossos caminhos, e descobrir o que permanece entre nós e Deus. Vamos ver como estamos indo.
Eu peço a todo leitor deste volume que comece sua leitura, atentamente, juntando-se a mim numa auto-análise. Se alguma vez o exame sobre religião foi necessário, foi nos dias de hoje.
Nós vivemos em uma época peculiar de privilégios espirituais. Desde o início do mundo nunca houve tais oportunidades para a alma de um homem ser salva quanto nos dias de hoje. Nunca houve tantos indícios religiosos na terra, tantos sermões pregados, tantos cultos nas igrejas e capelas, tantas Bíblias vendidas, tantos livros e tratados religiosos impressos, tantas Sociedades Evangelizadoras sendo apoiadas. Coisas estão sendo feitas em todos os lugares nos dias de hoje as quais cem anos atrás se pensava ser impossível. Há uma movimentação em torno da religião nos dias atuais diferente de tudo que vimos desde que a Inglaterra tornou-se nação, que até os mais céticos e infiéis não podem negar.
Se Romaine, Venn, Berridge, Rowlands, Grimshaw e Hervey tivessem sido informados que tais coisas sucederiam cem anos após a morte deles, eles seriam tentados a dizer como o samaritano “Ainda que o Senhor fizesse janelas no céu poderia isso suceder?” (2 Rs. 7:19). Mas o Senhor abriu as comportas do céu. Nos dias de hoje na Inglaterra, existe mais ensino do verdadeiro Evangelho e do caminho da salvação pela fé em Jesus Cristo em uma semana, do que houve em um ano na época de Romaine. Seguramente tenho o direito de dizer que vivemos em uma época de privilégios espirituais. Mas isto nos fez melhores? Numa era como esta é bom perguntarmos “como vamos indo em relação as nossas almas?”.
Vivemos numa época de perigos espirituais. Talvez nunca, desde que o mundo começou, existiu um montante tão grande de meros professos religiosos como nos dias de hoje. Dolorosamente, grande parte das congregações na Terra consistem de pessoas não convertidas, que não sabem nada da verdadeira religião, nunca participam da mesa do Senhor e nunca confessam a Cristo na sua vida diária. Miríades daqueles que estão sempre correndo atrás de pregadores e aglomerando-se para ouvir sermões especiais não são nada melhores do que metais ou címbalos que retinem, sem um pouquinho do Cristianismo real e vital em suas casas. (É curioso e instrutivo observar como a História se repete e quanta semelhança existe no coração humano em todas as épocas. Mesmo na Igreja Primitiva, Cônego Robertson diz: “Muitas pessoas vão à Igreja nas grandes cerimônias cristãs e nos teatros, ou mesmos nos templos para os espetáculos pagãos. O ritual da Igreja era visto como um espetáculo teatral. Os sermões eram ouvidos como exibições retóricas; e eloqüentes pregadores eram saudados com salvas de palmas e de batidas de pés, movimentação de lenços, gritos de “ortodoxo”, “13º apóstolo”, e demonstrações deste tipo, as quais mestres como Crisóstomo e Agostinho tentaram restringir, bem como tentaram persuadir seu rebanho a ouvir de maneira mais produtiva. Alguns iam para a Igreja apenas para ouvir o sermão, alegando que poderiam orar em casa. E quando as partes mais atrativas do culto terminavam, a grande maioria retirava-se sem participar da eucaristia” — Robertson’s “Church History” B II, cap. VI, pág. 356.
Temo que a vida de muitas pessoas religiosas nesta época, nada mais é do que um contínuo aperitivo espiritual. Elas estão sempre buscando, morbidamente, o mais novo estímulo e pouco se importam sobre o que aconteceria se tão somente o conseguissem. Toda pregação parece ser a mesma para elas e parece que são incapazes de “ver diferenças” contanto que escutem aquilo que é mais brilhante, tenham seus ouvidos agradados e estejam no meio de uma multidão. O pior de tudo é que existem centenas de jovens crentes instáveis, tão infectados com o mesmo amor pelo excitamento, que atualmente pensam ser um dever estar sempre buscando-o . Quase insensíveis a si mesmos, assumem um tipo de cristianismo histérico, sensacionalista e sentimental, até que não se contentam mais com as “antigas veredas” e, tal como os atenienses, estão sempre correndo atrás de algo novo. Ver um jovem crente propenso a serenidade, que não seja presunçoso, confiante em si mesmo, orgulhoso, e mais apto a ensinar do que aprender, mais contente com um persistente esforço diário, visando o crescimento na semelhança com Cristo e em fazer o serviço de Cristo tranqüilamente e sem ostentação, em casa, está realmente se tornando raridade! Muitos jovens professos demonstram quão pouco profunda é a sua raiz, e quão pouco conhecimento tem de seus corações, através do estardalhaço, assanhamento, prontidão para contradizer crentes idosos e confiança exagerada em sua própria, fantasiosa, sabedoria e firmeza! E assim será para muitos jovens professos desta época, se eles não pararem, depois de terem sido agitados por um tempo e “levados ao redor por todo vento de doutrina”, por juntar-se a alguma seita mesquinha, tacanha e censuradora, ou por abraçar alguma heresia insensata, ilógica e excêntrica. Certamente, em tempos como este há grande necessidade para a auto-análise. Quando olhamos ao nosso redor, podemos muito bem inquirir “como vai nossas almas?”.
Sobre esta questão, penso que o método mais curto será sugerir uma lista de assuntos para nossa auto-análise e agrupá-los em ordem. Assim fazendo, espero encontrar o caso de cada pessoa que ler este texto. Convido a cada leitor a unir-se a mim numa calma e minuciosa introspecção por alguns minutos. Desejo falar a mim, bem como a vocês. Aproximo-me não como um inimigo, mas como um amigo. “Irmãos, o bom desejo do meu coração e a minha súplica a Deus por Israel é para sua salvação” Rm. 10: 1.
Suportem-me se digo coisas que a primeira vista parecem desagradáveis e severas. Creiam-me, seu melhor amigo é aquele que lhe fala as maiores verdades.Em primeiro lugar, deixe-me perguntar-lhes: Alguma vez paramos para pensar sobre nossas almas?
Milhares de ingleses, eu temo, não podem responder esta questão satisfatoriamente. Eles nunca dão lugar em seus pensamentos ao assunto religião. Do início ao fim do ano, eles estão absortos com seus negócios, prazeres, política, dinheiro ou auto-indulgência de um tipo ou de outro. Morte, julgamento, eternidade, céu, inferno e o mundo vindouro, nunca são considerados nem olhados com serenidade. Vivem como se nunca fossem morrer, ou ressuscitar, ou estar no tribunal de Deus, ou receber uma sentença eterna! Não se opõem abertamente a religião, por não terem refletido suficientemente sobre ela, para assim o fazer; mas comem, bebem, dormem, ganham dinheiro, gastam dinheiro, como se a religião fosse uma ficção e não uma realidade. Eles não tem nenhuma religião e não se preocupam em formar opinião sobre isto. Um estilo de vida mais insensato e irracional não pode se concebido. Apesar disto, eles não pretendem logicar sobre isto. Eles simplesmente nunca pensam em Deus, a menos que estejam assustados por alguma doença, morte na sua família, ou tenha acontecido algum acidente com um conhecido e isto por alguns minutos somente. Parecem ignorar a religião por completo, excetuando-se estes vislumbres acima, e prosseguem em seus caminhos frios e imperturbáveis, como se não houvesse nenhum pensamento melhor do que este mundo.
É difícil imaginar uma vida mais indigna numa criatura imortal, do que a vida que acabei de descrever, por reduzir o homem ao nível de uma fera. Mas é literal e verdadeiramente a vida de multidões na Inglaterra. E a medida que vão morrendo, seus lugares são ocupados por multidões iguais a eles. O quadro, sem dúvida, é horrível, preocupante e revoltante, mas infortunadamente, é a mais pura verdade. Em cada lugar você encontra pessoas desta classe, que pensam sobre tudo debaixo do sol, exceto sobre uma necessidade real: a salvação de suas almas. Como os judeus antigos eles não “consideram seus caminhos”, não “consideram seu fim”, não “consideram que fazem mal” (Is. 1:3, Dt. 32.29, Ec. 5:1). Como Gálio eles "não se importavam com nenhuma destas coisas" (At. 18:17). Se prosperam no mundo e enriquecem, e são bem sucedidos no curso de suas vidas, eles são louvados e admirados por seus contemporâneos. Nada produz mais efeito na Inglaterra do que o sucesso! Mas, apesar disto, eles não podem viver para sempre. Eles morrerão e surgirão diante do Tribunal de Deus e serão julgados; e então como será o fim deles?
Quando uma grande maioria de pessoas como estas existe no nosso país, nenhum leitor precisa se admirar de eu perguntar se ele pertence a ela também. Se sim, você precisa ter uma marca na sua porta, como a que era usada há dois séculos atrás para identificar uma casa afetada por praga, com as palavras: “Senhor tem misericórdia de nós”. Olhe atentamente para a classe de pessoas que descrevi, e então olhe para sua própria alma.
Em segundo lugar, deixe-me perguntar: Nós alguma vez fazemos alguma coisa por nossas almas?
Existem multidões na Inglaterra que pensam ocasionalmente sobre religião, mas infelizmente nunca vão além disso. Após um sermão animador, ou após um funeral, ou sob a pressão de uma enfermidade, ou no domingo a tarde, ou quando as coisas vão mal nas suas famílias, ou quando se deparam com algum livro ou tratado tocante, eles pensarão e até mesmo falarão um pouco, de modo vago, sobre religião. Mas rapidamente param, como se pensar e falar fosse suficiente para salvá-los. Eles estão sempre intencionando, pretendendo, propondo, resolvendo, desejando e nos falando que eles “sabem” o que é certo, e “esperam” serem achados justificados no fim, mas nunca realizam alguma ação neste sentido. Não existe uma real separação do serviço do mundo e do pecado, não se toma a cruz e segue-se a Cristo, nenhum feito positivo no seu cristianismo. Suas vidas são gastas fazendo a parte do filho a quem o pai disse: “Filho, vai trabalhar hoje na vinha e ele respondeu: Sim, senhor; mas não foi”. (Mt. 21: 28-29). Eles são como aqueles a quem o profeta Ezequiel descreve que gostam da sua pregação, mas nunca praticam o que é pregado: “E eles vêm a ti, como o povo costuma vir, e se assentam diante de ti como meu povo, e ouvem as tuas palavras, mas não as põem por obra; pois com a sua boca professam muito amor, mas o seu coração vai após o lucro. E eis que tu és para eles como uma canção de amores, canção de quem tem voz suave, e que bem tange; porque ouvem as tuas palavras, mas não as põem por obra”. (Ez. 33: 31-32). Nos dias de hoje, quando ouvir e pensar sem fazer é tão comum, ninguém pode se surpreender que eu importune os homens com a absoluta necessidade de auto-análise. Uma vez mais peço aos meus leitores que considerem a questão do meu texto: Como vamos indo em relação as nossas almas?
Em terceiro lugar, pergunto: Estamos tentando satisfazer nossas consciências com uma mera religião formal?
Há miríades na Inglaterra neste momento, que naufragam nesta rocha. Como os antigos fariseus, eles fazem muito rebuliço sobre a parte externa do cristianismo, enquanto que a parte interna e espiritual é totalmente negligenciada. Eles são cuidadosos com a freqüência aos cultos e o uso regular de todas as suas formas e ordenanças. Nunca estão ausentes da comunhão quando a Ceia do Senhor é ministrada. Algumas vezes são severos na observância da Quaresma e atribuem grande importância aos dias santos. Freqüentemente são entusiastas partidários de suas igrejas, seitas ou congregações, e aptos para contender com qualquer um que não concorde com eles. E apesar disto, não há coração em suas religiões. Qualquer um que lhes conheça intimamente pode ver, facilmente, que suas afeições estão voltadas para as coisas terrenas e não nas do alto; e que tentam disfarçar a falta de cristianismo interno, com uma quantidade excessiva de formas externas. E esta religião formal não lhes faz, verdadeiramente, bem nenhum. Eles não estão satisfeitos. Começando com o objetivo errado, fazendo as coisas exteriores primeiro, não conhecem nada da alegria interior e da paz, e passam seus dias num esforço constante, conscientes, secretamente, que existe alguma coisa errada, apesar de não saberem porquê. Bem, depois de tudo, se eles não vão de um estado de formalidade para outro, se desesperam e tomam um mergulho fatal e caem no papismo. Quando cristãos professos deste tipo são tão, dolorosamente, numerosos, preciso exortá-los da grande importância de uma profunda auto-análise. Se você ama a vida, não se satisfaça com uma religião de casca. Lembre-se das palavras do nosso Salvador sobre os judeus da Sua época: “Este povo honra-me com os lábios; o seu coração, porém, está longe de mim. Mas em vão me adoram” (Mt. 15: 8-9). É necessário algo mais do que simplesmente ir a igreja diligentemente e receber a Ceia do Senhor, para conduzir nossas almas ao céu. Meios de graça e formas de religião, são úteis neste caminho e Deus raramente faz alguma coisa para Sua Igreja, sem eles. Mas tomemos cuidado para não naufragarmos no farol que ajuda a mostrar o canal que conduz ao porto. Uma vez mais pergunto: Como vamos indo em relação as nossas almas?
Em quarto lugar, deixe-me perguntar: Recebemos o perdão de nossos pecados?
Poucos ingleses racionais pensariam em negar que são pecadores. Muitos talvez possam dizer que não são tão maus como muitos outros, e que não tem sido tão pecaminosos e assim por diante. Mas poucos, eu repito, diriam que sempre viveram como anjos, e que nunca disseram, fizeram ou pensaram qualquer coisa errada em todos os seus dias. Na verdade, todos nós devemos confessar que somos mais ou menos “pecadores” e, como tais, culpados diante de Deus; e, como culpados, precisamos ser perdoados ou estaremos perdidos e condenados por toda a eternidade no último dia. Agora é a glória da religião cristã que provê para nós o perdão que precisamos: completo, gratuito, perfeito, eterno e consumado. É um artigo do conhecido credo que a maioria dos ingleses aprendem quando crianças: “Creio no perdão dos pecados”. Este perdão dos pecados foi comprado para nós, através dos méritos do Eterno Filho de Deus, nosso Senhor Jesus Cristo, que veio a este mundo para ser nosso Salvador, através de sua vida, morte, ressurreição, como nosso substituto. Ele adquiriu este perdão através do Seu precioso sangue, sofrendo no nosso lugar na cruz, satisfazendo a justiça de Deus. Mas este perdão, grande, completo e glorioso, não se torna propriedade de todo homem ou mulher como um fato natural. Não é um privilégio que todo membro de igreja possue, simplesmente porque é um frequentador. É algo que cada indivíduo deve receber, através de sua fé, agarrando-o pela fé, apropriando-se pela fé e fazendo-o seu pela fé; ou então, no que lhe concerne, Cristo terá morrido em vão: “Quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, porém, desobedece ao Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus” (Jo. 3:36). Nada poderia ser mais simples ou conveniente ao homem. Como o bom idoso Latimer disse sobre a justificação: “É só crer e ter”. É só a fé que é requerida; e a fé nada mais é do que a humilde e sincera confiança da alma que deseja ser salva. Jesus está pronto e disposto a salvar; mas o homem deve vir a Jesus e crer. Todo o que crer será justificado e perdoado, mas sem a fé não há perdão.
Eu temo que aqui é o ponto exato onde multidões de ingleses caem, e estão em iminente perigo de estarem perdidos para sempre. Eles sabem que não há perdão de pecados exceto em Cristo Jesus. Eles podem lhe dizer que não há Salvador para pecadores, Redentor, Mediador, a não ser Aquele que nasceu da Virgem Maria, e foi crucificado sob o poder de Pôncio Pilatos, morreu e foi sepultado. Mas aqui eles param e não prosseguem! Eles nunca chegam ao ponto de segurar-se em Cristo pela fé, e tornar-se um com Cristo e Cristo neles. Eles podem dizer, Ele é um Salvador, mas não meu Salvador; um Redentor, mas não meu Redentor; um Sacerdote, mas não meu Sacerdote; um Advogado, mas não meu Advogado; e assim vivem e morrem indesculpáveis! Martinho Lutero disse: “Muitos estão perdidos porque não podem usar pronomes possessivos”. Quando este é o estado de muitos nos dias de hoje, não se espantem de que eu pergunte se receberam o perdão de seus pecados. Uma eminente cristã uma vez disse, na sua velhice: “O começo da vida eterna na minha alma, foi uma conversa que tive com um idoso cavalheiro que veio visitar meu pai quando eu era criança. Ele tomou-me pela mão um dia e disse: “Minha querida criança, minha vida está perto de acabar, e você provavelmente viverá muitos anos depois de minha partida. Mas nunca esqueça de duas coisas. Uma delas é que existe algo como ter seus pecados perdoados enquanto vivemos. A outra é que há algo como conhecer e sentir que estamos perdoados”. Agradeço a Deus nunca ter esquecido suas palavras”.
Não descansemos até que conheçamos e sintamos, como o Livro de Orações diz, que estamos perdoados.
Uma vez mais pergunto, na questão do perdão de pecados, “Como estamos indo?”
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Chaves para o Estudo da Bíblia

