<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6591636351841893610</id><updated>2011-10-10T08:38:54.260-07:00</updated><title type='text'>MARCEL LIRA</title><subtitle type='html'>ESTUDE, MEDITE, TENHA ATITUDE E FAÇA A DIFERENÇA, BESTEIRA PENSAR QUE SE NÃO MUDAR ALGO HOJE A SUA VIDA GANHARÁ ALGO NO FUTURO... ATITUDE... AÇÃO, TESTEMUNHO!</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://marcelavelinolira.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6591636351841893610/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelavelinolira.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>VIVENDO E APRENDENDO COM DEUS!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07579141975154251542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_RUojIbhD_ag/R2SLq-BpdFI/AAAAAAAAACQ/hDWNqBlqvio/S220/P6170254.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>62</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6591636351841893610.post-8962314773668717174</id><published>2009-01-23T02:50:00.000-08:00</published><updated>2009-01-23T02:51:21.049-08:00</updated><title type='text'>O MAIOR SEGREDO DO DIABO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ray Comfort&lt;br /&gt;Tradução de Fernando Guarany Jr.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;No final dos anos 70, Deus muito graciosamente abriu-me um ministério itinerante. Conforme comecei a viajar, passei a ter acesso aos registros de crescimento das igrejas e fiquei horrorizado ao descobrir que algo perto de 80 a 90% das pessoas que tomavam uma decisão por Cristo estavam desviando-se da fé. Ou seja, o evangelismo moderno, com seus métodos estava criando entre 80 e 90 “desviados” para cada 100 pessoas que se decidiam por Jesus.Deixem-me tentar tornar a questão mais real para vocês. Em 1991, no primeiro ano da década da colheita, uma grande denominação nos Estados Unidos foi capaz de obter 294.000 decisões por Cristo. Isto é, em um ano, esta grande denominação de 11.500 igrejas foi capaz de obter 294.000 decisões por Cristo. Infelizmente, passado algum tempo apenas contavam com 14.000 destes congregando, o que significa que eles já não podiam prestar contas por 280.000 das decisões alcançadas. E estes são resultados normais do evangelismo moderno e, algo que descobri no final dos anos 70; Algo que me preocupou muito. Comecei a estudar o Livro de Romanos diligentemente e, especificamente, a maneira de proclamação do Evangelho de homens como Spurgeon, Wesley, Moody, Finney, Whitefield, Lutero, entre outros, que Deus tem usado através dos tempos, e descobri que eles usavam um princípio que é quase totalmente negligenciado pelos métodos evangelísticos modernos. Comecei a ensinar este princípio; Providencialmente, fui convidado para instalar o nosso ministério na cidade de Bellflower no sul da Califórnia, especificamente para trazer este ensinamento para a igreja dos Estados Unidos. As coisas andaram devagar nos primeiros três anos, até que recebi uma ligação de Bill Gothard, que havia assistido a mensagem em vídeo. Ele pagou minha passagem de avião até San Jose no norte da Califórnia; Lá, compartilhei a mensagem com 1000 pastores. Então, em 1992, ele exibiu o vídeo daquela pregação para 30.000 pastores. No mesmo ano, David Wilkerson me telefonou de Nova Iorque. Ele ligou do seu carro. (estava ouvindo a mensagem em seu carro e me ligou do próprio telefone do seu carro!) Imediatamente, ele me colocou em um vôo de Los Angeles para Nova Iorque para compartilhar o mesmo ensinamento com a sua igreja – de tão importante que considerou a mensagem. Recentemente, ouvi falar de um pastor que escutou esta mensagem 250 vezes. Ficaria feliz se você ouvisse pelo menos uma vez este ensinamento que se chama: “O Maior Segredo do Diabo.”A Bíblia diz no Salmo 19, versículo 7, “A Lei do Senhor é perfeita para converter a alma.” O que é mesmo que a Bíblia diz que é perfeita e, no final das contas, converte a alma? Ora, as Escrituras deixam bem claro: “A Lei do Senhor é perfeita para converter a alma.” Agora, para ilustrar a função da Lei de Deus, vamos observar por um instante a Lei Civil. Imagine se eu dissesse a você: “Tenho boas novas para você: alguém acabou de pagar uma multa de trânsito no valor de R$ 25.000,00 para você!” Provavelmente você reagiria dizendo: “O que você está dizendo? Essas não são boas novas! Isso [que você está dizendo] não faz o menor sentido. Não tenho uma multa de trânsito de R$ 25.000,00!” As minhas boas novas não seriam boas novas para você: pareceria tolice! Mas, além disso, seria uma ofensa, porque eu estaria insinuando que você havia cometido um crime (quebrado a lei) quando você pensa não ter feito tal coisa. Entretanto, se colocar a situação da seguinte maneira, ela fará mais sentido: “No caminho para cá, um radar da polícia (a lei) pegou você a 160 quilômetros por hora em uma área reservada para uma convenção de crianças deficientes visuais. Havia dez avisos claros que a velocidade máxima era de 60 quilômetros por hora, mas você passou por ali ”voando” a uma velocidade de 160 km/h. O que fez foi muito perigoso e, portanto, a multa de R$ 25.000,00 era justa. A lei estava por ser aplicada quando alguém que você nem mesmo conhece entrou em cena e pagou a sua multa. Você realmente é um felizardo!”Vejam que ao explicarmos precisamente o que foi feito de errado primeiro, fazemos com que as boas novas verdadeiramente tenham sentido. Se eu não mostrar claramente que o indivíduo violou a lei, então as boas novas parecerão tolice e serão recebidas como uma ofensa. Mas, a partir do momento que entender que quebrou a lei, então as boas novas se tornarão boas novas de fato!Assim, da mesma maneira, se eu abordar um pecador impenitente e disser: “Jesus Cristo morreu na cruz por seus pecados”, isso soará como tolice e o ofenderá. Tolice porque não fará sentido. A Bíblia diz que: “A pregação da cruz é tolice para aqueles que perecem.” (1 Cor 1:18). E também será ofensivo porque estaremos insinuando que o indivíduo é um pecador quando ele acha que não o é! Porque, até onde ele tem conhecimento, existem muitas pessoas piores do que ele. Contudo, se eu dedicar tempo para seguir os passos de Jesus, a mensagem fará mais sentido. Se eu dedicar tempo para abrir a Lei Divina, os Dez Mandamentos, e mostrar ao pecador precisamente o que ele fez de errado, como tem ofendido a Deus ao violar a Sua Lei, então, quando ele estiver, conforme diz Tiago, “convencido pela Lei como transgressor” (Tiago 2:9) as boas novas da multa sendo paga não parecerão tolice, mas serão “o poder de Deus para salvação” (Romanos 1:16).Agora, tendo em mente estes pensamentos como introdução, vamos ver o que diz Romanos 3:19. Vamos analisar algumas das funções da Lei de Deus para a humanidade. Romanos 3:19 diz assim: “Agora, pois, sabemos que o que quer que a Lei diga, ela diz para aqueles que estão debaixo da lei, para que toda boca seja calada e todo o mundo torne-se culpado diante de Deus.” Então, uma função da lei de Deus é calar a boca. Fazer os pecadores pararem de se justificar e dizer: “Ah, tem muita gente pior do que eu. Eu não sou uma má pessoa, não!” Ou seja, a lei cala a boca da justificativa e deixa o mundo inteiro , e não apenas os Judeus, culpado diante de Deus.Romanos 3:20 diz assim: “Portanto pelos feitos da Lei nenhuma carne será justificada à Sua vista: porque pela Lei vem o conhecimento do pecado.” Então, a Lei de Deus nos informa o que significa pecado. 