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SALVAÇÃO OU PROSPERIDADE?

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sexta-feira, janeiro 23, 2009

O MAIOR SEGREDO DO DIABO

Ray Comfort
Tradução de Fernando Guarany Jr.

No final dos anos 70, Deus muito graciosamente abriu-me um ministério itinerante. Conforme comecei a viajar, passei a ter acesso aos registros de crescimento das igrejas e fiquei horrorizado ao descobrir que algo perto de 80 a 90% das pessoas que tomavam uma decisão por Cristo estavam desviando-se da fé. Ou seja, o evangelismo moderno, com seus métodos estava criando entre 80 e 90 “desviados” para cada 100 pessoas que se decidiam por Jesus.Deixem-me tentar tornar a questão mais real para vocês. Em 1991, no primeiro ano da década da colheita, uma grande denominação nos Estados Unidos foi capaz de obter 294.000 decisões por Cristo. Isto é, em um ano, esta grande denominação de 11.500 igrejas foi capaz de obter 294.000 decisões por Cristo. Infelizmente, passado algum tempo apenas contavam com 14.000 destes congregando, o que significa que eles já não podiam prestar contas por 280.000 das decisões alcançadas. E estes são resultados normais do evangelismo moderno e, algo que descobri no final dos anos 70; Algo que me preocupou muito. Comecei a estudar o Livro de Romanos diligentemente e, especificamente, a maneira de proclamação do Evangelho de homens como Spurgeon, Wesley, Moody, Finney, Whitefield, Lutero, entre outros, que Deus tem usado através dos tempos, e descobri que eles usavam um princípio que é quase totalmente negligenciado pelos métodos evangelísticos modernos. Comecei a ensinar este princípio; Providencialmente, fui convidado para instalar o nosso ministério na cidade de Bellflower no sul da Califórnia, especificamente para trazer este ensinamento para a igreja dos Estados Unidos. As coisas andaram devagar nos primeiros três anos, até que recebi uma ligação de Bill Gothard, que havia assistido a mensagem em vídeo. Ele pagou minha passagem de avião até San Jose no norte da Califórnia; Lá, compartilhei a mensagem com 1000 pastores. Então, em 1992, ele exibiu o vídeo daquela pregação para 30.000 pastores. No mesmo ano, David Wilkerson me telefonou de Nova Iorque. Ele ligou do seu carro. (estava ouvindo a mensagem em seu carro e me ligou do próprio telefone do seu carro!) Imediatamente, ele me colocou em um vôo de Los Angeles para Nova Iorque para compartilhar o mesmo ensinamento com a sua igreja – de tão importante que considerou a mensagem. Recentemente, ouvi falar de um pastor que escutou esta mensagem 250 vezes. Ficaria feliz se você ouvisse pelo menos uma vez este ensinamento que se chama: “O Maior Segredo do Diabo.”A Bíblia diz no Salmo 19, versículo 7, “A Lei do Senhor é perfeita para converter a alma.” O que é mesmo que a Bíblia diz que é perfeita e, no final das contas, converte a alma? Ora, as Escrituras deixam bem claro: “A Lei do Senhor é perfeita para converter a alma.” Agora, para ilustrar a função da Lei de Deus, vamos observar por um instante a Lei Civil. Imagine se eu dissesse a você: “Tenho boas novas para você: alguém acabou de pagar uma multa de trânsito no valor de R$ 25.000,00 para você!” Provavelmente você reagiria dizendo: “O que você está dizendo? Essas não são boas novas! Isso [que você está dizendo] não faz o menor sentido. Não tenho uma multa de trânsito de R$ 25.000,00!” As minhas boas novas não seriam boas novas para você: pareceria tolice! Mas, além disso, seria uma ofensa, porque eu estaria insinuando que você havia cometido um crime (quebrado a lei) quando você pensa não ter feito tal coisa. Entretanto, se colocar a situação da seguinte maneira, ela fará mais sentido: “No caminho para cá, um radar da polícia (a lei) pegou você a 160 quilômetros por hora em uma área reservada para uma convenção de crianças deficientes visuais. Havia dez avisos claros que a velocidade máxima era de 60 quilômetros por hora, mas você passou por ali ”voando” a uma velocidade de 160 km/h. O que fez foi muito perigoso e, portanto, a multa de R$ 25.000,00 era justa. A lei estava por ser aplicada quando alguém que você nem mesmo conhece entrou em cena e pagou a sua multa. Você realmente é um felizardo!”Vejam que ao explicarmos precisamente o que foi feito de errado primeiro, fazemos com que as boas novas verdadeiramente tenham sentido. Se eu não mostrar claramente que o indivíduo violou a lei, então as boas novas parecerão tolice e serão recebidas como uma ofensa. Mas, a partir do momento que entender que quebrou a lei, então as boas novas se tornarão boas novas de fato!Assim, da mesma maneira, se eu abordar um pecador impenitente e disser: “Jesus Cristo morreu na cruz por seus pecados”, isso soará como tolice e o ofenderá. Tolice porque não fará sentido. A Bíblia diz que: “A pregação da cruz é tolice para aqueles que perecem.” (1 Cor 1:18). E também será ofensivo porque estaremos insinuando que o indivíduo é um pecador quando ele acha que não o é! Porque, até onde ele tem conhecimento, existem muitas pessoas piores do que ele. Contudo, se eu dedicar tempo para seguir os passos de Jesus, a mensagem fará mais sentido. Se eu dedicar tempo para abrir a Lei Divina, os Dez Mandamentos, e mostrar ao pecador precisamente o que ele fez de errado, como tem ofendido a Deus ao violar a Sua Lei, então, quando ele estiver, conforme diz Tiago, “convencido pela Lei como transgressor” (Tiago 2:9) as boas novas da multa sendo paga não parecerão tolice, mas serão “o poder de Deus para salvação” (Romanos 1:16).Agora, tendo em mente estes pensamentos como introdução, vamos ver o que diz Romanos 3:19. Vamos analisar algumas das funções da Lei de Deus para a humanidade. Romanos 3:19 diz assim: “Agora, pois, sabemos que o que quer que a Lei diga, ela diz para aqueles que estão debaixo da lei, para que toda boca seja calada e todo o mundo torne-se culpado diante de Deus.” Então, uma função da lei de Deus é calar a boca. Fazer os pecadores pararem de se justificar e dizer: “Ah, tem muita gente pior do que eu. Eu não sou uma má pessoa, não!” Ou seja, a lei cala a boca da justificativa e deixa o mundo inteiro , e não apenas os Judeus, culpado diante de Deus.Romanos 3:20 diz assim: “Portanto pelos feitos da Lei nenhuma carne será justificada à Sua vista: porque pela Lei vem o conhecimento do pecado.” Então, a Lei de Deus nos informa o que significa pecado. 1 João 3:4 diz: “Pecado é a transgressão da Lei.” Romanos 7.7 afirma: “O que diremos então?” diz Paulo, “É a lei pecado? De modo nenhum, eu não conheci o pecado senão pela Lei.” O que Paulo está dizendo aqui simplesmente é: “Eu não sabia o que era o pecado até a Lei me ensinar.” Gálatas 3.24 afirma: “De modo que a Lei se tornou nosso aio [professor], para nos conduzir a Cristo, a fim de que pela fé fôssemos justificados.” A lei de Deus age como um professor para nos trazer a Cristo para que possamos ser justificados pela fé em Seu sangue. Assim, a Lei não nos ajuda, ela apenas nos mostra nossa impotência. Ela não nos justifica, ela apenas nos deixa culpados diante do julgamento de um Deus santo.A tragédia do evangelismo moderno é que, na virada do século XX, quando a lei de Deus foi abandonada e desprezada em sua capacidade de converter a alma, de conduzir os pecadores a Cristo, os defensores do evangelismo moderno tiveram que encontrar outra razão para os pecadores responderem ao evangelho. A maneira que os evangelistas modernos encontraram para atrair tais pecadores foi a estratégia da “melhoria na qualidade de vida.” O Evangelho foi degenerado para algo como: “Jesus Cristo vai te dar paz, alegria, amor, realização pessoal e felicidade duradoura.” Agora, para ilustrar a natureza anti-bíblica deste ensinamento tão popular, gostaria que vocês escutassem com bastante atenção a seguinte anedota, pois a essência do que estou ensinando baseia-se nesta historinha que vou contar. Então, por favor, escutem atentamente:Dois homens estão sentados em um avião. Ao primeiro é dado um pára-quedas e é orientado a colocá-lo, pois, o pára-quedas melhoraria a qualidade do seu vôo. Ele fica um tanto cético no início porque não consegue ver como o fato de usar um pára-quedas em um avião poderia melhorar a qualidade de seu vôo. Porém, depois de certo tempo, ele decide experimentar para ver se o que lhe havia sido dito era mesmo verdade. Então, quando ele coloca o pára-quedas, ele nota o peso sobre seus ombros e descobre que tem dificuldade para sentar-se direito. Mesmo assim, não tira o pára-quedas de imediato, pois se consola com o fato de que lhe foi dito que o pára-quedas melhoraria o seu vôo. Assim, ele decide dar um tempinho para ver se a tal coisa funciona mesmo. Enquanto espera, percebe que alguns dos outros passageiros estão rindo dele, pelo fato de ele estar usando um pára-quedas em pleno vôo. Ele começa a sentir-se um tanto humilhado. Quando os outros passageiros começam a apontar e rir dele, ele não agüenta mais! Então, encolhe-se em sua poltrona e arranca o pára-quedas, jogando-o ao chão. Desilusão e amargura preenchem o seu coração, pois, pelo que parece, contaram-lhe uma mentira absurda!O segundo homem também recebe um pára-quedas, mas escutem só o que lhe é dito: “Coloque este pára-quedas, pois a qualquer momento você terá que saltar deste avião e nós estamos a 25.000 pés de altura.” Ele fica muito agradecido e coloca logo o pára-quedas; Nem percebe o peso do objeto sobre seus ombros, muito menos se incomoda com o fato de que não consegue sentar-se direito, pois sua mente está consumida pelo pensamento do que aconteceria se saltasse sem o pára-quedas.Vamos analisar o motivo e o resultado da experiência de cada um dos passageiros. O motivo do primeiro homem para colocar o pára-quedas foi apenas para melhorar a qualidade de sua viagem. O resultado da experiência foi que ele se sentiu humilhado pelos passageiros, ficou desiludido e bastante amargurado em relação àqueles que lhe deram o pára-quedas. Ele precisará de um longo tempo para recuperar-se da experiência e, possivelmente, nunca mais vai aceitar uma coisa daquelas novamente. O segundo homem colocou o pára-quedas simplesmente para escapar do salto para morte e, devido ao conhecimento do que aconteceria se saltasse despreparado, ele tem uma profunda alegria e paz no coração, pois sabe que será salvo de uma morte certa e terrível. Tal conhecimento dá-lhe a habilidade de suportar o escárnio dos outros passageiros. Sua atitude em relação a quem lhe ofereceu o pára-quedas é de profunda gratidão.Agora, escutem o que os métodos de evangelismo moderno dizem. Eles dizem assim: “Coloque o Senhor Jesus Cristo. Ele te dará amor, alegria, paz, realização pessoal e felicidade duradoura.” Em outras palavras, “Jesus melhorará a sua viagem.” Dessa maneira, o pecador responde ao apelo de um modo experimental e “coloca” o Senhor Jesus para ver se a “propaganda” é verdadeira. E o que vem sobre ele? Tentação, tribulação e perseguição. Os outros passageiros escarnecem dele. O que ele faz, então? Arranca o Senhor Jesus e joga ao chão, pois se sente ofendido por causa da Palavra (Marcos 4.17). Ficou desiludido e bastante amargurado, e com razão. Pois, prometeram-lhe paz, alegria, amor, realização e felicidade duradoura, e tudo o que conseguiu foram provações e humilhação. Então, ele passa a apontar sua amargura em direção àqueles que lhe deram as tão famosas “boas novas”. Seu último estado é pior do que o primeiro: outro desviado inoculado e amargurado.Santos, ao invés de pregar que Jesus melhora a qualidade do vôo, nós deveríamos estar alertando os passageiros que eles terão que pular do avião. Ou seja, “que está determinado ao homem morrer uma só vez, e que depois disto virá o julgamento.” (Hebreus 9:27). E aí, quando o pecador entender as horríveis conseqüências por quebrar a Lei de Deus, ele correrá para os braços do Salvador para escapar da ira vindoura. E se formos testemunhas verdadeiras e fiéis, é isso que deveremos pregar: que existe uma ira vindoura; que Deus “ordena a todas as pessoas em todos os lugares que se arrependam” (Atos 17:30). Por que se arrepender? “Porque Ele estabeleceu um dia em que julgará o mundo com justiça” (vs. 31). Entenda que não é uma questão de felicidade, mas sim de justiça. Não importa o quanto o pecador possa estar sendo feliz ou o quanto ele possa estar aproveitando “os prazeres passageiros do pecado” (Hebreus 11.25), sem a justiça de Cristo, ele perecerá no dia da ira. “De nada aproveitam as riquezas no dia da ira; porém a justiça livra da morte.” (Provérbios 11.4). Paz e alegria são frutos legítimos da salvação, mas não é legítimo usar tais frutos como propaganda para a salvação. Se persistirmos em fazer isso, os pecadores responderão à mensagem com um motivo impuro, desprovidos de arrependimento.Agora, vocês conseguem lembrar porque o segundo passageiro tinha alegria e paz no coração? Era porque ele sabia que o pára-quedas ia salvá-lo da morte certa. E como crente, como Paulo diz, eu tenho “alegria e paz em crer” (Romanos 15:13), porque sei que a justiça de Cristo me livrará da ira vindoura.Agora, com esses pensamentos em mente, vamos analisar com cuidado um incidente a bordo do avião. Aparece uma aeromoça novata. Ela carrega uma bandeja com café fervendo. É o seu primeiro dia de trabalho. Ela quer que este dia fique marcado na mente dos passageiros, e consegue seu intento, pois conforme está andando pelo corredor, tropeça e despeja café quente no colo do nosso segundo passageiro. Qual a reação dele ao sentir o líquido fervente queimar a sua pele? Será que ele grita: “Aaaaaii! Que dor!”? Sim, ele sente a dor. Mas será que arranca o pára-quedas e o joga ao chão? Será que ele esbraveja dizendo: “Droga de pára-quedas!”