Por
R. A. Torrey

Uma das condições para estudar a Bíblia com o máximo de proveito é estudá-la como a Palavra de Deus. O apóstolo Paulo, ao escrever ao tessalonicenses, dava graças incessantes a Deus por eles terem recebido a palavra anunciada "não como palavra de homens, e sim como, em verdade é, a palavra de Deus" (1 Ts 2.13).
Aquele que não crê que a Bíblia é a Palavra de Deus deve ser encorajado a estudá-la. Anteriormente eu também duvidava que fosse a Palavra de Deus, mas hoje a firme confiança que tenho veio mais do estudo da própria Bíblia do que de qualquer outra fonte. Aqueles que duvidam são geralmente os que estudam sobre a Bíblia e não os que investigam e buscam dentro dos próprios ensinamentos da Bíblia.
Estudar a Bíblia como Palavra de Deus envolve quatro coisas:
1. Envolve a aceitação incondicional dos seus ensinamentos, assim que forem claramente descobertos, mesmo que pareçam ser irrazoáveis ou impossíveis. A razão exige que submetamos nosso juízo e raciocínio às declarações da sabedoria infinita. Nada é mais irracional que o racionalismo que faz da sabedoria finita o teste para avaliar a sabedoria infinita; e que submete os ensinamentos da onisciência de Deus à aprovação do juízo humano. A mente presunçosa diz: "Isto não pode ser verdade, mesmo que Deus o tenha dito, pois não é aprovado por minha razão". "Quem és tu, ó homem, para discutires com Deus?!" (Rm 9.20).
A verdadeira sabedoria humana, ao encontrar-se com a sabedoria infinita, curva-se diante dela e diz: "Fale o que quiser e acreditarei". Uma vez formos convencidos de que a Bíblia é a Palavra de Deus, seus ensinamentos terão de ser o fim de toda controvérsia e discussão. Um "Assim diz o Senhor" resolve toda questão. Entretanto, muitos que afirmam acreditar que a Bíblia é a Palavra de Deus balançam a cabeça e dizem: "Sim, mas eu acho assim e assim"; ou "Doutor fulano, ou Professor beltrano, ou nossa igreja ensina de outra maneira". Nesta base, há pouco proveito para o estudo da Bíblia.
2. Estudar a Bíblia como Palavra de Deus envolve total confiança em todas suas promessas, em toda sua extensão e abrangência. A pessoa que estuda a Bíblia como Palavra de Deus não descontará uma vírgula de qualquer uma de suas promessas. Ele dirá: "O Deus que não pode mentir prometeu", e não tentará fazer Deus de mentiroso, fazendo com que sua palavra signifique menos do que de fato está dizendo. Aquele que estuda a Bíblia como a Palavra de Deus estará sempre à procura das suas promessas. Ao encontrar uma, procurará verificar seu verdadeiro significado, e então colocará sua confiança total no que ela diz.
Este é um dos segredos do estudo proveitoso da Bíblia. Procure por promessas, e aproprie-se delas o mais rápido que puder, preenchendo as condições e arriscando tudo por elas. É assim que se toma posse de toda a plenitude da bênção de Deus. Esta é a chave a todos os tesouros da graça de Deus. Feliz é o homem que aprendeu a estudar a Bíblia de tal forma que está pronto para apropriar para sua vida cada promessa que encontra, e a arriscar tudo para confiar nela.
3. Estudar a Bíblia como Palavra de Deus envolve obediência imediata a todos os seus princípios. Obediência pode parecer algo duro e impossível; mas Deus a ordenou, e nada temos a fazer, senão obedecer e deixar os resultados com ele. Para ter proveito no seu estudo da Bíblia, decida que de hoje em diante se apropriará de cada promessa que lhe for revelada, e que obedecerá a cada ordem clara. Se o significado da promessa ou da ordem não for claro, procure esclarecimento e luz para entender.
4. Estudar a Bíblia como Palavra de Deus envolve estudá-la como se estivesse na presença de Deus. Quando lê um versículo da Escritura, ouça a voz do Deus vivo falando diretamente a você naquelas palavras escritas. Há um novo poder e uma nova atração na Bíblia quando se aprende a ouvir uma pessoa viva e presente – Deus, nosso Pai – conversando diretamente consigo naquelas palavras.
Uma das afirmações mais fascinantes e inspiradoras na Bíblia é: "Andou Enoque com Deus..." (Gn 5.24). Podemos ter a gloriosa companhia de Deus a qualquer momento, simplesmente abrindo sua Palavra, e deixando o Deus vivo e sempre presente falar conosco através dela. Que reverência santa, que alegria estranha e inexprimível, se sentirá quando se estuda a Bíblia desta maneira! É o céu descendo para a terra.
A Chave do Entendimento
Outra condição para o estudo bíblico proveitoso é uma atitude de oração. O salmista orou: "Desvenda os meus olhos, para que eu contemple as maravilhas da tua lei" (Sl 119.18). Todo aquele que desejar um estudo proveitoso deve oferecer uma oração semelhante cada vez que começar a estudar a Palavra. Poucas chaves poderão abrir muitos "cofres" trancados cheios de tesouros. Poucas pistas poderão levar à solução de muitos enigmas. Poucos microscópios desvendem muitas maravilhas escondidas dos olhos do observador comum. Quanta luz nova brilha a partir de um texto conhecido quando se dobra o joelho colocando o texto diante dele em oração!
Eu acredito que se deve estudar a Bíblia freqüentemente de joelhos. Quando se lê um livro inteiro de joelhos – o que pode ser feito sem dificuldade alguma – aquele livro assume um novo significado e se torna um novo livro. Nunca se deve abrir a Bíblia sem pelo menos elevar seu coração em oração silenciosa, pedindo que a interprete e que ilumine suas páginas com a luz do seu Espírito. É um raro privilégio estudar qualquer livro sob a orientação imediata e a instrução do seu autor; no entanto este privilégio é de todos nós quando estudamos a Bíblia.
Quando chegar a uma passagem de difícil compreensão, ou difícil interpretação, ao invés de desistir, ou de correr para algum conhecido erudito, ou para algum comentário, coloque a passagem diante de Deus e peça-lhe para explicá-la. Clame baseado na promessa: "Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida. Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando..." (Tg 1.5-6).
Harry Morehouse, um destacado estudioso da Bíblia, dizia que quando encontrava uma passagem da Bíblia que não conseguia compreender, buscava por uma outra passagem que pudesse iluminá-la, e colocava-a diante de Deus em oração. Afirmou que nunca encontrou uma passagem que resistisse a este tratamento.
Alguns anos atrás, viajei pela Suíça com um amigo, e visitamos algumas das famosas cavernas zoolíticas que existem ali. Um dia fomos convidados para ver uma caverna de rara beleza e interesse, longe das trilhas turísticas mais conhecidas. O guia nos conduziu através de matas e arbustos à entrada da caverna.
Quando entramos, tudo estava escuro e escabroso. O guia fez uma longa exposição sobre a beleza da caverna, contando sobre os altares e formações fantásticas; no entanto, não podíamos ver absolutamente nada. De vez em quando, dava uma advertência para tomarmos cuidado, pois próximo aos nossos pés estava um abismo cujo fundo nunca fora alcançado. Começamos a temer que fôssemos os primeiros a descobrir aquele fundo.
Não havia nada de agradável em tudo isso. Mas logo acendeu-se um lume de magnésio, e tudo se transformou. Estalagmites subiam do solo para se encontrar com as estalactites que desciam do teto. O grande altar da natureza que a imaginação primitiva atribuía à habilidade dos religiosos da antigüidade, e as belas e fantásticas formações minerais por todos os lados, reluziam juntos com beleza mágica sob o reflexo da luz.
Comparei muitas vezes esta experiência a uma passagem das Escrituras. Os outros podem descrever sua beleza, mas você não a enxerga. Parece-lhe até escura, intricada, ameaçadora e perigosa; entretanto, quando a própria luz de Deus é acesa ali pela oração, tudo se transforma num instante. Vê-se uma beleza que linguagem não pode expressar. Somente aqueles que puderam estar ali naquela mesma luz podem apreciá-la.
Quem quiser compreender e amar sua Bíblia precisa estar em muita oração. Oração conseguirá mais do que uma formação universitária para fazer da Bíblia um livro aberto e glorioso.
Extraído de How to Study the Bible (Como Estudar a Bíblia) por R. A. Torrey.
Tradução livre: Felipe Sabino de Araújo NetoCuiabá-MT