1 João 3:4 diz: “Pecado é a transgressão da Lei.” Romanos 7.7 afirma: “O que diremos então?” diz Paulo, “É a lei pecado? De modo nenhum, eu não conheci o pecado senão pela Lei.” O que Paulo está dizendo aqui simplesmente é: “Eu não sabia o que era o pecado até a Lei me ensinar.” Gálatas 3.24 afirma: “De modo que a Lei se tornou nosso aio [professor], para nos conduzir a Cristo, a fim de que pela fé fôssemos justificados.” A lei de Deus age como um professor para nos trazer a Cristo para que possamos ser justificados pela fé em Seu sangue. Assim, a Lei não nos ajuda, ela apenas nos mostra nossa impotência. Ela não nos justifica, ela apenas nos deixa culpados diante do julgamento de um Deus santo.A tragédia do evangelismo moderno é que, na virada do século XX, quando a lei de Deus foi abandonada e desprezada em sua capacidade de converter a alma, de conduzir os pecadores a Cristo, os defensores do evangelismo moderno tiveram que encontrar outra razão para os pecadores responderem ao evangelho. A maneira que os evangelistas modernos encontraram para atrair tais pecadores foi a estratégia da “melhoria na qualidade de vida.” O Evangelho foi degenerado para algo como: “Jesus Cristo vai te dar paz, alegria, amor, realização pessoal e felicidade duradoura.” Agora, para ilustrar a natureza anti-bíblica deste ensinamento tão popular, gostaria que vocês escutassem com bastante atenção a seguinte anedota, pois a essência do que estou ensinando baseia-se nesta historinha que vou contar. Então, por favor, escutem atentamente:Dois homens estão sentados em um avião. Ao primeiro é dado um pára-quedas e é orientado a colocá-lo, pois, o pára-quedas melhoraria a qualidade do seu vôo. Ele fica um tanto cético no início porque não consegue ver como o fato de usar um pára-quedas em um avião poderia melhorar a qualidade de seu vôo. Porém, depois de certo tempo, ele decide experimentar para ver se o que lhe havia sido dito era mesmo verdade. Então, quando ele coloca o pára-quedas, ele nota o peso sobre seus ombros e descobre que tem dificuldade para sentar-se direito. Mesmo assim, não tira o pára-quedas de imediato, pois se consola com o fato de que lhe foi dito que o pára-quedas melhoraria o seu vôo. Assim, ele decide dar um tempinho para ver se a tal coisa funciona mesmo. Enquanto espera, percebe que alguns dos outros passageiros estão rindo dele, pelo fato de ele estar usando um pára-quedas em pleno vôo. Ele começa a sentir-se um tanto humilhado. Quando os outros passageiros começam a apontar e rir dele, ele não agüenta mais! Então, encolhe-se em sua poltrona e arranca o pára-quedas, jogando-o ao chão. Desilusão e amargura preenchem o seu coração, pois, pelo que parece, contaram-lhe uma mentira absurda!O segundo homem também recebe um pára-quedas, mas escutem só o que lhe é dito: “Coloque este pára-quedas, pois a qualquer momento você terá que saltar deste avião e nós estamos a 25.000 pés de altura.” Ele fica muito agradecido e coloca logo o pára-quedas; Nem percebe o peso do objeto sobre seus ombros, muito menos se incomoda com o fato de que não consegue sentar-se direito, pois sua mente está consumida pelo pensamento do que aconteceria se saltasse sem o pára-quedas.Vamos analisar o motivo e o resultado da experiência de cada um dos passageiros. O motivo do primeiro homem para colocar o pára-quedas foi apenas para melhorar a qualidade de sua viagem. O resultado da experiência foi que ele se sentiu humilhado pelos passageiros, ficou desiludido e bastante amargurado em relação àqueles que lhe deram o pára-quedas. Ele precisará de um longo tempo para recuperar-se da experiência e, possivelmente, nunca mais vai aceitar uma coisa daquelas novamente. O segundo homem colocou o pára-quedas simplesmente para escapar do salto para morte e, devido ao conhecimento do que aconteceria se saltasse despreparado, ele tem uma profunda alegria e paz no coração, pois sabe que será salvo de uma morte certa e terrível. Tal conhecimento dá-lhe a habilidade de suportar o escárnio dos outros passageiros. Sua atitude em relação a quem lhe ofereceu o pára-quedas é de profunda gratidão.Agora, escutem o que os métodos de evangelismo moderno dizem. Eles dizem assim: “Coloque o Senhor Jesus Cristo. Ele te dará amor, alegria, paz, realização pessoal e felicidade duradoura.” Em outras palavras, “Jesus melhorará a sua viagem.” Dessa maneira, o pecador responde ao apelo de um modo experimental e “coloca” o Senhor Jesus para ver se a “propaganda” é verdadeira. E o que vem sobre ele? Tentação, tribulação e perseguição. Os outros passageiros escarnecem dele. O que ele faz, então? Arranca o Senhor Jesus e joga ao chão, pois se sente ofendido por causa da Palavra (Marcos 4.17). Ficou desiludido e bastante amargurado, e com razão. Pois, prometeram-lhe paz, alegria, amor, realização e felicidade duradoura, e tudo o que conseguiu foram provações e humilhação. Então, ele passa a apontar sua amargura em direção àqueles que lhe deram as tão famosas “boas novas”. Seu último estado é pior do que o primeiro: outro desviado inoculado e amargurado.Santos, ao invés de pregar que Jesus melhora a qualidade do vôo, nós deveríamos estar alertando os passageiros que eles terão que pular do avião. Ou seja, “que está determinado ao homem morrer uma só vez, e que depois disto virá o julgamento.” (Hebreus 9:27). E aí, quando o pecador entender as horríveis conseqüências por quebrar a Lei de Deus, ele correrá para os braços do Salvador para escapar da ira vindoura. E se formos testemunhas verdadeiras e fiéis, é isso que deveremos pregar: que existe uma ira vindoura; que Deus “ordena a todas as pessoas em todos os lugares que se arrependam” (Atos 17:30). Por que se arrepender? “Porque Ele estabeleceu um dia em que julgará o mundo com justiça” (vs. 31). Entenda que não é uma questão de felicidade, mas sim de justiça. Não importa o quanto o pecador possa estar sendo feliz ou o quanto ele possa estar aproveitando “os prazeres passageiros do pecado” (Hebreus 11.25), sem a justiça de Cristo, ele perecerá no dia da ira. “De nada aproveitam as riquezas no dia da ira; porém a justiça livra da morte.” (Provérbios 11.4). Paz e alegria são frutos legítimos da salvação, mas não é legítimo usar tais frutos como propaganda para a salvação. Se persistirmos em fazer isso, os pecadores responderão à mensagem com um motivo impuro, desprovidos de arrependimento.Agora, vocês conseguem lembrar porque o segundo passageiro tinha alegria e paz no coração? Era porque ele sabia que o pára-quedas ia salvá-lo da morte certa. E como crente, como Paulo diz, eu tenho “alegria e paz em crer” (Romanos 15:13), porque sei que a justiça de Cristo me livrará da ira vindoura.Agora, com esses pensamentos em mente, vamos analisar com cuidado um incidente a bordo do avião. Aparece uma aeromoça novata. Ela carrega uma bandeja com café fervendo. É o seu primeiro dia de trabalho. Ela quer que este dia fique marcado na mente dos passageiros, e consegue seu intento, pois conforme está andando pelo corredor, tropeça e despeja café quente no colo do nosso segundo passageiro. Qual a reação dele ao sentir o líquido fervente queimar a sua pele? Será que ele grita: “Aaaaaii! Que dor!”? Sim, ele sente a dor. Mas será que arranca o pára-quedas e o joga ao chão? Será que ele esbraveja dizendo: “Droga de pára-quedas!”