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Neste Blog você encontrará algumas matérias e estudos Bíblicos e também alguns estudos com conteúdos políticos e de interesse geral.
A intenção, mesmo que aos poucos, melhorarmos nossas visões limitadas do que é o cristianismo e partirmos em direção à santificação, à necessidade de meditação e estudo da
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- possamos crescer de forma salutar e racional, ajudando uns aos outros. Espero que todos nós possamos ganhar com este Blog e seu conteúdo... Seja bem vindo e tire bom proveito!!!

SALVAÇÃO OU PROSPERIDADE?

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segunda-feira, dezembro 22, 2008

Como Mandar seus Filhos para o Inferno

por
Steve M. Schissel

“Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.” (Pv. 22:6)
O provérbio acima é uma promessa ou uma advertência? Segundo o hebraico, a frase “no caminho em que deve andar” não está traduzida de maneira correta. Ela deveria ser “de acordo com seu próprio caminho”. Assim, você tem no capítulo 22, versículo 6, uma predição proverbial de que a criança educada e ensinada, desde o começo, a seguir seu próprio caminho, estará, para todo sempre, ligada a ele.
O provérbio pode ser visto como uma “promessa” encorajadora de dois modos possíveis. Um, o mais comum, o apresenta ensinando que se você “pai-storear” corretamente seu filho de acordo com o seu chamado da aliança, isto resultará em fidelidade eterna. A outra forma “positiva” de entendê-lo, revela um sentido diferente. Salomão aqui, estaria falando do reconhecimento, de antemão, da propensão vocacional existente em seu filho. Se esta propensão for cultivada, ela resultará numa devoção eterna e frutífera para o ofício escolhido. Como tal, o provérbio pode ser tomado como algum tipo de indução a um aprendizado precoce. Se você observa que seu filho gosta de cavalos, por exemplo, deixe-o, o quanto antes, ser treinado nesta área por um perito. A frase ensinar poderia ter então, o sentido de “dedicar” ou mesmo “estimular”. Deixe-o empregar seus dons naturais o quanto antes, e ele os usará naquela área por toda vida.
Mas há um terceiro modo de entender este verso, e esse não como uma promessa, mas como uma advertência. A Palavra pode estar nos ensinando que se você educar a criança de acordo com suas próprias (pecaminosas, naturais) inclinações, você a terá arruinado para a vida.
Assim, este provérbio poderia ser um complemento a muitos outros provérbios que tratam do mesmo assunto. Por exemplo, em 22:15 encontramos: “A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela” e em 19:18 há a admoestação: “Corrige a teu filho, enquanto há esperança, mas não te excedas a ponto de matá-lo.” Dizendo enquanto há esperança, encontramos o autor sugerindo que haverá um tempo quando o treinamento ou a disciplina serão, humanamente falando, vãos, sem esperança, infrutíferos, inúteis. Se você deixá-lo seguir seus instintos corrompidos fora da porteira (conforme 22:6), mais tarde você não o terá de volta ao caminho.
Este último modo de interpretar Pv. 22:6 é o mais recomendado. Primeiro, ele permite a versão literal a fim de transmitir uma mensagem coerente, sem emendas. Segundo, ele é apoiado por instruções e admoestações muito similares quando o mesmo assunto (criação de filhos) é tratado no mesmo livro inspirado. Terceiro, e este é de vital importância ao testar a interpretação apropriada de um provérbio inspirado, é que ele é legítimo no que se refere à vida e a experiência comum. “Há pouca esperança para crianças que são educadas de maneira imprópria. Se a tinta respingou na lã, é muito difícil tira-la da roupa” diz Jeremiah Burroughs. E muitos são os que têm notado, como fez William Gurnall, que a “Religião cristã não cresce sem que se plante, mas murchará, mesmo onde foi plantada, se não for aguada. Ateísmo, irreligião e profanidade são ervas daninhas que crescerão sem semeadura, mas não morrerão sem que sejam arrancadas”. Deixe uma criança seguir seu próprio caminho quando for jovem e ela crescerá para ser um “jardim” de ervas daninhas.
Acima e abaixo de todas as possíveis interpretações de Provérbios 22:6, está uma pressuposição da maior importância: Como os pais lidam com as dificuldades de suas crianças. Aqueles que principiam seus conceitos com a eleição ao invés de com a aliança podem facilmente cair em alguma sorte de fatalismo não bíblico. Mas pelo fato de Provérbios (para não mencionar o restante das Escrituras) nos falar de diversas conseqüências provenientes de diferentes ações humanas, somos seguramente levados a crer que o modo pelo qual eu crio meus filhos é realmente um assunto muito importante, que, mais do que um modo de falar, pode muito bem influir na definição de onde eles passarão a eternidade.
Nunca é uma honra a Deus que Seu povo fale de Sua soberania de modo a desobrigá-los de suas responsabilidades. Somos levados a crer pelas Escrituras que podemos e devemos ter uma influência tal sobre nossos filhos que não é incomum que ela os conduza à salvação, com a bênção de Deus e o suporte da comunidade da aliança, conforme Gn 18: 16-19; 1 Tm 3: 4,5; Tt.1:6 e também 2 Tm. 3: 14,15.
Assim sendo, devemos saber que nossa ação ou inação bem pode conduzi-los à condenação. E, se falhamos em ouvir os avisos e a direção de Deus encontrados por toda a Escritura, no último dia não seremos autorizados para suplicar pelos decretos de Deus em nossa defesa!
Visto que o inferno é a eterna e atormentadora separação de Deus e do conforto, alguém poderia pensar que o mais fervoroso desejo de um pai seria educar seus filhos, rigorosa e conscientemente, para que escapassem da perdição e achassem refúgio e plenitude de vida em Deus através de Cristo e da aliança. Ainda assim, muitos são os que parecem considerar isto como sendo muito trabalhoso. Para aqueles tão completamente perversos a ponto de serem indiferentes à questão, eu apresento um método para fazer com que isto seja uma certeza. Aqui, através de 18 meios bem fáceis de seguir, está a fórmula comprovada de como mandar seus filhos para o inferno:
1) Crie seu filho para buscar seu próprio caminho. Ignore com todo seu coração o que J. C. Ryle aconselha em The Duties of Parents (Os Deveres dos Pais):
“Se você for educar seus filhos corretamente, então, em primeiro lugar, eduque-os no caminho em que devem andar e não no caminho em que eles escolheriam. Lembre-se: crianças nascem com uma inclinação decidida para o erro, e portanto, se você permitir que escolham por si mesmas, elas certamente escolherão errado”.
A mãe não pode dizer o que seu frágil infante será ao crescer: alto ou baixo, fraco ou forte, sábio ou tolo; ele pode ser qualquer uma destas coisas ou nenhuma delas, pois elas são incertas. Mas uma coisa a mãe pode dizer com certeza: ele terá um coração corrupto e pecador. É natural para nós portar-nos mal. “A estultícia”, diz Salomão, “está ligada ao coração da criança” (Pv. 22:15). “A criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe”(Pv. 29:15). Nossos corações são como a terra que pisamos; deixe-a abandonada e certamente produzirá ervas daninhas.
Se então, você for lidar de modo sábio com seu filho, não deve deixá-lo sujeito a sua própria vontade. Pense por ele, julgue por ele, aja por ele, do mesmo modo que você faria por uma pessoa fraca e cega; mas, pelo amor de Deus, não o entregue aos seus próprios gostos e inclinações voluntariosos. Não devem ser suas preferências e desejos que são consultados. Ele ainda não sabe o que é bom para sua mente e alma, mais do que o que é bom para seu corpo. Não o deixe decidir o que ele deve comer, o que ele deve beber, e como ele deve se vestir. Seja consistente, e lide com a mente dele da mesma maneira. Eduque-o no caminho que é bíblico e correto e não do jeito que ele imagina.
Se você não pode decidir-se a este primeiro princípio da educação cristã, é inútil continuar lendo. A vontade própria está perto de ser a primeira coisa que se manifesta na mente da criança, e precisa ser sua primeira resolução, resistir a ela.
Ignore este conselho se você for colocar seu filho rumo à destruição, e ao invés disto, ensine-lhe auto-estima positiva; ensine-o que o maior amor está dentro dele e que o mundo, de fato, gira ao seu redor”.
2) Nunca o discipline corporalmente. Os provérbios que sugerem punição corporal, são bárbaros e ultrapassados. Nós somos civilizados. Nós temos o Ano da Criança! Nós erguemos nossas consciências, não palmatórias! Provérbios 13:24 “O que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo, o disciplina” está errado. Ignore-o. O 22:15 “A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela”, também. E esqueça 23:13-14 “Não retires da criança a disciplina, pois, se a fustigares com a vara, não morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno”. Se você for tentado a discipliná-los corporalmente, tente estas desculpas: a) “Eu apanhei quando criança e não quero bater nos meus filhos”. Claro, que é o mesmo que dizer “Minha mãe era gorda, por isso eu não alimento meus filhos”; b) É contra a lei; c) Minha sogra não gosta disso. Seja criativo e pense em outras desculpas; você achará fácil criá-las.
3) Quase tão proveitoso quanto nunca discipliná-los é discipliná-los corporalmente insensata e/ou severamente. A correção bíblica é amorosa, firme e controlada. Excesso de correção bíblica o conduziria à outra direção.
4) Esta é a favorita de muitos pais: nunca use a Escritura na correção. Nunca explique para seus filhos qual é a vontade de Deus sobre o assunto. Não tome Deuteronômio 6: 4-9 literalmente (“Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR. Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te. Também as atarás como sinal na tua mão, e te serão por frontal entre os olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas”).
5) Nunca admita que você está errado. Se você deseja que seus filhos cresçam descorteses e hostis, nunca os deixe vê-lo humilhado ou aceitando correção. Nunca lhes peça desculpas; nunca reprima seu orgulho.
6) Seja hipócrita. Esta é boa para lembrar. Ensine-os através das suas ações, que suas palavras não têm valor para você.
7) Instrua-os para escolher sua própria religião. Afinal, você não pode forçá-los a crer.
8) Não ore com eles ou por eles, pública ou privadamente. Se você precisa de uma desculpa, lembre que eles acharam graça de você da primeira vez que você tentou. Normalmente isto é suficiente para fazê-lo desistir.
9) Evite cantar salmos e hinos com seus filhos. Mas se por alguma razão você achar que deve, nunca lhes explique o sentido.
10) Responda cada pergunta religiosa com “Porque nós sempre fizemos assim”. Este é um dos meios mais eficazes de convencê-los que o cristianismo é meramente uma tradição e não a Verdade.
11) Não os previna sobre evolução ou outros mitos populares. Não os informe sobre heresias da história ou suas modernas iterações. Não lhes fale nada sobre teologias antagônicas e o porquê as igrejas ortodoxas as rejeitam.
12) Deixe-os expressarem-se de qualquer modo que escolherem, seja no seu jeito de vestir, no jeito que usam seu cabelo ou no seu linguajar. As novidades sempre devem ser seguidas. Se eles desejam tatuagens ou vários piercings, relaxe e aproveite. Não interfira. Afinal a vida é deles. E nunca olhe aquilo que eles lêem. Eles têm direitos, você sabe. Você não lê os boletins da ACLU (União Americana para Liberdades Civis)?
13) Não os faça trabalhar por nada. O amor, apesar de tudo, deve ser incondicional, certo? Então, lhes dê tudo e não espere nada. (Isto é exatamente o que você obterá).
14) Desde a infância, use uma linguagem simples ao falar com eles. Não espere que alcancem a maturidade e eles satisfarão suas expectativas!
15) Não os abrace ou beije ou lhes faça cócegas, e seja muito parcimonioso com respeito a lhes dizer que os ama. Evite por completo, se possível. Afinal, isto não é muito másculo.
16) Deixe-os mentir sem sofrer punição. Prove com isto que a verdade tem pouco valor em sua casa.
17) Deixe-os desperdiçar tempo, a esmo e sem propósito. Prive-os daquela idéia puritana que descansamos bem para melhor trabalhar. Tente incutir neles a moderna noção que trabalho existe a fim de custear nossa diversão nos fins de semana; damos duro para podermos “badalar”!
18) Mantenha a TV sempre ligada, especialmente durante os comerciais. Este é o meio mais fácil e certo de guiar seus filhos para o inferno. Pense! Ela pode ser pode ser o terceiro (e o único realmente presente) "pai" delas, e a sua melhor amiga. Duas horas na igreja aos domingos não terão um papel eficiente na formação do caráter delas, quando confrontadas com 25 horas de televisão. Todo absoluto, de qualquer fonte, será “relativizado” para sempre. A televisão tem sido a melhor amiga do diabo, então a deixe possuir a sala de estar e a cozinha também. Se possível, deixe-a ligada durante o jantar, assim ela pode reivindicar, sozinha, o título de senhora e mediadora da verdade em sua casa.
Se você seguir estes 18 passos, há pouca dúvida de que seu filho estará entre aquela população infernal.
Mas eu, particularmente, penso que você rejeitará toda esta horrenda insensatez acima e se curvará a mais solene responsabilidade que Deus já lhe deu: Ser pai e mãe. Se Deus nos concede a aptidão de conduzir nossas crianças à perdição, porque alguém duvidaria que Ele nos dá a habilidade, a responsabilidade, na verdade, o privilégio, de conduzi-los ao céu? Se nós fielmente seguirmos Seu método de criação de crianças da aliança, elas estarão entre a população celeste por toda a eternidade. Que incentivo à fidelidade!
A aliança continua por gerações, mas ela continua junto ao caminho da fidelidade, não o da presunção. Nós temos incomparavelmente grandes e preciosas promessas da parte de Deus, bem como admoestações. Ele nos exorta que não fazer nada é a coisa errada. Ensine a criança em seus próprios caminhos, e quando ela for velha, não se desviará dele. Mas Ele promete que fazer a coisa certa ocasionará a uma colheita de promessas cumpridas. Ouça Deus meditando consigo mesmo concernente a Seu amigo Abraão: “Porque eu o escolhi para que ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, a fim de que guardem o caminho do SENHOR e pratiquem a justiça e o juízo; para que o SENHOR faça vir sobre Abraão o que tem falado a seu respeito” (Gênesis 18:19).
Esta promessa é para você e para seus filhos, e para tantos quantos o Senhor, nosso Deus, vier a chamar. É uma promessa com condições; que alegria é cumpri-las, visando a recompensa a que elas conduzem! Amém.