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terça-feira, dezembro 18, 2007

“Grande é este mistério, mas eu me refiro a Cristo e a Igreja”. Ef. 5.32

A Bíblia afirma que somos sal da terra e luz do mundo e, como tal, tenho me preocupado muito se temos nos identificado como Igreja. Mt. 5.13-16
Não me refiro aqui a “costumes”, pois infelizmente, o mundo, nos identifica como os que “não pode isto, não pode aquilo” ou os “crentes”, mas, me refiro sobre o equilíbrio de pessoas comprometidas com a Palavra, do testemunho vivo de Cristo, de vidas curadas pelo poder da fé, mentes saudáveis, libertas dos agrilhoes do pecado, do ponto de vista espiritual ou material. Gl 2.20
Apesar de tudo, muitos ainda não são identificados como igreja, vivem com rótulos de cristãos, exteriorizando uma aparência superficial e não permitem que a luz do Senhor os traz a liberdade de serem Igreja. Jo 8.36
Todas as contendas, divisões, mesquinharias e todo o veneno da má vontade não nos permitem avançar no terreno espiritual e sermos conhecidos como Igreja.
Nós necessitamos descobrir o potencial da liberdade Cristã, a fim de que não sejamos presas fácil do inimigo nessas situações. Rm 12.1-8
Seja a palavra de Deus notória em nossas vidas, um corpo vivo e atuante de Cristo – II Cor. 3.2-3 – aí sim seremos identificados como igreja, na semelhança de Cristo.
Que a presença do Espírito Santo flua abundantemente em nossas vidas. Jo 7.38
By Ev. Álvaro Rebucci Filho
Diretor Missão Atos 13

segunda-feira, dezembro 17, 2007

SOMOS MARAVILHOSAMENTE ADOTADOS!

PÉROLAS PURITANAS
Thomas Watson (c. 1620-1686)
A maravilha ao considerarmos o amor de Deus em nos adotar será maior se considerarmos seis coisas:

(1) O fato de Deus querer nos adotar quando já tinha seu próprio Filho. Os homens adotam porque eles querem ter filhos, para que levem seus nomes; mas Deus quis nos adotar quando já tinha seu próprio Filho isto mostra a maravilha do Seu amor. Cristo é chamado "Filho do amor de Deus" (Cl.l:13), "Tendo se tornado tão superior aos anjos, quanto herdou mais excelente nome do que eles" (Hb.l:4).
Agora vejam, uma vez que Deus já tem o Seu próprio filho, e que Filho, quão maravilhoso é o amor de Deus em nos adotar! Nós precisávamos de um Pai, mas Ele não precisava de filhos.

(2) Considere o que éramos antes de Deus nos adotar. Éramos totalmente deformados; um homem di¬ficilmente adotaria como seu herdeiro alguém aleijado e feio, mas alguém que apresenta alguma beleza. Mordecai adotou Ester, mas ela era bela e de boa aparência. Quando estávamos envoltos em sangue Ele nos adotou: "Quando te vi revolver-te no teu sangue este foi o tempo de te amar" (Ez.16:6) . Deus não nos adotou quando estávamos cintilando com jóias de santidade e tendo sobre nós a glória dos anjos; mas desprezíveis e doentes como leprosos; este foi o tempo de amor.

(3) Que Deus pagou um preço tão alto para nos adotar. Quando os homens adotam, eles têm apenas que providenciar alguns papéis e tudo é arranjado. Mas quando Deus adota, ele despende muito mais recurso; Ele emprega Sua sabedoria para procurar um meio de nos adotar. Não é coisa de somenos fazer de um herdeiro da ira, um herdeiro da promessa. Quando Deus encontrou um meio de adotar, isto não foi algo fácil. Nossa adoção não foi barata, pois quando Deus foi nos adotar, ele não teve só que provi¬denciar alguns papéis, mas o sangue do Seu próprio Filho. Aqui está a maravilha do amor de Deus em nos adotar, Ele teve que pagar um alto preço para realizá-la.

(4) Que Ele nos adotou quando éramos seus inimigos. Se um homem vai adotar alguém para ser seu herdeiro, ele não vai adotar seu inimigo mortal; mas o fato de que Deus nos adotou quando, não apenas éramos estranhos, mas inimigos mostra a maravilha do Seu amor. Em Deus ter perdoado seus inimigos já seria demais, mas adotá-los como seus herdeiros, fez com que os anjos no céu ficassem atônitos.

(5) Que Deus tenha tomado um grande número dos que pertenciam à família do diabo, e os adotado na família do céu. É dito que Cristo trará muitos filhos à glória (Hb 2: 1 O). Os homens, normalmente, adotam, quando muito, um herdeiro, mas Deus resolveu aumentar Sua família trazendo muitos filhos à glória. O fato de Deus adotar milhões é uma maravilha do Seu amor. Se Ele tivesse adotado somente um, todos estaríamos em desespero; mas Ele traz muitos filhos à glória, o que abre as portas da esperança para nós.


(6) Que Deus nos conferiu tão grande honra em nos adotar. Davi achou que não era pequena honra se tornar genro do rei (I Sm. 18:18). Mas que dizer da honra de sermos filhos do Altíssimo! Quanto mais honra Deus colocou sobre nós, em nos adotar, mais Ele magnífica o Seu amor para conosco. Que honra em Deus nos fazer tão próximos Dele pela aliança, filhos de Deus o Pai, membros do Deus Filho, tem¬plos do Deus Espírito Santo; Que tenha nos feito como anjos (Mt 22:30); melhor, em algum sentido, superior aos anjos. Tudo isso proclama a maravilha do Amor de Deus em nos adotar.
REVISTA OS PURITANOS ANO XV Nº 3 2007

domingo, dezembro 16, 2007

salvação!!!


A Salvação, um novo nascimento
Deus ao criar o ser humano o fez perfeito e completo. Coroa de Sua criação. Imagem e semelhança Sua. E, desta forma, Sua obra não estaria completa acaso o ser humano fosse incapaz de tomar decisões por si próprio, de executar as ações decorrentes destas decisões, bem como de entender as conseqüências de seus atos. Neste contexto disse Deus ao homem:
"... De toda a árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás" (Gênesis 2:16-17 ACF)
Mas, a serpente disse:
"... Certamente não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal" (Gênesis 3:4-5 ACF)
E preferiu o ser humano crer na serpente a crer em Deus. Faltou-lhe fé em Deus. Faltou-lhe obediência a Deus. E por este pecado, o maior de todos, a falta de fé no Deus Verdadeiro, foi o ser humano expulso do paraíso e fez-se separação entre Deus e os homens:
"Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça" (Isaías 59:2 ACF)
E o pecado e todo o mal entraram para a natureza humana e isto lhe causou, por condenação divina, a morte. Pois, mesmo tendo Deus, desde o início, advertido o homem do resultado da desobediência: "Se comeres, certamente morrerás...", ainda assim o homem, dando ouvidos à serpente, ignorou o aviso e, portanto, merecendo foi condenado por suas ações.
Mas, apesar do pecado e da maldade e da escuridão do coração humano, Deus em Sua infinita misericórdia nos amou a ponto de, mesmo estando nós mortos em nossos pecados, providenciar o meio para que pudéssemos nos salvar da condenação eterna causada por nossos pecados. E esta salvação exige que nós venhamos a nascer novamente:
"Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus" (João 3:3 ACF)
Mas, que tipo de nascimento é este?
Certamente não é um nascimento físico, pois se nasce apenas uma vez, mas sim, um nascimento espiritual, um milagre de Deus, um segundo nascimento durante a vida:
"... Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus" (João 3:5 ACF)
E de que forma podemos passar por este novo nascimento e ter acesso ao reino dos céus?
Existem alguns passos a serem dados de modo a que cheguemos a este novo nascimento, e Deus em sua infinita sabedoria os fez bastante simples, de modo que qualquer pessoa independentemente de seu grau de instrução possa segui-los e vir a se salvar da condenação eterna:
1º passo: Você deve se reconhecer como um pecador. Para Deus nenhum pecado é admitido, pois qualquer pecado condena por todos os pecados:
"Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos" (Tiago 2:10 ACF)
Não há qualquer pessoa no mundo que não tenha pecados:
"Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda; Não há ninguém que busque a Deus... Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" (Romanos 3:10-11,23 ACF)
Você se reconhece como sendo um pecador? Você sente que necessita da misericórdia e do amor de Deus? Se sim prossigamos...
2º passo: Deus pede que você se arrependa de seus pecados:
"... se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis" (Lucas 13:5 ACF)
Mas:
"Perto está o SENHOR dos que têm o coração quebrantado, e salva os contritos de espírito" (Salmo 34:18 ACF)
Confesse agora os seus pecados a Deus. Apresente-se a Ele com o coração aberto e quebrantado. Arrependa-se sincera e profundamente de seus maus caminhos e entregue o comando de sua vida ao Senhor.
3º passo: Creia que Deus enviou Seu filho unigênito para cumprir a pena que seria sua!
"Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores" (Romanos 5:8 ACF)
Creia profundamente no amor de Deus. Creia completamente no amor de Jesus Cristo, que veio e pagou com Sua vida na cruz para que você hoje possa ficar livre da condenação eterna e receber graciosamente a vida eterna! E para isto basta crer:
"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (João 3:16 ACF)
Deus amou o mundo, e em especial a você, de uma tal maneira, qual seja, completamente, sem restrições, com um amor infinito, em tal proporção que deu seu filho unigênito para que morresse na cruz, para que todo aquele que nele crê, com um coração arrependido e quebrantado, não pereça, mas tenha a vida eterna! Que promessa maravilhosa! Que amor maravilhoso Deus tem por nós!
4º passo: Receba a Cristo como Senhor de sua vida e faça parte AGORA da família de Deus:
"Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome" (João 1:12 ACF)
Todos os salvos são parte de uma mesma família, uma família que está destinada a estar ao lado de Deus, gozando de prazeres, delícias e maravilhas indescritíveis por toda a eternidade!
E não é necessário fazer nada para receber tão grandioso presente. Basta que você se arrependa dos seus pecados e creia no sacrifício que Jesus fez por você. É isto mesmo, nada do que você tenha feito ou que possa vir a fazer tem qualquer valor para Deus no que concerne à remissão de seus pecados:
"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie" (Efésios 2:8-9 ACF)
Coloque neste momento sua fé no único que pode te salvar:
"E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos" (Atos 4:12 ACF)
Entregue o seu caminho ao Senhor Jesus, tranqüilize seu coração e viva uma vida de alegria mesmo nos momentos mais difíceis, encontre enfim a paz que você sempre procurou, atenda AGORA ao chamado de Jesus:
"Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve" (Mateus 11:28-30 ACF)
Se você sentiu em seu coração uma imensa alegria, se você permitiu que o Senhor Jesus Cristo fizesse em você o milagre do nascer de novo, então, peço que você ore a Deus neste momento. Ore mais ou menos com estas palavras:
"Senhor meu Deus, peço de todo o coração que o Senhor me conceda o dom gratuito da vida eterna e que o teu Espírito Santo venha habitar em meu coração. Reconheço que sou um pecador e que não mereço tamanho presente, mas coloco, deste momento em diante, a minha confiança em ti e no sacrifício supremo que Jesus Cristo fez por mim na cruz do Calvário.
Recebo neste momento a Jesus Cristo, Teu Filho, como Senhor e Salvador de minha vida, e peço que o Senhor me conceda a força necessária para segui-lO por toda a minha vida. Esta é a oração que Te faço em nome de Jesus Cristo. Amém"
Se você foi realmente sincero ao fazer a oração acima, esta foi a oração mais importante de toda a sua vida!!! Você acabou de passar da morte para a vida, das trevas para a luz!
Mas, e agora? O que fazer? Aonde ir?
Escreva-nos a respeito! Teremos o máximo prazer em te orientar sobre estes primeiros passos na vida cristã!
E seja bem-vindo à família de Deus!