? Não. Por que ele faria isso? Ele não colocou o pára-quedas para melhorar a qualidade de seu vôo. Ele colocou para salvá-lo da morte certa. Por isso, o incidente faz com que se agarre ainda com mais força ao pára-quedas e mal consiga esperar a hora de saltar.Então, se “colocarmos” o Senhor Jesus pelo motivo correto, isto é, para escapar da ira vindoura, quando vier a tribulação, quando o vôo ficar turbulento, nós não ficaremos com raiva de Deus e nem perderemos nossa paz e alegria. Por que faríamos isto? Não aceitamos Jesus para melhorar nosso estilo de vida: nós o aceitamos para fugir da ira vindoura. Portanto, ao invés de nos levar à ira, a tribulação conduz o verdadeiro crente para mais perto do Salvador. Infelizmente, temos literalmente multidões de pessoas que se professam Cristãos, mas que perdem sua alegria e paz quando o vôo fica turbulento. Por quê? Porque são produto de um evangelho humanista. Estes crentes vêm a Jesus sem arrependimento, sem o qual não há salvação.Recentemente, estive na Austrália ministrando e... – a propósito a Austrália é um pequeno país na costa da Nova Zelândia – ...preguei sobre pecado, a Lei, justiça, santidade, julgamento, arrependimento e inferno, e não me surpreendi com a quantidade de pessoas que quiseram “entregar seus corações a Jesus”. Na verdade, o ambiente ficou muito tenso. Depois do evento, disseram-me: “Há um jovem rapaz lá atrás que quer entregar sua vida a Cristo.” Eu fui lá e encontrei um jovem que nem conseguia fazer a oração de entrega, de tão desesperadamente que chorava. Aquilo para mim foi muito encorajador, pois, por muitos anos, sofri de “frustração evangélica”. Eu queria tanto que os pecadores respondessem ao Evangelho egocêntrico que eu pregava. A essência do que pregava era mais ou menos o seguinte: “Você nunca encontrará a paz verdadeira sem Jesus Cristo; você tem um grande vazio em seu coração que só mesmo Deus pode preencher.” Eu pregava Cristo crucificado e, só no finalzinho, pregava arrependimento. Quando alguém respondia ao apelo, eu abria um dos meus olhos e pensava: “Ah, não! Esse cara quer dar o seu coração a Jesus, mas há uma probabilidade de 80% de ele vir a desviar-se. Estou cansado de criar desviados. Preciso ter certeza de que ele sabe mesmo o que está fazendo. É melhor que esteja sendo sincero!” Assim, me aproximaria do rapaz com um espírito da Gestapo Nazista. Chegaria bem pertinho dele e diria: “O que focê querr?” Ele diria: “Estou aqui para tornar-me um cristão.” Eu argumentaria: “Tem certeza?” Ele responderia: “É. Tenho.”, Eu tornaria a perguntar: “Você tem realmente certeza?”. Ele diria: “É. Podes crer.” “Tá certo, vou orar com você, mas é melhor que você ore com sinceridade, do fundo do seu coração. Agora repita esta oração comigo! ‘Ó, Deus, eu sou um pecador’” Ele dizia: “Ah, é... Deus, eu sou um pecador!” No que eu pensava: “Por que será que não há nenhum sinal claro de quebrantamento. Não há sinal visível de que este jovem possa estar no seu íntimo realmente arrependido de seus pecados” Foi então, que entendi qual era o motivo: ele estava sendo 100% sincero. Ele estava tomando sua decisão de todo o seu coração. Ele sinceramente queria dar uma experimentada neste Jesus para ver no que dava. Já tinha experimentado sexo, drogas, materialismo, álcool. Ele pensava assim: “Já experimentei uma porção de coisas na vida. Por que então não experimentar esse tal de Jesus para ver se Ele é tudo isso mesmo que esses crentes dizem que ele é: alegria, amor, realização, felicidade duradoura.” O jovem não estava ali para fugir da ira vindoura, pois eu não tinha pregado que havia ira alguma por vir! Isso estava fazendo uma falta terrível nas minhas mensagens. O jovem não estava quebrantado, pois ele nem mesmo sabia o que era o pecado. Lembram de Romanos 7:7? Paulo disse que não conheceu o pecado senão pela Lei. Como alguém pode a vir a searrepender se nem mesmo sabe o que é o pecado? Então, qualquer coisa que nós venhamos a chamar de arrependimento vem a ser algo que chamo de arrependimento horizontal. A pessoa sente remorso por ter mentido para as pessoas, roubado das pessoas, etc. Mas, quando David pecou com Bate-Seba e quebrou todos os Dez Mandamentos de uma só vez – quando cobiçou a mulher do próximo, viveu uma mentira, roubou a mulher do próximo, cometeu adultério, desonrou seus pais e, portanto, desonrou a Deus – ele não disse: “Eu pequei contra Urias” O que ele disse foi: “Pequei contra Ti, contra Ti somente, e fiz o que era mal à Tua vista.” (Salmo 51:4). Quando José foi tentado sexualmente, ele disse: “Como poderia eu fazer tal coisa e pecar contra Deus?” (Gênesis 39:9). O filho pródigo disse: “Eu pequei contra o Céu” (Lucas 15:21). Paulo pregava “arrependimento para com Deus (Atos 20:21). E a Bíblia diz: “A tristeza segundo Deus produz arrependimento” (2 Coríntios 7:10). Então, quando a pessoa não entende que o pecado é primariamente vertical, ela simplesmente conseguirá exercitar arrependimento superficial, experimental e horizontal – e se desviará quando vierem a tribulação, a tentação e a perseguição.A.B. Earl disse: “Descobri através de extensa experiência que as mais sérias ameaças da Lei de Deus têm um papel importantíssimo na condução das pessoas a Cristo. Elas precisam se ver perdidas antes de clamar por misericórdia; elas não fugirão do perigo até que o enxerguem.” Agora, gostaria que vocês fizessem algo incomum. Não vou fazê-los passar vergonha. Dou minha palavra. Mas, gostaria de perguntar-lhes quantos de vocês estavam pensando em outra coisa enquanto eu estava lendo a citação de A.B. Earl. Quero admitir algo para vocês. Eu mesmo estava pensando em outra coisa enquanto lia a citação! Sabem o que estava pensando? “Ninguém está me ouvindo. Eles estão pensando em outra coisa.” Então, para ressaltar um ponto importante, gostaria que vocês fossem realmente honestos comigo. Se você estava pensando em outra coisa e não faz a menor idéia do que A.B. Earl disse, levante sua mão bem alto, bem alto. Geralmente, uns 70% das pessoas levantam a mão. Vamos lá, estamos quase nos 70%. Muito bem, pastor, obrigado, por sua honestidade.A.B. Earl foi um famoso evangelista do século XIX que teve mais de 150.000 convertidos para substanciar suas afirmações. Satanás não quer que vocês escutem o que eu estou dizendo, então, prestem bastante atenção.A.B. Earl disse: “Descobri através de extensa experiência que as mais sérias ameaças da Lei de Deus têm um papel importantíssimo na condução das pessoas a Cristo. Elas precisam se ver perdidas antes de clamar por misericórdia; elas não fugirão do perigo até que o enxerguem.”É mais ou menos assim: tente salvar alguém de se afogar quando a pessoa não acredita estar se afogando e veja se ela vai ficar muito contente com você. Você a vê no lago e pensa: “Acho que ela está se afogando. Sim, acho que está se afogando mesmo.” Aí, você pula na água e a arrasta até a areia sem dizer coisa alguma. Ela não ficará muito contente com você, pode ter certeza. Ela não vai querer ser salva até ver que está correndo perigo. Da mesma forma, os pecadores não fugirão da ira vindoura sem antes a enxergarem!Veja bem: se você viesse a mim e dissesse: “Olha, Ray. Isso aqui é a cura para o Mal de Groaninzin. Vendi minha casa para levantar o dinheiro para comprar esse remédio. Tome. É um presente para você”. Provavelmente eu reagiria assim: “O que? Cura para o que? Mal de Groaninzin? Você vendeu sua casa para levantar o dinheiro para comprar esse remédio? E está me dando de presente? Ora, muito obrigado. Tchau... Esse cara é louco.” Sabe, essa seria provavelmente a maneira como eu reagiria se você vendesse sua casa para comprar o remédio para me curar de uma doença da qual jamais ouvi falar. Ainda mais se viesse oferecê-lo a mim gratuitamente – acharia você muito estranho.Mas, se ao invés disso, você chegasse a mim e dissesse: “Ray, você está com o Mal de Groaninzin. Já consigo ver dez claros sintomas em sua pele. Você morrerá em duas semanas.”, eu me convenceria de que tinha a doença (já que os sintomas eram tão evidentes) e diria: “Oh! O que farei agora?” Nisso, você responderia: “Não se preocupe. Tenho aqui a cura para sua doença. Vendi minha casa para comprar este remédio. Tome. É um presente para você.” Nessa situação, eu não desprezaria seu sacrifício. Ao contrário, ficaria grato e tomaria posse dele. Por quê? Porque, ao enxergar a doença que me consumia, desejei a cura.Lamentavelmente, o que tem acontecido nos Estados Unidos e no Mundo Ocidental é que temos pregado a cura sem primeiro convencermos da doença. Temos pregado o Evangelho da graça sem primeiro convencer os pecadores da Lei, ou seja, que são transgressores. Como conseqüência desta pregação, que oferece a graça primeiro, quase todas as pessoas que tento evangelizar no sul da Califórnia e no Cinturão Bíblico já “nasceram de novo” umas seis ou sete vezes. Quando digo: “Você precisa entregar sua vida a Jesus Cristo.” A resposta que sai quase que instantaneamente é: “Ah, já fiz isso quando tinha sete, onze, dezessete, vinte e três, vinte e oito, trinta e dois anos de idade...” Na hora, você sabe que o indivíduo não é Cristão. Ele é um fornicador. É um blasfemo, mas acha que é salvo porque “nasceu de novo”. O que está acontecendo? Ele está usando a graça de nosso Deus para dar ocasião à carne. Não reconhece nem estima o sacrifício de Jesus. Para ele, não há nada de mais em pisar o sangue de Cristo (Hebreus 10:29). Por quê? Por que jamais se convenceu de que tinha a doença e, portanto, não é grato pela cura.O Evangelismo Bíblico é sempre, sem exceção, Lei para os soberbos e Graça aos humildes. Não existe uma passagem na Bíblia onde Jesus ofereça o Evangelho, as Boas Novas, a Cruz ou a Graça de Deus a uma pessoa soberba, arrogante e que se considera boa aos próprios olhos. Não mesmo. Com a Lei, Ele quebra o coração duro, e com o Evangelho, cura o coração quebrantado. Por quê? Porque Ele sempre fez aquilo que agrada ao Pai. Deus resiste aos soberbos e dá graça aos humildes (Tiago 4:6; 1 Pedro 5:5). “Todos os soberbos de coração”, dizem as Escrituras, “são abominação ao Senhor” (Provérbios 16.5).Jesus nos disse para quem é o Evangelho. Disse assim: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porquanto me ungiu para anunciar boas novas aos pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos, e restauração da vista aos cegos.” (Lucas 4:18). Estas são declarações espirituais. Os pobres (humildes) em espírito. Os quebrantados de coração (Isaías 57:15), os cativos são aqueles que Satanás tem mantido presos à sua vontade (2 Timóteo 2:26) e os cegos são aqueles que o deus desse mundo tem cegado para que a luz do Evangelho não brilhe sobre eles (2 Coríntios 4:4). Somente os enfermos precisam de médico (Marcos 2:17) e somente aqueles que estão convictos de que têm a doença ficarão gratos e se apropriarão da cura.Vejamos alguns exemplos do uso da Lei com os soberbos e graça com os humildes. Lucas 10:24. Ah! Quando eu citar uma referência aqui do púlpito, repetirei duas vezes, pois sei que há homens presentes – e os homens precisam escutar as coisas duas vezes para poderem entender... Os homens precisam escutar as coisas duas vezes. E isso é sustentado biblicamente. Quando Deus fala com homens na Bíblia, Ele usa seus nomes duas vezes: “Abraão, Abraão... Saul, Saul... Moisés, Moisés... Samuel, Samuel...” Porque os homens precisam escutar as coisas duas vezes. As mulheres apenas uma. Eu não sei quantas vezes nos cultos o pregador dizia “Lucas 10:25” e eu me virava para minha esposa e dizia: “O que foi que ele disse?”. Ela respondia: “Lucas 10:25”. Aí eu dizia: “Obrigado, querida!” AUXILIADORA IDÔNEA. Foi por isso que Deus criou as mulheres: porque os homens não conseguem se virar sozinhos. O negócio é assim: Os homens perdem as coisas. As mulheres as acham. “Onde estão as chaves, querida?” “Bem no seu nariz, querido.” Sabem, eu não sei quantas vezes já abri o armário e disse: “Não tem mais doce, meu docinho” e ela respondeu: “Está aqui, querido.” Onde os homens estariam sem as mulheres? Hein? Ainda estariam no Jardim do Éden! Foi Eva quem achou a árvore. Adão nem mesmo sabia o que estava se passando. Na verdade, se observarmos o processo de criação da mulher, a Bíblia diz que, para criar a mulher, Deus colocou o homem em um profundo sono. Mas, não diz se ele jamais conseguiu acordar desse sono!Em Lucas 10:25, vemos um certo advogado se levantar e tentar Jesus. Este homem não é um advogado comum, mas um professo especialista na Lei de Deus. Ele levantou-se e disse a Jesus: “Como posso alcançar a vida eterna?” O que foi que Jesus fez? Deu-lhe a Lei. Por quê? Porque o homem era soberbo, arrogante e se considerava muito bom. Eis um professo especialista na Lei de Deus tentando o próprio Filho de Deus. Pois, na verdade, o espírito por trás de sua pergunta era: “E o que você acha que devemos fazer para alcançar a vida eterna?” Por isso, Jesus aplicou-lhe a Lei, dizendo: “O que está escrito na Lei?” Qual a sua leitura dela?” No que o advogado responde: “Ah, deves amar o Senhor teu Deus de todo o teu coração, entendimento, alma e força; ama o teu próximo como a ti mesmo.” Jesus afirmou-lhe: “Faça isso e viverás.” As Escrituras continuam dizendo: “Mas, ele, querendo justificar-se, disse a Jesus: ‘Quem é o meu próximo?” A Bíblia Viva mostra de maneira mais clara o efeito da Lei sobre o homem. Ela diz: “O homem quis justificar sua falta de amor por certos tipos de pessoas; então perguntou: “Quais próximos?” Vejam só, ele não tinha problemas com os Judeus, mais não gostava dos Samaritanos. Então, Jesus contou-lhe a história que chamamos de “O Bom Samaritano” que não era “bom” em absoluto. Amando o seu próximo tanto quanto amava a si mesmo, ele meramente obedeceu aos requerimentos básicos da Lei de Deus. E o efeito da essência da Lei, a espiritualidade da Lei (daquilo que a Lei exige em verdade), foi calar a boca do homem. Percebam, ele não amava seu próximo no nível exigido pela Lei. A Lei foi aplicada para calar todas as bocas e deixar o mundo inteiro culpado diante de Deus.De maneira parecida, em Lucas 18:18, o jovem rico chegou a Jesus, dizendo: “Como alcançarei a vida eterna?” Eu fico me perguntando como a maioria de nós reagiria se alguém se aproximasse e dissesse: “Como posso alcançar a vida eterna?” Certamente diríamos: “Ó... rápido! Faça essa oração antes que você mude de idéia!” Mas, o que foi que Jesus fez com o Seu convertido em potencial? Ele aplicou-lhe a Lei. Deu-lhe cinco Mandamentos horizontais, mandamentos em relação ao seu próximo e, quando o homem afirmou: “Ah! Esses eu tenho guardado desde minha mais tenra idade.”, Jesus respondeu-lhe: “Uma coisa ainda vos falta” e usou a essência do primeiro dos Dez Mandamentos: “Eu sou o Senhor vosso Deus... Não tereis outros deuses além de mim” (Êxodo 20:2-3). Jesus mostrou ao jovem que o seu deus era o dinheiro, e que não se pode servir Deus e a Mamon. (Mateus 6:24). Lei para os soberbos!Também vemos a graça sendo dada aos humildes, como no caso de Nicodemos (João 3). Nicodemos era um dos líderes dos Judeus. Era mestre em Israel. Portanto, era completamente versado na Lei de Deus. Era humilde de coração porque veio a Jesus e reconheceu a Deidade do Filho de Deus. Um líder em Israel? “Sabemos que vens de Deus, pois nenhum homem pode fazer tais milagres a não ser que Deus esteja com Ele.” Então, Jesus deu a ele – alguém que sinceramente buscava a verdade, alguém de coração humilde e possuidor do conhecimento do pecado através da Lei – as Boas Novas da multa tendo sido paga e “de Deus amando o mundo de tal maneira que sacrificou seu unigênito Filho”. Assim, a mensagem não pareceu loucura para Nicodemos, mas o “poder de Deus para salvação.”Algo parecido ocorreu também no caso de Natanael (João 1:43-51). Natanael era um Israelita criado de fato debaixo da Lei, em quem não havia dolo nem engano. Obviamente, a Lei foi a professora (aIio) que conduziu esse judeu a Cristo.Algo similar também ocorreu com os Judeus no dia de Pentecostes (Atos 2). Eles eram Judeus devotos que, portanto, comiam, bebiam e dormiam a Lei de Deus. Matthew Henry, o Comentarista da Bíblia, disse que a razão pela qual eles estavam reunidos no Dia de Pentecostes era para celebrar a entrega da