www.monergismo.com

sexta-feira, dezembro 12, 2008

OS MELHORES VIDEOS DO YOUTUBE

Normalmente passamos horas a fio frente a Tv e a internet, peço agora sua atenção para isto, iniciando pela visita neste site, http://www.boapessoa.com.br/, é um site questionário, muitas coisas podemos descobrir só respondendo e lendo cada pergunta, resposta e textos explicativos, veja todas as paginas e textos que serão requesitados, creio que lhe será muito util, veja tudo até o fim e nunca esqueça o grande amor de Deus. Seguem videos que são verdadeiras inspirações para a caminha cristã, vejam seriamente os videos, espero que assim como eu, vocês possam ser edificados para Glória de Deus. Não se preocupe em ve-los, ve-los e ve-los quantas vezes forem necessarios.
SEGUE LINK - POR FAVOR NÃO DEIXE DE VER NEM UM, SÃO EDIFICANTES E ACIMA DE TUDO, CRISTOCENTRICOS!
http://www.youtube.com/watch?v=8A1I7Asz8cU
http://www.youtube.com/watch?v=ZnH97YDdPB8
http://www.youtube.com/watch?v=4GJEvMq19Mw&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=3aFZbpJYVfg
http://www.youtube.com/watch?v=b_7AsRg1T1Q&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=_jBMRUiENZ8&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=zdvXqO7aBBo&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=ObQ0Dtoav6Y&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=ggs4luij84w
http://www.youtube.com/watch?v=Jfqx041Pxt8&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=GwoUIAlBa8c
http://www.youtube.com/watch?v=jZ9V7YqINe4&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=s6jchHsw-n8

segunda-feira, dezembro 01, 2008

Minha Passagem pelo Movimento de Crescimento de Igrejas.