ESTER E A PROVIDÊNCIA DIVINA (autoria "própria")

TEXTO- BASE: ESTER 9:22

O livro de Ester é um dos dois livros bíblicos que não contem uma única menção ao nome de Deus, tampouco há referências à Lei ou à religião judaica. Apesar de não se mencionar o nome de Deus, há abundantes sinais de que ele estivesse operando e cuidando de seu povo. O livro registra o livramento dado por Deus de uma ameaça de destruição do povo.
É a ausência do nome de Deus que constitui a beleza princi­pal do livro e não deve ser considerada como uma mancha so­bre ele. Matthew Henry afirmou: 'Se o nome de Deus não está aqui, está o seu dedo.' Este livro é, como o chama o Dr. Pierson, 'O Romance da Providência'.
Por providência queremos dizer que, em todos os assuntos e acontecimentos da vida humana, individuais e nacionais, Deus tem uma parte e uma porção. Mas essa influência é secreta e oculta. Assim, nessa admirável história, que ensina a realidade da divina providência, o nome de Deus não aparece e só o olho da fé vê o fator divino na história humana. Para o observador atento, toda a história é uma sarça ardente, acesa pela presença divina. A tradição judaica cita Deuteronômio 31.18 como outra razão por que não se menciona o nome de Deus. Por causa de seu pecado, Deus tinha escondido seu rosto a Israel. No entanto, embora tenha escondido o rosto, não se esqueceu de seu povo nem deixou de interessar-se por ele, apesar de fazê-Io sob um véu.
Podemos resumir a mensagem do livro como: a realidade da providência divina. A data de sua autoria é estipulada entre os anos 450 e 300 a.C., tese esta que discorda de alguns estudiosos que a dataram em um período bem mais recente, cerca de século I a.C., o que não ganha tanta credibilidade pois as características da escrita e lingüística encontrada no texto leva a crer na primeira hipótese de sua formação. O autor é outro ponto delicado, pois existem duas grandes correntes, uma é a de que o livro tenha sido escrito pelos “Tamuldes” judaicos, os homens da grande Sinagona, que seriam mestres anônimos, e outra corrente que dedica a autoria de Ester à Mordecai, como relato de estudos de dois grandes historiadores, Josefo e Clemente de Alexandria, o próprio livro mostra algo que dá credibilidade a esta tese “Mordecai escreveu estas coisas, enviou cartas a todos os judeus que se achavam em todas as províncias do Rei Assuero, aos de perto, e aos de longe,”.
Esta história mostra o zelo de Deus pela sua Palavra, ao não permitir o extermínio do povo Judeu, sendo que deste povo surgiria o Messias, para estabelecer a nova aliança e concerto à humanidade. Fica clara e evidente a conseqüência de uma desobediência como de Saul já citada brevemente acima, mas também da obediência a sua religião e seu Deus como Ester e Mordecai, que não corromperam suas crenças e obtiveram uma vitória que ficou cravada na história do povo, sendo recordada todos os anos desde então.
A história deste livro nos serve como exemplo de perseverança e fé, lembrando ao cristão que as promessas feitas pelo Pai se cumprem só pelo fato de ter sido Ele a tê-las feito, garantindo uma verdadeira esperança ao seu cumprimento como um todo.

Versículo chave do livro, Ester 9.22: Como os dias em que os judeus tiveram repouso dos seus inimigos, e o mês que se lhes mudou de tristeza em alegria, e de luto em dia de festa, para que os fizessem dias de banquetes e de alegria, e de mandarem presentes uns aos outros, e dádivas aos pobres. O livro de Ester é dividido em três partes que soa maravilhosa lições para o povo de Deus atualmente:

Primeiro, Ester torna-se rainha,( Capítulos 1 e 2 ). Nessaparte, podemos ver que mesmo que não consigamos entender, as circunstâncias de hoje são preparações para o futuro, que só Deus tem conhecimento. Mas mesmo Ester não tendo conhecimento de sua vitoriosa história, ela teve como principio a obediência a seu “pai” Mordecai ao não revelar a sua raça, mostrando até nos dias de hoje importância deste principio e as suas ricas conseqüências, este é um valioso principio para chegarmos à salvação e Ester foi um ótimo exemplo disto;

Segundo = O Plano
Hamã, Passando algum tempo, um amalequita de nome Hamã foi exaltado pelo rei, tendo este ordenado a todos a se inclinarem diante dele, Mordecai era o único a não obedecer a essa ordem do rei, pois dizia ser contra a lei dos judeus se inclinarem diante de uma pessoa. Mas por trás disso tudo existia um fator a ser considerado Hamã estava ligado a Aguage rei dos amalequitas que foi a primeira nação a guerrear contra Israel depois do êxodo, tendo então o povo amalequita um grande histórico de inimizade com o povo israelita, perdurando todo esse tempo por conseqüência da desobediência a Deus por Saul que não matou todo o povo amalequita, preservando a vida do rei que pôde recomeçar a sua nação assim como manter o ódio pelos israelitas.
Desde o Gênesis o inimigo de Deus buscou exterminar os filhos da promessa assim como toda a raça humana. A idéia de Satanás era destruir a linhagem que Deus escolheu para a vinda do Messias para que ele não fosse destruído pelo mesmo. Mas a intervenção Divina é providencial e mostra que por amor ao seu povo que ficou em Jejum e oração e pela disponibilidade de uma pessoa em servir-lhe, deu-lhe o livramento necessário, visto que acima de tudo havia a Promessa messiânica a ser cumprida, e esta geração de Ester foi privilegiada com tamanha benção, vendo Hamã, o conspirador agagita morrer pela sua intenção maligna.
A posição de serva deu a Ester ousadia e plena confiança em seu Deus, e desta maneira devemos aplicar tal serventia ao Deus de Ester em nossos dias, pois provém do amor, ensinado pelo Cristo de Deus.
A terceira lição do livro é O povo de Deus é salvo e surge a festa do Purim (Capítulos 8 ao 10). O desfecho desta dramática, mas entusiasmada história é a festa do Purim, o povo comemora a salvação dada por Deus, lembrando-nos que a promessa da salvação eterna é fato incontestável, nos dando alegria sem fim e esperança perpétua. A providência e a promessa Divina esta em Ester a salvadora do povo Judeu e em nós, tendo Cristo como Salvador de toda raça humana.
Também podemos aprender com algumas atitudes de Mordecai, uma delas é não negar seu Deus em hipótese alguma mesmo se for aparentemente loucura podendo nos custar a vida, ainda, mostrou-se preocupado e zeloso para com o povo e quando foi colocado em lugares altos não se ensoberbeceu, dando claramente a Deus toda honra e glória.
Podemos ver que tudo era plano de Deus, pois o primeiro grupo de judeus voltou a Jerusalém em 538 a.C. Vinte anos depois, o Templo teve sua reconstrução concluída (Ed 1-6).A história de Ester desenrolou-se uns quarenta anos depois de o Templo ter sido reconstruído. Ela tornou-se rainha da Pérsia em 478 a.C. e salvou os judeus de serem massacrados em 473 a.C. Quinze anos depois de a rainha Ester ter livrado os judeus, Esdras foi para Jerusalém (458 a.C.), e 13 anos depois Neemias reconstruiu os muros de Jerusalém. Pode ter sido Ester que possibilitou a obra de Neemias. Portanto, vemos que a história desse livro pode ter possibilitado AS HISTÓRIAS Dos outros livros. Talvez se Ester não tivesse entrado em cena, a história do povo judeu poderia ter tomado rumos bem diferentes, não em seu desfecho pois a promessa haveria de se cumprir mas talvez em situações históricas,
by Marcel Lira (manu joe) e Tatyara Lira

sábado, dezembro 15, 2007

PRECARIEDADE - (autoria "própria") - letra de rap!

Precarieda é o que temos na sociedade
Não importando sua raça, sua cor, sua idade
Vivemos em busca de satisfazermos as necessidades
Mundo materialista e cheio de falsas verdades
Buscando a morte, cartomante e imagens
Buscando ódio, inveja e maldade
Buscando o homem, esperteza e malandragem
Não importa se é miserável ou engravatado
A condenação chega em todas as partes
Quem virou a costa para DEUS? A humanidade
Agora vai, reclama da vida sangue bom
Você não é o tal, nem um mal lhe atinge!?
Seus anjos estão gueto ou no congresso?
Uma gloke, uma 12 uma AR 15
Desculpe, mas não irá longe com estes pensamentos
Não irá longe se viver no veneno
Não fará nada de bom, nada para o crescimento
Porque se achar malandro ou um grande acadêmico
Não resolverá o problema de nenhum brasileiro
Nenhum ser humano no mundo inteiro
Ser o bambambam das menininhas, baladeiro
Ser a patricinha fumando um o dia inteiro
Na faculdade dando mole para o primeiro
Que vê de abdome rasgado ou de carro importado
Ta tudo errado, eu to ligado, já vivi os 2 lados
E sei o quanto errei, vacilei e pequei
Mas tive a oportunidade que você esta tendo agora
Dizer não ao sexo, as tretas e as drogas
Não como filosofia de vida simplesmente
Mas algo que vai além dos rasos pensamentos
Sobrenatural de uma vida sem igual
Ou você acha que viver sem DEUS é possível?
Se acha isto, vai que vai, mas cuidado com o inimigo
Na primeira oportunidade vai te consumir vivo
Ta duvidando desta palavra velho amigo
O mundo jaz no maligno, não SOU EU quem diz, esta no LIVRO
Nesta Palavra eu acredito, JESUS te ama e diz
“de você não desisto, morreria novamente para te ver vivo
Mas agora não é hora o que quero é te buscar”
“vinde a mim voz todos que estai cansados e oprimidos”
O que preciso fazer para te provar que sou seu melhor amigo?
TE AMO, E QUERO VIVER A ETERNIDADE CONTIGO
E mudar sua vida aki na terra é apenas o principio
Pode alguém ter certeza de salvação?

Se isto realmente for possível, você não gostaria de saber e poder ter esta maravilhosa certeza?
Hélio de M. Silva
Pergunta: Você tem certeza, certeza mesmo, total e absoluta, sem a menor sombra de dúvida, de que está SALVO? Não estou perguntando se você é religioso, membro de Igreja, de boa conduta ética e moral, mas sim: Você tem certeza absoluta de salvação? Resposta: Sim .................... ; Não .................... . Se você respondeu "Não", e gostaria de ter certeza de salvação, permita-me dividir com você o que a Palavra de Deus ensina, para lhe dar a certeza de salvação. Não passe para um ponto antes de entender o anterior. Coloquemos de lado o que os homens e suas religiões dizem e aceitemos plenamente o que Deus diz. O que almejo é que você receba a salvação e não que "saia da sua religião para a minha." 1a. Pergunta: É alguém (sou eu) suficientemente bom e justo para merecer o céu? Somos nós (eu e você) pecadores? Resposta: Rom 3:9-12 - .................... há um justo, nem .................... sequer. Rom 3:22-23 - ... não há ..................... Porque .................... pecaram e .................... estão da glória de Deus. DÚVIDA? Jer 17:9-10; Isa 1:5-6; 53:6; 64:6; Jo 3:3; Tia 2:10; 1Jo 1:8-10.
9 Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá? 10 Eu, o SENHOR, esquadrinho o coração e provo os rins; e isto para dar a cada um segundo os seus caminhos e segundo o fruto das suas ações. (Jeremias 17:9-10) 5 Por que seríeis ainda castigados, se mais vos rebelaríeis? Toda a cabeça está enferma e todo o coração fraco. 6 Desde a planta do pé até a cabeça não há nele coisa sã, senão feridas, e inchaços, e chagas podres não espremidas, nem ligadas, nem amolecidas com óleo. (Isaías 1:5-6) Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos. (Isaías 53:6) Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades como um vento nos arrebatam. (Isaías 64:6) Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. (João 3:3) Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos. (Tiago 2:10) 8 ¶ Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. 9 Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça. 10 Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós. (1 Joãn 1:8-10)