Lei de Deus no Monte Sinai. Então, quando Pedro levantou-se para pregar para esses Judeus, ele não pregou sobre a ira vindoura. Não, a Lei aponta para a ira de Deus. Eles já sabiam disso. Não pregou sobre justiça ou julgamento. Nada disso. Apenas contou-lhes as Boas Novas da dívida sendo paga, o que os atingiu no coração e eles clamaram: “Irmãos, o que faremos?” (versículo 37). A Lei foi o aio para conduzir-lhes a Cristo para que pudessem ser justificados pela fé em Seu sangue. Como escreveu o compositor (William R. Newell) de um famoso hino: “Pela palavra de Deus, finalmente, meu pecado enxerguei; tremi, então, diante da Lei que rejeitara, até que, minha pecadora alma, implorando, virou-se em direção ao Calvário.”Em 1 Timóteo 1:8 está escrito: “Sabemos, porém, que a lei é boa se alguém dela usar com o propósito para o qual foi criada” A Lei de Deus é boa se for usada legitimamente para o propósito para o qual foi criada. Bem, com que propósito a Lei foi criada? O versículo seguinte nos informa: “A Lei não foi feita para os justos, mas para os ímpios.” e nos dá uma lista de tipos de ímpios: homossexuais, fornicadores. Se você quiser conduzir um homossexual a Cristo, não discuta com ele sobre sua perversão, pois ele estará pronto para você com suas luvas de boxe. Não, não. Aplique-lhe os Dez Mandamentos. A Lei foi feita para os homossexuais. Mostre-lhe que ele está condenado apesar de sua perversão.Se você quiser levar um Judeu para Cristo, solte o peso da Lei sobre ele. Deixe que ela prepare o seu coração para a graça como ocorreu no Dia de Pentecostes. Se você quiser conduzir um Mulçumano a Cristo, dê-lhe a Lei de Moisés – eles aceitam Moisés como profeta. Bem, dê-lhes a Lei de Moisés e livre-os de sua auto-justiça. Em seguida, leve-os ao ensangüentado pé da cruz. Ouvi falar de um Mulçumano que leu nosso livro O Maior Segredo do Diabo e Deus seguramente o salvou, puramente através da leitura do livro. Por quê? Porque a Lei de Deus é perfeita para converter a alma.Pensem na mulher apanhada em ato de adultério (João 8:1-11) – violação do sétimo mandamento. A Lei exigia o seu sangue (Levítico 20:10) e ela se encontrava em uma situação muito difícil. Não tinha saída, a não ser lançar-se aos pés do Filho de Deus por misericórdia; e essa é a função da Lei de Deus.Paulo falou de estar guardado debaixo da Lei (Gálatas 3:23) – a Lei condena. Diz-se por aí: “Você não pode sair por aí condenando os pecadores!” Santos, eles já estão condenados. João 3:18: “Aquele que não crê já está condenado.” Só o que a Lei faz é mostrar aos pecadores o seu verdadeiro estado.Senhoras, vocês vão bem entender esta ilustração: A mesa de sua sala está precisando de limpeza. Então, você vai e limpa. A poeira some. Então, você abre as cortinas e deixa o sol da manhã entrar. O que vê sobre a mesa? Poeira! O que vê no ar? Poeira! Foi a luz que criou a poeira? Não, a luz meramente expôs a poeira. E quando você e eu decidimos abrir as cortinas (o véu) do Santos dos Santos e deixamos a luz da Lei de Deus brilhar sobre os corações dos pecadores, só o que ocorre é que eles passam a enxergar-se de maneira verdadeira. “Porque o mandamento é lâmpada, e a instrução luz” (Provérbios 6:23). Foi por esta razão que Paulo disse: “Pela Lei vem o conhecimento do pecado” (Romanos 3:20). Foi por isso que ele disse: “pelo mandamento o pecado se manifestou excessivamente maligno.” (Romanos 7:13). Em outras palavras, a Lei o mostrou o pecado em sua verdadeira luz.Bom, geralmente a esta altura do ensinamento, eu cobriria os Dez Mandamentos um a um, mas, o que vou fazer é compartilhar como eu pessoalmente evangelizo, pois creio que isso será mais benéfico.Vejam, eu creio firmemente em seguir os passos de Jesus. Jamais, jamais mesmo, eu abordaria alguém e diria: “Jesus te ama.” Totalmente anti-bíblico. Não há precedente para isso nas Escrituras. Também não chegaria a alguém e diria: “Gostaria de falar-lhe sobre Jesus Cristo.” Por quê? Porque se quisesse acordar alguém de um profundo sono, não usaria uma lanterna em seus olhos, pois isso o ofenderia. O que faria seria aumentar a luz bem gentilmente. Primeiro no nível natural e depois no espiritual. Por quê? Porque “homem natural não recebe as coisas do espírito de Deus; nem consegue discerni-las. São loucura para ele, pois são espiritualmente compreendidas” (1 Coríntios 2:14).O precedente para Evangelismo pessoal é dado nas Escrituras em João 4. Lá, podemos ver o exemplo de Jesus com a mulher samaritana. Jesus começou no nível natural, mudou para o espiritual, trouxe a ‘convicção de pecado’ usando o Sétimo Mandamento, e então Se revelou como o Messias. Assim, quando encontro alguém, falo do clima, esportes, etc: deixo que a pessoa perceba um pouco de ‘juízo’ em mim. Conheço um pouco mais da pessoa. Conto uma piada aqui, outra ali, e em seguida, deliberadamente mudo do nível natural para o nível espiritual. Faço isso com panfletos evangelísticos. Temos em torno de 24 ou 25 “panfletos” (brindes) evangelísticos; somos um ministério ao corpo de Cristo. Já imprimimos milhões de “panfletos evangelísticos” e nossos “brindes” são realmente incomuns. Se você tiver acesso a eles, você vai precisar andar sempre com um montão deles, porque as pessoas vão persegui-lo pedindo mais. Deixe-me dar um exemplo. Este aqui é o nosso “panfleto” de ilusão de ótica. Qual dos dois é maior? Conseguem enxergar? O cor-de-rosa parece maior? Vêem isso? Para aqueles que estão ouvindo esta mensagem em um CD... Eles são do mesmo tamanho. É uma ilusão de ótica. Digo às pessoas: “Na verdade isso é um panfleto evangelístico; as instruções estão no verso... como ser salvo, de fato.” Aí, digo: “Pode ficar com ele” No que a pessoa responde: “Hei, obrigado! É ótimo... Puxa!”Continuo dizendo: “Tenho outro presente para você” e do meu bolso eu tiro um “centavo com os Dez Mandamentos”. Temos uma máquina que faz isso. Compramos os centavos novinhos no banco; lindos centavos que colocamos em nossa máquina que os prensa (e também serve para amassar o seu dedão se você ficar parado). Bom, a máquina prensa os centavos. O que não é contra a lei, pois isto é considerado arte. Não se trata de deformar um centavo. Então, eu digo: “Olha um presente para você.”, no que a pessoa responde: “O que é isso?” Eu digo: “É um centavo com os Dez Mandamentos. Fiz com meus dentes... A letra ‘i’ é fácil, mas a letra ‘e’ dá bastante trabalho.”Sabe, o que estou fazendo é lançar um teste para ver se ele está aberto às coisas espirituais. Se ele, de maneira negativa, disser: “Dez Mandamentos? Muito obrigado.”, ele não está aberto. Mas, a reação de costume é: “Dez Mandamentos... Puxa, obrigado! Valeu mesmo.” Então, eu digo: “Ah, você acha que tem guardado os Dez Mandamentos?” Ele responde: “Ah, sim... acho que sim.” Eu o convido: “Vamos dar uma olhadinha neles? Já contou alguma mentira em sua vida?” Ele diz: “Ah, sim... é... uma ou duas.” Eu pergunto: “O que isso faz de você?” Ele diz: “Um pecador.” Eu insisto: “Não, não. Especificamente, o que isso faz de você?” Ele responde: “Hei, cara, eu não sou mentiroso.” Eu pergunto: “Quantas mentiras você precisa contar para ser considerado mentiroso? Não é verdade que se você contar pelo menos uma mentira, isso já faz de você um mentiroso?” Ele diz: “É... acho que você está certo.” Eu pergunto: “Já roubou alguma coisa em sua vida? Mesmo algo de pouco valor?” e ele diz: “Não” Então, digo: “Espere aí, você acabou de admitir que é um mentiroso.” e pergunto: “O que isso faz de você?” Ele diz: “Um ladrão.” Continuo dizendo: “Jesus disse que se você olhar para uma mulher para cobiçá-la, você comete adultério com ela em seu coração.” (Mateus 5:28). Já fez isso? Ele responde: “Já. Uma porção de vezes.” Então, por sua própria admissão, você é um mentiroso, um ladrão e adúltero de coração, e terá que enfrentar a Deus no Dia do Julgamento; e olha que nós apenas usamos três dos Dez Mandamentos. Há mais outros sete com os seus canhões apontados para você. Você alguma vez já usou o nome de Deus em vão?” “É... tenho tentado parar.” Então o questiono: “Sabe o que você está fazendo? Ao invés de usar uma palavra nojenta de cinco letras que começa com ‘m’ para expressar sua raiva, você está usando o nome de Deus em seu lugar. Isso se chama blasfêmia; e a Bíblia diz: “De toda palavra frívola que alguém proferir, dela prestará contas no Dia do Julgamento’ (Mateus 12:36). “O Senhor não terá por inocente aquele que tomar Seu nome em vão.” (Êxodo 20:7) A Bíblia diz que se você odeia alguém, você é assassino (1 João 3:15).Agora, o maravilhoso sobre a Lei de Deus é que Deus se ocupou de escrevê-la em nossos corações. Romanos 2:15: “pois mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente à sua consciência...” A palavra consciência significa “com conhecimento”. “Con” quer dizer “com” e “ciência” significa “conhecimento”. Consciência. Então, toda vez que ele mente, cobiça [sexualmente], fornica, blasfema, comete adultério, faz isso com conhecimento de que isso é errado. Deus deu luz a todas as pessoas. O Espírito Santo os convence do pecado, da justiça e do julgamento (João 16:8). O pecado que é transgressão da lei (1 João 3:4); a justiça que é da Lei (Romanos 10:5; Filipenses 3:9); julgamento que é pela Lei. Sua consciência o acusa – a obra da Lei escrita em seu coração (Romanos 2:15) – e a Lei o condena.Então, digo “Se Deus o julgar por este padrão no Dia do Julgamento, você será inocente ou culpado?” Ele diz: “Culpado.” Então, digo assim: “E você acha que vai para o céu ou inferno?” e a resposta de costume é: “Para o céu.” – um produto do “evangelho” moderno. Eu pergunto: “Por que acha isso? Seria porque você acha que por Deus ser bom Ele vai relevar os seus pecados?” Ele responde: “É isso aí. Ele vai relevar os meus pecados.” “Bem, tente isso em um tribunal. Imagine que você cometeu estupro, assassinato, tráfico de drogas – vários graves crimes. O juiz diz: ‘Você é culpado. Todas as provas estão aqui. Tem alguma coisa a dizer antes de eu proferir sua sentença?” Você responde: “Sim, Senhor Juiz. Gostaria de dizer que acredito que o senhor é um bom homem e vai relevar meus crimes.” O juiz provavelmente diria: “Tem razão em relação a uma coisa: sou mesmo um bom homem e, por causa de minha bondade, me certificarei que a justiça seja feita. Por causa da minha bondade, vou me certificar de que você seja punido.” E a mesmíssima coisa que os pecadores acham que há de salvá-los no Dia do Julgamento – a bondade de Deus – será o que vai condená-los. Por Deus ser bom, Ele deve, por natureza, punir todos os assassinos, estupradores, ladrões, mentirosos, fornicadores e blasfemos. Deus vai punir o pecado onde quer que ele se encontre.Ora, com esse conhecimento, o pecador passa a ser capaz de compreender a mensagem. Ele, agora, tem a luz necessária para entender que seu pecado é primeiramente vertical: que “pecou contra o Céu” (Lucas 15:21). Que violou a Lei de Deus e irou a Deus e que sobre ele a ira de Deus permanece (João 3:36). Agora ele pode ver que foi “pesado na balança” da justiça eterna e “foi achado em falta” (Daniel 5:27). Agora entende a necessidade de um sacrifício. “Cristo nos redimiu da maldição da Lei fazendo-se maldição por nós.” (Gálatas 3:13). “Deus demonstrou Seu amor por nós, pois enquanto ainda éramos pecadores, Cristo morreu por nós” (Romanos 5:8). Nós quebramos a Lei. Cristo pagou a multa. É simples assim. E se as pessoas se arrependerem e colocarem sua fé em Jesus, Deus cancelará os seus pecados para que no Dia do Julgamento, quando o processo for reaberto, Deus possa dizer: “Seu processo foi encerrado por falta de provas.” “Cristo nos redimiu da maldição da Lei fazendo-se maldição por nós” e, portanto, o redimido passa a exercitar o arrependimento para com Deus, a fé em nosso Senhor Jesus Cristo (Atos 20:21), coloca sua mão ao arado e não olha para trás, pois agora está apto para o reino (Lucas 9:62). A palavra apto significa “pronto para o uso”. O solo de seu coração foi transformado para que pudesse receber as palavras gravadas que podem salvar sua alma (Tiago 1:21)Bom, eu não tenho tempo para compartilhar muitas citações com vocês, mas elas estão no material impresso que vocês receberam. Estou certo que vocês reconhecerão estes nomes: John Wycliffe, o tradutor da Bíblia. Ele disse: “O maior serviço que alguém pode fazer na terra é pregar a Lei de Deus.” Por quê? Porque a Lei conduz os pecadores à fé no Salvador, à vida eterna.Martinho Lutero disse: “O primeiro dever do pregador do Evangelho é declarar a Lei de Deus e expor a natureza do pecado.” De fato, conforme lemos estas citações, reconhecemos nestes homens uma convicção tão grande que podemos sentir seus dentes travados. Esses homens disseram coisas do tipo: “Se não usarmos a Lei na proclamação do Evangelho, encheremos nossas igrejas de falsos convertidos.” Pessoas com um coração cujo solo é pedregoso e que apenas inicialmente recebem a mensagem com alegria.Escutem só o que Martinho Lutero disse também: “Satanás, o deus de toda dissensão levanta novas seitas diariamente. Uma de suas manobras mais recentes, que eu jamais suspeitaria poder vir a existir, foi de levantar uma seita na qual se prega que as pessoas não deveriam ter medo da Lei, e na qual as pessoas são gentilmente exortadas pela pregação da graça de Cristo”, o que resume perfeitamente uma grande parte do evangelismo moderno.John Wesley disse a um jovem amigo evangelista: “Pregue 90% lei e 10% graça” Então, pode-se questionar: “90% Lei e 10% graça? Muito pesado. Será que não dava para ser 50% para cada uma?” Pense assim: Eu sou o médico, você o paciente. Você tem uma doença terminal. Eu tenho a cura, mas é absolutamente essencial que você esteja totalmente comprometido com a cura, pois, se não estiver 100% comprometido, não funcionará. Como devo lidar com essa situação? Provavelmente assim: “Venha cá. Sente-se. Tenho notícias muito sérias para dar-lhe: você tem uma doença terminal.” Você começa a tremer. Eu penso comigo mesmo: “Ótimo. Ele está começando a perceber a seriedade da situação.” Apresento gráficos, raios-X, mostro-lhe a doença consumindo seu organismo. Falo-lhe por Dez Minutos sobre esta terrível doença. Quanto tempo, então, você acha que eu terei que falar da cura? Não muito tempo. Então, quando você estiver tremendo depois dos dez minutos, eu digo: “A propósito, eis a cura.” Você agarra o medicamento e o engole com vontade. Seu conhecimento da doença e de sua horrível conseqüência fez com que desejasse a cura.Sabem, antes de eu ser Cristão, eu tinha tanto desejo de justiça quanto um garoto de quatro anos tem pela palavra “banho”. Qual a questão? Jesus disse: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça.” Mas, quantos descrentes você conhece que tem fome e sede de justiça? A Bíblia diz: “Não há quem busque a Deus.” (Romanos 3:11). Ela diz que eles amam a escuridão e odeiam a luz; não virão à luz, a não ser que seus feitos sejam expostos (João 3:19-20). A única coisa que bebem como se fosse água