Há pouco tempo, um amigo ouviu este admirável comentário de um membro de uma grande igreja evangélica que está crescendo rapidamente: "Temos um pastor maravilhoso! Ele realmente prega a Palavra; fala contra o pecado, chamando-o pelo seu nome".Quando meu amigo perguntou sobre o conteúdo doutrinário das mensagens ("O pastor fala sobre doutrinas como regeneração, justificação, redenção, santificação e outras semelhantes?"), a enfática resposta foi: "Não, ele não prega a respeito desse tipo de coisas!"Como podemos harmonizar uma igreja crescente, com a falta de ensino doutrinário na pregação? Se doutrinas não estão sendo ensinadas, pode qualquer igreja considerar que está em harmonia com o padrão do Novo Testamento? Esta era a situação em que eu me encontrava há alguns anos passados.Retornando à Escola:Em meu terceiro pastorado, senti-me desanimado diante da falta de crescimento numérico em nossa igreja. Havia participado de conferências e seminários que promoviam crescimento, crescimento, crescimento como o objetivo final para os pastores. Ouvi pastores respeitados em nossa denominação e, com freqüência, desejava que a minha igreja tivesse o mesmo tipo de crescimento que as igrejas deles haviam experimentado. Por fim, meu desânimo levou-me a agir. Após algumas mudanças radicais na organização de nossa própria igreja, vi o número de membros aumentar. Estava satisfeito e motivado para buscar mais crescimento. Não sou muito a favor de realizar as coisas pela metade; por isso, conclui que a melhor mudança a fazer seria estudar o crescimento de igreja, em sua fonte, o Seminário Teológico Fuller, em Passadena (Califórnia). O primeiro seminário, de duas semanas, incluso no programa de Bacharel em Ministério, no Fuller, foi ministrado por C. Peter Wagner, o principal porta-voz do Movimento de Crescimento de Igrejas. Este havia sido missionário na América do Sul e retornou à universidade em que estudara para ensinar juntamente com o falecido Donald McGavran. Enquanto McGavran, que fora missionário na Índia, é bem conhecido como o "pai do Movimento de Crescimento de Igrejas", Peter Wagner certamente possui o título de ser o melhor proponente desse Movimento. Em preparação para este seminário, li diversas obras escritas por Wagner e por outros autores do Movimento.Achei Wagner um professor interessante que se apresentava bem, alguém capaz de produzir animadas discussões em sala de aula. Munido de transparências e grande quantidade de anotações, Wagner começou a esclarecer aos alunos os princípios básicos do Movimento. O pragmatismo pode resultar em crescimento numérico, mas não pode regenerar um homem incrédulo. Percebi que estava aceitando cada palavra falada na aula, embora, às vezes, ficasse apreensivo diante de algumas afirmativas. Wagner jamais recuava quando, na classe, era confrontado por causa de discordâncias, ainda que estas fossem freqüentes. Ele afirmava que as críticas e a correção eram bem-vindas para o Movimento de Crescimento de Igrejas, pois constituíam a melhor maneira de aprimorá-lo.Continuei meus estudos, no Fuller, com grande ênfase em crescimento e implantação de igrejas. Mais da metade do tempo de nossa aula dedicava-se a estudar o crescimento de igreja. Wagner ministrava as principais aulas; o outro professor era John Wimber, o fundador das igrejas Vineyard. Este ensinava sobre o controverso assunto de "sinais e maravilhas" e sua relação fundamental no crescimento de igreja. Por ocasião de minha formatura, estava completamente encharcado com a "filosofia do Movimento de Crescimento de Igrejas" e a ampla influência deste sobre o evangelicalismo.Muito do que aprendera era simplesmente trivial. Detalhes acerca do estacionamento, preparo de equipe adequada, localização, otimização no uso de equipamentos, treinamento de liderança leiga, utilização de dons espirituais e diagnóstico de fraquezas de igrejas constituem assuntos que podem ser facilmente encontrados em livros sobre crescimento de igrejas. Este ensino pode tornar-se útil a qualquer líder de igreja. As igrejas devem ter sabedoria para se avaliarem por si mesmas.O Movimento de Crescimento de Igrejas também fornece uma boa análise sobre a fraqueza das cruzadas evangelísticas e sobre a grande eficácia do evangelismo pessoal. Coloca ênfase sobre alcançar os "campos que estão brancos para a ceifa", em esforços para atingir os perdidos e fazer as igrejas crescerem. Uma intensa ênfase sobre "fazer discípulos", em contraste com o simples "evangelizar", ajuda a corrigir a atitude de inchar o rol de membros da igreja com pessoas não-convertidas. As estatísticas fornecidas pelos líderes do Movimento podem dar às igrejas uma melhor assimilação da necessidade espiritual dos povos.Pouco a pouco, comecei a perceber as falhas em meu próprio ministério e em todo o Movimento de Crescimento de Igrejas. Embora tenha encontrado muitas idéias úteis ao estudar sobre o Movimento de Crescimento de Igrejas, também percebi que estava envolvido em uma "mentalidade" cujo preço comprovou-se elevado. Edificar uma igreja seguindo os "princípios do Movimento de Crescimento de Igrejas" significava anuência ao pragmatismo, ao invés de ao cristianismo bíblico. O pragmatismo pode resultar em crescimento numérico, mas não pode regenerar um homem incrédulo. Na qualidade de pragmatista, estava interessado em descobrir métodos e artifícios que produziriam crescimento e em utilizá-los plenamente em nossa igreja. Mesmo acreditando na pregação expositiva, diminui a exposição da Palavra e segui com intensidade o apelar às necessidades sentidas da comunidade. Isto era justificável (ou assim eu pensava), pois estaria construindo uma grande igreja.Reconsiderando os Princípios do Movimento de Crescimento de Igrejas:Lembro-me de, em certa noite, ter visitado um estudante de teologia que estivera em nosso culto. Ele perguntou qual era a minha teologia. Respondi: "Tenho uma teologia pragmática. Quero uma teologia que funciona". Mais tarde, fiquei bravo enquanto um amigo contava-me que aquele estudante lhe dissera após minha visita: "Phil não possui uma teologia". Infelizmente, ele estava correto e isto mostrava de que maneira eu estava "realizando o ministério".
Pouco a pouco, comecei a perceber as falhas em meu próprio ministério e em todo o Movimento de Crescimento de Igrejas. No cerne do ensino de Wagner e do Movimento de Crescimento de Igrejas encontram-se princípios relacionados ao evangelismo. Wagner tem promovido de modo admirável o trabalho de evangelismo como sendo um dos mais importantes na igreja local. Quando a maneira de pensar de Wagner sobre evangelismo é examinada à luz das Escrituras, surgem algumas questões sérias. Ele divide o evangelismo nas seguintes categorias (Church Growth: State of the Art, editado por C. Peter Wagner, com Win Arn e Elmer Towns, Wheaton, Tyndale House Publishers, 1988, pp. 296-297):
1. Evangelismo de Presença. Aproximar-se das pessoas e ajudá-las, fazendo o bem no mundo. Designado evangelismo "l-P".2. Evangelismo de Proclamação. Apresentar o evangelho; a morte e a ressurreição de Cristo é proclamada; as pessoas ouvem e podem responder. Designado evangelismo "2-P".3. Evangelismo de Persuasão. Fazer discípulos; enfatiza a importância de não fazer separação entre o evangelismo e o acompanhamento, integrando a pessoa ao Corpo de Cristo. Designado evangelismo "3-P".
Wagner ressalta que todos os três tipos de evangelismo são importantes, mas o objetivo tem de ser a realização do evangelismo "3-P".Poucos discordariam do fato que o evangelismo "1-P" não pode adequadamente anunciar o evangelho ao incrédulo; e que sem a presença visível daqueles que foram despertados pelo evangelho, todo o outro evangelismo seria anulado. O maior problema surge no entendimento de Wagner referente ao evangelismo "2-P". De acordo com a definição, parece ser mais do que uma pregação ou um testemunho verbal dos fatos do evangelho. Por conseguinte, o incrédulo pode determinar se os fatos apresentados são dignos de sua decisão de aceitar o evangelho.O evangelismo "3-P" constitui o ponto central dos proponentes do Movimento de Crescimento de Igrejas. Realmente envolve tanto a presença quanto a proclamação, mas isto não é tudo. O evangelista precisa usar todos os meios à sua disposição para persuadir o incrédulo a converter-se de seu pecado e crer em Jesus, de modo que torne-se um discípulo.Em suas aulas, Wagner serve-se da palavra grega peitho e seu emprego no livro de Atos. Ele cita Atos 13.43; 17.4; 18.4; 26.28 e 28.23-24, onde peitho é utilizada como uma referência ao apelo evangelístico. Wagner constantemente retrata esta palavra com o significado de "persuadir". Portanto, o evangelismo adequado é o evangelismo de persuasão.O Novo Testamento está repleto de passagens referindo-se ao trabalho de evangelismo. Existem vários problemas na dedução de Wagner extraída destas passagens do livro de Atos.
Em primeiro lugar, não é sábio elaborar uma teologia sobre uma parte histórica das Escrituras, a menos que não haja quaisquer passagens didáticas ou instrutivas falando sobre aquele assunto. O Novo Testamento está repleto de passagens referindo-se ao trabalho de evangelismo. A mais notável é a evidente explicação do apóstolo Paulo sobre o seu método de evangelizar: "Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego; visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O JUSTO VIVERÁ POR FÉ" (Rm 1.16-17). Paulo declarou que o evangelho é bastante adequado por meio da obra do Espírito Santo em trazer o homem a um salvífico conhecimento de Cristo. Os primeiros discípulos jamais anunciaram insensivelmente o evangelho! Em 1 Coríntios 2.4-5, Paulo destacou que procurava anunciar o evangelho no poder do Espírito Santo, ao invés de utilizar as técnicas comuns que os gregos empregavam para controlar a mente - "A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva [peitho, no grego] de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus". Paulo também argumentou que os cristãos devem viver de tal modo a realidade do evangelho, que parecerão como "luzeiros no mundo", isto corresponde ao evangelismo "1-P", de acordo com a definição de Wagner. Logo em seguida, o apóstolo mostra o método apropriado de evangelismo - "preservando a palavra da vida", que mostra o crente na posição de alguém que apresenta (isto é, "proclama") aos homens incrédulos a verdade da Palavra de Deus, a qual outorga vida (Fp 1.15-16).
Em segundo, o fato de Wagner utilizar peitho como base para o evangelismo de persuasão é extremamente fraco. Limitar esta palavra a apenas um significado demonstra uma falta de entendimento da amplitude da língua grega. Embora peitho seja traduzida "persuadir", em diversas passagens, também pode ser melhor traduzida por "instigar", "convencer", "seduzir", "suplicar" e, ainda, "subornar", em outros casos. O contexto determina a melhor tradução da palavra. Os primeiros discípulos... eram apaixonados pela verdade que havia transformado suas vidas. Lucas, o escritor de Atos, utilizou peitho para referir-se a certo tipo de metodologia persuasiva usada por Paulo ou outros dos primeiros discípulos? Obviamente, Lucas jamais desejaria empregar manipulação, artimanha ou engano na obra de evangelismo (ver o uso de peitho em Atos 12.20, 14.19 e 19.26, onde as idéias de "seduzir" e "subornar" são transmitidas no texto grego desses versículos). Fazer isto seria negar a necessidade da obra do Espírito Santo, a qual precisa estar no centro do verdadeiro trabalho de evangelismo (Rm 8.9, 12-17; 1Ts 1.4-5). Paulo compreendia que os pecadores compareceriam diante do Deus justo e santo, por isso se esforçava para "conquistar os homens para Cristo". Em Atos 13.43, a Bíblia "Almeida Revista e Corrigida" traduz corretamente peitho pelo vocábulo "exortar", mostrando que Paulo e Barnabé utilizaram os melhores poderes de argumentação e seu amor pela verdade, a fim de exortar os ouvintes a "perseverar na graça de Deus". Em Atos 17.4, "persuadidos" implica em que os tessalonicenses foram convencidos das coisas que Paulo e Silas haviam proclamado. Lucas já havia afirmado que Paulo "arrazoou com eles, acerca das Escrituras, expondo e demonstrando ter sido necessário que o Cristo padecesse e ressurgisse dentre os mortos" (17.2-3). Essas palavras descritivas demonstram que ocorreu um intenso intercâmbio intelectual, quando os mensageiros utilizaram as provas das Escrituras, uma série de perguntas e respostas ("arrazoou", no grego, dialegomai), e toda a sua capacidade de questionamento, para convencê-los da verdade. Paulo e seu companheiro, com muito ardor, anunciaram a Palavra de Deus àquelas pessoas incrédulas, apelando, com a verdade, às suas mentes (ver também Atos 18.4 e 28.23, onde peitho é mais naturalmente traduzida por "persuadir").
Em terceiro, a idéia do evangelismo "3-P" sugere que a proclamação no evangelismo "2-P" carece do poder de persuasão. Os primeiros discípulos jamais anunciaram insensivelmente o evangelho! Eles eram apaixonados pela verdade que havia transformado suas vidas. A sua apresentação do evangelho continha uma argumentação consistente e lógica. Eles apelavam à mente dos incrédulos, ao invés de procurarem manipular uma "decisão por Cristo", recorrendo, em primeiro lugar, à vontade e às emoções. A passagem de Atos 17 mostra isso de maneira conclusiva, assim como toda a narrativa do livro. Paulo... procurava os perdidos, anunciava-lhes com intenso amor o evangelho, mas dependia do poder do Espírito Santo para salvá-los.
No século 19, Charles Haddon Spurgeon foi conhecido como o supremo exemplo de um verdadeiro evangelista. O alcance de seu evangelismo tornou-se mais amplo do que o de qualquer outro em seus dias. Ele poderia ter sido acusado de usar de manipulação ou métodos emocionais de evangelismo centralizados no homem. Todavia, ninguém o acusaria de proclamar o evangelho sem amor e persuasão. O próprio evangelho, ao ser anunciado de maneira correta, é persuasivo! E este evangelho, quando crido para a salvação, devido à obra de regeneração realizada pelo Espírito Santo, produz verdadeiros discípulos. O verdadeiro evangelismo se esforça por anunciar, com amor e clareza, todo o evangelho de Cristo, na dependência do Espírito Santo para salvá-los. Finalmente, ao mesmo tempo em que concordo com Wagner, ao afirmar que temos de ser persuasivos ao apresentar o evangelho, a ênfase dele coloca indevida confiança na habilidade do evangelista para realizar conversões. Tal confiança não corresponde ao ensino das Escrituras (ver 1 Co 2.1-16; cf. também a excelente discussão de Iain Murray sobre este assunto, em Revival and Reavivalism [Avivamento e Avivalismo], Banner of Truth Trust, 1994, pp. 161, ss.). O apóstolo Paulo estava tão dominado pela certeza do julgamento divino, que afirmou: "Conhecendo o temor do Senhor, persuadimos os homens" (2 Co 5.11). O significado natural deste versículo é este: Paulo compreendia que os pecadores compareceriam diante do Deus justo e santo, por isso se esforçava para "conquistar os homens para Cristo". Ele procurava os perdidos, anunciava-lhes com intenso amor o evangelho, mas dependia do poder do Espírito Santo para salvá-los. Aqueles que o Espírito salvasse inevitavelmente se tornariam parte da igreja visível.O verdadeiro evangelismo se esforça por anunciar, com amor e clareza, todo o evangelho de Cristo, na dependência do Espírito para salvá-los. Esse evangelismo resultará na obra de integrar o novo crente à igreja. A disparidade ocorre quando o evangelista considera a si mesmo e aos seus métodos como chaves para a salvação dos homens, ao invés da obra regeneradora da parte do Espírito Santo. Somente por meio do ato regenerador proveniente do Espírito Santo, o pecador realmente pode ter uma mudança de natureza.Wagner fundamenta sua classificação de evangelismo na "Escala de Engel" , que é um "modelo do processo de decisão espiritual" desenvolvido por James Engel. A escala tem uma série de números negativos e positivos que descreve o processo de evangelismo:
-8 Consciência de um Ser Supremo, mas não um conhecimento eficaz do evangelho.-7 Conhecimento inicial do evangelho.-6 Conhecimento dos fundamentos do evangelho.-5 Assimilação das implicações do evangelho.-4 Atitude positiva para com o evangelho.-3 Reconhecimento do problema pessoal.-2 Decisão de fazer algo.-1 Arrependimento e fé em Cristo.Regeneração - Uma "Nova Criatura"+1 Avaliação após a decisão.+2 Integração no Corpo+3 Início do crescimento informativo e comportamental.
O problema básico na "Escala de Engel"é a reversão da ordem bíblica referente ao arrependimento e fé em Cristo e à Regeneração - uma "Nova Criatura". Seguindo a lógica desta escala, alguém poderia imaginar que um pecador precisa apenas começar a entender as implicações fundamentais do evangelho, reconhecer seu "problema pessoal" (uma maneira amena de se transmitir a idéia de "pecado") e tomar a decisão de ser salvo. Aquilo que Wagner admite concernente à regeneração implica em que um pecador não tem de ser totalmente depravado ou morto em seus delitos e pecados.Ao contrário disso, a regeneração antecede o arrependimento e a fé, conforme está claramente ensinado nas Escrituras, em muitas passagens que falam sobre a regeneração (observe os seguintes versículos que a ela se referem: Tito 3.5, onde o vocábulo grego paliggenesia significa "um novo nascimento"; Efésios 2.5 e Colossenses 2.13, sunezoopoisen significa "vivificar juntamente com"; João 3.3 e 5, gennao significa "ser nascido, gerado"; Tiago 1.18 apekuasen significa "dar à luz", "gerar"). "Nenhum rio pode, de si mesmo, correr em uma direção mais elevada do que sua nascente..."A grande premissa de Wagner é esta: se o incrédulo for persuadido a tomar a decisão de se arrepender e crer, então será regenerado. A atitude do pecador, por conseguinte, causa a sua própria regeneração. Ele tem a capacidade de fazer uma escolha voluntária e apropriada em relação ao evangelho, se receber evangelismo de persuasão ou "3-P". De que maneira a natureza do pecado o torna bastante capaz de arrepender-se e crer? Se o problema espiritual do pecado resulta não somente de seu comportamento pecaminoso mas também de sua natureza corrupta, concluímos: até que sua natureza seja mudada, ele não haverá de arrepender-se e crer; fazer isto será contrário à sua própria natureza. Além disso, como pode um morto vivificar a si mesmo (o que ocorre na regeneração)? Isto é apresentado com clareza em Efésios 2.1-5, onde Paulo afirma duas vezes que a pessoa não-regenerada está morta. "Se o homem está realmente morto em delitos e pecados, ele é incapaz de manifestar qualquer virtude que contenha, em si mesma, o elemento da verdadeira santidade ou vida espiritual." C. R. Vaughan, em The Gifts of the Holy Spirit (Os Dons do Espírito Santo), explica a incapacidade do homem em libertar-se de sua natureza pecaminosa e seguir a fé, o arrependimento e a santidade: "Nenhum rio pode, de si mesmo, correr em uma direção mais elevada do que sua nascente; nenhuma natureza pode transcender a si mesma na manifestação de suas energias. Se o homem está realmente morto em delitos e pecados, ele é incapaz de manifestar qualquer virtude que contenha, em si mesma, o elemento da verdadeira santidade ou vida espiritual" (Banner of Truth Trust, 1984, p. 175). Contudo, no paradigma de Wagner, o evangelista tenta convencer um pecador a fazer algo que não deseja. Sua natureza exige que ele se rebele contra o evangelho, ao invés de aceitá-lo. Somente por meio do ato regenerador proveniente do Espírito Santo, o pecador realmente pode ter uma mudança de natureza; isto o leva a perceber que está separado de Deus, por causa do pecado, e, em seguida, a apropriar-se da obra propiciatória de Cristo em favor dele, de modo que, com alegria, ele se arrepende e crê em Cristo. Assim como no vale de ossos secos contemplado por Ezequiel, o pecador está morto para as coisas de Deus, até ser despertado pelo Espírito, que outorga a vida, no novo nascimento (compare João 3.1-7 com Ezequiel 37, onde "o Espírito" e "o vento" referem-se à mesma Pessoa divina e sua obra).A prioridade no evangelismo "3-P", do Movimento de Crescimento de Igrejas, demonstra que o evangelismo "2-P" não é capaz de realizar a obra. O evangelismo de proclamação apenas abre a porta para fazer a luz do evangelho entrar, de modo que o incrédulo possa ouvi-lo bem, mas fica aquém de se tornar um discípulo. O evangelista tem de utilizar os métodos, as abordagens e as técnicas corretas para realmente fazer um discípulo. Precisa apelar às necessidades sentidas do pecador, para que este se interesse pelo evangelho.Neste ponto, o Movimento apresenta um amplo conjunto de princípios e axiomas que, empregados corretamente, podem quase garantir os resultados. O Movimento de Crescimento de Igrejas prosperou fundamentado nesse ponto de vista extremamente arminiano acerca do evangelismo. Seminários, conferências, palestras, livros, módulos com esse tipo de abordagem inundaram o cristianismo evangélico. Os crentes de todas as denominações estão utilizando os princípios do Movimento de Crescimento de Igrejas para conquistar grandes números e estabelecerem igrejas enormes. A proclamação da Palavra de Deus não possui mais o lugar central nessas igrejas. O ensino da sã doutrina é considerado algo desnecessário e antiquado. Em seu lugar, métodos e grandes realizações se tornaram o atrativo para as pessoas freqüentarem as igrejas e decidirem tornar-se membros delas. Enquanto estas igrejas falam sobre a obra do Espírito Santo, negligenciam sua dependência da obra regeneradora proveniente dEle.Revolução Teológica Após concordar com a teologia bíblica dos fundadores de nossa denominação, comecei a duvidar dos princípios do Movimento de Crescimento de Igrejas, os quais eu havia aprendido. Enquanto estudava e pregava expositivamente sobre Efésios, todo o meu conceito acerca daquele Movimento foi estilhaçado pela verdade da Palavra de Deus. Estudando, com intensa meditação, Efésios 1.1-14, durante um período de dois meses, tive de concordar com algumas doutrinas que, durante alguns anos, eu evitara cuidadosamente. Pensei muito sobre a soberania de Deus e a depravação do homem, crendo nessas verdades tanto quanto podia entendê-las. Porém, deixara de perceber que, se acreditava no ensino bíblico a respeito da soberania de Deus e da total depravação do homem, a conclusão lógica a que eu deveria chegar era o equilíbrio das "Doutrinas da Graça", que Edwards, Whitefield, Spurgeon, Boyce e outros ensinaram. Qualquer coisa inferior a isso retrataria Deus como alguém não completamente soberano, e o homem, não totalmente depravado.Minha teologia precisava determinar minha atitudes no ministério e vida diária. Por conseguinte, deparei-me com a pergunta: se a conversão é totalmente uma obra da graça divina, então quem sou eu para imaginar que minhas técnicas e métodos podem converter uma alma sequer? Compreendi que minha teologia precisava determinar minha atitude no ministério e vida diária ou seria um hipócrita em ambos. Comecei a abandonar a maioria dos ensinos que havia recebido em meus anos de estudo no Movimento de Crescimento de Igrejas (exceto os princípios de bom senso e aqueles apresentados claramente nas Escrituras). Procurei concentrar-me em ensinar a Palavra de Deus, com clareza, pureza e amor, abordando as doutrinas encontradas nos textos dos sermões de cada semana. Voltei à minha tarefa de pregação com uma nova convicção de pregar "todo o desígnio de Deus".
Essa radical mudança na teologia aconteceu no outono de 1990. Precisava participar de dois seminários para meu diploma de bacharel, mas alegremente eu os dispensei em troca da bênção de passar quinze meses estudando Efésios. A cada semana examinando o texto grego, lendo Martin Lloyd-Jones, John MacArthur, Leon Morris, John Stott e outros forneceu-me um claro entendimento de toda a gloriosa mensagem de redenção. Voltei à minha tarefa de pregação com uma nova convicção de pregar "todo o desígnio de Deus" (At 20.27). Sabia que nem todos receberiam com satisfação aquilo que eu estava pregando, mas tinha a responsabilidade de, paciente e transparentemente, anunciar a Palavra, deixando o Espírito fazer a obra necessária.Esta mudança aconteceu com a aprovação de todos em nossa igreja? Absolutamente, não! Na verdade, descobri uma disposição em muitos que sentiam intenso desejo para que a verdade de Deus fosse proclamada sem apologia ou temor dos homens. Alguns adquiriram uma maravilhosa liberdade de andar na verdade de Deus. Outros lutaram contra a Palavra de Deus, perseverando com firmeza em crenças que haviam sido danificadas pela experiência e pelas tradições.Descobri que afastar-me das práticas do Movimento de Crescimento de Igrejas, para realizar um ministério de acordo com o legado dos fundadores de nossa denominação, poderia não alcançar as massas (embora esteja orando e esperando para ver muitos virem a Cristo e serem trazidos à igreja). Em alguns casos, realmente enfrentamos oposição. Todavia, a grande motivação do meu coração e mente é que um dia terei de responder ao soberano Senhor pela maneira como realizei minha chamada. Minha observação é que muito freqüentemente os pastores conduzem seus ministérios de acordo com as expectativas de outros. A pressão exercida sobre os ministros, para que edifiquem igrejas enormes, conquistem grandes números de ouvintes e produzam uma multidão de convertidos constrange alguns a beberem tudo que procede das fontes do Movimento de Crescimento de Igrejas. Quando isso acontece, o ministro inevitavelmente compromete sua responsabilidade de pregar a Palavra e depender da obra do Espírito Santo. Ele corre de uma técnica para outra, agarrando cada nova idéia vinda dos proponentes do Movimento.
Qual é a motivação do ministro do evangelho para fazer tudo o que ele faz? É realmente a glória de Deus e o amor pelo seu reino? Alguns podem admirar-se de mim e perguntar: "Você acredita em crescimento de igreja?" Com certeza, eu acredito. Desejo muito ver o crescimento realizado pela obra do Espírito Santo e a proclamação fiel da Palavra de Deus. Porém, se a Palavra e o Espírito não podem realizá-lo, não o quero! De fato, um dia, eu creio, nosso Senhor se deleitará em agir sobre nossa congregação e comunidade com poder, e esse poder despertará os homens. Então, eles saberão que a salvação dos pecadores não vem por meio de nossas técnicas perspicazes, nem por implementarmos os princípios de crescimento de igreja, e sim pela soberana graça do todo-glorioso Deus.
Deus não pode enviar a uma nação ou a um povo maior bênção do que dar-lhes ministros fiéis, sinceros e retos, assim como o maior anátema que Deus possa dar ao povo deste mundo é dar-lhes guias cegos, não-regenerados, carnais, mornos e ineptos. George WhitefieldO fato é que muitos gostariam de unir igreja e palco, baralho e oração, danças e ordenanças. Se nos encontramos incapazes de frear essa enxurrada, podemos, ao menos, prevenir os homens quanto à sua existência e suplicar que fujam dela. Quando a antiga fé desaparece e o entusiasmo pelo evangelho é extinto, não é surpresa que as pessoas busquem outras coisas que lhes tragam satisfação. Na falta de pão, se alimentam com cinzas; rejeitando o caminho do Senhor, seguem avidamente pelo caminho da tolice. Charles Haddon Spurgeon.
autor: Phil A. Newtontradutor: anônimo
http://www.monergismo.com/