APLICAÇÃO: De acordo com a Palavra de Deus (não a opinião dos homens), eu, Hélio sou um pecador, pura e plenamente. 2a. Pergunta: Qual é o salário bem merecido e que Deus infalivelmente pagará a quem ao menos uma vez na vida pecou? Resposta: Rom 6:23 – Porque o salário do pecado é a ..................... Apo 21:8 - ... a sua parte será no lago que arde com .................... e ....................; o que é a segunda morte. Luc 13:3 - ... se não vos arrependerdes, .................... de igual modo ..................... DÚVIDAS? Luc 12:5; 16:23-24; Mt 3:12; 25:41,46; Jo 1:12; 2Ped 2:9; Jud 6,7; Apo 20:15.
Mas eu vos mostrarei a quem deveis temer; temei aquele que, depois de matar, tem poder para lançar no inferno; sim, vos digo, a esse temei. (Lucas 12:5) 23 E no inferno, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio. 24 E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. (Lucas 16:23-24) Em sua mão tem a pá, e limpará a sua eira, e recolherá no celeiro o seu trigo, e queimará a palha com fogo que nunca se apagará. (Mateus 3:12) Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos; (Mateus 25:41) E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna. (Mateus 25:46) Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome; (João 1:12) Assim, sabe o Senhor livrar da tentação os piedosos, e reservar os injustos para o dia do juízo, para serem castigados; (2 Petro 2:9) E aos anjos que não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação, reservou na escuridão e em prisões eternas até ao juízo daquele grande dia; (Judas 1:6) E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo. (Apocalipse 20:15)

APLICAÇÃO: De acordo com a Palavra de Deus (não opinião dos homens) o que eu mereço mesmo é a condenação eterna no lago de fogo , um lugar real de tormento eterno . 3a. Pergunta: *Existe algum modo de salvação? Quantos? Quais? Posso eu ser salvo pelas boas obras, religiosidade e esforço para fazer o melhor? Resposta: Efe 2:8-9 – Porque pela .................... sois .................... por meio da ....................; e isto não vem de vós, é .................... de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie; * Terei outra oportunidade, em outra vida (reencarnação)? Resposta: Heb 9:27 – E, como aos homens está ordenado morrerem .................... , vindo depois disso o .................... . * Mas não existem vários outros caminhos para a salvação, como ser fervoroso protestante ou católico, ou por sacramentos, ou anjos, santos, espíritos e homens, ou reencarnação, ou budismo, ou caridade, filantropia, boas obras, ou se reger por rigorosos códigos e leis morais, ou sinceridade ou qualquer outra coisa? Resposta: Jo 14:6 - .................... sou .................... .................... , .................... .................... e .................... .................... ninguém vem ao Pai senão por .................... . DÚVIDA? Isa 55:8; Rom 3:20; Jo 3:18,36; 11:25; 20:16; At 4:12; 2Tes 2:10-12; Tito 3:5; Gal 2:16; Tia 2:10; Prov 14:12.
Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o SENHOR. (Isaías 55:8) Por isso nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado. (Romanos 3:20) Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. (João 3:18) Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece. (João 3:36) Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; (João 11:25) Disse-lhe Jesus: Maria! Ela, voltando-se, disse-lhe: Raboni (que quer dizer, Mestre). (João 20:16) E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos. (Atos 4:12) 10 E com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem. 11 E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira; 12 Para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniqüidade. (2 Tessalonicens. 2:10-12) Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo, (Tito 3:5)

APLICAÇÃO: De acordo com a Palavra de Deus, o único caminho para salvação é pela fé em Cristo. Nem .................... nem .................... , nem .................... salvam. 4a.Pergunta: Então, que devo eu fazer para ser salvo? Resposta: Rom 10:13 – Porque .................... aquele que invocar o nome do Senhor será .................... .Rom 10:9 – Se com a tua boca .................... ao .................... .................... , e em teu coração .................... que Deus o .................... dentre os mortos, serás .................... .At 16:30-31 30 E, tirando-os para fora, disse: Senhores, que é necessário que eu faça para me salvar? 31 E eles disseram: .................... no .................... .................... .................... e serás ...................., tu e a tua casa.
(retorne à página index de http://solascriptura-tt.org/ Evangelisticas )

QUANTOS PECADO TEMOS, QUANTAS ESCOLHAS ERRADAS FAZEMOS (autoria "própria") - letra de rap

('LIBERDADE POÉTICA'' FREQUENTE - OK?)

Você não valoriza o dom gratuito de DEUS, A VIDA
Ainda quer saber a origens de tantas, FERIDAS
Meu amigo minha amiga não tente ignorar
A verdade não dói, mas a mentira corrói
A realidade é crua, para mim perfeita e eterna
Quer obter a resposta?
Bem, abra sua bíblia e leia, e veja que maravilha
Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida

Caso encontra-se nesta situação
Angustiado, cansado, não vê saída, olha pra cima e para baixo
Não encontra alegria, gasta sua grana em balada e bebida,
mas no fundo ela não
Representada nada, não soma, não adiciona em sua história
Ainda, treta com a família, causando grandes feridas
Problemas e manias repetidas, quer coisa nova?
Venha para a fonte da vida
Com um Deus que cuida, zela e ainda por cima
Te oferece salvação eterna para você e os teus todos os dias

O mundo ta podre, o mundo ta zuado
Ainda tem gente acreditando em duende, gnomo, pé de coelho e dente de alho
Quanta superstição, quanta brincadeira do diabo
Tem pessoa que lê paulo coelho e wicca mas nunca leu na Bíblia Sagrada
o livro de tiago
Mas ai, esta é sua chance de se arrepender e verdadeiramente começar a viver
Andar com Jesus sem outros agregados que só atrapalham você
Tipo, expedito, aparecida, buda, santa rosa, lbv e seichonoie – para com tudo isto
Nenhum deles deu a vida por você

Não se sinta mal com estes versos,
mas não confie em homem, mas sim no
DEUS Que criou o Universo
Ele não esta longe Ele esta perto
Contra o pecado foi o próprio que escreveu e com sangue assinou o manifesto
Não precisa procurar salvação pra sua alma em predestinação
Reencarnação, muito menos mesa branca, terreiro ou no alcorão
Ele é o Deus da esperança
Por amor a você Ele não descansa
Por amor enviou seu Filho amado para esta nova aliança

Caro ouvinte, a vaidade é do homem, a ansiedade também
Mas ter uma vida com Cristo, só lhe fará bem
Aprendendo passo a posso, dia após dia, dando testemunho
E lendo e entendendo a Bíblia
De glória em glória, rompendo em fé, pois Deus Supremo és em sua vida

By - Marcel Lira (manu joe)

ARREPENDIMENTO

O ARREPENDIMENTO E A FÉ
Pastor Tomaz Germanovix 01/02/2005
Focalizamos em nosso primeiro estudo o homem em sua total depravação (estudo feito em 01/08/04). De modo claro, as Escrituras sagradas mostram que a situação do ser humano, à luz da revelação divina, é de absoluta perdição. Ele é escravo do pecado (João 8:34), é ignorante em relação às coisas do Espírito (1 Coríntios 2:14), está morto para Deus (Efésios 4:18), está cativo à vontade do diabo (2 Timóteo 2:25-26), ama as trevas (João 3:19), não tem nenhum interesse por Deus (Romanos 3:10-18).
A condição do homem é desesperadora porque ele não pode escolher outra coisa senão o pecado. Ele é dirigido por sua natureza caída, e obedece fielmente aos desejos de seu coração corrupto. Depois da rebelião no Éden, o homem perdeu o seu "livre-arbítrio". Nascemos neste mundo portadores de uma natureza rebelde e antagônica a Deus e só escolhemos o mal. Porém, isto não significa que não possamos ser pessoas morais ou ilibadas. Não só podemos ser pessoas distintas, mas também podemos ser extremamente religiosos e zelosos com as coisas de Deus. A Bíblia registra exemplos marcantes de pessoas muito "espirituais" e bondosas, contudo, elas não eram regeneradas. Tanto Nicodemos (João 3:3) como o centurião Cornélio (Atos 10:1-2) são exemplos claros dessa verdade. Não podemos confundir comportamento humano com depravação espiritual.
Em seguida, mostramos, pela Palavra de Deus, que só por intermédio de um ato divino o homem pode ser salvo. O milagre da regeneração (estudo feito em 12/09/04) se tornou uma questão sine qua non para a salvação do perdido. No estado de total escuridão, o homem nada pode fazer em benefício de si mesmo para ser salvo. Aquele que está morto está impedido de tomar qualquer tipo de decisão. O texto de 1 Coríntios 15:22a esclarece isto: Porque, assim como, em Adão, todos morrem. Se Deus não interferisse a favor do homem, não haveria esperança. O nosso fim seria a perdição eterna. No entanto, Deus, em sua infinita bondade, enviou o seu Filho amado a este mundo para nos salvar. Está escrito em João 3:16: Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito para que todo o que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
Deus, por sua espontânea vontade, entregou o seu Filho amado para morrer numa cruz para nos salvar. A obra mais significativa deste universo foi realizada num palco chamado o Lugar da Caveira. O Senhor Jesus consumou a nossa redenção quando entregou a sua vida por nós.
João Batista ganhou a revelação em seu coração de que Jesus era muito mais do que simplesmente homem. No livro de João 1:29b está escrito: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo! As Escrituras relatam que o cordeiro a ser sacrificado deveria ter características especiais. O cordeiro será sem defeito, macho de um ano. Êxodo 12:5a. Na velha dispensação, o animal que era ofertado tinha que ser o melhor do rebanho, e sem defeito algum.
Jesus Cristo é o santo Cordeiro de Deus. O apóstolo Pedro testemunhou sobre o Senhor: O qual não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca. 1 Pedro 2:22. Cristo Jesus, totalmente santo, morreu numa cruz aos 33 anos, e isto equivale a idade de um cordeiro de 1 ano. Ele foi crucificado às 9 horas da manhã, e ficou pendurado na cruz, em agonia profunda, até às 3 horas da tarde: À hora nona, clamou Jesus em alta voz: Eloí, Eloí, lamá sabactâni? Que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Mateus 27:46.
O Amado Senhor ficou 6 horas exposto à vergonha naquele madeiro. Ali, sozinho, Ele pagou por toda a culpa do nosso pecado. Mas no momento de sua morte, Ele nos incluiu em seu corpo, para que a nossa natureza rebelde fosse Nele crucificada. O livro de João 12:32-33 aponta: E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo. Isto dizia, significando de que gênero de morte estava para morrer. Não fomos incluídos no sofrimento de Cristo, mas sim, em sua morte (Romanos 6:6).
Contudo, não fomos somente incluídos em sua morte, ganhamos também uma nova vida por causa de sua ressurreição: E, juntamente com Ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus. Efésios 2:6. A regeneração é um milagre divino. É um ato gracioso que teve a sua origem na vontade soberana de Deus.
Uma vez regenerados, podemos nos arrepender e crer. Nós não nos arrependemos e cremos para sermos regenerados, o inverso é a verdade bíblica. Segundo John Reisinger, o arrependimento e fé são atos livres do homem. Os homens, com sua própria mente, coração e vontade, devem renunciar ao pecado e receber a Cristo. Deus nunca se arrependeu ou creu por alguém – e Ele nunca o fará. Podemos constatar esta verdade em Mateus 3:2 e João 3:15: Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus. Para que todo o que Nele crê tenha a vida eterna.
No entanto, só podemos nos arrepender e crer se tivermos vida (Efésios 2:1). O arrependimento e a fé são as evidências e não a causa da regeneração. O homem está 100% morto em delitos e pecados. O autor acima citado dá o seguinte exemplo: Suponha que um homem que tenha estado morto por 20 anos te cumprimente na rua um dia. Você concluiria que o homem se cansou de ser morto e decidiu pedir a um grande médico que realizasse um milagre e lhe desse vida? Todos sabemos a resposta. Não há uma fagulha de luz no homem que o motive a se arrepender e crer em Deus.
Ao mesmo tempo que a Bíblia exorta o homem a se arrepender e crer no evangelho, também ensina que tanto o arrependimento como a fé são dons divinos. Lemos em Romanos 2:4 e Efésios 2:8: Ou desprezas a riqueza da sua bondade, e tolerância, e longanimidade, ignorando que a bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento? Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus.
O primeiro discurso de Pedro depois do Pentecoste levou os seus ouvintes a uma reação: Ouvindo eles estas coisas, compungiu-se-lhes o coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos? Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. Atos 2:37-38. Constatamos aqui que aconteceu um genuíno arrependimento, pois os corações dos ouvintes foram compungidos pelo poder do Espírito Santo.
O verdadeiro arrependimento provoca em nós o repúdio pelo pecado. A Bíblia registra em Ezequiel 36:31: Então, vos lembrareis dos vossos maus caminhos e dos vossos feitos que não foram bons; tereis nojo de vós mesmos por causa das vossas iniqüidades e das vossas abominações. Ninguém que recebeu a vida santa de Cristo pode amar o pecado. Isto é um completo absurdo. O regenerado não é perfeito e está sujeito a pecar, no entanto, ele não nutre nenhuma afinidade para com aquilo que foi a causa da morte de seu querido Senhor. Uma vez salvos em Cristo Jesus, a nossa inclinação agora é para a justiça de Deus. Não somos mais escravos do pecado, pois verdadeiramente fomos libertos pelo Senhor.
Antes, éramos escravizados pela nossa natureza caída e não podíamos fazer nada, senão pecar. Agora somos livres em Cristo, e somos inclinados à santidade, ainda que, por sermos finitos, podemos eventualmente pecar.
Por sermos filhos de Deus, ganhamos uma nova disposição e inclinação, por isso temos prazer na obediência. As palavras de Paulo em Romanos 6:11-14 são dirigidas aos nascidos de novo: Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus. Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões; nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado, como instrumentos de iniqüidade; mas oferecei-vos a Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros, a Deus, como instrumentos de justiça. Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça.
O novo nascido tem uma inclinação natural às coisas do alto. Há uma sede da presença de Deus no íntimo de todo o filho de Deus. O salmista descreve bem o anelo da alma dos redimidos: Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo. Salmo 42:1-2.
O milagre da regeneração nos leva ao arrependimento e à fé em nosso Senhor Jesus Cristo. A Deus seja toda a Glória!