é a iniqüidade (Jó 15:16). Contudo, na noite em que fui confrontado com a natureza espiritual da Lei de Deus e entendi que Deus exige a verdade no íntimo (Salmo 51:6), que Ele via meus pensamentos e considerava a lascívia como o mesmo que adultério, e ódio como homicídio, comecei a pensar: “Vejo que estou condenado. O que preciso fazer para me acertar?” Comecei a sentir sede de justiça. A Lei pôs sal em minha língua. Ela foi o aio para me levar a Cristo.Charles Spurgeon disse: “Não aceitarão a graça até tremerem diante de uma Lei justa e santa.” D.L. Moody, John Bunyan, John Newton, que escreveu “Maravilhosa Graça” (e se alguém podia falar sobre graça com tanta propriedade esse era Newton). John Newton disse que “a correta compreensão da harmonia entre Lei e Graça nos preserva de ser enredados por erros tanto na mão direita quanto na esquerda.”Charles Finney disse “Cada vez mais, a Lei deve preparar o caminho para o Evangelho.” Disse ainda: “Negligenciar isto na instrução das almas certamente resultará em falsa esperança, na introdução de um padrão falso da experiência Cristã, e encherá a igreja de falsos convertidos.”Santos, esta foi a primeira frase que David Wilkerson disse a mim quando me ligou do telefone do seu carro: “Eu pensava que era o único que não acreditava em ‘acompanhamento.’” Vejam, eu acredito que devemos alimentar um novo convertido; Creio que devemos nutri-lo. Creio que devemos discipulá-lo – isto é bíblico e extremamente necessário. Mas, não acredito em fazer ‘acompanhamento’. Não consigo encontrar tal prática nas Escrituras. O Eunuco Etíope foi deixado sem ‘acompanhamento’ algum. Como ele conseguiu sobreviver? Tudo o que ele tinha era Deus e as Escrituras. ‘Acompanhamento’... Bem, deixem-me primeiro explicar o que é ‘acompanhamento’ para aqueles que não sabem o que é isso. ‘Acompanhamento’ é quando conseguimos decisões para Cristo, ou através de cruzadas ou na igreja local, e designamos obreiros para fazer a colheita, sendo tão poucos quanto os obreiros já são, diga-se de passagem, dando-lhes a desanimadora tarefa de correr atrás destas decisões para se certificar de que prosseguirão com Deus. Isso na verdade é uma triste admissão da quantidade de confiança que nós temos no poder de nossa mensagem e no poder sustentador de Deus. Se Deus os salvou, Deus os sustentará. Se forem nascidos de Deus, jamais morrerão. Se Ele começou uma boa obra neles, Ele a completará até aquele dia (Filipenses 1:6); Se Ele for o autor de sua fé, Ele será [também] o consumador de sua fé (Hebreus 12:2). Ele pode também salvar perfeitamente os que por Ele se chegam a Deus (Hebreus 7:25). Ele é capaz de sustentá-los para que não caiam e apresentá-los imaculados e jubilosos diante de Sua presença e glória (Judas 24). Jesus disse: “Ninguém irá arrebatá-los da mão de meu Pai” (João 10:29).Vejam, santos, o problema é que Lázaro já está com quatro dias de morto (João 11). Podemos entrar na tumba correndo, podemos puxá-lo para fora, podemos colocá-lo de pé, podemos abrir os seus olhos, mas ele “cheira mal” (versículo 39). Ele precisa ouvir a voz do Filho de Deus. Os pecadores estão mortos “há quatro dias” em seus pecados. Podemos correr a eles e dizer: “Façam esta oração.” Ainda assim, precisarão ouvir a voz do Filho de Deus, ou não haverá vida neles; e o que prepara o ouvido dos pecadores para ouvir a voz do Filho de Deus é a Lei. É o aio para levá-los a Cristo para que possam ser justificados pela fé (Gálatas 3:24). Santos, a Lei funciona; ela converte a alma (Salmo 19:7). Torna a pessoa uma nova criatura em Cristo: “As coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” (2 Coríntios 5:17). Então, quando encontrar um pecador, experimente a Lei nele. Mas, ao fazer isso, lembre-se desta anedota:Você está viajando em um avião, saboreando seu café, beliscando um biscoitinho e assistindo um filme. O vôo está ótimo, muito agradável mesmo, quando, repentinamente, se ouve: “Aqui quem fala é o comandante. Tenho um comunicado a todos. Como a cauda desta aeronave acabou de partir-se, nós vamos cair. É uma queda de 25.000 pés. Há um pára-quedas sob sua poltrona. Por gentileza, coloque-o agora. Obrigado por sua atenção e preferência.” Você diz: “O que? 25.000 pés!? Caramba, que felicidade estar de pára-quedas!” Aí, você olha e vê o cara ao lado beliscando um biscoitinho, tomando um cafezinho e assistindo um filminho e diz: “Com licença, você não ouviu o comandante? Coloque o pára-quedas.” Ele vira para você e diz: “Ah, não acho que o comandante se expressou direito. Além do mais, estou muito feliz assim. Obrigado.” Agora, não vá se virar para ele de maneira sinceramente zelosa e dizer: “Oh, por favor, coloque o pára-quedas. Será melhor que o seu filme.” Isso não faz sentido! Se você lhe disser que o pára-quedas, de alguma forma, vai melhorar o seu vôo, ele vai colocá-lo pelo motivo errado. Se quiser que ele coloque o pára-quedas e continue com ele, avise-o sobre o salto. Vire-se para ele e diga: “Com licença. Ignore o comandante se quiser, salte sem o pára-quedas. Ploooooft no chão!” Ele diz: “Opa! Como é que você disse?” “Eu disse que se você pular sem um pára-quedas, ploft no chão. Lei da Gravidade, lembra!?” “Puxa vida! Agora entendi. Obrigado mesmo!” E enquanto este homem tiver o conhecimento de que terá que saltar pela porta e enfrentar as conseqüências da Lei da Gravidade, ninguém conseguirá arrancar-lhe o pára-quedas, pois sua vida depende disso.Agora, se olharmos à nossa volta, veremos vários passageiros aproveitando o vôo. Eles estão desfrutando dos prazeres do pecado por algum tempo. Chegue a essas pessoas e diga: “Com licença. Você ouviu a ordem do comandante sobre a salvação? ‘Coloque o pára-quedas de Cristo.’” A pessoa se vira para você e diz: “Ah! Eu não acho que seja isso que Deus está querendo dizer. Deus é amor. Além do mais, eu estou bem feliz assim como estou. Obrigado.” Não vá se virar de maneira zelosa, mas sem conhecimento, e dizer-lhe: “Por favor, coloque o pára-quedas de Jesus Cristo. Ele te dará amor, alegria, paz, realização pessoal e felicidade sem fim. Você tem um vazio em seu coração que só Deus pode preencher. Se você tiver problemas no casamento, com drogas, álcool, só o que você precisa fazer é entregar o seu coração a Jesus.” Não. Se fizer isso, você estará dando a essa pessoa o motivo errado para o seu compromisso com Cristo. Ao invés disso, diga: “Deus, dê-me coragem!” e avise sobre o salto. Só é preciso dizer: “Hei, está determinado às pessoas morrer uma só vez. Se você morrer com seus pecados, Deus será forçado a fazer-lhe justiça – e o julgamento do Senhor será completo. Pois, de Toda palavra frívola que as pessoas proferirem, prestarão contas no Dia do Julgamento; Assim, se você alguma vez cobiçou alguém sexualmente, praticou adultério em seu coração. Se, alguma vez na vida, sentiu ódio por alguém, você matou a pessoa em seu coração. Jesus alertou que a justiça será completa – o punho cerrado da ira eterna virá sobre você (PLOFT!), transformando-o em pó! Deus abençoe.” Entendam, santos, que não estou falando em pregar o fogo do inferno. Tal pregação produz convertidos cheios de medo, o uso da Lei de Deu produz convertidos cheios de lágrimas. Os primeiros vêm a Cristo por que? Porque querem escapar do fogo do inferno, mas, em seus corações, acham que Deus é duro e injusto, pois a Lei de Deus não foi usada para mostrar-lhes quão mal é o pecado. Não conseguem ver que merecem o inferno e, portanto, não entendem misericórdia ou graça. Assim, falta-lhes gratidão a Deus por Sua misericórdia. E gratidão é a motivação básica do evangelismo. Não haverá zelo no coração de um falso convertido para evangelizar. No segundo caso, os pecadores vêm a Cristo sabendo que pecaram contra Deus, que os olhos de Deus estão em todo lugar observando o bem e o mal; que Deus vê a escuridão como se fosse pura luz; que Deus tem visto os seus pensamentos. Se Deus, em Sua santidade, no dia da ira fizesse manifestos todos os seus pecados escondidos de seu coração, todas as suas atitudes feitas às escondidas, se Ele fizesse manifesta toda a evidência de sua culpa, Deus os tomaria por algo impuro e os lançaria no inferno, aplicando-lhes a justiça. Mas, ao invés disso, Deus deu-lhes misericórdia, demonstrou-lhes o seu amor, pois enquanto ainda eram pecadores Cristo morreu por eles. Assim, caem de joelhos diante da cruz manchada de sangue e dizem: “Oh, Deus, se fizeres isto por mim, farei tudo por Ti. Me apraz fazer a tua vontade, oh, meu Deus. Tua Lei está escrita em meu coração.” E, da mesma maneira que o homem que sabia que teria que saltar pela porta do avião e enfrentar as conseqüências por quebrar a lei da gravidade e, por isso, jamais tiraria o pára-quedas pois sua própria vida dependia dele, assim também é todo aquele que chega ao Salvador sabendo que terá que deparar-se a Deus face a face no dia da ira: jamais desprezará a justiça de Deus em Cristo, pois sua própria vida depende disso.Deixem-me ver se posso ilustrar bem a questão ao nos aproximarmos do término desta mensagem. Estava em uma loja algum tempo atrás e o proprietário estava a servir um cliente usando o nome de Deus de forma blasfema. Bem, se alguém usasse o nome de minha esposa de forma blasfema, isto é, em lugar de um palavrão, eu ficaria extremamente ofendido com isso. Mas, aquele cara estava usando o nome de Deus como um palavrão – o nome do Deus que lhe dera vida, seus olhos, habilidade de pensar, seus filhos, seu alimento; todo prazer que já tivera até aquele momento lhe tinha sido dado pela bondade de Deus – e ele estava usando o nome de Deus como um palavrão. De maneira indignada, curvei-me entre ele e o freguês e disse: “Com licença, isso aqui é uma reunião religiosa?” O cara se virou e disse: “Que diabos? Não!” “Ah, é sim! Pois agora você está falando do diabo. Deixe-me dar um de meus livros de presente para você.” Então, fui até o meu carro e peguei um livro que escrevi chamado Deus Não Acredita em Ateus: Evidência de que Ateus Não Existem. É um livro que usa lógica, humor, raciocínio e racionalismo para provar a existência de Deus – que é algo que se pode fazer em dois minutos sem usar fé. É algo muito simples para provar a existência de Deus de maneira absolutamente conclusiva. Além disso, se prova também que ateus não existem. Na verdade, deixem-me mostrar-lhes um de nossos adesivos para carro. “Dia Nacional do Ateu: 1º de Abril”. [Continuando a história,] dei o livro ao proprietário da loja e, dois meses depois, voltei lá para dar-lhe outro livro meu, Meu Amigos Estão Morrendo! Uma história verídica e pungente sobre a ministração do Evangelho na parte mais perigosa de Los Angeles; um livro que também usa humor em sua apresentação. Dei-lhe estes livros e, posteriormente, ele me ligou para contar-me o que tinha acontecido: sua esposa começou a olhar feio para ele por estar lendo um livro chamado Meus Amigos Estão Morrendo e dando risadas a cada dois minutos. Mas, acontece que ele estava fazendo faxina em seu quarto e pegou o outro livro Deus não acredita em Ateus. “Ah!” (de maneira desgostosa), disse ele, mas, ainda assim, leu a primeira página e, então, leu as outras 260 páginas do livro. Ele me disse: “Aquilo foi estranho, pois detesto a leitura.” Aí, ele leu Meus Amigos Estão morrendo!, entregou sua vida a Cristo, comprou uma Bíblia e, quando veio me fazer uma visita, contou-me que, apenas dois dias após tornar-se Cristão, ele já tinha lido até o livro chamado Levi-TÍ-co e, se eu me lembro bem, em seguida, ele iria ler o livro de Palmos e Jô. Seja como for, o fato é que, até o momento de sua conversão o homem era um bruxo praticante. “A Lei do Senhor é perfeita para converter a alma.”É como se Deus estivesse olhando lá de cima para mim – durante todo o tempo em que, por muitos anos, eu pregava em praça pública, combatendo o inimigo com o espanador de penas do evangelismo moderno – e dizendo: “O que é que você está fazendo? As armas da minha milícia não são carnais, mas poderosas em Deus, para demolição de fortalezas (2 Coríntios 10:4). Eis aqui dez grandes canhões.” E, quando eu comecei a alinhar e apontar os dez canhões da Lei de Deus, os pecadores pararam de caçoar e fazer pouco. Muito pelo contrário, seus rostos ficaram pálidos. Eles começaram a erguer as mãos e dizer: “Eu me rendo” Entrego tudo a Jesus.” Começaram a vir para o lado dos vencedores para nunca pensar em retroceder. Este tipo de convertidos se tornam ganhadores de almas, ao invés de aquecedores de banco de igreja, obreiros, ao invés de preguiçosos, bens ativos, ao invés de passivos para a igreja local.E agora, santos, com suas cabeças erguidas e olhos abertos, e sem música alguma sendo tocada, deixem-me desafiá-los sobre a validade de sua salvação. O evangelismo moderno diz: “Jamais questione a sua salvação.” Porém, a Bíblia diz exatamente o contrário. Ela diz: “Examinai-vos a vós mesmos se permaneceis na fé” (2 Coríntios 13:5). É melhor que seja agora de que no Dia do Julgamento. A Bíblia diz ainda: “Procurai fazer firme a vossa vocação e eleição” (2 Pedro 1:10) e alguns de vocês sabem que há algo radicalmente errado com sua caminhada Cristã. Você perde sua paz e alegria quando o vôo fica turbulento. Falta-lhe zelo para evangelizar. Jamais você caiu com rosto em chão diante do Deus Todo-Poderoso e disse: “Pequei contra Ti, ó Deus! Tem misericórdia de mim!” Nunca você correu para os braços de Jesus Cristo para ser limpo pelo seu sangue, clamando desesperadamente: “Deus, tem misericórdia de mim, pois sou um pecador!” E tem mais: falta-lhe gratidão, falta-lhe um zelo ardente pelos perdidos. Você não pode nem dizer que o fogo de Deus queima em seu coração. Na verdade, há um grande perigo de estar entre aqueles chamados “mornos” que serão cuspidos da boca de Cristo no Dia do Julgamento (Apocalipse 3:16) quando as multidões clamarão a Jesus: “Senhor, Senhor” e Ele dirá: “Apartai-vos de mim todos vós [transgressores] que praticais a iniqüidade: nunca vos conheci.” (Mateus 7:22-23). Ignoraram a Lei Divina. A Bíblia diz mais: “Aparte-se da iniqüidade todo aquele que profere o nome do Senhor.” Então, hoje mesmo, você precisa reajustar o motivo de seu compromisso. Amigo, não deixe o seu orgulho impedi-lo. Gostaria de orar por você. Eu orarei daqui mesmo e você pode ficar aí onde está sentado. E se você quiser se incluir nesta oração, eu gostaria que levantasse a sua mão, mas lembrasse disso: se você pensar: “Bem, eu deveria levantar a minha mão, mas o que as pessoas vão pensar?” Isso é orgulho, pois prefere a aprovação dos homens do que a de Deus (João 12:43). Todo aquele que é orgulhoso de coração é abominação ao Senhor (Provérbios 16:5). Deus resiste aos orgulhosos, mas dá graça aos humildes. Então, humilhe-se diante da poderosa mão de Deus e Ele, no tempo certo, te exaltará (1 Pedro 5:5-6). Chame isso de renovação de compromisso. Chame de compromisso. [Chame do que quiser.] Mas, seja lá de que você o chamar, certifique-se de seu chamado e eleição (2 Pedro 1:10).