terça-feira, novembro 11, 2008

Criticas demais, não acha?

Não poucas vezes me pego pensando se critico demais as instituições religiosas denominadas evangélicas e certos pregadores conhecidos como “profetas e apóstolos”, creio que isto tem um nome, autocrítica(na verdade), e indago; O que estou fazendo, será que estou certo sobre tal e tal ponto? A Palavra esta sendo pregada, os testemunhos proclamados e eu aqui na contra mão destas pessoas? O que tem demais um show gospel ou um culto de libertação, só porque pelo nome os 2 não parecem estar direcionados à adoração a Deus, mas à satisfação e a solução pessoal?
Sendo objetivo, não sou contra as instituições religiosas, Lutero era, sim, não queria que o cristianismo estivesse ligado a templos denominacionais, coitado de Lutero se estivesse aqui neste nosso brasilzão velho de guerra nos dias atuais, talvez sofresse o dobro que na Alemanha, lá ele foi perseguido por um papa e uma “igreja”, aqui seria por vários apóstolos e profetas donos de igrejas que tem o legalismo como conduta inquestionável, como por exemplo, o dizimo (não voluntário)...
Retornando ao raciocínio, não sou contra o terno igreja(templo) evangélica, mesmo sabendo que isto só ocorreu por volta da metade do quarto século, quando o cristianismo se tornou a religião oficial do império romano. O que normalmente critico cai sobre 2 pontos; a desfragmentação do corpo, o egoísmo e a política(de todas as esferas) tomaram conta da hierarquia e do coração dos “lideres” destas igrejas, cada um com suas convicções, teologias e costumes(legalistas muitas vezes); a pregação desvirtuada e muitas vezes falsa, que visa o homem como centro de toda as questões até mesmo as espirituais, e não Cristo e sua cruz como ápice de toda história do UNIVERSO.
Obviamente que a exortação é necessária para o meu, seu e nosso crescimento, sem duvidas seria muito prazeroso viver sem correções e confrontações, não é verdade? Viver sem uma ordenança ou parâmetro, viver egoisticamente deve ser o sonho de todos. Mas não é assim que funciona na realidade, existem critérios, moralidade e obediência – deixasse levar pela subjetividade não resolverá as tão graves questões e problemas que enfrentamos. Fico triste quando ouço alguém dizer que a interpretação da Bíblia é pessoal e pode ter vários significados, por exemplo, que é pessoal, nada mais evidente, mas ter vários significados, ai já é demais, o fato da Palavra ser viva e nos consolar a cada dia em circunstancias diferentes, amém, mas Ela em si ter outro significado só porque vivo outro contexto... A subjetividade não é parâmetro de interpretação bíblica, mas sim a própria Bíblia, os originais, as palavras, os textos, os contextos, a geografia, a história, o estilo literário, e assim vai. Verdadeiramente o egoísmo humano, o nosso egoísmo esta querendo controlar e até mesmo monopolizar as Escrituras, mais uma critica? Mas esta critica iniciasse em mim, tenho eu que conhecer os originais ou pelo menos estar cercados de léxicos, enciclopédias e dicionários para buscar entender melhor cada texto lido e/ou pregado, não encontro nem uma facilidade nisto, mas fico feliz por buscar a verdade como ela é!
Segundo alguns “pastores” a verdade estão com eles, exemplo claro é quando alguma pessoa, que normalmente entendeu diferente uma passagem põe-se a conversar com algum líder na igreja local, não sei quantos teriam a humildade de dizer, “sim Julieto, estamos errados quando falamos isto, isto e isto, mas que bom que a melhor interpretação ou prática chegou até nós”. Você conhece alguém que tenha feito isto? O pior é que nem sempre é uma questão séria sobre doutrina, a perca de tempo esta nos costumes dos homens, que não por acaso, quando foge do bom senso, desagrada a Deus.
Este subjetivismo cria desafetos, doenças e maus testemunhos, como devemos estar parecidos com a igreja de Corintios, uma igreja tão ligada aos assuntos espirituais que esqueceu até de amar, ser unida, ser adulta, ser coerente, e muito mais, porque focou o que não era para focar, queriam obter os dons aparentemente em benéfico próprio, queriam ter cada um seu mestre, a divisão foi estabelecida porque o subjetivismo egoísta tomou conta de cada um, cada falho coração, o que esta ocorrendo nos dias de hoje com o “dividido” e denominacional meio evangélico?
Creio que uma das soluções práticas para estes problemas é definirmos a nossa prioridade, o que realmente agrada a Deus, o que podemos fazer enquanto Corpo de Cristo e não mero membros de igrejas, não sabemos nem evangelizar, dar testemunho nem sempre é evangelizar, convidar as pessoas para igreja, sem duvida não é evangelizar (não que seja algo ruim) - não sabemos nem falar de Deus, não lemos a Bíblia com a freqüência que deveríamos, mas a Palavra é o nosso alimento, é nossa base de vida e conduta, temos falhado nas orações e sem duvida não amamos o próximo como deveríamos, não sabemos os nomes dos mendigos de nosso bairro, não sabemos nem quais são os 13 apóstolos, as 12 tribos de Israel ou as 7 Igrejas em apocalipse muitas vezes, quanto mais evangelizar o oprimido. Mas quando se trata de pregadores e cantores do momento, todos nós sabemos, quando falamos de marchas, shows e eventos, ai sim, estamos todos muito bem informados, vejo em mim mesmo esta contradição de valores muitas vezes, e a solução é voltarmos cada dia mais nossas vidas a Deus e sua Santa Palavra.
Veja só quantas criticas, veja como é fácil tacar pedras ao invés de ser vidraça, não é verdade? Não, não é, pois nós enquanto cristãos somos ambos, nós somos vidraças que devem sempre se preocupar em desvincularmos das coisas carnais e mundanas, devemos lutar contra o sistema maligno que opera no planeta e não discutirmos se terno e gravata deve ser o melhor traje de um evangélico, devemos ser luz nestas trevas e não fazedores de adeptos do líder X como observamos tanto em nossos dias, ainda há quem roga praga ao mexer com os ungidos do Senhor, sabe aquele “ungido” lá do começo do texto, aquele que não erra nunca e não dá atenção a outros pontos de vistas e interpretações, não cuida e nem sabe das vidas das ovelhas e nem faz visitas aos enfermos, viúvas, órfãos e novos convertidos, mas entrega e cobra todo mês a cartelinha do dizimo? Então, será que ainda vale a pena ficarmos calados perante tais homens? Aceitaremos as falcatruas dos “evangélicos” políticos em nossa sociedade e ficaremos em silencio? Seriam eles as melhores referencias de cristãos em nosso país? O melhor a fazermos é buscarmos a face de Deus, não julgar de forma condenatória, mas sim, desviarmos da face do mal e fazer tudo que for licito, para honra e glória dó Senhor.
Tiago 1.21 a 27 “Por isso, rejeitando toda a imundícia e superfluidade de malícia, recebei com mansidão a palavra em vós enxertada, a qual pode salvar as vossas almas. E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos. Porque, se alguém é ouvinte da palavra, e não cumpridor, é semelhante ao homem que contempla ao espelho o seu rosto natural; Porque se contempla a si mesmo, e vai-se, e logo se esquece de como era. Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade, e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecidiço, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito. Se alguém entre vós cuida ser religioso, e não refreia a sua língua, antes engana o seu coração, a religião desse é vã. A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo.”
Este é o ponto que queria chegar, perseveremos na fé e na obra de Cristo Jesus. Todos nós precisamos da exortação do Senhor, pois Ele corrige a quem ele ama!