? Não. Por que ele faria isso? Ele não colocou o pára-quedas para melhorar a qualidade de seu vôo. Ele colocou para salvá-lo da morte certa. Por isso, o incidente faz com que se agarre ainda com mais força ao pára-quedas e mal consiga esperar a hora de saltar.Então, se “colocarmos” o Senhor Jesus pelo motivo correto, isto é, para escapar da ira vindoura, quando vier a tribulação, quando o vôo ficar turbulento, nós não ficaremos com raiva de Deus e nem perderemos nossa paz e alegria. Por que faríamos isto? Não aceitamos Jesus para melhorar nosso estilo de vida: nós o aceitamos para fugir da ira vindoura. Portanto, ao invés de nos levar à ira, a tribulação conduz o verdadeiro crente para mais perto do Salvador. Infelizmente, temos literalmente multidões de pessoas que se professam Cristãos, mas que perdem sua alegria e paz quando o vôo fica turbulento. Por quê? Porque são produto de um evangelho humanista. Estes crentes vêm a Jesus sem arrependimento, sem o qual não há salvação.Recentemente, estive na Austrália ministrando e... – a propósito a Austrália é um pequeno país na costa da Nova Zelândia – ...preguei sobre pecado, a Lei, justiça, santidade, julgamento, arrependimento e inferno, e não me surpreendi com a quantidade de pessoas que quiseram “entregar seus corações a Jesus”. Na verdade, o ambiente ficou muito tenso. Depois do evento, disseram-me: “Há um jovem rapaz lá atrás que quer entregar sua vida a Cristo.” Eu fui lá e encontrei um jovem que nem conseguia fazer a oração de entrega, de tão desesperadamente que chorava. Aquilo para mim foi muito encorajador, pois, por muitos anos, sofri de “frustração evangélica”. Eu queria tanto que os pecadores respondessem ao Evangelho egocêntrico que eu pregava. A essência do que pregava era mais ou menos o seguinte: “Você nunca encontrará a paz verdadeira sem Jesus Cristo; você tem um grande vazio em seu coração que só mesmo Deus pode preencher.” Eu pregava Cristo crucificado e, só no finalzinho, pregava arrependimento. Quando alguém respondia ao apelo, eu abria um dos meus olhos e pensava: “Ah, não! Esse cara quer dar o seu coração a Jesus, mas há uma probabilidade de 80% de ele vir a desviar-se. Estou cansado de criar desviados. Preciso ter certeza de que ele sabe mesmo o que está fazendo. É melhor que esteja sendo sincero!” Assim, me aproximaria do rapaz com um espírito da Gestapo Nazista. Chegaria bem pertinho dele e diria: “O que focê querr?” Ele diria: “Estou aqui para tornar-me um cristão.” Eu argumentaria: “Tem certeza?” Ele responderia: “É. Tenho.”, Eu tornaria a perguntar: “Você tem realmente certeza?”. Ele diria: “É. Podes crer.” “Tá certo, vou orar com você, mas é melhor que você ore com sinceridade, do fundo do seu coração. Agora repita esta oração comigo! ‘Ó, Deus, eu sou um pecador’” Ele dizia: “Ah, é... Deus, eu sou um pecador!” No que eu pensava: “Por que será que não há nenhum sinal claro de quebrantamento. Não há sinal visível de que este jovem possa estar no seu íntimo realmente arrependido de seus pecados” Foi então, que entendi qual era o motivo: ele estava sendo 100% sincero. Ele estava tomando sua decisão de todo o seu coração. Ele sinceramente queria dar uma experimentada neste Jesus para ver no que dava. Já tinha experimentado sexo, drogas, materialismo, álcool. Ele pensava assim: “Já experimentei uma porção de coisas na vida. Por que então não experimentar esse tal de Jesus para ver se Ele é tudo isso mesmo que esses crentes dizem que ele é: alegria, amor, realização, felicidade duradoura.” O jovem não estava ali para fugir da ira vindoura, pois eu não tinha pregado que havia ira alguma por vir! Isso estava fazendo uma falta terrível nas minhas mensagens. O jovem não estava quebrantado, pois ele nem mesmo sabia o que era o pecado. Lembram de Romanos 7:7? Paulo disse que não conheceu o pecado senão pela Lei. Como alguém pode a vir a searrepender se nem mesmo sabe o que é o pecado? Então, qualquer coisa que nós venhamos a chamar de arrependimento vem a ser algo que chamo de arrependimento horizontal. A pessoa sente remorso por ter mentido para as pessoas, roubado das pessoas, etc. Mas, quando David pecou com Bate-Seba e quebrou todos os Dez Mandamentos de uma só vez – quando cobiçou a mulher do próximo, viveu uma mentira, roubou a mulher do próximo, cometeu adultério, desonrou seus pais e, portanto, desonrou a Deus – ele não disse: “Eu pequei contra Urias” O que ele disse foi: “Pequei contra Ti, contra Ti somente, e fiz o que era mal à Tua vista.” (Salmo 51:4). Quando José foi tentado sexualmente, ele disse: “Como poderia eu fazer tal coisa e pecar contra Deus?” (Gênesis 39:9). O filho pródigo disse: “Eu pequei contra o Céu” (Lucas 15:21). Paulo pregava “arrependimento para com Deus (Atos 20:21). E a Bíblia diz: “A tristeza segundo Deus produz arrependimento” (2 Coríntios 7:10). Então, quando a pessoa não entende que o pecado é primariamente vertical, ela simplesmente conseguirá exercitar arrependimento superficial, experimental e horizontal – e se desviará quando vierem a tribulação, a tentação e a perseguição.A.B. Earl disse: “Descobri através de extensa experiência que as mais sérias ameaças da Lei de Deus têm um papel importantíssimo na condução das pessoas a Cristo. Elas precisam se ver perdidas antes de clamar por misericórdia; elas não fugirão do perigo até que o enxerguem.” Agora, gostaria que vocês fizessem algo incomum. Não vou fazê-los passar vergonha. Dou minha palavra. Mas, gostaria de perguntar-lhes quantos de vocês estavam pensando em outra coisa enquanto eu estava lendo a citação de A.B. Earl. Quero admitir algo para vocês. Eu mesmo estava pensando em outra coisa enquanto lia a citação! Sabem o que estava pensando? “Ninguém está me ouvindo. Eles estão pensando em outra coisa.” Então, para ressaltar um ponto importante, gostaria que vocês fossem realmente honestos comigo. Se você estava pensando em outra coisa e não faz a menor idéia do que A.B. Earl disse, levante sua mão bem alto, bem alto. Geralmente, uns 70% das pessoas levantam a mão. Vamos lá, estamos quase nos 70%. Muito bem, pastor, obrigado, por sua honestidade.A.B. Earl foi um famoso evangelista do século XIX que teve mais de 150.000 convertidos para substanciar suas afirmações. Satanás não quer que vocês escutem o que eu estou dizendo, então, prestem bastante atenção.A.B. Earl disse: “Descobri através de extensa experiência que as mais sérias ameaças da Lei de Deus têm um papel importantíssimo na condução das pessoas a Cristo. Elas precisam se ver perdidas antes de clamar por misericórdia; elas não fugirão do perigo até que o enxerguem.”