sexta-feira, janeiro 16, 2009

Verdadeira e Falsa Conversões

Por Ray Comfort
Tradução de Fernando Guarany Jr.

Esta noite, com a graça de Deus, gostaria de compartilhar um ensinamento chamado “Verdadeira e Falsa Conversões.” Um ensinamento muito esclarecedor que creio ser extremamente necessário à igreja contemporânea.
Tenho uma mensagem que se chama “O Maior Segredo do Diabo” que lida com o uso da Lei em evangelismo. Na verdade, a Lei de Deus, os Dez Mandamentos, foi a essência da proclamação do evangelho de homens como Wesley, Moody, Whitefield, Jonathan Edwards – todos estes extraordinários homens que Deus usou grandemente. Eles disseram que se não usarmos a Lei, quase que certamente acabaremos por levar as pessoas a falsas conversões.
Estava lendo na revista American Horizons – que é a revista oficial de uma das maiores denominações dos Estados Unidos, contando com 11.500 igrejas por todo o país – que em 1991, seu primeiro ano do que chamaram a “década da colheita”. . . esta denominação conseguiu 294.000 decisões por Cristo. Mais tarde, descobriram que somente havia 14.000 destes congregando. Ou seja, não podiam mais contar com 280.000 das decisões por Jesus. E estas são estatísticas normais do evangelismo moderno tanto em cruzadas quanto em igrejas locais.
Muitos convertidos não se desviam. Eles recebem acompanhamento e são encaixados na igreja local onde são cercados de uma boa vida social, e continuam dentro da igreja sendo assegurados de que estão salvos, mesmo quando não há base alguma para sua salvação, pois não possuem as marcas que acompanham a salvação.
Bem, isto tem acontecido, esta grande tragédia tem acontecido, simplesmente porque não temos seguido o exemplo bíblico e pregado a Lei aos orgulhosos e a graça aos humildes. Sempre, quando vemos Jesus abordar uma pessoa arrogante, orgulhosa e soberba para falar-lhe do evangelho, Ele usa a lei antes da graça. Sempre. Com a Lei Ele quebrava o coração duro e com o evangelho e curava o coração partido.
Por que Ele fazia isso? Porque sempre fazia o que era agradável aos olhos do Pai. “Deus resiste aos orgulhosos e dá graça aos humildes.”
Vemos isso freqüentemente nas Escrituras, isto é, Jesus resistindo aos soberbos e dando graça aos humildes. Tanto o jovem rico quanto o arrogante e soberbo doutor da Lei que se levantou para tentá-lo. Em ambos os casos, Jesus deu-lhes a Lei. Deu-lhes os Dez Mandamentos. Quando pessoas chegavam a Ele em humildade, com o conhecimento do pecado pela Lei, isto é, Judeus que buscavam a Deus, Ele lhes dava a graça.
Paulo diz em Romanos 7:7: “Não conheci o pecado a não ser pela Lei.” Charles Finney disse: “Continuamente a Lei deve preparar o caminho para o evangelho.” Bem, Finney teve uma taxa de retenção de 80%. Ele disse: “Continuamente a Lei deve preparar o caminho para o evangelho. Se negligenciarmos isto ao instruir as almas, o resultado quase que certamente será falsa esperança, a introdução de um falso padrão na experiência Cristã e encherá a igreja de falsos convertidos.” Em seguida, ele disse: “O tempo se encarregará de deixar isto bem claro.”
John Wesley disse daqueles que não usavam a Lei de Deus em evangelismo: “Tudo isso procede da mais profunda ignorância da natureza e propriedades e do uso da Lei, e prova que aqueles que assim agem ou não conhecem Cristo ou são estranhos à fé viva, ou ainda são bebês em Cristo, e como tais, despreparados na Palavra da justiça.”
Martinho Lutero, em seu comentário de Gálatas, que é o livro que fala sobre a liberdade da lei de Deus, discorreu a respeito de uma seita que se levantou em seu tempo com uma doutrina satânica. Veja do que se tratava tal doutrina. Ele disse: “Satanás, o deus de toda dissensão, levanta novas seitas diariamente. A última delas, que jamais poderia ter previsto ou suspeitado, foi levantar uma seita em que se prega que os Dez Mandamentos deveriam ser retirados da igreja, e que as pessoas não deveriam mais ficar aterrorizadas pela Lei, mas gentilmente exortadas pela pregação da graça de Cristo.”
Ele chamou tal prática de seita, uma nova seita que se levantou, uma sutileza satânica, e disse que jamais suspeitaria que pudesse existir. Ficou horrorizado com o pensamento de que não deveríamos usar a Lei, mas, ao invés disso, de que deveríamos gentilmente exortar as pessoas a virem a Cristo, pregando apenas a graça, que resume perfeitamente os métodos do evangelismo moderno.
Charles Spurgeon disse: “Nunca aceitarão a graça até tremerem diante de uma Lei justa e santa.” George Whitefield disse: “É por esta razão que temos tantos convertidos do tipo cogumelo.” Isto é, aparecem, crescem e desaparecem do dia para a noite, pois seu solo pedregoso não foi arado. Não possuem a convicção da Lei. São pessoas cujo “solo é pedregoso” ou “falsos convertidos.”
Agora, com estes pensamentos como introdução, vejamos Romanos 7:4: “Assim também vós, meus irmãos, fostes mortos quanto à lei mediante o corpo de Cristo, para pertencerdes a outro, àquele que ressurgiu dentre os mortos a fim de que demos fruto para Deus.”
No livro “O Maior Segredo do Diabo”, damos uma ilustração de um motorista negligente que atravessa uma cidade a uma perigosa velocidade de 180 km/h. Ele estava bêbado, mas não havia qualquer lei estabelecendo o limite máximo de velocidade. Então a câmara de vereadores se reuniu e aprovou uma lei que estabelecia 60 km/h como limite máximo de velocidade, e que qualquer transgressor seria multado em R$ 200,00 para cada quilômetro excedido. O tal motorista irresponsável volta a acelerar outra vez e é preso pela polícia. Ele é conduzido à presença do juiz, que é o seu próprio pai, o único juiz da cidade. Ele é declarado culpado. Não tendo dinheiro, defesa alguma a apresentar e sem poder levantar os R$ 24.000,00 da multa, ele é lançado na prisão. Conforme aguarda na prisão, seu pai chega, abre a porta e diz a seu filho que vendeu todos os seus bens para levantar os R$ 24.000,00 e pagar a multa. “Você está livre, meu filho” – diz o pai.
Após tal demonstração de amor, tão grande sacrifício da parte do pai, qual seria a atitude do filho em relação à lei? Bem, primeiro, a lei foi satisfeita. Assim que a multa foi paga, o jovem pôde ser liberado. Ele pôde rir da lei. O juiz pôde dizer: “você está livre.” A lei não tinha mais exigência nenhuma sobre ele devido ao sacrifício e pagamento do pai. A lei havia sido satisfeita.
E qual a atitude do filho em relação ao seu pai? Qual sua atitude? Bem, ele fica cheio de gratidão por causa do sacrifício, e é tomado por um quebrantamento por seu pai ter feito uma coisa assim por ele, apesar de sua transgressão. O jovem passa a viver em honra ao pai. A partir deste momento, ele quer viver para fazer a vontade do pai.
Vejam a atitude de um crente na Lei. Romanos 7:4 outra vez, “Assim também vós, meus irmãos, fostes mortos quanto à lei mediante o corpo de Cristo.” Eis o sacrifício do pai. Foi isso que satisfez a Lei; “Cristo nos redimiu da maldição da Lei fazendo-se maldição por nós.” “Assim também vós fostes mortos quanto à lei mediante o corpo de Cristo,” A Lei não tem mais exigência sobre o crente. “Não há condenação àqueles que estão em Jesus Cristo, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.” “para pertencerdes a outro, àquele que ressurgiu dentre os mortos a fim de que demos fruto para Deus.”
Então, o verdadeiro crente dá frutos de um novo estilo de vida, um estilo de vida que é agradável à vista do Deus todo poderoso. Se estamos enraizados em Cristo, isso precisa estar evidente. Jesus disse: “Eu sou a videira, vós sois os ramos. Aquele que habita em Mim e Eu nele, este dá muito fruto.” Colossenses 1, falando do Evangelho, diz: “o Evangelho gera frutos no crente.”
Certo. O que a Bíblia quer dizer quando fala de frutos? Especificamente? Bem, No 1, o fruto de arrependimento (Mateus 3:8). Zaqueu tinha mais do que “lágrimas em seus olhos.” Ele disse: “Senhor, se em alguma coisa tenho defraudado alguém, eu lho restituo quadruplicado. Darei metade de meus bens aos pobres.” Ele conhecia a Lei de Deus. Ele era um judeu que buscava a Deus. Foi isso que o trouxe a Cristo. Este foi o aio que o levou a Cristo, buscar a Deus por conhecer a Sua Lei. Ou será que eu deveria dizer: “um judeu tornado humilde pela Lei.” Ele disse: “Senhor, se em alguma coisa tenho defraudado alguém, eu lho restituo quadruplicado,” – era isto o que a Lei exigia.
Lembro que há alguns anos uma loja que divulgou em um jornal que havia achado uma sacola de papel marrom em frente à sua porta na segunda pela manhã. Um funcionário da loja a abriu e encontrou uma calça e um bilhete no qual estava escrito: “Roubei esta calça na sexta-feira, virei Cristão no domingo. Aqui estão suas calças na segunda. Sinto muito.” Isso é que se chama fruto de arrependimento.
Em segundo lugar, o fruto de boas obras. Colossenses 1:10. John Wesley disse: “Faça todo o bem que puder, por todos os meios que puder, de todas as maneiras que puder, em todos os lugares que puder, para todas as pessoas que puder, por todo o tempo que puder.”
Ah! E se houve alguém zeloso com Evangelismo, este foi John Wesley. Ele possuía um zelo que virou o Reino Unido de cabeça para baixo. Mas, ele disse: “Faça todo o bem que puder”, pois vira nas Escrituras que as boas obras são uma ferramenta legítima para o evangelismo.
Agora, a igreja moderna, devido ao que aconteceu com algumas ardentes organizações Cristãs ao longo dos anos que se engajaram no serviço social, perceberam que começaram a pender para um lado, e se desviaram das boas obras. Mesmo assim, a Bíblia diz no livro de Tito: “Aqueles entre vós que têm crido em Deus, tende cuidado em manter as boas obras.” Jesus disse: “Que sua luz brilhe diante dos homens para que vejam suas boas obras e glorifiquem o vosso Pai que está no Céu.”
Logo quando me tornei cristão, eu poderia ser considerado como fanático pelas pessoas do mundo, quer dizer, fanático mesmo. E não mudei nada desde então! Eu fiz jaquetas de couro e casacos de camurça sob encomenda durante anos. Acho que fiz uns 1500 num período de 10 anos, seguindo os passos de meu Pai. Sabem quem foi o primeiro a fazer uma jaqueta de couro? O livro de Gênesis nos informa. Foi Deus. . . foi Ele que vestiu Adão e Eva com pele de um animal. Sem essa de homens das cavernas. Algo bem alinhado, com botões recobertos. Coisa fina, sabem? Quando Deus faz algo, Ele faz direito.
Na verdade, eu divulgava os meus serviços através de um folheto que dizia: “Deus foi o primeiro a matar um animal e a vestir os seres humanos com pele de animal.” Eu vivia dizendo que estava seguindo os passos de meu Pai e que eu era protegido pela cobertura que Deus oferece através de Cristo Jesus.
Bem, mas na vitrine de minha loja, que media 3 metros por 2 metros e 40 centímetros, e que permitia a entrada da luz em minha loja. . . Bom, um Hare Krishna foi salvo por Cristo bem ali na frente da loja. O que o levou a Cristo? Será que foi uma pregação? Não, foi o aperto de mão de um cristão. Ele sentiu algo tão autêntico neste aperto de mão que resolveu levar a mensagem do evangelho a sério, entregou sua vida a Jesus e, em meia hora estava comendo uma bisteca. Realmente foi liberto!