TUDO TEM SEUS PRINCIPIOS - EVANGELISMO

Sondando sua Consciência
por
Jonathan Edwards

“Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos, vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno” (Salmos 139.23,24).
O Salmo 139 é uma meditação sobre a onisciência de Deus. Deus vê e sabe perfeitamente todas as coisas. O salmista apresenta esse perfeito conhecimento afirmando que Deus conhece todas as nossas ações (“Sabes quando me assento e quando me levanto” v. 2a); todos os nossos pensamentos (“de longe penetras os meus pensamentos” v. 2b); todas as nossas palavras (“Ainda a palavra me não chegou à língua, e tu, Senhor, já a conhece toda” v. 4).
Depois ele ilustra a impossibilidade de fugir da presença divina:
Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face? Se subo aos céus, lá estás; se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também; se tomo as asas da alvorada e me detenho nos confins dos mares, ainda lá me haverá de guiar a tua mão, e a tua destra me susterá. Se eu digo: as trevas, com efeito, me encobrirão e a luz ao redor de mim se fará noite, até as próprias trevas não te serão escuras: as trevas e a luz são a mesma coisa (vs. 7-12).
Em seguida, fala do conhecimento que Deus tinha dele até mesmo antes do seu nascimento:
Pois tu formaste o meu interior, tu me teceste no seio de minha mãe… Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado e entretecido como nas profundezas da terra. Os teus olhos me viram a substância ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda (vs. 13,15,16).
Depois disso, o salmista observa o que deve ser inferido como uma conseqüência necessária da onisciência de Deus: “Tomará, ó Deus, desses cabo do perverso” (v.19).
Finalmente, o salmista faz uma aplicação prática da sua meditação sobre a onisciência de Deus: ele implora para que Deus o sonde e o examine e veja se há nele algum caminho mau, e que o guie pelo caminho eterno.
Obviamente, o salmista não está implorando que Deus o sonde para que Deus possa obter qualquer informação. O objetivo de todo o Salmo é a declaração de que Deus sabe todas as coisas. Por essa razão, o salmista está orando para que Deus o sonde a fim de que o próprio salmista possa ver e ser informado do pecado do seu próprio coração.
Davi obviamente examinou seu próprio coração e seus caminhos, mas não confiou nisso. Ele ainda temia que pudesse ter algum pecado desconhecido que tivesse escapado de sua própria sondagem; então pediu para que Deus o examinasse.
Em outro lugar, Davi escreveu: “Quem há que possa discernir as próprias faltas? Absolve-me das que me são ocultas” (Sl 19.12). Quando disse “faltas ocultas” ele quis dizer que elas lhe eram secretas – aqueles pecados que tinha, mas não era consciente deles.
Todos nós deveríamos nos preocupar em saber se vivemos com algum tipo de pecado que até nós mesmos desconhecemos. Se alimentamos algum desejo secreto ou negligenciamos algum dever espiritual, nossos pecados escondidos são tão ofensivos a Deus e o desonram tanto quanto os conhecidos, evidentes e os notórios. Desde que somos tendentes ao pecado, e o nosso coração está cheio deles, devemos tomar um cuidado especial para evitar aqueles que são insolentes, involuntários e cometidos na ignorância.
Por que as pessoas vivem no pecado sem saber
Nosso problema em reconhecer se há em nós algum caminho mau não é por falta da luz externa. Certamente Deus não falhou em nos dizer clara e abundantemente quais são os maus caminhos. Ele nos deu mandamentos mais do que suficientes que mostram o que deveríamos e o que não deveríamos fazer; e eles estão claramente colocados diante de nós na sua Palavra. Então, nossa dificuldade em conhecer nosso próprio coração não é pelo fato de nos faltarem normas adequadas.
Como é possível as pessoas viverem de maneira que desagradam a Deus – e no entanto parecerem completamente insensíveis a isso e seguirem em frente totalmente esquecidas de seus pecados? Diversos fatores contribuem para essa tendência maligna da humanidade:
A natureza cega e enganosa do pecado. O coração humano é cheio de pecado e corrupção; e a corrupção tem um efeito espiritual de cegueira. O pecado sempre carrega um grau de obscuridade. Quanto mais ele prevalece, mais ele obscurece e ilude a mente. Ele nos cega para a realidade que está no nosso próprio coração. Assim, o problema não é, em absoluto, a falta da luz da verdade de Deus. A luz brilha suficientemente ao nosso redor, mas a falha está nos nossos olhos; estão obscurecidos e cegos pela incapacidade mortal que resulta do pecado.
O pecado engana facilmente porque controla a vontade humana, e isso altera o julgamento. Quando a concupiscência prevalece, predispõe a mente para aprová-la. Quando o pecado influencia nossas preferências, ele parece agradável e bom. A mente é naturalmente predisposta a pensar que tudo o que é agradável é correto. Portanto, quando um desejo pecaminoso vence a vontade, também lesa o entendimento. Quanto mais a pessoa anda no pecado, provavelmente, mais a sua mente será obscurecida e cega. Assim é que o pecado assume o controle das pessoas.
Portanto, quando elas não estão conscientes do seu pecado, fica extremamente difícil fazê-las enxergar o erro. Afinal de contas, o mesmo desejo maligno que as levou ao pecado, as cegará. Quanto mais uma pessoa raivosa consente com a malícia ou com a inveja, mais esses pecados cegarão seu entendimento para que ela os aprove. Quanto mais um homem odeia o seu vizinho, mais ele tende a pensar que tem uma boa causa para odiar, e que aquele vizinho é digno de ódio, que merece ser odiado, e que não é seu dever amá-lo. Quanto mais prevalecem os desejos de um homem impuro, mais doce e agradável o pecado lhe parecerá, e mais ele tenderá a pensar que não há mal nisso.
Semelhantemente, quanto mais uma pessoa deseja coisas materiais, provavelmente mais pensa que é desculpável por agir assim. Dirá a si mesma que precisa de certas coisas, e que não pode viver sem elas. Se são necessárias, raciocina ela, não é pecado desejá-las. E as concupiscências do coração podem assim ser justificadas . Quanto mais prevalecem, mais cegam a mente e influenciam o julgamento que as aprova. Por isso, a Bíblia denomina os apetites mundanos de “as concupiscências do engano” (Ef 4.22). Até pessoas piedosas podem por um tempo permanecer cegas e iludidas pela concupiscência, e assim viverem de uma maneira que desagrada a Deus.
A concupiscência também incita a mente carnal a inventar desculpas para as práticas do pecado. A natureza humana é muito sutil quanto se trata de racionalizar o pecado. Alguns são tão devotados às suas maldades que quando a consciência os importuna, torturam a mente a fim de encontrar argumentos que façam com que ela se cale e que os convençam de que procederam licitamente quando pecaram.
O amor a si mesmo também predispõe as pessoas a desculparem o seu pecado. Elas não gostam de se condenar. São naturalmente preconceituosas em seu próprio favor. Procuram bons nomes para denominar suas tendências pecaminosas. Elas as transformam em virtudes – ou no mínimo em tendências inocentes. Rotulam a avareza de “prudência”, ou então chamam a ganância de “negócio inteligente”. Quando se alegram com as calamidades do próximo, fingem que é porque esperam que isso trará algum bem à pessoa. Se bebem muito, é porque sua constituição física o exige. Se caluniam , ou falam do vizinho, afirmam ser zelosos quanto ao pecado. Se entram numa discussão, dizem ter uma consciência obstinada e consideram sua discórdia mesquinha uma questão de princípios. E assim, encontram bons nomes para todas as formas de mal.
As pessoas têm a tendência de adaptar os seus princípios à sua prática, e não o contrário. Além de permitir que seu comportamento se conforme com a consciência, despenderão uma energia tremenda tentando fazer com que sua consciência se adapte ao seu comportamento.
Como o pecado é tão enganoso, e como temos muito pecado no coração, é difícil julgar nossos próprios caminhos com justiça. Por causa disso, deveríamos fazer um auto-exame diligente e nos preocupar em descobrir se há em nós algum caminho mau. “Tende cuidado, irmãos, jamais aconteça haver em qualquer de vós perverso coração de incredulidade que vos afaste do Deus vivo; pelo contrário, exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama Hoje, a fim de que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado” (Hb 3.12,13).
As pessoas vêem mais facilmente os erros dos outros do que os seus. Quando vêem os outros errarem, imediatamente os condenam – até mesmo enquanto se desculpam pelos mesmos pecados! (cf. Rm 2.1) Todos vemos um argueiro nos olhos dos outros e não a trave nos nossos olhos. “Todo caminho do homem é reto aos próprios olhos” (Pv 21.2). “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (Jr 17.9) Não podemos confiar em nosso coração nesta questão. Em vez disso, devemos nos vigiar, interrogar nosso coração cuidadosamente, e pedir a Deus que nos sonde completamente. “O que confia no seu próprio coração é insensato” (Pv 28.26).
A sutileza de Satanás. O demônio trabalha corpo a corpo com as nossas paixões enganosas. Ele labuta para tornar-nos cegos às nossas faltas. Continuamente se esforça para nos levar ao pecado, e então, trabalha com a nossa mente carnal nos bajulando com a idéia de que somos melhores do que realmente somos. Assim, ele cega a consciência. É o príncipe das trevas. Cegar e enganar têm sido seu trabalho desde os nossos primeiros pais.
A força do hábito. Algumas pessoas se esquecem dos pecados que lhe são habituais. Freqüentemente os pecados habituais entorpecem a mente, e dessa maneira, tais pecados, que uma vez afligiram a consciência, começam a parecer inofensivos.
O exemplo dos outros. Alguns se tornam insensíveis ao próprio pecado porque deixam a opinião popular ditar o seu padrão. Observam o comportamento dos outros a fim de discernir o que está certo ou errado. Porém, a sociedade é tão tolerante com o pecado que muitos deles perderam seu estigma. As coisas que não agradam a Deus e são consideradas abomináveis à sua vista parecem inocentes quando visualizadas através dos olhos da opinião popular. Talvez as vejamos sendo praticadas por pessoas que estimamos, ou nossos superiores, ou por aqueles que são considerados sábios. Isso tende a favorecer essas coisas e a diminuir o sentido de sua pecaminosidade. É especialmente perigoso quando homens piedosos, líderes cristãos respeitados são vistos comprometidos com práticas pecaminosas. Isso especificamente tende a calejar o coração do observador e a cegar a mente a respeito de qualquer hábito maligno.
Obediência incompleta . Aqueles que obedecem a Deus indiferentemente ou pela metade correm o risco de viverem em pecado encoberto. Alguns cristãos professos negligenciam parte de seus deveres espirituais enquanto se concentram em outra parte. Seus pensamentos talvez estejam completamente voltados à oração secreta, à leitura bíblica, à adoração pública, à meditação e a outros deveres religiosos – enquanto ignoram os deveres morais: suas responsabilidades em relação à esposa, aos filhos ou aos vizinhos.
Sabem que não devem defraudar o seu vizinho, mentir ou fornicar. Mas parecem não considerar quanto mal há em falar dos outros de modo leviano, censurar o vizinho, contender e brigar com as pessoas, viver hipocritamente diante da família ou negligenciar a instrução espiritual de seus filhos.
Esse tipo de pessoa parece ser muito consciente em algumas coisas – aquelas áreas de sua obrigação sobre as quais se mantém vigilante – mas negligencia completamente outras áreas importantes.
Como descobrir o pecado desconhecido no íntimo
Como observamos, naturalmente, é muito difícil avaliar honestamente o nosso próprio pecado. Mas, se estivermos realmente preocupados com isso, se formos rígidos e sondarmos totalmente o nosso coração, podemos, na maioria das vezes, descobrir o pecado no íntimo. As pessoas que querem agradar e obedecer a Deus, com toda luz que desfrutamos, certamente não precisam continuar nos caminhos pecaminosos por causa da ignorância.