É mais ou menos assim: tente salvar alguém de se afogar quando a pessoa não acredita estar se afogando e veja se ela vai ficar muito contente com você. Você a vê no lago e pensa: “Acho que ela está se afogando. Sim, acho que está se afogando mesmo.” Aí, você pula na água e a arrasta até a areia sem dizer coisa alguma. Ela não ficará muito contente com você, pode ter certeza. Ela não vai querer ser salva até ver que está correndo perigo. Da mesma forma, os pecadores não fugirão da ira vindoura sem antes a enxergarem!Veja bem: se você viesse a mim e dissesse: “Olha, Ray. Isso aqui é a cura para o Mal de Groaninzin. Vendi minha casa para levantar o dinheiro para comprar esse remédio. Tome. É um presente para você”. Provavelmente eu reagiria assim: “O que? Cura para o que? Mal de Groaninzin? Você vendeu sua casa para levantar o dinheiro para comprar esse remédio? E está me dando de presente? Ora, muito obrigado. Tchau... Esse cara é louco.” Sabe, essa seria provavelmente a maneira como eu reagiria se você vendesse sua casa para comprar o remédio para me curar de uma doença da qual jamais ouvi falar. Ainda mais se viesse oferecê-lo a mim gratuitamente – acharia você muito estranho.Mas, se ao invés disso, você chegasse a mim e dissesse: “Ray, você está com o Mal de Groaninzin. Já consigo ver dez claros sintomas em sua pele. Você morrerá em duas semanas.”, eu me convenceria de que tinha a doença (já que os sintomas eram tão evidentes) e diria: “Oh! O que farei agora?” Nisso, você responderia: “Não se preocupe. Tenho aqui a cura para sua doença. Vendi minha casa para comprar este remédio. Tome. É um presente para você.” Nessa situação, eu não desprezaria seu sacrifício. Ao contrário, ficaria grato e tomaria posse dele. Por quê? Porque, ao enxergar a doença que me consumia, desejei a cura.Lamentavelmente, o que tem acontecido nos Estados Unidos e no Mundo Ocidental é que temos pregado a cura sem primeiro convencermos da doença. Temos pregado o Evangelho da graça sem primeiro convencer os pecadores da Lei, ou seja, que são transgressores. Como conseqüência desta pregação, que oferece a graça primeiro, quase todas as pessoas que tento evangelizar no sul da Califórnia e no Cinturão Bíblico já “nasceram de novo” umas seis ou sete vezes. Quando digo: “Você precisa entregar sua vida a Jesus Cristo.” A resposta que sai quase que instantaneamente é: “Ah, já fiz isso quando tinha sete, onze, dezessete, vinte e três, vinte e oito, trinta e dois anos de idade...” Na hora, você sabe que o indivíduo não é Cristão. Ele é um fornicador. É um blasfemo, mas acha que é salvo porque “nasceu de novo”. O que está acontecendo? Ele está usando a graça de nosso Deus para dar ocasião à carne. Não reconhece nem estima o sacrifício de Jesus. Para ele, não há nada de mais em pisar o sangue de Cristo (Hebreus 10:29). Por quê? Por que jamais se convenceu de que tinha a doença e, portanto, não é grato pela cura.O Evangelismo Bíblico é sempre, sem exceção, Lei para os soberbos e Graça aos humildes. Não existe uma passagem na Bíblia onde Jesus ofereça o Evangelho, as Boas Novas, a Cruz ou a Graça de Deus a uma pessoa soberba, arrogante e que se considera boa aos próprios olhos. Não mesmo. Com a Lei, Ele quebra o coração duro, e com o Evangelho, cura o coração quebrantado. Por quê? Porque Ele sempre fez aquilo que agrada ao Pai. Deus resiste aos soberbos e dá graça aos humildes (Tiago 4:6; 1 Pedro 5:5). “Todos os soberbos de coração”, dizem as Escrituras, “são abominação ao Senhor” (Provérbios 16.5).Jesus nos disse para quem é o Evangelho. Disse assim: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porquanto me ungiu para anunciar boas novas aos pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos, e restauração da vista aos cegos.” (Lucas 4:18). Estas são declarações espirituais. Os pobres (humildes) em espírito. Os quebrantados de coração (Isaías 57:15), os cativos são aqueles que Satanás tem mantido presos à sua vontade (2 Timóteo 2:26) e os cegos são aqueles que o deus desse mundo tem cegado para que a luz do Evangelho não brilhe sobre eles (2 Coríntios 4:4). Somente os enfermos precisam de médico (Marcos 2:17) e somente aqueles que estão convictos de que têm a doença ficarão gratos e se apropriarão da cura.Vejamos alguns exemplos do uso da Lei com os soberbos e graça com os humildes. Lucas 10:24. Ah! Quando eu citar uma referência aqui do púlpito, repetirei duas vezes, pois sei que há homens presentes – e os homens precisam escutar as coisas duas vezes para poderem entender... Os homens precisam escutar as coisas duas vezes. E isso é sustentado biblicamente. Quando Deus fala com homens na Bíblia, Ele usa seus nomes duas vezes: “Abraão, Abraão... Saul, Saul... Moisés, Moisés... Samuel, Samuel...” Porque os homens precisam escutar as coisas duas vezes. As mulheres apenas uma. Eu não sei quantas vezes nos cultos o pregador dizia “Lucas 10:25” e eu me virava para minha esposa e dizia: “O que foi que ele disse?”. Ela respondia: “Lucas 10:25”. Aí eu dizia: “Obrigado, querida!” AUXILIADORA IDÔNEA. Foi por isso que Deus criou as mulheres: porque os homens não conseguem se virar sozinhos. O negócio é assim: Os homens perdem as coisas. As mulheres as acham. “Onde estão as chaves, querida?” “Bem no seu nariz, querido.” Sabem, eu não sei quantas vezes já abri o armário e disse: “Não tem mais doce, meu docinho” e ela respondeu: “Está aqui, querido.” Onde os homens estariam sem as mulheres? Hein? Ainda estariam no Jardim do Éden! Foi Eva quem achou a árvore. Adão nem mesmo sabia o que estava se passando. Na verdade, se observarmos o processo de criação da mulher, a Bíblia diz que, para criar a mulher, Deus colocou o homem em um profundo sono. Mas, não diz se ele jamais conseguiu acordar desse sono!Em Lucas 10:25, vemos um certo advogado se levantar e tentar Jesus. Este homem não é um advogado comum, mas um professo especialista na Lei de Deus. Ele levantou-se e disse a Jesus: “Como posso alcançar a vida eterna?” O que foi que Jesus fez? Deu-lhe a Lei. Por quê? Porque o homem era soberbo, arrogante e se considerava muito bom. Eis um professo especialista na Lei de Deus tentando o próprio Filho de Deus. Pois, na verdade, o espírito por trás de sua pergunta era: “E o que você acha que devemos fazer para alcançar a vida eterna?” Por isso, Jesus aplicou-lhe a Lei, dizendo: “O que está escrito na Lei?” Qual a sua leitura dela?” No que o advogado responde: “Ah, deves amar o Senhor teu Deus de todo o teu coração, entendimento, alma e força; ama o teu próximo como a ti mesmo.” Jesus afirmou-lhe: “Faça isso e viverás.” As Escrituras continuam dizendo: “Mas, ele, querendo justificar-se, disse a Jesus: ‘Quem é o meu próximo?” A Bíblia Viva mostra de maneira mais clara o efeito da Lei sobre o homem. Ela diz: “O homem quis justificar sua falta de amor por certos tipos de pessoas; então perguntou: “Quais próximos?” Vejam só, ele não tinha problemas com os Judeus, mais não gostava dos Samaritanos. Então, Jesus contou-lhe a história que chamamos de “O Bom Samaritano” que não era “bom” em absoluto. Amando o seu próximo tanto quanto amava a si mesmo, ele meramente obedeceu aos requerimentos básicos da Lei de Deus. E o efeito da essência da Lei, a espiritualidade da Lei (daquilo que a Lei exige em verdade), foi calar a boca do homem. Percebam, ele não amava seu próximo no nível exigido pela Lei. A Lei foi aplicada para calar todas as bocas e deixar o mundo inteiro culpado diante de Deus.De maneira parecida, em Lucas 18:18, o jovem rico chegou a Jesus, dizendo: “Como alcançarei a vida eterna?” Eu fico me perguntando como a maioria de nós reagiria se alguém se aproximasse e dissesse: “Como posso alcançar a vida eterna?” Certamente diríamos: “Ó... rápido! Faça essa oração antes que você mude de idéia!” Mas, o que foi que Jesus fez com o Seu convertido em potencial? Ele aplicou-lhe a Lei. Deu-lhe cinco Mandamentos horizontais, mandamentos em relação ao seu próximo e, quando o homem afirmou: “Ah! Esses eu tenho guardado desde minha mais tenra idade.”, Jesus respondeu-lhe: “Uma coisa ainda vos falta” e usou a essência do primeiro dos Dez Mandamentos: “Eu sou o Senhor vosso Deus... Não tereis outros deuses além de mim” (Êxodo 20:2-3). Jesus mostrou ao jovem que o seu deus era o dinheiro, e que não se pode servir Deus e a Mamon. (Mateus 6:24). Lei para os soberbos!Também vemos a graça sendo