By Marcel Lira

Obs.: Provérbios 8. 10 ao 14 e 17 ao 36
Aceitai a minha correção, e não a prata; e o conhecimento, mais do que o ouro fino escolhido.
Porque melhor é a sabedoria do que os rubis; e tudo o que mais se deseja não se pode comparar com ela.
Eu, a sabedoria, habito com a prudência, e acho o conhecimento dos conselhos.
O temor do SENHOR é odiar o mal; a soberba e a arrogância, o mau caminho e a boca perversa, eu odeio.
Meu é o conselho e a verdadeira sabedoria; eu sou o entendimento; minha é a fortaleza.
Eu amo aos que me amam, e os que cedo me buscarem, me acharão.
Riquezas e honra estão comigo; assim como os bens duráveis e a justiça.
Melhor é o meu fruto do que o ouro, do que o ouro refinado, e os meus ganhos mais do que a prata escolhida.
Faço andar pelo caminho da justiça, no meio das veredas do juízo.
Para que faça herdar bens permanentes aos que me amam, e eu encha os seus tesouros.
O SENHOR me possuiu no princípio de seus caminhos, desde então, e antes de suas obras.
Desde a eternidade fui ungida, desde o princípio, antes do começo da terra.
Quando ainda não havia abismos, fui gerada, quando ainda não havia fontes carregadas de águas.
Antes que os montes se houvessem assentado, antes dos outeiros, eu fui gerada.
Ainda ele não tinha feito a terra, nem os campos, nem o princípio do pó do mundo.
Quando ele preparava os céus, aí estava eu, quando traçava o horizonte sobre a face do abismo;
Quando firmava as nuvens acima, quando fortificava as fontes do abismo,
Quando fixava ao mar o seu termo, para que as águas não traspassassem o seu mando, quando compunha os fundamentos da terra.
Então eu estava com ele, e era seu arquiteto; era cada dia as suas delícias, alegrando-me perante ele em todo o tempo;
Regozijando-me no seu mundo habitável e enchendo-me de prazer com os filhos dos homens.
Agora, pois, filhos, ouvi-me, porque bem-aventurados serão os que guardarem os meus caminhos.
Ouvi a instrução, e sede sábios, não a rejeiteis.
Bem-aventurado o homem que me dá ouvidos, velando às minhas portas cada dia, esperando às ombreiras da minha entrada.
Porque o que me achar, achará a vida, e alcançará o favor do SENHOR.
Mas o que pecar contra mim violentará a sua própria alma; todos os que me odeiam amam a morte.