Então, perguntei àquele homem: “Ron, o que você faz da vida?” Ele respondeu: “Abro letreiros, trabalho com sinalização.” Eu disse a ele: “É mesmo?” Aí, comprei uma peça de madeira de três metros por dois metros e quarenta centímetros e o contratei para que abrisse um letreiro com o texto de João 3:1-16 para colocar na minha vitrine. Um trabalho imenso para o coitado. Ele me contou que ficou noite após noite fazendo a sinalização que eu havia solicitado e, certa noite, se sentiu muito desanimado porque estava demorando cerca de meia hora por letra para que o resultado ficasse bom. Assim, ele levantou-se de onde estava sentado abrindo o letreiro, afastou-se um pouco para observar o resultado do que estava fazendo e leu: “Ninguém pode fazer estes sinais que fazes se Deus não estiver com ele,” e sentiu-se grandemente encorajado pelo Senhor.
Seja como for, mandei colocar a placa na vitrine, e na porta mandei pôr: “Eis que estou à porta e bato,” um montão de passagens bíblicas. E a mesma entrada da minha loja dava também para a loja de um barbeiro. Certo dia, esse barbeiro me chamou e disse: “Ray, tenho que te contar uma coisa. . .” Ele disse: “As pessoas vem aqui na minha loja e se sentam ali, olham para a sua loja e dizem enojadas: “Que fanático esse seu vizinho.” E depois não dizem mais nada, até a hora de saírem com uma expressão de reprovação no rosto.”
“Mas,” continuou ele, “há alguns meses quando você lançou aquele livreto Meus Amigos Estão Morrendo e se engajou na luta contra entorpecentes, essas mesmas pessoas começaram a vir à loja, sentar-se para cortar o cabelo e dizer: ‘Bom trabalho que esse jovem seu vizinho está fazendo.’”
Isso tudo era fruto de 1 Pedro 2:15. Escutem só: “Porque assim é a vontade de Deus, que, fazendo o bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos.” “Porque assim é a vontade de Deus, que, fazendo o bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos.” Se você for um cristão rico em boas obras, as pessoas vão começar a dizer: “Não creio no que ele crê, mas, cara, posso ver que ele é genuíno.” Você os fará silenciar, calará as suas bocas através de suas boas obras.
Percebi isso há alguns anos e, então, como pastor assistente de uma assembléia local, disse assim: “Vamos começar a fazer boas obras.” Assim, fui a um lugar onde vendiam legumes e disse aos proprietários: “Olhem, quero doar 100 sacolas de legumes nas redondezas de nossa igreja local. Vocês poderiam ser nossos fornecedores?” Eles responderam: “Claro. Se você colocar o nome de nossa loja nas sacolas faremos um preço bom para você. Na verdade, forneceremos o dobro do que solicitou” E foi assim. Eles nos deram um saco de um metro de altura cheio de cenouras, repolhos, milho, todo tipo de legume e colocaram a logomarca nas sacolas.
Então, pegamos um caminhão, colocamos uma cartinha em cada sacola que dizia algo assim: “Caro Amigo...” Nada de “Saudações no maravilhoso nome de Jesus,” nada que fizesse referência ao cristianismo. Bom, a cartinha dizia assim: “Caro amigo ou vizinho, nos importamos com você, somos uma igreja local. Se pudermos ajudar a aparar a sua grama, consertar a sua cerca ou qualquer outra coisa, por favor, conte conosco. Estamos aqui para servi-lo. Atenciosamente. . .” e assinávamos. Em seguida, colocávamos as sacolas nos portões de 100 casas. E havíamos avisado para o pessoal que estava fazendo a entrega para não bater à porta, não bater papo com as pessoas e não dar a impressão de que estávamos tentando nos intrometer.”
A reação foi incrível. As pessoas começaram a nos parar na rua e cair no choro. Certa mulher caiu no choro de gratidão. Outra mulher disse assim: “Moro nesta região faz 60 anos, e esta é a primeira vez que a igreja local faz algo por mim.” Outra disse: “Sou atéia, mas gostaria que soubessem que lhes desejo tudo de bom junto à comunidade.”
Um outro sujeito, cuja namorada tinha se comprometido com o Senhor, ficou furioso e socou a parede com ódio, pois era um ateu professo e não suportou ver um exemplo evidente do amor de Deus naqueles legumes. Ficou realmente furioso. Foi algo maravilhoso, sabem? Outra mulher disse: “Mal pude acreditar que aqueles legumes eram meus.” Dois dólares, dois dólares foi só o que nos custou cada sacola daquelas. Dois dólares. “Porque assim é a vontade de Deus, que, fazendo o bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos.” “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.” Fruto de boas obras.
Número três, o fruto de ação de graças (Hebreus 13:15). Se você realmente for salvo, deverá haver um clamor em seu coração: “Graças a Deus pelo seu dom inefável.” Se não houver o fruto de ação de graças, se não houver gratidão queimando em sua alma, você pode não ser salvo.
Número quatro, os frutos do Espírito (Gálatas 5:22), que devem ser evidenciados em “amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio.”
Número cinco, o fruto de justiça [retidão] (Filipenses 1:11). Deve haver o fruto daquilo que é correto, o fruto da retidão em seu estilo de vida. Lembrem-se que Mateus 3:10 diz assim: “Toda árvore que não produz bom fruto, é cortada e lançada no fogo.” Portanto, como cristãos, em nossos esforços evangelísticos, devemos fazer todo o possível não apenas para conseguir decisões por Cristo, porque “toda árvore que não produz bom fruto, é cortada e lançada no fogo.”
Agora vamos observar o que diz Marcos 4:3 para compreendermos o que nos impede de produzir e o que produz frutos genuínos. Marcos 4:3.
Quando a Bíblia diz: “Ouça,” o que ela está fazendo é tocar uma trombeta e dizendo: “Isto é importante.” Toda vez que Jesus dizia palavras como “ouça,” era como uma trombeta. No versículo 3 de Marcos 4, Jesus usa esta palavra com bastante ênfase, como uma grande trombeta para alertar que aquilo que ele estava por dizer era extremamente importante.
Ele disse: “Eis que o semeador saiu a semear; e aconteceu que, quando semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho, e vieram as aves e a comeram. Outra caiu no solo pedregoso, onde não havia muita terra: e logo nasceu, porque não tinha terra em profundidade; mas, saindo o sol, queimou-se; e, porque não tinha raiz, secou. E outra caiu entre espinhos; e cresceram os espinhos, e a sufocaram; e não deu fruto. Mas outras caíram em boa terra e, vingando e crescendo, davam fruto; e um grão produzia trinta, outro sessenta, e outro cem. E disse-lhes: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.”
“Quando se achou só, os que estavam ao redor dele, com os doze, interrogaram-no acerca da parábola. E ele lhes disse: A vós é confiado o mistério do reino de Deus, mas aos de fora tudo se lhes diz por parábolas; para que vendo, vejam, e não percebam; e ouvindo, ouçam, e não entendam; para que não se convertam e sejam perdoados.”
“Disse-lhes ainda: Não percebeis esta parábola? Como pois entendereis todas as parábolas? O semeador é aquele que semeia a palavra. E os que estão junto do caminho são aqueles em quem a palavra é semeada; mas, tendo-a eles ouvido, vem logo Satanás e tira a palavra que neles foi semeada. Do mesmo modo, aqueles que foram semeados nos lugares pedregosos são os que, ouvindo a palavra, imediatamente com alegria a recebem; mas não têm raiz em si mesmos, antes são de pouca duração; depois, sobrevindo tribulação ou perseguição por causa da palavra, logo se escandalizam. Outros ainda são aqueles que foram semeados entre os espinhos; estes são os que ouvem a palavra; mas os cuidados do mundo, a sedução das riquezas e a cobiça doutras coisas, entrando, sufocam a palavra, e ela fica infrutífera.
Mar 4:20 Aqueles outros que foram semeados em boa terra são os que ouvem a palavra e a recebem, e dão fruto, a trinta, a sessenta, e a cem, por um.”
Acho que o versículo 13 é um dos versículos-chave em toda a Bíblia. Jesus lhes disse: “Não entendeis esta parábola? Como então entenderão todas as outras parábolas?” Em outras palavras, a parábola do semeador é a chave que revela o mistério de todas as outras parábolas. Quando compreendemos que a parábola do semeador é sobre verdadeira e falsa conversões, isto é, pessoas de solo pedregoso, pessoas de solo espinhoso, pessoas de bom solo que são, respectivamente, dois falsos e um verdadeiro, começamos a entender as outras parábolas, ou seja, que tratam de verdadeira e falsa conversões. Os bons peixes e os peixes maus – verdadeiros e falsos. As virgens néscias (falsas) e as sábias (verdadeiras). O homem que construiu sua casa sobre a rocha, um genuíno convertido. O homem que construiu sua casa sobre a areia, um falso convertido.
Sabem, eu pensava que o homem tolo que construiu sua casa na areia fazia referência aos descrentes. Nada disso. Leia o que Jesus disse: “Aquele que ouve minhas palavras e não as obedece é como o homem tolo que construiu sua casa na areia.” Os descrentes não ouvem as palavras de Deus. A maioria deles conhece o versículo “Não julgueis, para que não sejais julgados.” e a regra de ouro “Assim como quereis que os homens vos façam, do mesmo modo lhes fazei vós também.” E utilizam ambos os versículos de maneira distorcida, e não os compreendem.
Não, não, não! Nossas igrejas estão cheias de pessoas que ouvem as palavras de Jesus e não as obedecem. Não evangelizam, mesmo tendo Jesus dito: “Vós sois minhas testemunhas”, “Deixe que sua luz brilhe”, “Ide por todo o mundo e pregue o evangelho a toda criatura.” Desobedecem continuamente. Essas pessoas são como o homem que construiu sua casa na areia.
Agora, usando a harmonia do evangelho, estudaremos seis características de um falso convertido, o ouvinte de solo pedregoso.
Em primeiro lugar, com o falso convertido, de acordo com Marcos 4:5, os resultados aparecem de imediato. Eles não pesam as conseqüências. O evangelho que ouvem não é um evangelho precedido pela Lei. Eles não são levados a tremer diante do trono de um Deus santo. A única coisa que querem é ter a certeza de que vão para o céu quando morrerem. Quer dizer, na verdade, já acham que estão indo para o céu. A maioria das pessoas pensa assim. Por quê? Porque estabelecem os seus próprios padrões de justiça, ficando ignorantes da justiça de Deus.
62% dos Americanos crêem em um inferno literal, mas não acreditam que estão rumando para lá. Acham-se bons demais. Isso faz parte da natureza humana. “Muitos há que proclamam a sua própria bondade” “Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele conduz à morte.” O evangelho moderno diz: “Tenha certeza de que está indo para o céu. Você não deve ir para o inferno. Venha e entregue a sua vida a Cristo. Tenha fé em Jesus,” e pregam a Cristo crucificado.
Assim, o pecador, achando que merece ir para o céu mesmo, vai à frente e “entrega o coração a Jesus”, fortalecendo a sua certeza de que está indo para o Céu. Contudo, não possui qualquer entendimento de pecado, e como Paulo disse: “Não conheci o pecado senão pela Lei.” 1 João 3:4 diz: “pecado é a transgressão da Lei.” Então, continuando, o pecador fortalece ainda mais a sua certeza de estar indo para o céu, a igreja faz o seu acompanhamento e o integra à congregação. Ele faz novos amigos, inicia um novo estilo de vida, reconhece que tem um problema com alcoolismo, toma atitudes para resolvê-lo, e as coisas começam a caminhar.
Contudo, não há arrependimento, e quando não há uma compreensão do pecado, não há tristeza segundo Deus, que opera arrependimento. Jesus disse: “Se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis.” E nossas igrejas estão cheias de pessoas que têm certeza de sua salvação – mas cuja certeza não vem do Espírito Santo. São pessoas que não pesam as conseqüências, pessoas das quais é fácil conseguir uma “decisão por Cristo” usando a isca da vida eterna.
Em segundo lugar, falta umidade (Lucas 8:6). Não há uma sede por Deus, pelo Deus-Vivo.
Em terceiro lugar, não há raiz (Mateus 13:6). Não há profundidade do caráter de Deus.
Em quarto lugar, recebem a Palavra com alegria. Não apresentam tristeza segundo Deus porque a Lei não foi usada para que pudessem se enxergar de maneira verdadeira. A Lei de Deus é como um espelho. Quando não há espelho, você pode sair por aí o dia inteiro com o rosto sujo, a menos que alguém o alerte.
Todos os dias, nos olhamos no espelho para vermos nosso estado. Você se levanta de manhã e se olha no espelho para ver o estrago que foi feito durante a noite. Quer dizer, não há evidência maior de que somos uma criação caída do que quando nos olhamos no espelho pela manhã. Quer dizer, descansamos à noite esperando estar ótimos pela manhã, mas quando nos olhamos no espelho vemos aqueles olhões inchados e nossa cara amassada!
Assim, os pecadores não se enxergam pela perfeita Lei da liberdade. A Lei de Deus é um espelho! Portanto, não se lavam no sangue de Cristo, pois não se vêem como pessoas desesperadamente necessitadas do perdão de Deus. Paulo disse: “Pelo mandamento o pecado se manifestou excessivamente maligno.” (Romanos 7:13). Enfim, recebem a Palavra com alegria (Marcos 4:16).
Em quinto lugar, recebem a Palavra com alegria. Seu júbilo não é transformado em pranto, nem sua alegria em lamentação (Mateus 13:20).
Em sexto lugar, crêem por algum tempo (Lucas 8:13), ou seja, o que ocorre é uma genuína falsa conversão!
Imaginem então a figura de duas plantas. Uma é forte e tem aspecto saudável. A outra parece meio raquítica. E se estivéssemos arrumando o nosso jardim e tivéssemos que escolher uma das duas plantas para ser arrancada, provavelmente escolheríamos a menorzinha, pois, em nossa concepção, a grandona estava indo bem.”
Contudo, imaginem esta cena: o sol vem saindo e sua luz começa a fazer a plantona murchar, enquanto a nossa amiga raquítica parece dizer “estou muito bem, obrigado.” O que será que está acontecendo, então? A razão de a planta aparentemente forte estar murchando enquanto a plantinha começa a prosperar é porque debaixo da primeira planta existe uma camada de rochas. Assim, as raízes da planta grande não conseguem se aprofundar, pois abaixo dela, só há pedras. A plantinha, por sua vez, tinha um aspecto raquítico porque, por debaixo de si, estava lançando suas raízes bem ao fundo em busca de umidade.
Conseguem perceber que a luz do sol revelou o que não conseguíamos enxergar? A condição do solo das plantas? Percebem? A luz do sol foi fundamental para revelar o que não enxergávamos, a condição do solo em que estavam as raízes das plantas.
Então, em termos espirituais, a planta é a vida regenerada do crente professo. O solo é a condição de seu coração. Em termos espirituais, a luz do sol significa tribulação, tentação e perseguição. Mateus 13:21, tribulação. Lucas 8:13, tentação e Marcos 4:17, perseguição. Da mesma maneira que, em termos naturais, a luz do sol revelou a condição do solo das plantas – algo que ocorria onde não podíamos ver – no nível espiritual, o que revela a parte invisível do professo crente são a tribulação, a tentação e a perseguição.
Bem, se queremos que uma planta em nosso jardim cresça e prospere, a pior coisa que podemos fazer é protegê-la do sol. Pense nesta situação: você compra uma linda e cara planta para pôr em sua casa. Aí, você pensa: “Bom, gastei um bom dinheiro com essa planta. Preciso cuidar dela. Vou guardá-la ali no armário.” Um armário aconchegante, com uma temperatura agradável e nada de luminosidade. Claro que você não vai fazer uma coisa dessas! É a pior coisa que você pode fazer! Escondê-la da luz do sol? De forma alguma. Se o solo for bom e ela tiver espaço para crescer, se ela tiver umidade suficiente, certamente a luz do sol a fará prosperar ao contrário de acabar com a vida dela.