dada aos humildes, como no caso de Nicodemos (João 3). Nicodemos era um dos líderes dos Judeus. Era mestre em Israel. Portanto, era completamente versado na Lei de Deus. Era humilde de coração porque veio a Jesus e reconheceu a Deidade do Filho de Deus. Um líder em Israel? “Sabemos que vens de Deus, pois nenhum homem pode fazer tais milagres a não ser que Deus esteja com Ele.” Então, Jesus deu a ele – alguém que sinceramente buscava a verdade, alguém de coração humilde e possuidor do conhecimento do pecado através da Lei – as Boas Novas da multa tendo sido paga e “de Deus amando o mundo de tal maneira que sacrificou seu unigênito Filho”. Assim, a mensagem não pareceu loucura para Nicodemos, mas o “poder de Deus para salvação.”Algo parecido ocorreu também no caso de Natanael (João 1:43-51). Natanael era um Israelita criado de fato debaixo da Lei, em quem não havia dolo nem engano. Obviamente, a Lei foi a professora (aIio) que conduziu esse judeu a Cristo.Algo similar também ocorreu com os Judeus no dia de Pentecostes (Atos 2). Eles eram Judeus devotos que, portanto, comiam, bebiam e dormiam a Lei de Deus. Matthew Henry, o Comentarista da Bíblia, disse que a razão pela qual eles estavam reunidos no Dia de Pentecostes era para celebrar a entrega da Lei de Deus no Monte Sinai. Então, quando Pedro levantou-se para pregar para esses Judeus, ele não pregou sobre a ira vindoura. Não, a Lei aponta para a ira de Deus. Eles já sabiam disso. Não pregou sobre justiça ou julgamento. Nada disso. Apenas contou-lhes as Boas Novas da dívida sendo paga, o que os atingiu no coração e eles clamaram: “Irmãos, o que faremos?” (versículo 37). A Lei foi o aio para conduzir-lhes a Cristo para que pudessem ser justificados pela fé em Seu sangue. Como escreveu o compositor (William R. Newell) de um famoso hino: “Pela palavra de Deus, finalmente, meu pecado enxerguei; tremi, então, diante da Lei que rejeitara, até que, minha pecadora alma, implorando, virou-se em direção ao Calvário.”Em 1 Timóteo 1:8 está escrito: “Sabemos, porém, que a lei é boa se alguém dela usar com o propósito para o qual foi criada” A Lei de Deus é boa se for usada legitimamente para o propósito para o qual foi criada. Bem, com que propósito a Lei foi criada? O versículo seguinte nos informa: “A Lei não foi feita para os justos, mas para os ímpios.” e nos dá uma lista de tipos de ímpios: homossexuais, fornicadores. Se você quiser conduzir um homossexual a Cristo, não discuta com ele sobre sua perversão, pois ele estará pronto para você com suas luvas de boxe. Não, não. Aplique-lhe os Dez Mandamentos. A Lei foi feita para os homossexuais. Mostre-lhe que ele está condenado apesar de sua perversão.Se você quiser levar um Judeu para Cristo, solte o peso da Lei sobre ele. Deixe que ela prepare o seu coração para a graça como ocorreu no Dia de Pentecostes. Se você quiser conduzir um Mulçumano a Cristo, dê-lhe a Lei de Moisés – eles aceitam Moisés como profeta. Bem, dê-lhes a Lei de Moisés e livre-os de sua auto-justiça. Em seguida, leve-os ao ensangüentado pé da cruz. Ouvi falar de um Mulçumano que leu nosso livro O Maior Segredo do Diabo e Deus seguramente o salvou, puramente através da leitura do livro. Por quê? Porque a Lei de Deus é perfeita para converter a alma.Pensem na mulher apanhada em ato de adultério (João 8:1-11) – violação do sétimo mandamento. A Lei exigia o seu sangue (Levítico 20:10) e ela se encontrava em uma situação muito difícil. Não tinha saída, a não ser lançar-se aos pés do Filho de Deus por misericórdia; e essa é a função da Lei de Deus.Paulo falou de estar guardado debaixo da Lei (Gálatas 3:23) – a Lei condena. Diz-se por aí: “Você não pode sair por aí condenando os pecadores!” Santos, eles já estão condenados. João 3:18: “Aquele que não crê já está condenado.” Só o que a Lei faz é mostrar aos pecadores o seu verdadeiro estado.Senhoras, vocês vão bem entender esta ilustração: A mesa de sua sala está precisando de limpeza. Então, você vai e limpa. A poeira some. Então, você abre as cortinas e deixa o sol da manhã entrar. O que vê sobre a mesa? Poeira! O que vê no ar? Poeira! Foi a luz que criou a poeira? Não, a luz meramente expôs a poeira. E quando você e eu decidimos abrir as cortinas (o véu) do Santos dos Santos e deixamos a luz da Lei de Deus brilhar sobre os corações dos pecadores, só o que ocorre é que eles passam a enxergar-se de maneira verdadeira. “Porque o mandamento é lâmpada, e a instrução luz” (Provérbios 6:23). Foi por esta razão que Paulo disse: “Pela Lei vem o conhecimento do pecado” (Romanos 3:20). Foi por isso que ele disse: “pelo mandamento o pecado se manifestou excessivamente maligno.” (Romanos 7:13). Em outras palavras, a Lei o mostrou o pecado em sua verdadeira luz.Bom, geralmente a esta altura do ensinamento, eu cobriria os Dez Mandamentos um a um, mas, o que vou fazer é compartilhar como eu pessoalmente evangelizo, pois creio que isso será mais benéfico.Vejam, eu creio firmemente em seguir os passos de Jesus. Jamais, jamais mesmo, eu abordaria alguém e diria: “Jesus te ama.” Totalmente anti-bíblico. Não há precedente para isso nas Escrituras. Também não chegaria a alguém e diria: “Gostaria de falar-lhe sobre Jesus Cristo.” Por quê? Porque se quisesse acordar alguém de um profundo sono, não usaria uma lanterna em seus olhos, pois isso o ofenderia. O que faria seria aumentar a luz bem gentilmente. Primeiro no nível natural e depois no espiritual. Por quê? Porque “homem natural não recebe as coisas do espírito de Deus; nem consegue discerni-las. São loucura para ele, pois são espiritualmente compreendidas” (1 Coríntios 2:14).O precedente para Evangelismo pessoal é dado nas Escrituras em João 4. Lá, podemos ver o exemplo de Jesus com a mulher samaritana. Jesus começou no nível natural, mudou para o espiritual, trouxe a ‘convicção de pecado’ usando o Sétimo Mandamento, e então Se revelou como o Messias. Assim, quando encontro alguém, falo do clima, esportes, etc: deixo que a pessoa perceba um pouco de ‘juízo’ em mim. Conheço um pouco mais da pessoa. Conto uma piada aqui, outra ali, e em seguida, deliberadamente mudo do nível natural para o nível espiritual. Faço isso com panfletos evangelísticos. Temos em torno de 24 ou 25 “panfletos” (brindes) evangelísticos; somos um ministério ao corpo de Cristo. Já imprimimos milhões de “panfletos evangelísticos” e nossos “brindes” são realmente incomuns. Se você tiver acesso a eles, você vai precisar andar sempre com um montão deles, porque as pessoas vão persegui-lo pedindo mais. Deixe-me dar um exemplo. Este aqui é o nosso “panfleto” de ilusão de ótica. Qual dos dois é maior? Conseguem enxergar? O cor-de-rosa parece maior? Vêem isso? Para aqueles que estão ouvindo esta mensagem em um CD... Eles são do mesmo tamanho. É uma ilusão de ótica. Digo às pessoas: “Na verdade isso é um panfleto evangelístico; as instruções estão no verso... como ser salvo, de fato.” Aí, digo: “Pode ficar com ele” No que a pessoa responde: “Hei, obrigado! É ótimo... Puxa!”Continuo dizendo: “Tenho outro presente para você” e do meu bolso eu tiro um “centavo com os Dez Mandamentos”. Temos uma máquina que faz isso. Compramos os centavos novinhos no banco; lindos centavos que colocamos em nossa máquina que os prensa (e também serve para amassar o seu dedão se você ficar parado). Bom, a máquina prensa os centavos. O que não é contra a lei, pois isto é considerado arte. Não se trata de deformar um