segunda-feira, novembro 10, 2008

Tentando Agradar a Homens:Uma Prática Cheia de Perigos


Por George M. Bowman

Aqueles que estão no Ministério logo descobrem que podem conseguir grandes e amigáveis respostas as suas pregações, quando tentam agradar aos homens e mulheres de suas congregações. A. W. Tozer disse: "Nós que testemunhamos e proclamamos o Evangelho, não podemos pensar de nós mesmos como relações públicas enviados para estabelecer a boa vontade entre Cristo e o mundo".
O número de pregadores, evangelistas, e missionários que falam prioritariamente para agradar as pessoas tem aumentado diariamente. Esta prática, no entanto, está cheia de perigos.
O perigo vem quando este esforço de agradar a homens e mulheres os leva a fazerem uma escolha errada: amando "a aprovação dos homens ao invés da aprovação de Deus" ( Jo 12:43). E quando fazem esta escolha errada, correm o risco de desagradarem a Deus.
Em meu julgamento, isto acontece porque eles acreditam que, fazendo assim, irão conseguir encher suas Igrejas mais rápido. Mas, norteando-se pelo que suas audiências desejam ouvir, eles serão obrigados a fazer mudanças que certamente hão de devastar seus ministérios.
A Bíblia sempre adverte os ministros com relação a agradar a homens, e os perigos que envolvem os que assim fazem. Você pode prevenir ou vencer estes problemas em seu ministério, identificando e evitando estes perigos. .
Esteja alerta em não estabelecer objetivos errados.
1. Buscando respeito - Freqüentemente o desejo do pastor de ganhar o respeito e a amizade do povo de sua Igreja ou comunidade é o começo de um ministério que pode desagradar a Deus. Tendo estabelecido estes objetivos, ele terá que diluir a sã doutrina que sustenta a verdade bíblica em equilíbrio.
Por exemplo, para agradar aos incrédulos, ele terá que ter em consideração o que eles gostam e o que não gostam. Isto é perigoso porque a Bíblia diz que eles amam o pecado e odeiam a justiça. Eles não têm interesse em um Deus que os chamará a prestar contas do que têm feito com a vida que Ele Lhes deu.
A fim de ganhar o respeito deles e sua amizade, o pastor terá que apelar à razão humana, emoções e experiência. Isto significa que ele terá de dar um " bypass" na autoridade da Bíblia. O pecador deseja um Deus que ele possa manipular e com o qual possa sentir-se confortável. A fim de agradá-los, o pastor não poderá pregar sobre o infinito, imutável e santo Deus da Bíblia.
Esta é a razão por que muitas Igrejas e missões cujas doutrinas são centradas no homem, têm mudado o conceito bíblico de Deus num deus limitado, mutável e imperfeito. Deus, dizem eles, está caminhando para uma maturação ou em processo de crescimento da mesma forma como os homens estão. Esta visão, logicamente, leva a condenar a doutrina do pecado original, a necessidade de expiação, justiça imputada e a credibilidade de Deus e Sua Palavra.
Em seu livro Batalha dos Deuses, Dr. Robert A. Morey transcreve Alan Gomes, instrutor de teologia histórica do Talbot Schoolof Theology, quando diz que estes falsos conceitos tem penetrado em grupos como Jovens Com uma Missão. Diz Morey, "Gomes cuidadosamente documenta que líderes da JOCUM, tais como Roy Elseth e Gordon Olson ensinam que Deus pode pecar, que não conhece o futuro, não está operando Seu plano no mundo, que Ele não guarda a Sua Palavra e nem cumpre as Suas promessas" (pp. 13-14).
É evidente, que os crentes modernos são como muitos descrentes. Não estão dispostos a ficar para ouvir sermões sobre todo o conselho de Deus. O seu estilo de vida superficial os faz sentirem-se desconfortáveis diante do ensino que expõe seus deslizes e hipocrisias, além de mostrar suas tagarelices como tão malignas como fornicação e assassinato. Eles não podem tolerar um Evangelho que ordena a crentes, salvos pela Graça, a negarem-se a si mesmos, tomarem a cruz e a seguirem a Cristo por um caminho estreito.
Para ganhar o respeito e a amizade deles, o pastor tem que adocicar a doutrina do Evangelho de Cristo. Ele tem que transformá-lo num evangelho centrado no homem de "milagres , curas e riquezas" do "poder do pensamento positivo" e da "mente que domina a matéria".
2. Buscando decisões fáceis - Um pastor irá tentar procurar agradar homens e mulheres, quando pensa que seu poder de persuasão pode produzir um regular crescimento de novos convertidos. Isto é como usurpar a ação divina que envia o Seu Espirito para operar, por meio de um avivamento, o aumento expressivo dos crentes através de genuínas conversões a Cristo. Se um pastor não pode esperar pelo tempo de Deus em matéria de avivamento, e deseja obter muitas "decisões fáceis para Cristo", ele terá que apresentar conversões a Cristo através de processos espúrios, que não requerem nada mais que uma mera decisão, sem contemplar as verdadeiras implicações do que significa seguir a Jesus.
Assim, se ele quer estas decisões fáceis, não poderá enfatizar todas as verdades do Evangelho bíblico. Não terá coragem de dizer que Deus chama crentes para sofrer, que fé sem verdadeiro arrependimento não é fé, que um pecador não poderá ser salvo a menos que confesse Jesus Cristo como seu Senhor, que fé sem obediência é uma fé fingida. Você não encontrará "decisionismo" entre pessoas que sabem que Deus ordena a todos os crentes a "seguirem a santificação sem a qual ninguém verá ao Senhor" (Heb. 12:l4).
O pastor que desejar conversões fáceis terá que fazer o Evangelho atrativo para o homem natural, algo que ele possa gostar neste mundo. Muitos que professam sua fé em Jesus Cristo hoje não mostram nenhuma mudança na sua maneira de viver, porque pregadores, evangelistas e missionários, querem diluir a mensagem a fim de alcançar resultados. Ávidos por registrarem uma estatística de muitas decisões por Cristo, eles têm-se afastado do que requer a Palavra de Deus.
3. Buscando grandes audiências - Um dos maiores problemas do Cristianismo hoje é o grande número de pessoas não convertidas figurando como membros de Igreja. Se um pastor busca o aumento do número de membros de sua Igreja como seu alvo principal, ele terá que utilizar algumas das técnicas de promooção que os grandes centros de entretenimentos usam, a fim de atrair pessoas. Alguns fazem disputas de Escolas Dominicais entre Igrejas. Outros oferecem prêmios para que as pessoas venham aos cultos. Eu ouvi de uma Igreja que escondia notas de dez dólares debaixo do assento do ônibus da Igreja, a fim de atrair as crianças e estimulá-las a virem à Igreja. Usam ainda jantares especiais, shows modernos, e outras formas de entretenimento. Eu não encontro esse tipo de "esperteza" no Novo Testamento. As pessoas que acorriam às reuniões da Igreja primitiva, não esperavam outra coisa exceto perseguição. Crer em Cristo, no tempo apostólico, eqüivalia a assinar sua própria sentença de morte.
Com a diluição da sã doutrina, e a acomodação do Evangelho ao que as pessoas querem, não é de admirar que muitas Igrejas estejam cheias de crentes não salvos.
4. Buscando fugir da controvérsia - Os ministros tentam agradar a homens, procurando fugir da controvérsia. Numa conversa que eu tive com um líder batista canadense, ele descreveu um pastor amigo como um "causador de problemas". Quando eu pedi que me explicasse como um homem de Deus podia ser classificado como um causador de problemas, ele disse.. "ele sempre trás à tona questões de controvérsia".
Como alguém pode pregar o Evangelho e evitar questões de controvérsia? Há um grande conflito entre Deus e os homens, entre a verdade e o erro, entre o bem e o mal. Se um pastor deseja evitar toda controvérsia, ele precisa jogar fora sua Bíblia e dar ao povo uma dieta de sermões adocicados, designados a agradar ao homem natural.
"Eu prego um evangelho positivo!" disse um pastor e "procuro ficar longe de assuntos polêmicos".
Quando perguntado que assuntos polêmicos ele evitava, então respondeu: soberania de Deus, eleição incondicional, expiação limitada e aquelas doutrinas que fazem diferença entre as denominações.
Um ministro evangélico disse que, para evitar controvérsia, ele estava disposto a aceitar em sua Igreja pessoas batizadas e doutrinadas na Igreja Católica Romana.
Cuidado para não perder a aceitação do Senhor
Alguns pastores vêem o agradar aos homens como o aspecto mais importante de seus ministérios. Um pastor costumava ir constantemente aos membros de sua igreja, para perguntar o que eles estavam achando de sua pregação. Ele estava tão ansioso em agradar as pessoas, que ele queria saber se eles estavam gostando de seus sermões. Quando alguém, com sinceridade, mostrava falhas na sua pregação, ele não podia suportar. Então resignado, deixava o local do culto sem sequer dar uma palavra de despedida aos membros. Há muita imaturidade emocional entre aqueles que fazem do agradar a homens e mulheres a prioridade em seus ministérios.
1. Critério exclusivo - Eu duvido que essa espécie de pregador seja aceito diante de Deus. Paulo disse que tinha por muita pouca coisa o ser julgado em seu ministério pelo homens. "O único que me examina" disse ele, "é o Senhor" (l Cor. 4..4). Devemos usar como meio de avaliação do ministério e conduta dos homens somente a Palavra de Deus. De outra forma como saberemos que um pastor tem a aprovação de Deus quanto ao seu ministério? Não é da aprovação dos homens que o pastor necessita, mas sim da aprovação de Deus.
2. Trabalhando em vão - Aqueles que fazem como seu alvo principal agradar a homens enveredam pelo caminho de fazer com que seus cultos agradem a todos. As pessoas acorrem para as suas reuniões a fim de serem entretidas pelo humor dos púlpitos e estórias engraçadas. Eles vêm porque esperam ver diversão, apresentações dramáticas, ventríloquos, celebridades, heróis esportistas, personalidades da televisão e as últimas novidades da música "gospel".
A congregação do pastor que guia seu ministério por tais métodos de entretenimento, pode vê-los como ministros poderosos e populares. Porém, tendo assumido esta posição de tentar agradar as pessoas, eles estarão inevitavelmente na condição de não aceitos por Deus.
O primeiro objetivo deles deveria ser agradar a Deus, manifestando a Sua glória. E a não ser que Deus os aceite com o servos, todo o seu trabalho terá sido em vão. Tudo que eles fazem, como orações, estudo bíblico, preparação de sermões, pregação, visitação, testemunho e aconselhamento, será vazio da presença, do poder e da bênção do Senhor.
Fico pensando quantos pastores e ministros têm sempre na mente que terão que prestar contas diante do trono de Cristo? Quantos deles estão realmente apercebidos do alto nível de responsabilidade que têm, não diante dos homens, mas diante de Deus? Quantos se sentiriam confortáveis com a declaração que o apóstolo faz: "E por isso que também nos esforçamos quer presentes, quer ausentes, para lhe ser agradáveis. Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo" (2 Cor. 5:9-10).
3. Consciência de Deus - Quando um pastor tenta agradar a homens, ele pode deixar de ter consciência de Deus. É muito fácil num ministério popular, procurando agradar as pessoas, alcançar tal sucesso quer resulte num esquecimento da onipresença de Deus. A não ser que um pastor esteja acuradamente cônscio da presença de Deus e O coloca sempre em primeiro lugar em todos os aspectos do seu ministério e vida, ele acabará adotando um estilo fútil de raciocínio e procedimento.
Por exemplo, ele poderá pensar que é mais importante obter direção da parte dos homens que ele está tentando agradar do que da parte de Deus e Sua Palavra. Eu não mencionaria isto se não tivesse visto e ouvido ministros colocarem a opinião de homens a frente da Palavra de Deus. Como é diferente esse tipo de raciocínio dos apóstolos!
Confrontados por homens que tentaram forçá-los a fazer sua vontade no ministério, os apóstolos não pensaram, "qual é a melhor coisa a fazer então?" ou "quais serão as conseqüências se nos opuser-mos à vontade deles? "Ao contrário, eles responderam e disseram-lhes: "Julgai se é justo diante de Deus ouvir-vos antes a vós outros do que a Deus" (At. 4:19). Pouco depois, quando foram ordenados pelos mesmos homens e autoridades a pararem de pregar, eles de novo os enfrentaram: "importa antes obedecer a Deus que aos homens" (At. 5:29).
4. Os testes de Deus - Quando alguém estabelece um ministério que desagrada a Deus por tentar agradar a homens, certamente ele se esqueceu que Deus testa seus servos. Não há parte em nosso ministério ou vida onde possamos deixar de lado os interesses de Deus e escaparmos impunes. Deus testa as razões que o Seu povo dá em fazerem o que estão fazendo. Especialmente isso é verdade para aqueles que estão no ministério de Sua Igreja. Paulo, o apóstolo, disse que ele e seus companheiros apóstolos firmaram o propósito de falar ao homens e mulheres, não para lhes agradar, mas para agradar a Deus. E a razão que ele dá é que ele sabia que Deus estava constantemente checando suas motivações.
"Nós falamos" dizia ele, "não como quem agrada a homens, mas a Deus que examina nossos corações" (1 Ts. 2:4).
5. Abandonados por Deus - Curvando-se aos gostos e desprazeres dos homens; pode um pastor tornar-se um abandonado de Deus. Se ele se esforça por agradar a homens e mulheres do mundo; por exemplo; ele pode achar-se, ele mesmo, tão amigo e identificado com eles que chega a ser um com eles. O homem de Deus não pode ter esse tipo, de mistura com as pessoas do mundo, porque a separação do mundo é a marca do verdadeiro ministro de Cristo. "Não sabeis" pergunta Tiago, "que a amizade com o mundo se constitui em inimizade contra Deus?" (Tg. 4:4).
Cuidado para não esquecer que você está numa posição de confiança
Buscando popularidade com as pessoas, pode o pastor esquecer-se que Deus lhe confiou um grande tesouro, o Seu Evangelho da Graça. Em seu ministério apostólico, Paulo nunca se esqueceu de seu senso pessoal de mordomia. Ele repreendeu aqueles cristãos que procuravam seus líderes de acordo com sua popularidade. As pessoas deveriam julgar um ministro, ele disse, pela sua consciência de despenseiro, que vê como sua principal responsabilidade o ser fiel a Deus e Sua Palavra. (I Cor. 4:1-2) Ele também disse que Deus foi condescendente com os homens em permitir que fossem ministros. "Nós fomos aprovados por Deus, a ponto de nos confiar Ele o Evangelho... " (1 Ts. 2:4).
1. Hipocrisia e falta de sinceridade - Os ministros de Deus deveriam ser como Moisés que "permaneceu firme como quem vê aquele que é invisível"(Heb. 11:27). Seus olhos da fé deveriam estar sobre o invisível, o reino espiritual de Deus, não no reino deste mundo. Quando eles rejeitam esta forma de visão espiritual e começam a olhar para o que é aprazível ao homem, eles caem no mal contra o qual Paulo os adverte na sua carta aos Efésios.
Após falar sobre obediência aos pais e mestres, ele diz que tal obediência deve ser prestada "Não servindo à vista, como para agradar a homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus" (Ef.6:6). Isto também se aplica ao ministro. Um pastor não deveria buscar o olhar de aprovação do povo a quem serve. Isto é tentar fazer seu trabalho "servindo a vista, como para agradar a homens".
Sua motivação nunca deveria ser o "ser visto" ou o "agradar a homens". Como servo de Cristo, ele deveria buscar com sinceridade fazer "de coração a vontade de Deus".
2. Edificação e Lucro - As epístolas do Novo Testamento têm muito que ensinar sobre a construção do caráter. Os apóstolos fazem do cultivo do caráter interior do homem ou a construção do caráter cristão a coisa mais importante, e é nisso que eles gastam a maior parte de suas pregações e escritos. As únicas razões legítimas e permitidas por eles para agradar aos homens eram a salvação de pecadores, o cultivo da alma e o desenvolvimento da personalidade de Cristo neles. Quando um pastor busca agradar a homens por qualquer outro propósito, ele trai sua confiança e falha em alimentar e guardar o rebanho de Deus.
"Portanto cada um de nós agrade ao próximo no que é bom para a edificação"(Rom.15 :2).
Em seu trabalho evangelístico, os apóstolos também procuraram agradar aos homens para que os mesmos fossem beneficiados e, se possível até se convertessem a Cristo. Em outras palavras no intento de lhes fazer o bem é que se pode compreender essa atitude deles. Eles não faziam nada para alimentar os desejos mundanos dos incrédulos. Ao contrário, os apóstolos procuraram o proveito de todas as pessoas, sem prejuízo de quem quer que fosse, quer judeus, pagãos ou cristãos. Paulo explica isto desta maneira:
"Assim como também eu procurei em tudo ser agradável a todos, não buscando o meu próprio interesse mas o de muitos para que sejam salvos" (1 Cor.10:33). Mais tarde ele escreve, "Há muito pensais que nos estamos desculpando convosco. Falamos em Cristo perante Deus, e tudo, ó amados, para vossa edificação " (2 Co: 12:19).
Cuidado para não perder o senso bíblico dos valores
Os ministros do Novo Testamento sentiam que, se eles tentassem agradar a homens, eles não poderiam mais ser considerados servos de Cristo. Um pastor não pode esperar a sustentação divina em seu ministério, se ele não estiver mais qualificado como servo do Senhor Jesus Cristo. Como Esaú, ele trocou uma grande herança por um ganho temporário. Ele vendeu o dia por causa de uma hora.
1. Cristo, o Modelo - Tão logo um pastor começa a agradar às pessoas, ele perde sua ligação com o ministério de Cristo. Ele esquece que o Filho de Deus é o modelo para o seu ministério e falha em seguir o Seu exemplo. Mateus diz que mesmo os inimigos de Cristo, embora falassem com sarcasmo, sabiam que Ele não procurava agradar a homens, mas ensinava as verdades de Deus, arcando com as conseqüências.
"E enviaram-Ihe discípulos juntamente com os herodianos para dizer-lhe: Mestre, sabemos que és verdadeiro e que ensinas o caminho de Deus, de acordo com a verdade, sem te importares com , quem quer que seja, porque não olhas a aparência dos homens " (Mat. 22:16).
2. Perder a Visão - Quando um pastor desagrada a Deus por tentar agradar a homens, ele pode se esquecer de que não pertence a si mesmo, pois foi comprado com preço. Pregando um Evangelho voltado para resultados e centrado no homem, pode ser levado para longe de Deus e Sua Verdade Eterna, e pode ainda diminuir sua percepção do valor de sua própria redenção. Como o homem que falha em acrescentar elementos do caráter cristão à sua fé, ele irá perder tanto sua visão escatológica como histórica.
Tal homem, diz Pedro, "...é cego, vendo só o que está perto (isto é cegueira escatológica), esquecido da purificação dos seus pecados de outrora (isto é cegueira histórica) " (2 Pedro 1:9).
3. Comparação de Valores - Agradar aos homens constantemente pode alterar a habilidade de um ministro de fazer de um modo correto uma comparação de valores. Paulo apresenta a redenção como uma grande razão para que nós a apresentemos diante dos homens.
"Por preço fostes comprados; não s vos torneis escravos dos homens " (1 Cor.7:23).
4. Alterando a Mensagem - Satisfazendo o interesse dos homens e mulheres, muitos ministros tem mudado a mensagem que Cristo lhes ordenou que pregassem. Receosos de receberem a desaprovação dos incrédulos e cristãos mundanos, eles dizem, com efeito, "Nós não nos atrevemos a dizer nada que lhes desagrade".
Que diferença dos apóstolos! Diante do mais alto tribunal de Jerusalém, enfrentando a ameaça de punição e mesmo a morte, eles confrontaram seus opositores com coragem e disseram, "Pois não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido " (At.4:20).
Nota sobre o Autor: George M. Bowman é editor-diretor da Operation Balance, um projeto de literatura destinado ao avanço da sã doutrina, que sustenta a verdade bíblica em equilíbrio. Ele é autor de inúmeros folhetos e panfletos.
Extraído do Jornal "Os Puritanos" ANO IV - Nº 1, com permissão.
http://www.monergismo.com/

terça-feira, outubro 14, 2008

QUEM É VOCÊ PARA JULGAR? BOA LEITURA!





Erwin W. Lutzer
Como podemos nos precaver do farisaísmo, de um lado, e da credulidade descuidada, de outro? Como saber o que deve ser julgado e como os julgamentos devem ser feitos? Quais são os parâmetros para nos guiar?Neste livro, você encontrará resposta para essas e outras perguntas e se tornará um cristão vigilante e de alto-impacto que ama a verdade e está disposto a viver por ela, mesmo com grande custo pessoal.
PESSOALMENTE, ESTE LIVRO ME FEZ REFLETIR SOBRE VARIAS COISAS EM VARIOS ASPECTOS, REALMENTE UM DIVISOR DE ÁGUAS!
GRAÇA E PAZ PARA TODOS!

sábado, outubro 04, 2008

A Minha Graça te Basta

por
Charles Haddon Spurgeon
“A minha graça te basta” (2Coríntios 12:9)
Se nenhum dos santos de Deus fosse humilhado e sujeito às provações, não conheceríamos tão bem nem metade das consolações da graça divina. Quando encontramos um andarilho que não tem onde reclinar a cabeça, mas que pode dizer: "mesmo assim confiarei", ou quando vemos um pobre necessitado de pão e água que ainda se gloria em Jesus; quando vemos uma viúva enlutada assolada por aflições e ainda tendo fé em Cristo, oh! que honra isto reflete no evangelho. A graça de Deus é exemplificada e engrandecida na pobreza e nas provações dos crentes. Os santos resistem a todo desalento, crendo que todas as coisas cooperam para o seu bem, e que, entre todas as coisas aparentemente ruins afinal florescerá uma verdadeira bênção - que, ou seu Deus operará um rápido livramento, ou, com toda certeza, os sustentará na provação, enquanto assim Lhe aprouver. Esta paciência dos santos prova o poder da graça divina. Há um farol em alto mar: a noite está calma - não posso dizer se sua estrutura é sólida ou não; a tempestade precisa desabar sobre ele, e só assim saberei se continuará em pé. Assim é com a obra do Espírito Santo: se ela não fosse cercada por águas tempestuosas em muitas ocasiões, não saberíamos que é forte e verdadeira; se os ventos não soprassem sobre ela, não saberíamos o quanto é firme e segura. As obras-primas de Deus são aqueles homens que permanecem firmes, inabaláveis, em meio às dificuldades:
"Calmo em meio ao choro transtornado Confiante na vitória."
Aquele quer quer glorificar seu Deus deve ter em conta o enfrentar muitas provações. Nenhum homem pode ser reconhecido diante do Senhor a menos que suas lutas sejam muitas. Se, então, o teu for um caminho atribulado, regozija-te nele, pois mostrarás o teu melhor diante da toda-suficiente graça de Deus. Quanto a Ele falhar contigo, jamais penses nisto - odeia este pensamento. O Deus que foi suficiente até agora, o será até o fim.
Fonte: Morning and Evening (Devocional vespertina do dia 04 de Março)

Tradução: Mariza Regina SouzaEste artigo é parte integrante do portal http://www.monergismo.com/.

quinta-feira, outubro 02, 2008

Livros que li ou estou lendo!!!! BENÇÃO!!!!