É verdade que o nosso coração é muito enganoso. Mas Deus, em sua santa palavra, nos deu luz suficiente para o estado de trevas em que nos encontramos. Por meio do cuidado e da averiguação, podemos conhecer nossas responsabilidades espirituais e saber se estamos vivendo em algum caminho mau . Todo aquele que tem algum amor a Deus ficará grato pela ajuda bíblica nesta questão. Tais pessoas estão preocupadas em andar em todas as coisas que Deus queria que andassem, como agradá-lo e honrá-lo. Se a vida delas, de alguma maneira, ofende a Deus, terão prazer em saber disso e de maneira nenhuma optam por ocultar de si mesmas o próprio pecado.
Também, aquele que pergunta com sinceridade, O que eu devo fazer para ser salvo? irá querer identificar o pecado em sua vida, já que é o pecado o que o separa de Cristo.
Há duas maneiras pelas quais chegamos ao conhecimento do nosso pecado:
Conhecimento da Lei de Deus. Se você deseja saber se vive em pecado desconhecido, deve familiarizar-se totalmente com o que Deus quer de você. Na Bíblia, Deus nos deu normas perfeitas e verdadeiras pelas quais devemos andar. Ele expressou seus preceitos clara e fartamente, assim, somos capazes de saber – a despeito das nossas trevas e desvantagens espirituais – exatamente o que ele requer de nós. Que revelação da mente divina completa e abundante temos nas Escrituras! Quão clara é em nos instruir sobre como nos comportar! Quão freqüentemente seus preceitos são repetidos! E quão explicitamente são revelados, de várias maneiras, a fim de que pudéssemos entendê-los completamente!
Mas que proveito há em tudo isso se negligenciamos a revelação de Deus e não nos esforçamos em nos inteirar dela? Que proveito há em se ter princípios piedosos se ainda não os conhecemos? Por que Deus revelaria a sua mente, se não nos importamos em saber o que é ela?
No entanto, a única maneira pela qual podemos saber se estamos pecando é conhecendo sua lei moral: “Pela lei vem o pleno conhecimento do pecado” (Rm 3.20). Entretanto, se não queremos continuar desagradando a Deus, devemos estudar diligentemente os princípios do certo e do errado que ele revelou. Devemos ler e pesquisar muito mais as santas Escrituras. E devemos fazer isso com a intenção de conhecer todo o nosso dever, assim a Palavra de Deus pode ser “lâmpada para os [nossos] pés e luz para os [nossos] caminhos” (Sl 119.105).
E, assim sendo, está claro que a maior parte das pessoas é muito mais culpada simplesmente por causa da sua negligência aos deveres espirituais. Antes de tudo, são culpáveis porque desprezam a Palavra de Deus e outras fontes que poderiam informá-las. Agem como se o estudo fosse somente um trabalho dos pastores. Tal ignorância é freqüentemente uma negligência proposital e deliberada. Se não são conscientes do que Deus quer delas, é sua própria falta. Elas têm oportunidade suficiente para saber, e poderiam saber se o quisessem.. Além disso, se esforçam para ter outros tipos de conhecimento. São bem treinadas em qualquer interesse mundano que lhes agradam. Aprendem qualquer coisa que seja necessário para ganhar a vida no mundo. Porém, não gastam nenhuma energia para buscar o que conta para a eternidade.
O autoconhecimento. Segundo, se você deseja saber se está odiando o seu pecado secreto deve examinar a si mesmo . Compare a sua vida com a lei de Deus, e veja se você se conforma com o padrão divino. Este é o caminho primário que devemos tomar para descobrir nosso próprio caráter. Esta é uma diferença importante entre o ser humano e os animais irracionais: o homem é capaz da auto-reflexão, capaz de contemplar seus próprios atos e avaliar a natureza e a qualidade deles. Sem dúvida nenhuma isso foi parte do motivo pelo qual Deus nos deu o seu poder – a fim de que pudéssemos conhecer e avaliar nossos próprios caminhos.
Devemos nos examinar até descobrirmos se concordamos ou não com os princípios da Bíblia. Isso requer a máxima atenção, a fim de não omitir os nossos próprios erros, ou de não permitir que nenhum caminho mau se esconda de maneira dissimulada.
Como examinar a si mesmo
Você poderia pensar que já temos mais informação sobre nós mesmos do que sobre qualquer outra coisa. Afinal de contas, estamos sempre junto de nós. Somos totalmente conscientes dos nossos atos. Instantaneamente sabemos tudo o que acontece conosco, e tudo o que fazemos.
Mas, em alguns aspectos, é mais difícil obter um conhecimento verdadeiro sobre nós mesmos do que sobre quase qualquer outra coisa. Portanto, devemos investigar diligentemente no segredo do nosso coração e examinar cuidadosamente todos os nossos caminhos e condutas. Aqui estão algumas diretrizes para ajudar neste processo:
Sempre una a auto-reflexão com a leitura e o ouvir da Palavra de Deus . Quando você ler a Bíblia ou ouvir sermões, reflita e compare os seus caminhos com o que você leu ou ouviu. Pondere que harmonia ou desarmonia existe entre a Palavra e os seus caminhos. A Bíblia testifica contra todo tipo de pecado e tem direções para qualquer responsabilidade espiritual, como escreveu Paulo: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (2Tm 3.16,17; ênfase acrescentada). Portanto, quando ler os mandamentos dados por Cristo e seus apóstolos, pergunte-se: Vivo de acordo com essas regras? Ou vivo de maneira contrária a elas?
Quando ler histórias da Bíblia sobre os pecados e sobre os culpados, faça uma auto-reflexão enquanto avança na leitura. Pergunte a si mesmo se é culpado de pecados semelhantes. Quando ler como Deus reprovou o pecado de outros e executou julgamentos por seus pecados, questione se você merece punição semelhante. Quando ler os exemplos de Cristo e dos santos, questione se você vive de maneira contrária aos seus exemplos. Quando ler sobre como Deus louvou e recompensou seu povo pelas suas virtudes e boas obras, pergunte se você merece a mesma bênção. Faça uso da Palavra como um espelho pelo qual você examina cuidadosamente a si mesmo – e seja um praticante da palavra (Tg 1.23-25).
Poucos são aqueles que fazem como deveriam! Enquanto o ministro testifica contra o pecado, a maioria está ocupada pensando em como os outros falham em estar à altura. Podem ouvir centenas de coisas em sermões que se aplicam adequadamente a eles; mas nunca pensam que o que o pregador está falando lhes diz respeito. A mente deles está fixa em outras pessoas para quem a mensagem parece se encaixar, mas eles nunca julgam necessitar dessa pregação.
Se você faz coisas que geralmente são evitadas por pessoas perspicazes e maduras, tenha um cuidado especial em questionar-se se tais atos poderiam ser pecaminosos. Talvez você tenha argumentado consigo mesmo que tal ou tal prática é lícita; você não vê mal algum nela. Porém, se a coisa é geralmente condenada por pessoas piedosas, com certeza isso parece suspeito. Será prudente de sua parte considerar conscientemente se isso desagrada a Deus. Se uma prática não é aprovada por aqueles que em tais casos, em geral, provavelmente são mais corretos, você deveria considerar, com o maior cuidado, se a coisa em questão é lícita ou ilícita.
Pergunte a si mesmo se no seu leito de morte terá lembranças agradáveis em relação à maneira que viveu. Pessoas saudáveis freqüentemente aceitam o que não se aventurariam a fazer se pensassem que logo estariam perante o Senhor. Pensam na morte como algo distante, e assim acham muito mais fácil tranqüilizar a consciência sobre o que estão fazendo no presente. Porém, se pensassem que poderiam morrer logo, não achariam tão confortável contemplar o Senhor com tais atos. A consciência não é facilmente cegada e silenciada quando o fim da vida parece iminente.
Solenemente pergunte a si mesmo e veja se está fazendo algo agora que pode trazer problemas quando você estiver no leito de morte. Pense nos seus caminhos e examine-se a si mesmo com a expectativa sensata de logo partir deste mundo para a eternidade. Empenhe-se com sinceridade para julgar imparcialmente as coisas com as quais você terá prazer no seu leito de morte – bem como as que você vai desaprovar e desejar deixar.
Considere o que outros podem dizer sobre você. Embora as pessoas estejam cegas quanto às suas próprias faltas, facilmente descobrem os erros dos outros – e consideram-se aptas o suficiente para falar deles. Algumas vezes, as pessoas vivem de maneiras que absolutamente não são adequadas, porém estão cegas para si mesmas. Não vêem seus próprios fracassos, embora os erros dos outros lhes sejam perfeitamente claros e evidentes. Elas mesmas não vêem suas falhas; quanto às dos outros, não podem fechar os olhos ou evitar ver em que falharam.
Alguns, por exemplo, são inconscientemente muito orgulhosos. Mas o problema aparece notório aos outros. Alguns são muito mundanos ainda que não sejam conscientes disso. Alguns são maliciosos e invejosos. Os outros vêem isso, e para eles lhes parecem verdadeiramente dignos de ódio. Porém, aqueles que têm esses problemas não refletem sobre eles. Não há verdade no seu coração e nem nos seus olhos em tais casos. Assim devemos ouvir o que os outros dizem de nós, observar sobre o que eles nos acusam, atentar para que erro encontram em nós, e com diligência verificar se há algum fundamento nisso.
Se outros nos acusam de orgulhosos, mundanos, maus ou maliciosos – ou nos acusam de qualquer outra condição ou prática maldosa – deveríamos honestamente nos questionar se isso é verdade. A acusação pode nos parecer completamente infundada, e podemos pensar que os motivos ou o espírito do acusador está errado. Porém, a pessoa perspicaz verá isso como uma ocasião para um auto-exame.
Deveríamos especialmente ouvir o que os nossos amigos dizem para nós e sobre nós. É imprudente, bem como não-cristão, tomar isso como ofensa e se ressentir quando os outros apontam nossas falhas. “Leais são as feridas feitas pelo que ama, porém os beijos de quem odeia são enganosos” (Pv 27.6) Deveríamos nos alegrar que nossas máculas foram identificadas.
Mas, também deveríamos atentar para as coisas sobre as quais os nossos inimigos nos acusam. Se eles nos difamam e nos insultam descaradamente – até mesmo com uma atitude incorreta – deveríamos considerar isso como um motivo para uma reflexão no íntimo, e nos perguntar se há alguma verdade no que está sendo dito. Mesmo se o que for dito é revelado de modo reprovável e injurioso, ainda pode ser que haja alguma verdade nisso. Quando as pessoas criticam outras, mesmo se seus motivos forem errados, provavelmente têm como alvo verdadeiros erros. Na verdade, nossos inimigos provavelmente nos atacam onde somos mais fracos e mais defeituosos; e onde demos mais abertura para a crítica. Tendem a nos atacar onde menos podemos nos defender. Aqueles que nos insultam – embora o façam com um espírito e modos não-cristãos – geralmente identificarão as genuínas áreas onde mais podemos ser achados culpados.
Assim, quando ouvirmos outros falando de nós nas nossas costas, não importa o espírito de crítica, a resposta certa é a auto-reflexão e uma avaliação quanto à verdade da culpa em relação aos erros de que nos acusam. Com certeza essa resposta é mais piedosa do que ficar furioso, revidar ou desprezá-los por terem falado maldosamente. Desse modo talvez tiremos o bem do mal, e esta é a maneira mais certa de derrotar o plano dos nossos inimigos, que nos injuriam e caluniam. Eles fazem isso com motivação errada, querendo nos injuriar. Mas, dessa maneira converteremos isso em nosso próprio favor.
Quando vir os erros dos outros, verifique se você tem essas mesmas deficiências . Muitos estão prontos para falar dos erros dos outros, apesar de terem as mesmas falhas. Nada é mais comum para orgulhosos do que acusar o orgulho de alguém. Semelhantemente, é comum para o desonesto reclamar de ter sido enganado por outra pessoa. As características ruins e os maus hábitos dos outros parecem muito mais odiosos nos outros do que em nós mesmos. Facilmente podemos ver quão desprezível é este ou aquele pecado em outra pessoa. Vemos muito prontamente nos outros como o orgulho é detestável, ou quão má a malícia pode ser, ou quão pernicioso é o erro dos outros. Mas, embora vejamos facilmente muitas imperfeições nos outros, quando olhamos para nós mesmos essas coisas ficam obscurecidas por um espelho de ilusão.