centavo. Então, eu digo: “Olha um presente para você.”, no que a pessoa responde: “O que é isso?” Eu digo: “É um centavo com os Dez Mandamentos. Fiz com meus dentes... A letra ‘i’ é fácil, mas a letra ‘e’ dá bastante trabalho.”Sabe, o que estou fazendo é lançar um teste para ver se ele está aberto às coisas espirituais. Se ele, de maneira negativa, disser: “Dez Mandamentos? Muito obrigado.”, ele não está aberto. Mas, a reação de costume é: “Dez Mandamentos... Puxa, obrigado! Valeu mesmo.” Então, eu digo: “Ah, você acha que tem guardado os Dez Mandamentos?” Ele responde: “Ah, sim... acho que sim.” Eu o convido: “Vamos dar uma olhadinha neles? Já contou alguma mentira em sua vida?” Ele diz: “Ah, sim... é... uma ou duas.” Eu pergunto: “O que isso faz de você?” Ele diz: “Um pecador.” Eu insisto: “Não, não. Especificamente, o que isso faz de você?” Ele responde: “Hei, cara, eu não sou mentiroso.” Eu pergunto: “Quantas mentiras você precisa contar para ser considerado mentiroso? Não é verdade que se você contar pelo menos uma mentira, isso já faz de você um mentiroso?” Ele diz: “É... acho que você está certo.” Eu pergunto: “Já roubou alguma coisa em sua vida? Mesmo algo de pouco valor?” e ele diz: “Não” Então, digo: “Espere aí, você acabou de admitir que é um mentiroso.” e pergunto: “O que isso faz de você?” Ele diz: “Um ladrão.” Continuo dizendo: “Jesus disse que se você olhar para uma mulher para cobiçá-la, você comete adultério com ela em seu coração.” (Mateus 5:28). Já fez isso? Ele responde: “Já. Uma porção de vezes.” Então, por sua própria admissão, você é um mentiroso, um ladrão e adúltero de coração, e terá que enfrentar a Deus no Dia do Julgamento; e olha que nós apenas usamos três dos Dez Mandamentos. Há mais outros sete com os seus canhões apontados para você. Você alguma vez já usou o nome de Deus em vão?” “É... tenho tentado parar.” Então o questiono: “Sabe o que você está fazendo? Ao invés de usar uma palavra nojenta de cinco letras que começa com ‘m’ para expressar sua raiva, você está usando o nome de Deus em seu lugar. Isso se chama blasfêmia; e a Bíblia diz: “De toda palavra frívola que alguém proferir, dela prestará contas no Dia do Julgamento’ (Mateus 12:36). “O Senhor não terá por inocente aquele que tomar Seu nome em vão.” (Êxodo 20:7) A Bíblia diz que se você odeia alguém, você é assassino (1 João 3:15).Agora, o maravilhoso sobre a Lei de Deus é que Deus se ocupou de escrevê-la em nossos corações. Romanos 2:15: “pois mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente à sua consciência...” A palavra consciência significa “com conhecimento”. “Con” quer dizer “com” e “ciência” significa “conhecimento”. Consciência. Então, toda vez que ele mente, cobiça [sexualmente], fornica, blasfema, comete adultério, faz isso com conhecimento de que isso é errado. Deus deu luz a todas as pessoas. O Espírito Santo os convence do pecado, da justiça e do julgamento (João 16:8). O pecado que é transgressão da lei (1 João 3:4); a justiça que é da Lei (Romanos 10:5; Filipenses 3:9); julgamento que é pela Lei. Sua consciência o acusa – a obra da Lei escrita em seu coração (Romanos 2:15) – e a Lei o condena.Então, digo “Se Deus o julgar por este padrão no Dia do Julgamento, você será inocente ou culpado?” Ele diz: “Culpado.” Então, digo assim: “E você acha que vai para o céu ou inferno?” e a resposta de costume é: “Para o céu.” – um produto do “evangelho” moderno. Eu pergunto: “Por que acha isso? Seria porque você acha que por Deus ser bom Ele vai relevar os seus pecados?” Ele responde: “É isso aí. Ele vai relevar os meus pecados.” “Bem, tente isso em um tribunal. Imagine que você cometeu estupro, assassinato, tráfico de drogas – vários graves crimes. O juiz diz: ‘Você é culpado. Todas as provas estão aqui. Tem alguma coisa a dizer antes de eu proferir sua sentença?” Você responde: “Sim, Senhor Juiz. Gostaria de dizer que acredito que o senhor é um bom homem e vai relevar meus crimes.” O juiz provavelmente diria: “Tem razão em relação a uma coisa: sou mesmo um bom homem e, por causa de minha bondade, me certificarei que a justiça seja feita. Por causa da minha bondade, vou me certificar de que você seja punido.” E a mesmíssima coisa que os pecadores acham que há de salvá-los no Dia do Julgamento – a bondade de Deus – será o que vai condená-los. Por Deus ser bom, Ele deve, por natureza, punir todos os assassinos, estupradores, ladrões, mentirosos, fornicadores e blasfemos. Deus vai punir o pecado onde quer que ele se encontre.Ora, com esse conhecimento, o pecador passa a ser capaz de compreender a mensagem. Ele, agora, tem a luz necessária para entender que seu pecado é primeiramente vertical: que “pecou contra o Céu” (Lucas 15:21). Que violou a Lei de Deus e irou a Deus e que sobre ele a ira de Deus permanece (João 3:36). Agora ele pode ver que foi “pesado na balança” da justiça eterna e “foi achado em falta” (Daniel 5:27). Agora entende a necessidade de um sacrifício. “Cristo nos redimiu da maldição da Lei fazendo-se maldição por nós.” (Gálatas 3:13). “Deus demonstrou Seu amor por nós, pois enquanto ainda éramos pecadores, Cristo morreu por nós” (Romanos 5:8). Nós quebramos a Lei. Cristo pagou a multa. É simples assim. E se as pessoas se arrependerem e colocarem sua fé em Jesus, Deus cancelará os seus pecados para que no Dia do Julgamento, quando o processo for reaberto, Deus possa dizer: “Seu processo foi encerrado por falta de provas.” “Cristo nos redimiu da maldição da Lei fazendo-se maldição por nós” e, portanto, o redimido passa a exercitar o arrependimento para com Deus, a fé em nosso Senhor Jesus Cristo (Atos 20:21), coloca sua mão ao arado e não olha para trás, pois agora está apto para o reino (Lucas 9:62). A palavra apto significa “pronto para o uso”. O solo de seu coração foi transformado para que pudesse receber as palavras gravadas que podem salvar sua alma (Tiago 1:21)Bom, eu não tenho tempo para compartilhar muitas citações com vocês, mas elas estão no material impresso que vocês receberam. Estou certo que vocês reconhecerão estes nomes: John Wycliffe, o tradutor da Bíblia. Ele disse: “O maior serviço que alguém pode fazer na terra é pregar a Lei de Deus.” Por quê? Porque a Lei conduz os pecadores à fé no Salvador, à vida eterna.Martinho Lutero disse: “O primeiro dever do pregador do Evangelho é declarar a Lei de Deus e expor a natureza do pecado.” De fato, conforme lemos estas citações, reconhecemos nestes homens uma convicção tão grande que podemos sentir seus dentes travados. Esses homens disseram coisas do tipo: “Se não usarmos a Lei na proclamação do Evangelho, encheremos nossas igrejas de falsos convertidos.” Pessoas com um coração cujo solo é pedregoso e que apenas inicialmente recebem a mensagem com alegria.Escutem só o que Martinho Lutero disse também: “Satanás, o deus de toda dissensão levanta novas seitas diariamente. Uma de suas manobras mais recentes, que eu jamais suspeitaria poder vir a existir, foi de levantar uma seita na qual se prega que as pessoas não deveriam ter medo da Lei, e na qual as pessoas são gentilmente exortadas pela pregação da graça de Cristo”, o que resume perfeitamente uma grande parte do evangelismo moderno.John Wesley disse a um jovem amigo evangelista: “Pregue 90% lei e 10% graça” Então, pode-se questionar: “90% Lei e 10% graça? Muito pesado. Será que não dava para ser 50% para cada uma?” Pense assim: Eu sou o médico, você o paciente. Você tem uma doença