A PREGAÇÃO DE D. M. Lloyd-Jones - BOM ESTUDO SOBRE "DEFESA" DA PREGAÇÃO EXPOSITIVA!







O CONQUISTADOR DE ALMAS DE C. H. Spurgeon - AO LÊ-LO VEMOS QUE A MAIS DE 200 ANOS ALGUNS TINHAM UM CONCEITO ERRADO SOBRE O QUE ERA SER UM PREGADOR DA PALAVRA DE DEUS... VALE A PENA CONHECER ESTA RICA OBRA! ESTÁ ME AJUDANDO MUITO... PRINCIPALMENTE POR PARECER TÃO CONTEPORÂNEO.




UM DOS PRÓXIMOS DA LISTA: PREGAÇÃO E PREGADORES DE D. M. Lloyd Jones (CASO ALGUÉM JÁ TENHA LIDO, PODERIA COMENTA-LO?)







MANTENHAMOS CONTATOS E SUGESTÕES AMADOS, PAZ DO SENHOR JESUS A TODOS!

Reforma – Ontem e Hoje

Alderi Souza de Matos
fonte: http://thirdmill.org/files/portuguese/93451~11_1_01_10-39-11_AM~Reforma.html
Todo grupo humano possui em sua história eventos de grande significado que estão intimamente associados com a sua identidade e auto-compreensão. No caso dos protestantes, um evento dessa natureza é o episódio que desencadeou a Reforma Religiosa do Século Dezesseis. O monge agostiniano e professor de teologia Martinho Lutero afixou à porta da igreja de Wittenberg, na Alemanha, as suas célebres Noventa e Cinco Teses, convidando a comunidade acadêmica local para um debate público sobre a venda das indulgências e outras questões controvertidas. Desde então, o dia 31 de outubro de 1517 tem permanecido na consciência evangélica como um símbolo fundamental do seu movimento.
Todavia, por decisivo e marcante que tenha sido, esse acontecimento pertence ao passado e não pode mais ser repetido. Há muitos evangélicos que sonham com uma volta aos tempos da Reforma, assim como tantos gostariam de restaurar os dias heróicos da igreja primitiva. A isto chamamos de "repristinação," ou seja, a tentativa de restaurar alguma coisa a um estado ou condição original, prístino. Porém, o fato é que os acontecimentos, circunstâncias e personagens passam inexoravelmente; somente as idéias e os ideais permanecem, e são eles, acima de tudo, que devem ocupar a nossa atenção.
Ao comemorarmos mais um aniversário da Reforma, de que maneira podemos celebrar a obra dos desbravadores evangélicos do século dezesseis? De que modo podemos honrar o Deus dos reformadores, nós que vivemos no limiar do século vinte e um? Uma das respostas é: conhecendo e encarnando as convicções que nortearam as suas vidas e os seus labores. Destacamos três delas, que reputamos essenciais para a igreja contemporânea.
Primeiramente, é notável o lugar que os reformadores deram ao Deus triúno em seu pensamento e ação. Apesar dos fatores políticos, sociais e econômicos envolvidos na Reforma, o seu ímpeto mais central veio da profunda experiência religiosa de líderes como Lutero e Calvino. A sua visão da graça e da glória de Deus, mediada pelas Escrituras, levou-os a colocá-lo no centro de suas vidas e a rejeitar tudo aquilo que pudesse obscurecer a sua majestade como Senhor do universo, da vida e da redenção. Em segundo lugar, há que considerar o seu entendimento da igreja como comunidade de adoração, comunhão e serviço. A igreja não era para eles uma estrutura ou instituição, mas o conjunto dos fiéis que se reúnem para exaltar a Deus, estudar a sua Palavra e celebrar a sua salvação, e depois se dispersam para testemunhar e servir. Finalmente, os reformadores nos inspiram em seu entendimento da sociedade. Rompendo com a dicotomia entre sagrado e secular, os líderes da Reforma e seus seguidores insistiram no fato de que toda a vida pertence a Deus e deve refletir o seu senhorio. Com seu trabalho e exemplo, o cristão deve esforçar-se para que os valores do Reino permeiem todas as áreas da coletividade. Que sejam essas as nossas preocupações ao lembrarmos novamente os eventos e personagens dos quais somos herdeiros.

quinta-feira, setembro 25, 2008

Existe uma geração sanguessuga.


Há alguns anos constatei não somente que tínhamos chegado ao fim da “era protestante” como também ao fim da “Era Evangélica”. Pregar-e-não-viver resultou na perda da reputação e da credibilidade. E a mercantilização da fé aliada à disseminação de heresias, à avareza e às palavras fingidas culminou neste capitalismo evangélico-protestante de muitos pregadores que prometem a liberdade, mas são escravos da corrupção (1Pe 2.1-3, 19).
A Igreja contra a qual “as portas do inferno não podem prevalecer” não é a igreja evangélica. Definitivamente. A igreja evangélica é religiosa, impura, corrupta, repreensível e mundana. A Igreja de Cristo é pura – foi “purificada pela Palavra”. É “gloriosa, sem mácula, sem ruga nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível”. Alimentada e sustentada pelo Senhor da Igreja, Jesus Cristo, a Igreja segue vitoriosa e triunfante (Ef. 5.25-29). Seus membros na sua maioria jamais pisaram em palácios, nunca estiveram sob a luz de holofotes, nem viram seus nomes na mídia. São anônimos, gente simples, que esperam as promessas “vendo-as de longe, e crendo-as e abraçando-as, confessando que são estrangeiros e peregrinos nesta terra” (Hb 11.13). Seus nomes estão escritos no Livro da Vida do Cordeiro. Suas “mãos são limpas, não entregam a sua alma à vaidade, não difamam com sua língua, não aceitam afronta contra o próximo; aos malvados desprezam, mas honram aos que temem ao Senhor”. Empenhando sua palavra, “não voltam atrás ainda que com prejuízo próprio”. Não “emprestam seu dinheiro com usura e nem recebem suborno contra os inocentes”. Esta é a geração dos que buscam ao Senhor (Sl 15.1-5; 24.3-6). Essa geração faz todas as coisas "sem murmurações nem contendas. São irrepreeensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração corrompida e perversa, no meio da qual resplandecem como luzeiros no mundo” (Fp 2.14-15).
Porém, nossa geração corrompida e perversa, além de amaldiçoar pai e mãe, ser imunda (apesar de se considerar pura), ser arrogante e soberba e consumir na Terra os aflitos e necessitados entre os homens, é também "sanguessuga" (Pv 30.11-14). “A sanguessuga tem duas filhas, a saber: Dá, Dá. Há três coisas que nunca se fartam; sim, quatro que nunca dizem: Basta; a sepultura, a madre estéril, a terra que não se farta de água, e o fogo que nunca diz: Basta.” (Pv 30.15-16.) A sepultura é insaciável – recebe todos os mortos e ainda tem espaço suficiente para receber muito mais. A mãe estéril não gera filhos, não deixa descendentes e assim seu nome dissipa-se como a nuvem que existia ainda há pouco e um instante ninguém se lembra mais dela. Somente as rochas permanecem! A terra não se farta de água – nem mesmo as grandes inundações permanecem para sempre. E o fogo do inferno nunca diz basta. Haverá, no Dia do Juízo, maior rigor para alguns do que para outros (Mt 11.24).
O que leva um homem ou uma mulher conspirar contra o Rei de toda a terra? O que leva um representante eleito em Nome de Deus a devorar vidas humanas? O que o leva a tomar tesouros e coisas preciosas à custa da multiplicação das viúvas em suas cidades e campos? O que o leva a tramar com seus líderes espirituais para violentar a Lei do Senhor e profanar Suas coisas santas? Que cegueira é essa que o leva a não fazer diferença entre o sagrado e o abominável, a não ensinar os mais novos a discernir entre o impuro e o puro? Os adoradores de ídolos tornam-se cegos como os ídolos. Avareza é idolatria! O que leva um cristão a fazer com que o Nome do Senhor seja profanado por causa dele? O que o leva como lobo arrebatar a presa, derramar sangue e destruir vidas para adquirir lucros desonestos? O que leva esses “profetas” a assinar manifestos de apoio a fim de os eleger, encobrindo-lhes mentiras, prometendo a eles coisas que o Senhor jamais falou? Todos eles "estão entre os que oprimem o povo da Terra, andam roubando, fazendo violência ao necessitado e oprimindo injustamente ao estrangeiro” (Ez 22.25-29).
O Senhor conhece a todos muito bem e quando praticavam o mal tanto quanto o bem Ele os via a todos. Refiro-me aos que foram acusados de “sanguessugas” da saúde do povo brasileiro. Conheço de perto alguns deles – evangélicos ou não. Testemunhei de perto a desonestidade de alguns, sua corrupção e maldade. Compartilhei com eles sobre uma outra opção de vida baseada na cruz de nosso Senhor Jesus, que derramou Seu sangue para nos perdoar, purificar e transformar-nos em filhos da Luz. Rejeitaram essa Palavra. Outros, vi começar muito bem a carreira; mas parece-me – até que provem o contrário – que se esqueceram do conselho das Escrituras, “deixando o caminho direito, preferindo seguirem o caminho de Balaão, que amou o prêmio da injustiça” (2Pe 2.15).
“Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só é que recebe o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. E todo aquele que luta, exerce domínio próprio em todas as coisas; ora, eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível, nós, porém, uma incorruptível. Pois eu assim corro, não como indeciso; assim combato, não como batendo no ar. Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à submissão, para que, depois de pregar a outros, eu mesmo não venha a ficar reprovado.” (1Co 9.24-27.) Meu coração está triste e contrito. Também preciso humilhar-me diante de tudo isto. Preciso vigiar para não emitir nenhuma palavra de condenação temerária. Preciso orar para que o Senhor tenha misericórdia de mim neste tempo em que começou Seu julgamento pela Sua Casa. Fico atemorizado com as Palavras de Jesus, que ressoam em minha mente: “Que adianta o homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?”
Pr. Josimar Salum, jsalum@greaterrevival.com: Diretor Executivo do BMNET Brazilian Ministers Network e do GRM Greater Revival Ministries, P.O.Box 60.359 Worcester, MA 01606, tel 508-519-1773, fax 508-852-1168; http://jsalum.blogspot.com/ (português); http://greaterrevival.blogspot.com/ (english); http://apologian.blogspot.com/ (português). Encaminhado por Wassalam Issá Akbar, 15set2008seg23h29m, revisado por jairolarroza@yahoo.com.br

segunda-feira, setembro 22, 2008

Intelectualismo X ou & Evangelismo

Diante a tantas problemáticas no meio evangélico, acredito que estamos nos esquecendo de alguns pontos fundamentais, e espero estar enganado quanto a isto.
Um dos pontos que me deixa receoso deriva dos teólogos e pensadores cristãos modernos, diferentes de muitos intelectuais-pregadores-evangelistas dos séculos 16 a 19 que atuavam de forma efetiva na evangelização de sua comunidade e além-terra. Antes de me baterem, digo isto para parte dos pensadores e não todos - bom é criticar, saudável é saber ser criticado, ok?
Quando vejo a vida de Whitfield e de Wesley fico indignado comigo mesmo e com outros que sabem mais e estudaram para mais, no entanto, estes senhores excelentes acadêmicos, apresentaram mais que respostas às apostasias e elaboração de defesas de suas convicções teológicas, que é muito comum em nosso meio atualmente (e que é essencialmente necessário), mas fizeram mais que isto. Estes homens de Deus FORAM quando entenderam o IDE.
Porque uso estas duas ricas personagens do cristianismo de dois séculos? Porque entre si havia grandes discórdias em pontos que sempre houve e sempre (até o Aquele que é perfeito voltar) haverá e nem por isto ocorreu o que chamamos de ecumenismo como entendemos hoje, ninguém estava traindo ninguém, ninguém mostrou ser um “ser” de púlpito (infelizmente estamos cheios destes hoje), eles apesar de discordarem principalmente sobre a questão da Graça(ELEIÇÃO) e livre-arbítrio, sabiam e souberam colocar a mão no arado (e são poucos que fazem isto de forma séria), por isto deixo este pequeno lembrete, sejamos sim defensores da fé e da sã doutrina, mas não esquecemos da grande comissão, a fé sem obra é morta!