Analogamente, a pior coisa que podemos fazer com um recém-convertido é escondê-lo da luz solar da tribulação, tentação e perseguição. É a pior atitude que podemos tomar! Quando dizemos: “Olha, Fulano de Tal recebeu a Cristo na prisão. Ele sai da cadeia na terça-feira. Vamos lá esperá-lo na saída para o protegermos da tentação e o afastarmos de seus antigos amigos. E quando ele passar por dificuldades a gente cuida dele.” Não, essa é a pior coisa que se pode fazer. Se ele for um genuíno convertido, ele crescerá, se for falso, murchará e morrerá7.
Há alguns anos, quando a Rússia perseguia os cristãos de maneira bastante intensa, um grupo de cristãos professos estava em meio a uma reunião de oração. Repentinamente, as portas foram abertas violentamente e dois guardas russos armados até os dentes entraram e disseram: “Saiam já deste lugar se não quiserem morrer pela sua fé.” Metade dos presentes se levantou e saiu. Na verdade, saíram correndo. “Louvado seja Deus” disseram os guardas, “Podem ficar tranqüilos irmãos. Estávamos apenas separando as ovelhas das cabras para que pudéssemos congregar em segurança.”
Certamente que Deus não usa os mesmos métodos daqueles guardas com muita freqüência. Ele usa o método de abrir o chão e engolir o indivíduo. Sabem o que aconteceria se viesse uma grande perseguição sobre a igreja agora? Ela livraria a igreja dos murmuradores, daqueles que causam divisão, etc. Mais importante que isso, se uma grande perseguição viesse sobre a igreja, ela mostraria ao indivíduo de solo pedregoso o erro de seus próprios caminhos.
Imagine a tragédia de “conduzir uma pessoa a Cristo” pelas técnicas de evangelismo moderno: sem usar a Lei antes da graça, sem dar-lhe o conhecimento de pecado, sem mostrar-lhe que violou a Lei de um Deus santo, sem mostrar-lhe que pecou e que pecado é a transgressão da Lei. Apenas é dito: “Olhe, você tem um vazio que só Deus pode preencher em sua vida. Jesus pode dar-lhe a verdadeira paz e amor. Só Ele pode preencher esse vazio. Entregue seu coração a Ele, e Ele irá ajudá-lo com seus problemas. Ele estará com você em suas dificuldades e lhe dará a certeza de entrar no céu.” Então, o pregador o conduz em uma sincera oração.
Entretanto, há algo faltando neste “crente.” Ele não tem zelo pelos perdidos. Ele é estranho à santidade. Não tem fome da Palavra. Não vai fundo em sua vida de oração. Então, quem o “evangelizou” começa a enxergar essas carências e tomar providências para integrá-lo à congregação, fazendo com que ele leia a Bíblia e passe a orar – já que foi o responsável por levá-lo a Cristo. Em suma, começa a fazer o acompanhamento do recém-“convertido.”
Na verdade, o que acontece é que esta pessoa será “acompanhada” até o Dia do Julgamento, quando a luz do olho do Deus onisciente provará que ele não passa de um hipócrita. De quem é a culpa, então, se a pessoa foi “acompanhada” até o Dia do Julgamento? Não seria melhor ter deixado que ele caísse? Não teria sido melhor deixa-lo exposto à luz do sol para que se revelasse a condição do seu solo? Se ele fosse genuíno, ele cresceria, se for falso, murcharia e morreria.
Durante anos investi minha energia em cristãos professos, pessoas que “haviam dado seu coração a Jesus”, pessoas que se provaram ser de solo pedregoso. Eu costumava perguntar: “Você está lendo a Palavra?” e elas diziam: “Ando sem tempo. Preciso assistir TV e tenho uma porção de coisas a fazer.” “Então, você vai à igreja este domingo?” “Cara, é que tem jogo do meu time. Não vai dar não.” Gente, hoje em dia não faço mais isso, simplesmente os deixo à vontade. Se não ouvirem após a primeira e segunda admoestações, apenas digo: “Tá certo. Deixa pra lá,” e concentro minhas energias na salvação dos perdidos.
A Bíblia diz: “Deseje o puro leite da Palavra, se provaste que o Senhor é gracioso.” Uma ovelhinha saudável tem um apetite saudável. Não é preciso alimentá-la à força. Alguém, que é verdadeiramente salvo desejará o puro leite da Palavra. Eles mesmos se disciplinarão. A primeira coisa que eu sabia que tinha que fazer quando me tornei cristão era comprar uma Bíblia e lê-la para conhecer o que Deus queria que eu fizesse8.
E eu amava os irmãos. Sabia que havia passado da morte para vida porque amava os irmãos. Quando vi nas Escrituras: “não deixe de congregar, como é costume de alguns,” pensei “Certo. Vou à igreja.” O surf ficou em segundo plano.
Se um recém-convertido apenas olhar para trás, Jesus diz que ele não serve para o Reino. Lucas 9:62, “Ninguém que lança mão do arado e olha para trás é apto para o reino de Deus.” A palavra “apto” em Grego é “euthetos” e significa “pronto para uso.”
Se pegarmos uma boa semente e a lançarmos em solo pedregoso, será que ela dará bons frutos? Hmm. . . Claro que não. Se soubermos o que estamos fazendo como fazendeiros, ou possuirmos massa cinzenta em nossa cabeça, pensaremos assim: “Tenho que revirar o solo, lançar fora as pedras, assim, quando lançar umas boas sementes no bom solo, elas darão bons frutos.” Técnicas simples de agricultura.
Deus diz que o solo do coração das pessoas é como pedra. Diz assim em Ezequiel 8: “Tirarei vosso coração de pedra e dar-vos-ei um coração de carne.” Mesmo se pegarmos uma semente pura do evangelho e a lançar-mos em um coração irregenerado, ela não dará frutos. Não conseguirá. O que precisamos fazer é revirar o solo do coração das pessoas usando a pá da Lei de Deus. Expor as pedras do pecado que só são removidas pelo arrependimento. Aí sim, a pessoa pode receber a Palavra que pode salvar a sua alma.
Sabem, muitos grandes evangelistas, homens que respeito, como Greg Lorry e Billy Graham, que admiro e respeito muito, não se alarmam com a média de 80% de desviados entre seus convertidos. Billy Graham foi entrevistado na televisão por David Frost. David Frost disse: “Em que você pensa quando todas aquelas pessoas vêm à frente.” Billy Graham respondeu: “Bem, fico pensando que apenas um em cada quatro é genuíno.” Em seguida, citou a parábola do semeador.
Contudo, não acho que a parábola do semeador existe como uma forma de consolo para os frustrantes resultados evangélicos. Deus nos deu princípios para que possamos chegar ao entendimento. Se estudarmos a parábola do semeador, veremos que o indivíduo ouve e compreende, e dá fruto porque recebe a semente em seu bom e honesto coração. Quer dizer então que basta o indivíduo possuir um coração bom e honesto que possuirá entendimento?
Ah! Então é assim? Será que na sociedade secular há pessoas que têm corações honestos e bom entendimento e serão esses que receberão a semente do evangelho? Nada disso. Isso não é bíblico. Romanos 3 diz: “Não há quem entenda” Quantos há que entendem? Nenhum. Diz ainda: “Não há um bom, nem um,” o coração do homem é “enganoso, mais do que todas as coisas.”
Então, as virtudes do entendimento e bondade devem ter vindo de fora do coração, não de dentro, pois não é do coração do homem possuir entendimento e bondade. O que será então que produz entendimento? É o aio, nossa professora. A Lei é a professora que nos conduz a Cristo. Essa é a função dos professores: trazer conhecimento. “Pela Lei vem o conhecimento do pecado.” Deus disse: “Meu povo está sendo destruído por falta de conhecimento da minha Lei. (Oséias 4:6)
O que a Lei faz é nos trazer a luz do entendimento. O Mandamento é uma lâmpada, a Lei é luz. Quando alguém se examina à luz da Lei de Deus, vê que pecou contra o Senhor e que Ele requer a verdade no íntimo e considera lascívia como o mesmo que adultério, ódio como assassinato e que se tirar pelo menos uma coisa que pertença a outra pessoa, independentemente de seu valor, isso faz do indivíduo um ladrão e, portanto, não poderá herdar o Reino de Deus. Se o indivíduo contar uma lorota ou “mentirinha” estará cometendo falso testemunho – e todos os ladrões terão sua parte no Lago de Fogo. Transgressores da Lei, praticantes da iniqüidade.
Jesus disse: “Muitos dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor.’” E Ele dirá: “Apartai-vos de Mim, todos vós que praticais a iniqüidade. Nunca vos conheci.” Quando o pecador compreende que pecou contra Deus, quando o solo de seu coração tiver sido arado pela Lei, as pedras do pecado expostas, ele estará pronto para remover estas pedras do pecado através do arrependimento e será capaz de receber a semente que pode salvar a sua alma. Esta é a pessoa cujo solo é bom.
Portanto, a essência do que estou dizendo é que Deus colocou nas mãos da Igreja armas que não são carnais, mas poderosas em Deus para derribar fortalezas e sob o Seu comando, com a ajuda do Espírito Santo, podemos determinar sobre que solo a semente cairá, através do uso a Lei como uma enxada para arar o solo do coração irregenerado.
Lembram do que George Whitefield disse: “É por essa razão que temos tantos convertidos ‘cogumelos’. Porque seu solo pedregoso não foi arado. Não têm a convicção da Lei. São pessoas de solo pedregoso.”
Certo amigo disse a mim uma vez: “Ray, tem algo de errado com minha vida Cristã.” Ele disse: “Não tenho o zelo que vocês têm.” Então, perguntei: “Richard, você possui amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio?” Ele me respondeu: “Bem, não, eu não tenho oito destes frutos.” Ele só tinha um deles. Assim, eu disse: “Bom, Richard, por sua própria confissão, não vejo nenhum indicativo para você se chamar de cristão.”
Na verdade, ele realmente possuía um dos frutos do Espírito naquela época. Ele exercitava o fruto do auto-domínio, pois em outra ocasião posterior me contou que havia desejado “fazer uma plástica” em meu rosto com seus punhos. Mas não fez. Foi para casa e examinou-se para ver se estava na fé, concluiu que não estava, arrependeu-se diante do Todo-Poderoso-Deus e, em três meses, estava dando tantos frutos que nossa igreja resolveu encarregá-lo do ministério de nossa cantina.
É por isso que a Bíblia diz para nos examinarmos e ver se estamos na fé. Colossenses 4:5 diz: “Andai em sabedoria para com os que estão de fora, usando bem cada oportunidade.” Eu costumava pensar “com os que estão de fora, quer dizer, os perdidos, a sociedade secular.” Não, a Bíblia está se referindo às pessoas de solo pedregoso. O falso convertido pode estar em diversos lugares: dentro de sua igreja, em seu grupo de jovens ou fora do corpo de Cristo.
A Bíblia diz: “Andai em sabedoria para com os que estão de fora, usando bem cada oportunidade.” Se há alguém que consegue roubar muito do seu tempo são os falsos convertidos. Querem aconselhamento, querem aconselhamento, querem aconselhamento.... e sempre voltam porque têm problemas e mais problemas. Eu mesmo passei muitas horas aconselhando pessoas que não precisavam de aconselhamento, precisavam era de arrependimento.
Lembram da “plantona”? Do que ela precisava? “De fertilizante. Precisa de mais fertilizante. Cubra a planta de fertilizante. Isso ajudará.” Hmm. . . A tendência quando se identifica um falso convertido é pensar “Precisa de acompanhamento. Vamos fazer o acompanhamento do irmão. É, vamos acompanhá-lo.” Nada disso! Esse não é o problema. Ele não precisa de fertilizante. O problema é o solo, a condição do seu coração. Ele precisa de arrependimento.
Esse negócio de acompanhamento não é bíblico. Não é. Pode verificar na sua Bíblia. Não se encontra essa prática nas Escrituras. Encontramos apascentar, instruir, disciplinar, mas não encontraremos esta prática de “fazer acompanhamento” de novos convertidos. David Wilkerson, ao ouvir o ensinamento chamado O Maior Segredo do Diabo, a primeira coisa que me disse, ao ligar do telefone de seu carro, foi: “Pensei que eu era o único que não acreditava nesse negócio de acompanhamento.” Isso não é bíblico.
Acompanhamento é meramente um triste testemunho da confiança que o evangelismo humanista tem tanto em sua mensagem quanto no poder de Deus em sustentar o convertido. Se Ele for o Autor de sua fé, será também o Consumador. “Deus pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus. Ele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos ante a sua glória imaculados e jubilosos.” Quando Deus salva o perdido, Ele o sustenta. O eunuco etíope foi deixado sem acompanhamento. Por quê?
Porque se for genuíno perseverará, se for falso, murchará e morrerá. O ouvinte de solo pedregoso não precisa de acompanhamento. Por acompanhamento, não quero dizer apenas tomar conta de alguém para se certificar de que leia a Bíblia. O que quero dizer é quando, por exemplo, realiza-se uma cruzada e alguém fica com a função de fazer um acompanhamento das pessoas que tomam as decisões no evento. Então, você visita as residências dessas pessoas na semana seguinte e diz: “Com licença, vocês realmente precisam começar a congregar agora. Por favor, abra a porta. Eu estou vendo você escondido aí em baixo da cama.”
Sabem, é o trabalho mais frustrante do mundo fazer o acompanhamento de pessoas que tomam decisões por Jesus. Elas nunca estão quando telefonamos para suas residências. Elas não precisam de fertilizante, precisam é de um bom solo.
Há alguns anos, tive um pastor, pastor de uma igreja grande da qual eu fazia parte, que era o pastor mais consagrado e dedicado que se pode imaginar. Realmente um homem de Deus. Quero dizer-lhes como ele era, quanto pesava e que altura tinha, por uma razão. Ele tinha um pouco mais de um metro e meio de altura, talvez um metro e sessenta. Seu nome era Peter Morrow, um adorável homem de Deus.
Ele não era muito pesado. Talvez pesasse um pouco mais de cinqüenta quilos. Ele até fazia brincadeiras com a falta de peso dele. Ele podia comer e comer e comer e não engordava. Acho que ele tinha um corpo glorificado ou algo parecido. Sabem, só cabia uma listra no pijama dele. Ele tinha que ficar correndo em círculos no chuveiro para conseguir se molhar – de tão magro que era.
Então, há alguns anos, baterem à porta de sua casa. Eram 03:00 da madrugada. Seu filho foi até a porta e disse: “Pois, não?” e um indivíduo disse: “Gostaria de um aconselhamento de seu pai.” O adolescente, conhecendo o coração de seu pai, sabia que ele não se importaria em levantar-se às 03:00 da madrugada para aconselhar uma de suas ovelhas. Assim, disse ao homem: “Vá ali para sala e aguarde um instante que eu vou chamá-lo”.
Nisso, acordou seu pai, que se levantou e caminhou até a sala – e assim que entrou – de trás da porta recebeu um golpe da lâmina de um facão de uns 30 centímetros. Seus dedos foram fatiados, sua garganta cortada. Seus filhos correram para sala ao ouvir seus gritos e se depararam com o sangue de seu querido pai em todas as paredes. Foi uma cena terrível.