terminal. Eu tenho a cura, mas é absolutamente essencial que você esteja totalmente comprometido com a cura, pois, se não estiver 100% comprometido, não funcionará. Como devo lidar com essa situação? Provavelmente assim: “Venha cá. Sente-se. Tenho notícias muito sérias para dar-lhe: você tem uma doença terminal.” Você começa a tremer. Eu penso comigo mesmo: “Ótimo. Ele está começando a perceber a seriedade da situação.” Apresento gráficos, raios-X, mostro-lhe a doença consumindo seu organismo. Falo-lhe por Dez Minutos sobre esta terrível doença. Quanto tempo, então, você acha que eu terei que falar da cura? Não muito tempo. Então, quando você estiver tremendo depois dos dez minutos, eu digo: “A propósito, eis a cura.” Você agarra o medicamento e o engole com vontade. Seu conhecimento da doença e de sua horrível conseqüência fez com que desejasse a cura.Sabem, antes de eu ser Cristão, eu tinha tanto desejo de justiça quanto um garoto de quatro anos tem pela palavra “banho”. Qual a questão? Jesus disse: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça.” Mas, quantos descrentes você conhece que tem fome e sede de justiça? A Bíblia diz: “Não há quem busque a Deus.” (Romanos 3:11). Ela diz que eles amam a escuridão e odeiam a luz; não virão à luz, a não ser que seus feitos sejam expostos (João 3:19-20). A única coisa que bebem como se fosse água é a iniqüidade (Jó 15:16). Contudo, na noite em que fui confrontado com a natureza espiritual da Lei de Deus e entendi que Deus exige a verdade no íntimo (Salmo 51:6), que Ele via meus pensamentos e considerava a lascívia como o mesmo que adultério, e ódio como homicídio, comecei a pensar: “Vejo que estou condenado. O que preciso fazer para me acertar?” Comecei a sentir sede de justiça. A Lei pôs sal em minha língua. Ela foi o aio para me levar a Cristo.Charles Spurgeon disse: “Não aceitarão a graça até tremerem diante de uma Lei justa e santa.” D.L. Moody, John Bunyan, John Newton, que escreveu “Maravilhosa Graça” (e se alguém podia falar sobre graça com tanta propriedade esse era Newton). John Newton disse que “a correta compreensão da harmonia entre Lei e Graça nos preserva de ser enredados por erros tanto na mão direita quanto na esquerda.”Charles Finney disse “Cada vez mais, a Lei deve preparar o caminho para o Evangelho.” Disse ainda: “Negligenciar isto na instrução das almas certamente resultará em falsa esperança, na introdução de um padrão falso da experiência Cristã, e encherá a igreja de falsos convertidos.”Santos, esta foi a primeira frase que David Wilkerson disse a mim quando me ligou do telefone do seu carro: “Eu pensava que era o único que não acreditava em ‘acompanhamento.’” Vejam, eu acredito que devemos alimentar um novo convertido; Creio que devemos nutri-lo. Creio que devemos discipulá-lo – isto é bíblico e extremamente necessário. Mas, não acredito em fazer ‘acompanhamento’. Não consigo encontrar tal prática nas Escrituras. O Eunuco Etíope foi deixado sem ‘acompanhamento’ algum. Como ele conseguiu sobreviver? Tudo o que ele tinha era Deus e as Escrituras. ‘Acompanhamento’... Bem, deixem-me primeiro explicar o que é ‘acompanhamento’ para aqueles que não sabem o que é isso. ‘Acompanhamento’ é quando conseguimos decisões para Cristo, ou através de cruzadas ou na igreja local, e designamos obreiros para fazer a colheita, sendo tão poucos quanto os obreiros já são, diga-se de passagem, dando-lhes a desanimadora tarefa de correr atrás destas decisões para se certificar de que prosseguirão com Deus. Isso na verdade é uma triste admissão da quantidade de confiança que nós temos no poder de nossa mensagem e no poder sustentador de Deus. Se Deus os salvou, Deus os sustentará. Se forem nascidos de Deus, jamais morrerão. Se Ele começou uma boa obra neles, Ele a completará até aquele dia (Filipenses 1:6); Se Ele for o autor de sua fé, Ele será [também] o consumador de sua fé (Hebreus 12:2). Ele pode também salvar perfeitamente os que por Ele se chegam a Deus (Hebreus 7:25). Ele é capaz de sustentá-los para que não caiam e apresentá-los imaculados e jubilosos diante de Sua presença e glória (Judas 24). Jesus disse: “Ninguém irá arrebatá-los da mão de meu Pai” (João 10:29).Vejam, santos, o problema é que Lázaro já está com quatro dias de morto (João 11). Podemos entrar na tumba correndo, podemos puxá-lo para fora, podemos colocá-lo de pé, podemos abrir os seus olhos, mas ele “cheira mal” (versículo 39). Ele precisa ouvir a voz do Filho de Deus. Os pecadores estão mortos “há quatro dias” em seus pecados. Podemos correr a eles e dizer: “Façam esta oração.” Ainda assim, precisarão ouvir a voz do Filho de Deus, ou não haverá vida neles; e o que prepara o ouvido dos pecadores para ouvir a voz do Filho de Deus é a Lei. É o aio para levá-los a Cristo para que possam ser justificados pela fé (Gálatas 3:24). Santos, a Lei funciona; ela converte a alma (Salmo 19:7). Torna a pessoa uma nova criatura em Cristo: “As coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” (2 Coríntios 5:17). Então, quando encontrar um pecador, experimente a Lei nele. Mas, ao fazer isso, lembre-se desta anedota:Você está viajando em um avião, saboreando seu café, beliscando um biscoitinho e assistindo um filme. O vôo está ótimo, muito agradável mesmo, quando, repentinamente, se ouve: “Aqui quem fala é o comandante. Tenho um comunicado a todos. Como a cauda desta aeronave acabou de partir-se, nós vamos cair. É uma queda de 25.000 pés. Há um pára-quedas sob sua poltrona. Por gentileza, coloque-o agora. Obrigado por sua atenção e preferência.” Você diz: “O que? 25.000 pés!? Caramba, que felicidade estar de pára-quedas!” Aí, você olha e vê o cara ao lado beliscando um biscoitinho, tomando um cafezinho e assistindo um filminho e diz: “Com licença, você não ouviu o comandante? Coloque o pára-quedas.” Ele vira para você e diz: “Ah, não acho que o comandante se expressou direito. Além do mais, estou muito feliz assim. Obrigado.” Agora, não vá se virar para ele de maneira sinceramente zelosa e dizer: “Oh, por favor, coloque o pára-quedas. Será melhor que o seu filme.” Isso não faz sentido! Se você lhe disser que o pára-quedas, de alguma forma, vai melhorar o seu vôo, ele vai colocá-lo pelo motivo errado. Se quiser que ele coloque o pára-quedas e continue com ele, avise-o sobre o salto. Vire-se para ele e diga: “Com licença. Ignore o comandante se quiser, salte sem o pára-quedas. Ploooooft no chão!” Ele diz: “Opa! Como é que você disse?” “Eu disse que se você pular sem um pára-quedas, ploft no chão. Lei da Gravidade, lembra!?” “Puxa vida! Agora entendi. Obrigado mesmo!” E enquanto este homem tiver o conhecimento de que terá que saltar pela porta e enfrentar as conseqüências da Lei da Gravidade, ninguém conseguirá arrancar-lhe o pára-quedas, pois sua vida depende disso.Agora, se olharmos à nossa volta, veremos vários passageiros aproveitando o vôo. Eles estão desfrutando dos prazeres do pecado por algum tempo. Chegue a essas pessoas e diga: “Com licença. Você ouviu a ordem do comandante sobre a salvação? ‘Coloque o pára-quedas de Cristo.’” A pessoa se vira para você e diz: “Ah! Eu não acho que seja isso que Deus está querendo dizer. Deus é amor. Além do mais, eu estou bem feliz assim como estou. Obrigado.” Não vá se virar de maneira zelosa, mas sem conhecimento, e dizer-lhe: “Por favor, coloque o pára-quedas de Jesus Cristo. Ele te dará amor, alegria, paz, realização pessoal e felicidade sem