PAZ
BY MARCEL LIRA

sexta-feira, setembro 05, 2008

AHHHH, ESTES PREGADORES!!!

Quando o assunto é pregadores nos dias de hoje, há uma grande variedade de gosto, alguns gostam ou se identificam com os pregadores extravagantes, outros preferem os que gritam, e há ainda uma parcela de pessoas que gostam dos pregadores expositores, estes normalmente mais “quietos” durante a mensagem. A variedade é enorme, e a cada dia brotam mais e mais destes pregadores. Até ai, nenhum grande problema, mas a partir daí surge uma séria indagação: Como saber o que Deus quer que seja pregado? Já parou para pensar sobre isto?! Muitos “grandes” pregadores ostentam uma postura de saberem o que estão falando quando sobem no púlpito e “revela” o que Deus “mandou”, outros mais humildes preferem estudar durante a semana para que não haja erros no contexto e até mesmo erros geográficos em sua pregação e abordagem, outros ainda preferem animar as pessoas (público) com palavrinhas de amor e auto-estima. Mas afinal, o que um pregador deve pregar? Começo descrevendo o que ele não deve pregar;

BENS MATERIAIS COMO PROMESSA, BARGANHA OU COERÇÃO: não é e nem deve ser um tema para ser proclamado no púlpito, leiamos o Evangelho de Lucas 12. 15 ao 21:

E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui. E propôs-lhe uma parábola, dizendo: A herdade de um homem rico tinha produzido com abundância; E arrazoava ele entre si, dizendo: Que farei? Não tenho onde recolher os meus frutos. E disse: Farei isto: Derrubarei os meus celeiros, e edificarei outros maiores, e ali recolherei todas as minhas novidades e os meus bens; E direi a minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e folga. Mas Deus lhe disse: Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus.

Tome cuidado caro leitor, não pense que Deus está para receber nossas “ordens” de “poder” e nos dar o que “exigimos”, tudo que Deus nos dá nesta vida e no porvir é pela graça, não por crédito ou merecimento próprio, ou por obras, apenas pela graça, alias, Jesus nos aconselha não termos nada para esta vida, Lucas 12. 33,34:
Vendei o que tendes, e dai esmolas. Fazei para vós bolsas que não se envelheçam; tesouro nos céus que nunca acabe, aonde não chega ladrão e a traça não rói. Porque, onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração.

CONFISSÃO POSITIVA: Deixo aqui uma matéria sobre o assunto.
CONHEÇA A ORIGEM DO MALDITO MOVIMENTO DA “CONFISSÃO POSITIVA” (TEOLOGIA DA PROSPERIDADE)!
"A Confissão Positiva não é uma denominação ou seita, mas um movimento introduzido sutilmente entre as igrejas pentecostais, enfatizando o poder do crente em adquirir tudo o que quiser. É conhecida também como “Teologia da Prosperidade”, “Palavra da Fé” ou “Movimento da Fé”. As crenças e práticas desse movimento são aberrações carregadas de perigosas heresias. A Confissão Positiva é uma adaptação, com roupagem cristã, das idéias do hipnotizador e curandeiro Finéias Parkhurst Quimby (1802-1866). Os quimbistas criam no poder da mente, e negavam a existência da matéria, do sofrimento, do pecado e da enfermidade. Deles surgiram vários movimentos ocultistas como o Novo Pensamento, as seitas Ciência da Mente e Ciência Cristã, de Mary Baker Eddy. Seus promotores procuram se passar por cristãos evangélicos. O movimento surgiu de forma gradual por meio de Essek William Kenyon (1867-1948). Kenyon, aproveitando-se dos conceitos de Mary B. Eddy, empenhou-se em pregar a salvação e a cura em Jesus Cristo. Dava ênfase aos textos bíblicos que falam de saúde e prosperidade, além de aplicar a técnica do poder do pensamento positivo. Kenyon, que pastoreou várias igrejas e fundou outras, não era pentecostal. Ele foi influenciado pelas seitas Ciência da Mente, Ciência Cristã e a Metafísica do Novo Pensamento. Hoje, é reconhecido como o Pai do movimento Confissão Positiva, tendo exercido forte influência sobre Kenneth Hagin, que nasceu em 1917 com problema de coração e ficou inválido durante 15 anos. Em 1933, converteu-se ao evangelho e, no ano seguinte, o Senhor Jesus o curou. A partir de então, começou a pregar. Ele recebeu o batismo no Espírito Santo em 1937. Estudando os escritos de Kenyon, divulgou-os em livros, cassetes e seminários, dando sempre ênfase à confissão positiva. Em 1974, fundou o Centro Rhema de Adestramento Bíblico, em Oklahoma. Hagin fazia diferença entre as palavras gregas rhema e logos, pois ambas significam “palavra”. Ainda hoje, os seguidores dessa crença afirmam que logos é a palavra de Deus escrita, a Bíblia; e rhema, a palavra falada por Deus em revelação ou inspiração a uma pessoa em qualquer época. Desse modo, o crente pode repetir com fé qualquer promessa bíblica, aplicando a sua necessidade pessoal e exigir o seu cumprimento. O termo rhema significa “palavra, coisa”; enquanto em logos, os léxicos apresentam uma extensa variedade de significados como: “palavra, discurso, pregação, relato, etc”. Mas ambos os termos coincidem-se (Lc 9.44, 45). O conceito de rhema e de logos, inventado por Hagin, não resiste à exegese bíblica. Não é verdade que haja a tal diferença entre as referidas palavras. As marcas distintivas do movimento são: a prosperidade e a pregação restrita aos pobres e enfermos, oferecendo-lhes riquezas e saúde. No entanto, deixa de lado o essencial: a salvação. A mensagem dos profetas da prosperidade pode fazer sentido nos países ricos onde as oportunidades são mais amplas, mas, nas regiões pobres do planeta, são irrelevantes. Isso é mais uma prova de que se trata de um evangelho humano, contrário à Bíblia, pois o evangelho de Jesus Cristo é para todos os seres humanos em todas as épocas (Mt 28.19, 20; Tt 2.11). Em vez de trazer riquezas materiais aos pobres e saúde aos enfermos, o propósito principal da vinda de Jesus ao mundo foi salvar os pecadores (1 Tm 1.15), muito embora o seu ministério tenha sido coroado de êxito no campo da cura divina e da libertação (At 10.38). O que esses pregadores fazem não passa de espetáculo, contrariando o verdadeiro propósito do evangelho. Não foi essa a mensagem pregada pelos apóstolos. Paulo afirma haver se contentado com a abundância e com a escassez (Fp 4.11-13). Devemos combater os abusos e aberrações doutrinárias desses pregadores. Tomemos cuidado, porém, para não sermos levados ao ceticismo e ao indiferentismo religioso. Religião sem o sobrenatural é mera filosofia. Temos promessas de Deus. Aliás, a história, desde os tempos bíblicos, registra inúmeros testemunhos sobre sinais, prodígios e maravilhas (Mc 16.20). Mas os tais pregadores, a começar pela origem de sua teologia, estão fora do padrão bíblico" (TEXTO EXTRAÍDO DA REVISTA “LIÇÕES BÍBLICAS” DA CPAD DO 2.º TRIMESTRE DE 2006, CUJO TEMA É “HERESIAS E MODISMOS”). Pr. Jorge Carvalho - Lages/SC.

O interessante de tudo é que, muitos idolatram os pregadores pelos seus estilos ousados, sua oratória afinada e pelos temas extravagantes. Interessante também é que, mesmo sendo tão claro o que não se deve pregar, a maioria das pessoas argumentarão que hoje se deve pregar com maior “autoridaaaaaaaadeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!!!!” e com “podeeeeerrrrrr”, e Jesus simplesmente disse “ide e pregai”, simples, a autoridade está na PALAVRA DE JESUS e no PODER NELA CONFERIDA É DO PRÓPRIO DEUS e não nos estilos “audaciosos” e gritos “escandalosos” dos atuais pregadores. É triste relatar tanta distorção nas pregações em nossos dias, é complicado observar esta geração que esta deixando de lado a SUFICIÊNCIA DA PALAVRA, esquecendo das leituras, devocionais e estudos bíblicos. Hoje temos grupos de defensores de lideres, estilos e pregadores, por outro lado, não temos muitos dos defensores da fé:
Filipenses 1 Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo;Como tenho por justo sentir isto de vós todos, porque vos retenho em meu coração, pois todos vós fostes participantes da minha graça, tanto nas minhas prisões como na minha defesa e confirmação do evangelho. e, E peço isto: que o vosso amor cresça mais e mais em ciência e em todo o conhecimento, Para que aproveis as coisas excelentes, para que sejais sinceros, e sem escândalo algum até ao dia de Cristo; Cheios dos frutos de justiça, que são por Jesus Cristo, para glória e louvor de Deus. E quero, irmãos, que saibais que as coisas que me aconteceram contribuíram para maior proveito do evangelho; De maneira que as minhas prisões em Cristo foram manifestas por toda a guarda pretoriana, e por todos os demais lugares;
E muitos dos irmãos no Senhor, tomando ânimo com as minhas prisões, ousam falar a palavra mais confiadamente, sem temor. Verdade é que também alguns pregam a Cristo por inveja e porfia, mas outros de boa vontade; Uns, na verdade, anunciam a Cristo por contenção, não puramente, julgando acrescentar aflição às minhas prisões. Mas outros, por amor, sabendo que fui posto para defesa do evangelho.

Vemos aqui uma pessoa perseguida pela verdade da PALAVRA e hoje vemos “Liberais” e “Pluralistas” e “Fãs” distorcendo a PALAVRA.
Judas 1 Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos. Porque se introduziram alguns, que já antes estavam escritos para este mesmo juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus, e negam a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo.

Meditemos em Romanos Cap. 10 e 2º Timóteo Caps. 4,5 e 6, busquemos à entender a importância que os apóstolos deram para esta defesa e que os reformados buscaram a tanto custo.
Lembremos que:
· Natã falou do pecado de Davi, mostrou a sua falha e quando ele caiu em si foi lhe apresentado o perdão e a misericórdia de Deus.
· João Batista disse em Lucas “Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira que está para vir? Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento, e não comeceis a dizer em vós mesmos: Temos Abraão por pai; porque eu vos digo que até destas pedras pode Deus suscitar filhos a Abraão”.
· Jesus junto ao jovem rico mostrou a impossibilidade de alguém poder seguir a Lei de Moisés em sua perfeição, mostrou para este jovem com amor que ele não conseguiu nem ao menos seguir o primeiro mandamento, foi lhe apresentado a sua fragilidade (pecado), mas não lhe foi omitida à salvação para toda eternidade, visto que, por intermédio de suas obras mesmo sendo boas e bem intencionadas não poderiam salva-lo, foi neste momento que jovem saiu da presença de Jesus, não deixando seus BENS MATERIAIS (O QUE MUITOS PREGAM HOJE EM DIA). Jesus não veio para passar a mão na cabecinha de ninguém, nosso Senhor deixa claro que devemos sair deste pecado imundo e nos entregarmos à Sua Beleza e Santidade, nosso Senhor afirmou “se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis”. Ele não mudou o discurso, Ele não alterou o conteúdo da mensagem e morreu em cruz para a Salvação de todos que Nele crerem.
· Pedro em atos 2 e 3 disse: “ARREPENDEI-VOS” e nestas 2 ocasiões cerca de 8.000 se converteram ao SENHOR.
· Paulo disse que devemos entender pela Lei que somos pecadores e pela Graça de Deus ele nos justifica e nos perdoa, medite no livro de Romanos;
Amados, Louvado seja DEUS, tomemos-nos o cuidado de levar o evangelho de Deus e não os evangelhos modernos de homens com fins materialistas e finitos.

VIGIEMOS E BATALHEMOS PELA SÃ DOUTRINA EM DEFESA DA FÉ!

PAZ

BY MARCEL LIRA