Entretanto, quando você vê o erro dos outros, quando percebe quão impróprios são os atos de alguém, que atitudes rudes eles mostram, ou quão inadequado seu comportamento é, quando ouve outros falarem sobre isso, ou quando vê erros no tratamento deles em relação a você – reflita. Avalie se não há algum erro semelhante na sua conduta ou atitude. Perceba que essas coisas são tão inconvenientes e ofensivas em você como são nos outros. O orgulho, o espírito arrogante, e os maneirismos são tão odiosos em você como são no seu vizinho. Seu espírito malicioso e vingativo em relação ao seu vizinho é tão desprezível quanto o dele em relação a você. É exatamente tão pecaminoso o seu erro ou o dolo do seu vizinho quanto isso é para ele em relação a você. É tão indelicado e destrutivo você falar dos outros pelas costas quanto os outros fazerem o mesmo em relação a você.
Avalie como os outros são cegos em relação aos próprios pecados, e pergunte a si mesmo se você sofre do mesmo tipo de cegueira. Você sabe que as pessoas são cegas pelas próprias paixões. Os mesmos apetites e paixões carnais da mente já o cegaram? Veja como os outros estão cegos pelo mundanismo. Questione se sua ligação com este mundo pode estar lhe cegando de tal forma que o leve a justificar coisas na sua vida que não estão certas. Você é tão propenso à cegueira por causa dos desejos pecaminosos quanto os outros. Você tem o mesmo coração enganoso e desesperadamente corrupto. “Como na água o rosto corresponde ao rosto, assim, o coração do homem ao homem” (Pv 27.19).
Sonde sua consciência buscando os pecados secretos
Examine os segredos do seu coração. Você negligencia algum dever que somente você e Deus conhecem? Você aceita alguma prática secreta que ofende os olhos de Deus que tudo vêem? Examine-se a si mesmo em relação às responsabilidades básicas: leitura da Bíblia, meditação, oração secreta. Você cumpre totalmente todos esses deveres? Se sim, você os cumpre de uma maneira irregular e desatenta? Como é o seu comportamento quando está escondido dos olhos do mundo – quando você não tem limites além da sua consciência? O que ela lhe diz?
Mencionarei duas questões em particular:
Pergunte a si mesmo se negligencia a leitura bíblica. Certamente a Bíblia foi escrita para ser lida – não somente por ministros, mas também pelas pessoas. As Escrituras nos foram dadas para estarem conosco continuamente, para atuarem como regra da vida. Assim como o artesão precisa da medida padrão e o cego do se guia, assim como aquele que caminha na escuridão carrega uma luz, assim a Bíblia deve ser a lâmpada para os nossos pés e luz para os nossos caminhos (Sl 119.105).
Josué 1.8 diz: “Não cesses de falar deste Livro da Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito, então, farás prosperar o teu caminho e serás bem-sucedido”. Deuteronômio 6.6-9 ordenou aos israelitas:
Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te. Também as atarás como sinal na tua mão, e te serão por frontal entre os olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas.
Da mesma maneira Cristo nos ordenou a buscar as Escrituras (Jo 5.39). São estas as minas que temos que cavar a fim de alcançarmos os tesouros escondidos. Você negligencia este dever?
Pergunte a si mesmo se secretamente você está entretendo alguma paixão sensual. Há muitas maneiras e muitos graus de agradar a nossa concupiscência carnal, mas cada um deles está provocando a um Deus que é santo. Você até mesmo se reprime de um prazer indecente, mas, de vez em quando, de algum modo você gratifica suas paixões e se permite testar a doçura de um prazer ilícito?
Você percebe que ofende a Deus, até mesmo quando faz isso apenas em pensamento e imaginação? Você é culpado desse pecado?
O perigo do pecado não-abandonado
As instruções para você auto-examinar-se quanto a algum pecado do qual talvez você não esteja crente já foram dadas. Como estão as coisas na sua vida? Você acha que está vivendo em algum caminho mau? Não estou perguntando se você está livre de pecado. Isso não é o esperado, pois não há quem não peque (1Rs 8.46). Mas há algum tipo de pecado incorporado ao seu estilo de vida e prática? Sem dúvida alguns estão limpos nessa questão, alguns “irrepreensíveis no seu caminho, que andam na lei do Senhor… que guardam as suas prescrições, e o buscam de todo coração; não praticam a iniqüidade e andam nos seus caminhos” (Sl 119.1-3).
Permita que sua consciência responda sobre como você vê sua própria vida. Você pratica algum pecado pela força do hábito? Você se deu permissão para isso? Se esse for o caso, considere o seguinte:
Se você tem procurado a salvação e ainda não a encontrou, a razão disso pode ser algum tipo de pecado em sua vida. Talvez tenha se perguntado qual é o problema que o deixa tão preocupado em relação à sua salvação – quando diligentemente você a tem buscado – e ainda não teve retorno. Muitas vezes já implorou a Deus, e ele ainda não atentou para você. Outros recebem conforto, mas você ainda permanece em trevas. Mas isso não deve surpreender, se você se agarrou a algum pecado por muito tempo. Não é isso uma razão suficiente para que todas as suas orações e todas as suas pretensões deixem de ser atendidas?
Se você tem tentado reter seu pecado enquanto busca o Salvador, você não está buscando a salvação da maneira correta. O caminho certo é abandonar sua perversidade. Se você tem algum membro corrupto e não o corta fora, corre o risco de ele o levar para o inferno (Mt 5.29,30).
Se a graça parece estar definhando ao invés de florescer na sua alma, talvez a causa disso seja algum tipo de pecado. A maneira de crescer na graça é andar em obediência, e ser muito determinado nisso. A graça vai florescer no coração de todo aquele que vive dessa maneira. Se você vive em algum caminho mau, ele será como uma doença incubada sugando sua vitalidade. O pecado então o manterá pobre, fraco e desfalecido.
Basta que um pecado seja praticado habitualmente para anular sua prosperidade espiritual e frear o crescimento e a força da graça em seu coração. Ele entristecerá o Espírito Santo (Ef 4.30). Ele impedirá a boa influência da Palavra de Deus. O tempo que ele permanecer será como uma úlcera, que o mantém fraco e deficiente, embora você se alimente da melhor e mais proveitosa comida espiritual.
Se você caiu em grande pecado, talvez algum tipo de pecado na sua vida tenha sido a raiz fundamental do seu grande fracasso. Uma pessoa que não evita o pecado e não é meticulosamente obediente, não pode ser guardada dos grandes pecados. O pecado em que vive será sempre uma abertura, uma porta aberta pela qual Satanás encontrará a entrada. É como uma brecha na fortaleza, por onde o inimigo pode entrar e encontrar seu caminho. Se você caiu num pecado terrível, talvez seja essa a razão.
Ou se você permite algum tipo de pecado como um escape para sua corrupção, ele será como uma brecha numa represa que, se abandonada, se abrirá sempre mais até que não seja mais possível contê-la.
Se você vive em trevas espirituais, sem sentir a presença de Deus, a razão disso pode ser algum tipo de pecado. Se você lamenta não ter um pouco da doce comunhão com o Senhor; se sente que Deus o desertou; se Deus parece ter lhe escondido sua face e raramente lhe mostra evidências da sua glória e graça; ou se parece que você foi deixado tateando e vagueando no deserto – essa pode ser a razão. Talvez você clame a Deus freqüentemente. Talvez você passe noites em claro e dias tristes. Se está vivendo desta maneira, é muito provável que essa seja a causa, a raiz dos seus desenganos, o seu Acã, o causador de problemas que ofende a Deus e traz tantas nuvens de trevas sobre sua alma. Você está entristecendo o Espírito Santo, e por isso você não recebe o seu conforto.
Cristo prometeu que se revelaria aos seus discípulos, mas com a condição de que eles guardassem os seus mandamentos: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele” (Jo 14.21). Mas se você rotineiramente vive em desobediência aos seus mandamentos, não é de se admirar que ele não se manifeste a você. A maneira de receber o favor divino é andar perto dele.
Se você duvida da sua salvação, talvez algum tipo de pecado na sua vida tenha levantado essas dúvidas. O melhor jeito de se ter a clara evidência da sua salvação é por meio de um andar junto a Deus. Isso, como já notamos, é também a maneira de se ter a graça florescendo na alma. E quanto mais graça vigorosa de Deus em nós, mais provável é que seja vista. E quando Cristo se revela a nós, temos a certeza do seu amor e favor.
Mas se você vive com algum tipo de pecado, não é de surpreender que isso diminua grandemente a sua certeza. Afinal de contas, isso subjuga o exercício da graça e esconde a luz da face de Deus. E pode acontecer de você nunca saber se é um verdadeiro cristão até que tenha abandonado totalmente o pecado no qual vive.
Se Deus o reprovou, talvez algum tipo de pecado em sua vida explique o motivo. Provavelmente a prática de um hábito pecaminoso ou o fato de tolerar um ato maldoso tenha sido a razão de ter recebido uma reprovação e um castigo dolorosos. Às vezes, Deus é excessivamente severo no trato com seu povo pelos seus pecados neste mundo. Deus não permitiu que Moisés e Arão entrassem na Terra Prometida porque o haviam desobedecido e pecado com seus lábios nas águas de Meribá. E como Deus foi terrível quando tratou com Davi! Que aflição levou para sua família! Um dos seus filhos violentou sua irmã; outro matou o irmão e depois de expulsar seu pai do trono na vista de todo Israel, deflorou a concubina de seu pai perante todos. O seu fim foi terrível; machucou completamente o coração de seu pai (2Sm 18.33). Imediatamente depois, aconteceu a rebelião de Seba (2Sm 20). No fim da vida, Davi viu seu outro filho usurpar o trono.
Quão severamente Deus tratou Eli por ele ter vivido no pecado, não refreando seus filhos da maldade! Os dois filhos foram mortos no mesmo dia, e o próprio Eli morreu violentamente. A arca foi levada cativa (1Sm 4). A casa de Eli foi amaldiçoada para sempre; o próprio Deus jurou que a iniqüidade da casa de Eli nunca seria expiada por meio de sacrifícios e ofertas (1Sm 3.13,14). O sacerdócio foi tirado de Eli e transferido para outra linhagem. Nunca mais houve um sacerdote na família de Eli (2Sm 12.31).
O motivo das repreensões divinas que recebeu é algum tipo de pecado na sua vida? Na verdade, no tocante aos acontecimentos da Providência, você não pode ser julgado pelos seus vizinhos, porém com certeza você deveria se perguntar se Deus está contendendo com você (Jó 10.2).
Se a morte lhe causa medo, talvez seja porque você está vivendo em algum tipo de pecado. Quando pensa na morte, você se encolhe a esse pensamento? Quando tem uma doença, ou quando alguma coisa ameaça sua vida, você sente medo? Os pensamentos de morte e a eternidade alarmam você, embora seja um cristão?
Se você vive num caminho mau, provavelmente essa seja a razão de seus medos. O pecado deixa a sua cabeça sensual e mundana e, portanto o impede de desfrutar de uma alegria celestial. O pecado diminui a graça e impede o desfrute das antecipações do conforto celestial que, de outra maneira, você desfrutaria. O pecado impede o sentimento da presença e do favor divinos. Sem isso, não é de espantar que você não veja a morte diante de si sem temor.
Não permaneça em qualquer tipo de pecado. Se, ao ler este livro, você percebeu que vive em um tipo de pecado, considere que de agora em diante, se viver da mesma maneira, estará vivendo com um pecado conhecido . Se era ou não era conhecido no passado, você talvez tenha vivido assim inadvertidamente. Mas, agora que é consciente dele, se continuar nele, seu pecado não será um pecado da ignorância, mas você se mostrará como um dos que vivem intencionalmente em caminhos de pecados conhecidos.
* Adaptado e parafraseado para o inglês moderno a partir do ensaio de Edwards, “ Christian Cautions : The Necessity of Self-Examination ” (impresso pela primeira vez em 1788).
Sobre o autor: Jonathan Edwards (1703-1758) foi pastor congregacionalista e pregador influente durante o Grande Reavivamento nos Estados Unidos. Foi o maior teólogo-filósofo das Américas dos anos 1700, e um forte apologista calvinista contra a teoria do livre-arbítrio.
(Extraído de John MacArthur, Jr. Sociedade sem Pecado . 1ª Edição. Editora Cultura Cristã, 2002 . São Paulo, SP. Apêndice 3: 225-241.)