Eles agarraram o homem que tinha feito aquilo e quase o mataram. Ele gritava: “Não consigo respirar,” e eles diziam: “Morra, morra, então.” O homem foi preso. O pastor sobreviveu. Recebeu literalmente centenas de transfusões de sangue.
No dia seguinte, outro pastor me telefonou e disse: “Já soube o que aconteceu à noite passada?” Respondi: “Sim. Mal pude acreditar. Foi terrível.” Então, ele disse: “Bem, você não vai acreditar no que eu vou dizer: ‘O cara que fez aquilo congregava em minha igreja. É uma das minhas ovelhas.” Eu disse: “Está brincando,” no que ele respondeu: “É horrível como um cristão pode ter feito tal coisa.”
“Espere aí,” repliquei “Se alguém tenta decapitar o pastor, podemos concluir que lhe falta amor, bondade, benignidade. . .”
Ora, precisamos começar a levar as Escrituras a sério. Há argumentos para não sairmos por aí dando boas vindas a qualquer pessoa sem antes ver seus frutos. De certa maneira, não importa muito nos dias atuais, mas esperem até vir uma grande perseguição. Esperem até quando saírem por aí com facões, e quando os cristãos pregarem todo o conselho de Deus, e formos odiados por causa de Seu nome. Os cristãos que sofrem perseguição são aqueles que vivem uma vida piedosa em Cristo Jesus.
Sabem, a Bíblia fala de falsos “irmãos” duas vezes. Fala de falsos apóstolos, falsos profetas, falsos mestres e falsas conversões – e raramente ouvimos ensinamentos sobre tais coisas na igreja atual.
Queria ter comigo uma filmadora quando, há alguns anos, ocorreu um incidente comigo. Estava para atravessar a rua quando subitamente ouvi “vrumm, vruuummm,” e olhei até o fim da rua. Era um carro bem no meio da rua com o escapamento aberto e um cara dirigindo feito um idiota. Saltei para trás, caindo na calçada. Pensei que ia ser atropelado.
O carro passou por mim e, repentinamente, o indivíduo viu quem eu era. Ele me reconheceu. Esse indivíduo era o falso convertido clássico. Já tinha ouvido falar que este mesmo ‘cara’ havia ameaçado pastores em outra assembléia, por isso havia gravado o rosto dele. Ele me viu, pisou no freio, deu marcha à ré, saltou do carro e disse: “Oi, Ray.”
Gostaria que o tivessem visto. Havia três adesivos de Jesus no pára-brisa de seu carro. Pendurado em seu pescoço ele carregava uma cruz em meio à floresta de seu peito cabeludo, exposto por causa da camisa desabotoada até o umbigo e cheio frases evangélicas “batidas.” Ele perguntou se eu teria algum tempo disponível para dar-lhe aconselhamento. Respondi na hora que estava com a agenda lotada o ano inteiro.
Sabem, falsos convertidos querem o seu tempo. São ferramentas de Satanás para gastar o tempo dos santos. Lembrem-se: Satanás quer deixar os santos cansados. Ouvintes, mas não praticantes da Palavra. Aquilo que fazem é apenas superficial, por não possuírem uma raiz profunda. Possuem apenas galhos e folhas, mas nada de frutos.
Agora, entendam bem, creio em adesivos de Jesus. Se alguém quer usar uma cruz, tudo bem! Camisetas também são algo ótimo. Contudo, descobrimos que, devido os falsos convertidos não possuírem raízes profundas em seus corações, eles procuram compensar com um montão de galhos e folhas com o objetivo de impressionar. Quer dizer, eles sempre têm as maiores Bíblias da igreja. Bíblias chamativas na Nova Versão Revista e Falsificada da Editora Sepulcro Caiado, que produz bíblias que ficam de molho por um mês e em seguida são amarradas ao pára-choque de um carro e arrastadas durante duas semanas para dar a impressão de que foram muito usadas.
Falsos convertidos não dão frutos, mas têm um montão de galhos e folhas para impressionar as pessoas à sua volta. Veja o que diz Mateus 7:15-20: “Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores. Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Assim, toda árvore boa produz bons frutos; porém a árvore má produz frutos maus.”
Escutem só isso: “Uma árvore boa não pode dar maus frutos;” Em outras palavras, se alguém é genuíno, é genuíno, se é falso, é falso. “Nem uma árvore má dá frutos bons. Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada no fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis.”
Por que será que devemos nos conhecer uns aos outros pelos frutos? Ora, vejamos Atos 20:29-20. “Eu sei,” diz Paulo, “que depois da minha partida entrarão no meio de vós lobos cruéis que não pouparão rebanho, e que dentre vós mesmos se levantarão homens, falando coisas perversas para atrair os discípulos após si.”
Pois, de seu meio, homens se levantarão. Vejam só quantos seitas e heresias, e falsos profetas que têm saído do meio do corpo de Cristo. Não são pessoas que conheceram o Senhor, muito menos o caminho da retidão e depois se tornaram más, mas são pessoas que tiveram falsas conversões e não conseguiram, portanto, dar frutos do arrependimento.
Os lobos gostam de pegar as ovelhas fraquinhas. É isso que eles fazem. Ah, seu eu fosse pastor e tivesse minha própria congregação – sou pastor itinerante da Hosanna Chapel e viajo todo final de semana. Mas, se tivesse minha própria congregação, ficaria de olho nos “recém-convertidos”, ficaria de olho para ver se dão frutos. E seu eu começasse a perceber uns rapazinhos perto demais das meninas, dando abracinhos, etc., chegaria junto e os puxaria para uma conversa. Fique de olho neles. Como disse antes, os lobos atacam as ovelhas mais fracas.
Como falei anteriormente, um convertido genuíno ficará firme independente do tamanho da adversidade. Provérbios 12:3 diz: “a raiz dos justos, porém, nunca será, removida.” Quanto mais forte o sol, mas fundo descem as raízes da planta.
Jesus enviou suas ovelhas em meio aos lobos (Lucas 10:3) – uma prática tão diferente da que nós tratamos nossos novos convertidos. Ficamos tentando protegê-los. Nada disso, ele nos enviou como ovelhas em meio a lobos. Por quê? Porque o sol da tribulação, tentação e perseguição revela quem são os falsos e quem são os genuínos.
Foi assim com Judas Iscariotes. Ele foi exposto. Judas não era cristão. Nunca foi. Como posso ter certeza? Eis uma pequena pista. Jesus disse: “Um de vós é um ladrão.” Ah, essa é uma boa pista. Eu lembro de uma amiga minha Winkie Pratney me contando quando viu a obra de arte ‘A Última Ceia’ de Leonardo Da Vinci. Ela olhou para a pintura e disse: “Cadê o Judas? Quem é o Judas?” Ficou procurando por alguém de narigão torto e mãos reviradas em um canto.
Mas, isso é algo totalmente anti-bíblico. Judas provavelmente era bonitão. Ele aparentava tanta confiabilidade que se tornou o tesoureiro dos discípulos. Judas tomava conta deles. Ele cuidava dos pobres. Tinha um coração para os pobres. Em uma ocasião, uma mulher fez um ato pródigo de quebrar um vaso de alabastro cheio de um bálsamo muito precioso e despejá-lo sobre a cabeça de Jesus, lavando seus pés e enxugando-os com seus cabelos. Quando isso ocorreu, Judas disse: “Por que isso não foi vendido por tal qual quantia e o dinheiro dado aos pobres?” Estão vendo como ele se importava com os pobres? Nada disso, a Bíblia fala claramente que ele estava preocupado mesmo era com o dinheiro. Era um ladrão. Mas possuía a confiança dos discípulos. Quando Jesus disse: “Um de vocês me trairá,” os discípulos não se sentaram e disseram entre si: “É. Sei de quem ele está falando. É do narigudo ali. É do ‘mãos viradas.’”
Não, não disseram isso. Disseram: “Sou eu, Senhor? Sou eu?” Ele disse: “Aquele que mete a mão no prato.” Era Judas quem fazia isso. Não disseram entre si: “Ah, é!” Nada disso. Quando Judas saiu para trair Jesus, Jesus disse: “O que fazes, faze-o depressa.” Os discípulos ficaram pensando que ele tinha ido dar dinheiro aos pobres. Judas era um cara tão bom. Conseguiu enganar a todos, menos ao Senhor.
Vejamos Colossenses 4:7. Observemos a maneira como Paulo colocou seu selo de aprovação naqueles que professavam estar na graça de Deus. Colossenses 4:7. Vejam como Paulo coloca seu selo de aprovação em certos crentes.
“Tíquico, o irmão amado, fiel ministro e conservo no Senhor, vos fará conhecer a minha situação.” Então, Tíquico é um ministro fiel e um conservo no Senhor.
Versículo nove: “Juntamente com Onésimo, fiel e amado irmão, que é um de vós.” Sabem, parece que hoje em dia não importa muito quem entra em nossas igrejas e a quem elogiamos ou deixamos de elogiar. Ah, mas naquela época importava, época em que os cristãos eram lançados aos leões para morrer por sua fé.
“Eles vos farão saber tudo o que aqui se passa. Saúda-vos Aristarco, meu companheiro de prisão, e Marcos, o primo de Barnabé (a respeito do qual recebestes instruções; se for ter convosco, recebei-o), e Jesus, que se chama Justo, sendo unicamente estes, dentre a circuncisão, os meus cooperadores no reino de Deus; os quais têm sido para mim uma consolação. Saúda-vos Epafras, que é um de vós, servo de Cristo Jesus, e que sempre luta por vós nas suas orações, para que permaneçais perfeitos e plenamente seguros em toda a vontade de Deus. Pois dou-lhe testemunho de que tem grande zelo por vós, como também pelos que estão em Laodicéia, e pelos que estão em Hierápolis. Saúda-vos Lucas, o médico amado [que dispensa apresentações], e Demas.”
Não houve selo de aprovação sobre Demas. Se estudarmos 2 Timóteo 4:10, veremos: “Pois Demas me abandonou, tendo amado o mundo presente.” É como se Paulo olhasse para Demas e pensasse: “É, realmente não sei quem você é. Tem algo de errado com você. Não posso dizer: ‘Se Demas for a você, receba-o.” “Demas me abandonou, tendo amado o mundo presente.” Um falso convertido. Ele não apenas olhou para trás, ele retrocedeu. Não estava apto ao Reino, e a palavra “apto” significa “pronto para uso” em grego.
Observamos, então, sucintamente, as características de uma falsa conversão. Assim, antes de concluirmos a mensagem, observaremos rapidamente as características de um convertido genuíno.
De acordo com Mateus 13:23, ele ouve a palavra e a entende. Por isso é tão vital utilizarmos a palavra de Deus em evangelismo e em nossas pregações. Porque sem a Lei, não haverá entendimento da real situação que os perdidos se encontram diante de Deus. O que aparecerá será apenas arrependimento horizontal, não a tristeza segundo Deus que conduz ao arrependimento. Senão, não entenderão que pecaram contra Deus. Pensarão que pecaram contra as pessoas através de suas mentiras e roubos, etc.
Mas, quando Davi pecou com Bate-Seba, ele disse: “Contra Ti, somente contra Ti pequei.” O filho pródigo disse: “Pequei contra o Céu.” Paulo pregava “arrependimento para com Deus,” a parte ofendida na história. A tristeza segundo Deus gera arrependimento. Sem a Lei não se pode ter o entendimento necessário para exercitar a tristeza segundo deus que conduz ao arrependimento.
Se utilizarmos a Lei em nosso testemunho, será comum ouvir os pecadores dizendo coisas do tipo: “Agora entendo o que está dizendo. Entendo isso. Nunca haviam me explicado desta maneira.” Essa é a reação quase todas as vezes que uso os Dez Mandamentos, um a um, para mostrar que a razão pela qual precisam de um Salvador é para escapar da ira vindoura. Deus determinou um dia em que julgará o mundo em retidão.
Veja o que diz Mateus 13:15: “Porque o coração deste povo se endureceu, e com os ouvidos ouviram tardamente, e fecharam os olhos, para que não vejam com os olhos, nem ouçam com os ouvidos, nem entendam com o coração, nem se convertam, e eu os cure.”
Vejam que primeiro precisa vir o entendimento ao coração para que se converta. Lembram que Filipe perguntou ao eunuco etíope: “Compreendes o que estás lendo?” Lembram do doutor da lei que se levantou e tentou a Jesus perguntando: “Como posso alcançar a vida eterna?” Jesus disse: “Qual o seu entendimento da Lei? Qual a leitura que você faz dela?” Porque se não há entendimento da Lei, não pode haver salvação, pois o pecado é a transgressão da Lei.
Paulo disse: “Não conheci o pecado senão pela Lei.” Charles Finney disse: “Considero a Lei a regra, e a única regra, pela qual a culpa do pecado pode ser medida.” D.L. Moody disse: “É para isso que Deus nos deu a Lei: para mostrar quem realmente somos.”
Já estive em eventos evangelísticos nos quais se usou manipulação psicológica pura, nos quais o pregador estava discursando sobre fé ou algum incidente bíblico, e bem no meio de sua pregação, ele dizia: “Vamos nos curvar e orar. Há pessoas aqui esta noite que não conhecem o Senhor. Vocês precisam entregar sua vida a Jesus.”
Em seguida, pregava a Cristo crucificado, mas já estive em eventos em que nem mesmo pregavam sobre a crucificação de Cristo. Isso mesmo, nem pregavam a cruz. Pregavam apenas a fé e então diziam: “Você precisa entregar o seu coração a Jesus porque há um vazio em seu coração que só Deus pode preencher. Levante sua mão enquanto todas as cabeças estão abaixadas e todos os olhos estão fechados. Ninguém está olhando.” Então, quando alguém levanta a mão, o pregador diz: “Estou vendo uma mão. Deus te abençoe.” Na seqüência, ele diz: “Todos fiquem de pé. Aqueles que eu vi levantarem as mãos, venham à frente enquanto a música estiver tocando. Os obreiros também, venham à frente.”
Então, os obreiros saem na frente com um cartão de visitas. É por essa razão que os obreiros têm de vir à frente, para facilitar o processo juntamente com a música. Assim, as pessoas vão à frente – e o pastor fica lá em cima em uma plataforma. Eu olhava as expressões faciais daquelas pessoas que estavam ali “entregando seus corações a Jesus.” Não havia tristeza segundo Deus, muito menos quebrantamento. Logo após o evento, um dos obreiros disse: “Você devia ter visto como foi lá atrás.” – levaram os “recém-convertidos” para uma sala e davam-lhes aconselhamento. Não havia nem um pingo de tristeza segundo Deus. O que se ouvia das pessoas era: “Oi, Bertha, você por aqui?” “Olá, Fred, o que faz por aqui?”
A expressão nos rostos daqueles que iam à frente era: “Como será que cheguei aqui? Sério! Eu estava ali sentado e de repente apareci aqui na frente” – manipulação psicológica. Este pastor de que estou falando tinha uma média de 96% de “desviados” em sua igreja, isto é, na última vez que tomei conhecimento de suas estatísticas. Além disso, não acho que os outros 4% permaneceram ali por muito tempo também. Pode até ser. Podem ter gostado de freqüentar o Clube Social “Cristão.” Realmente não sei.
O verdadeiro convertido, por sua vez, é aquele que diz: “Ai de mim. Estou perdido. Deus, tenha misericórdia de mim, um pecador.”
Amém.