fim. Você tem um vazio em seu coração que só Deus pode preencher. Se você tiver problemas no casamento, com drogas, álcool, só o que você precisa fazer é entregar o seu coração a Jesus.” Não. Se fizer isso, você estará dando a essa pessoa o motivo errado para o seu compromisso com Cristo. Ao invés disso, diga: “Deus, dê-me coragem!” e avise sobre o salto. Só é preciso dizer: “Hei, está determinado às pessoas morrer uma só vez. Se você morrer com seus pecados, Deus será forçado a fazer-lhe justiça – e o julgamento do Senhor será completo. Pois, de Toda palavra frívola que as pessoas proferirem, prestarão contas no Dia do Julgamento; Assim, se você alguma vez cobiçou alguém sexualmente, praticou adultério em seu coração. Se, alguma vez na vida, sentiu ódio por alguém, você matou a pessoa em seu coração. Jesus alertou que a justiça será completa – o punho cerrado da ira eterna virá sobre você (PLOFT!), transformando-o em pó! Deus abençoe.” Entendam, santos, que não estou falando em pregar o fogo do inferno. Tal pregação produz convertidos cheios de medo, o uso da Lei de Deu produz convertidos cheios de lágrimas. Os primeiros vêm a Cristo por que? Porque querem escapar do fogo do inferno, mas, em seus corações, acham que Deus é duro e injusto, pois a Lei de Deus não foi usada para mostrar-lhes quão mal é o pecado. Não conseguem ver que merecem o inferno e, portanto, não entendem misericórdia ou graça. Assim, falta-lhes gratidão a Deus por Sua misericórdia. E gratidão é a motivação básica do evangelismo. Não haverá zelo no coração de um falso convertido para evangelizar. No segundo caso, os pecadores vêm a Cristo sabendo que pecaram contra Deus, que os olhos de Deus estão em todo lugar observando o bem e o mal; que Deus vê a escuridão como se fosse pura luz; que Deus tem visto os seus pensamentos. Se Deus, em Sua santidade, no dia da ira fizesse manifestos todos os seus pecados escondidos de seu coração, todas as suas atitudes feitas às escondidas, se Ele fizesse manifesta toda a evidência de sua culpa, Deus os tomaria por algo impuro e os lançaria no inferno, aplicando-lhes a justiça. Mas, ao invés disso, Deus deu-lhes misericórdia, demonstrou-lhes o seu amor, pois enquanto ainda eram pecadores Cristo morreu por eles. Assim, caem de joelhos diante da cruz manchada de sangue e dizem: “Oh, Deus, se fizeres isto por mim, farei tudo por Ti. Me apraz fazer a tua vontade, oh, meu Deus. Tua Lei está escrita em meu coração.” E, da mesma maneira que o homem que sabia que teria que saltar pela porta do avião e enfrentar as conseqüências por quebrar a lei da gravidade e, por isso, jamais tiraria o pára-quedas pois sua própria vida dependia dele, assim também é todo aquele que chega ao Salvador sabendo que terá que deparar-se a Deus face a face no dia da ira: jamais desprezará a justiça de Deus em Cristo, pois sua própria vida depende disso.Deixem-me ver se posso ilustrar bem a questão ao nos aproximarmos do término desta mensagem. Estava em uma loja algum tempo atrás e o proprietário estava a servir um cliente usando o nome de Deus de forma blasfema. Bem, se alguém usasse o nome de minha esposa de forma blasfema, isto é, em lugar de um palavrão, eu ficaria extremamente ofendido com isso. Mas, aquele cara estava usando o nome de Deus como um palavrão – o nome do Deus que lhe dera vida, seus olhos, habilidade de pensar, seus filhos, seu alimento; todo prazer que já tivera até aquele momento lhe tinha sido dado pela bondade de Deus – e ele estava usando o nome de Deus como um palavrão. De maneira indignada, curvei-me entre ele e o freguês e disse: “Com licença, isso aqui é uma reunião religiosa?” O cara se virou e disse: “Que diabos? Não!” “Ah, é sim! Pois agora você está falando do diabo. Deixe-me dar um de meus livros de presente para você.” Então, fui até o meu carro e peguei um livro que escrevi chamado Deus Não Acredita em Ateus: Evidência de que Ateus Não Existem. É um livro que usa lógica, humor, raciocínio e racionalismo para provar a existência de Deus – que é algo que se pode fazer em dois minutos sem usar fé. É algo muito simples para provar a existência de Deus de maneira absolutamente conclusiva. Além disso, se prova também que ateus não existem. Na verdade, deixem-me mostrar-lhes um de nossos adesivos para carro. “Dia Nacional do Ateu: 1º de Abril”. [Continuando a história,] dei o livro ao proprietário da loja e, dois meses depois, voltei lá para dar-lhe outro livro meu, Meu Amigos Estão Morrendo! Uma história verídica e pungente sobre a ministração do Evangelho na parte mais perigosa de Los Angeles; um livro que também usa humor em sua apresentação. Dei-lhe estes livros e, posteriormente, ele me ligou para contar-me o que tinha acontecido: sua esposa começou a olhar feio para ele por estar lendo um livro chamado Meus Amigos Estão Morrendo e dando risadas a cada dois minutos. Mas, acontece que ele estava fazendo faxina em seu quarto e pegou o outro livro Deus não acredita em Ateus. “Ah!” (de maneira desgostosa), disse ele, mas, ainda assim, leu a primeira página e, então, leu as outras 260 páginas do livro. Ele me disse: “Aquilo foi estranho, pois detesto a leitura.” Aí, ele leu Meus Amigos Estão morrendo!, entregou sua vida a Cristo, comprou uma Bíblia e, quando veio me fazer uma visita, contou-me que, apenas dois dias após tornar-se Cristão, ele já tinha lido até o livro chamado Levi-TÍ-co e, se eu me lembro bem, em seguida, ele iria ler o livro de Palmos e Jô. Seja como for, o fato é que, até o momento de sua conversão o homem era um bruxo praticante. “A Lei do Senhor é perfeita para converter a alma.”É como se Deus estivesse olhando lá de cima para mim – durante todo o tempo em que, por muitos anos, eu pregava em praça pública, combatendo o inimigo com o espanador de penas do evangelismo moderno – e dizendo: “O que é que você está fazendo? As armas da minha milícia não são carnais, mas poderosas em Deus, para demolição de fortalezas (2 Coríntios 10:4). Eis aqui dez grandes canhões.” E, quando eu comecei a alinhar e apontar os dez canhões da Lei de Deus, os pecadores pararam de caçoar e fazer pouco. Muito pelo contrário, seus rostos ficaram pálidos. Eles começaram a erguer as mãos e dizer: “Eu me rendo” Entrego tudo a Jesus.” Começaram a vir para o lado dos vencedores para nunca pensar em retroceder. Este tipo de convertidos se tornam ganhadores de almas, ao invés de aquecedores de banco de igreja, obreiros, ao invés de preguiçosos, bens ativos, ao invés de passivos para a igreja local.E agora, santos, com suas cabeças erguidas e olhos abertos, e sem música alguma sendo tocada, deixem-me desafiá-los sobre a validade de sua salvação. O evangelismo moderno diz: “Jamais questione a sua salvação.” Porém, a Bíblia diz exatamente o contrário. Ela diz: “Examinai-vos a vós mesmos se permaneceis na fé” (2 Coríntios 13:5). É melhor que seja agora de que no Dia do Julgamento. A Bíblia diz ainda: “Procurai fazer firme a vossa vocação e eleição” (2 Pedro 1:10) e alguns de vocês sabem que há algo radicalmente errado com sua caminhada Cristã. Você perde sua paz e alegria quando o vôo fica turbulento. Falta-lhe zelo para evangelizar. Jamais você caiu com rosto em chão diante do Deus Todo-Poderoso e disse: “Pequei contra Ti, ó Deus! Tem misericórdia de mim!” Nunca você correu para os braços de Jesus Cristo para ser limpo pelo seu sangue, clamando desesperadamente: “Deus, tem misericórdia de mim, pois sou um pecador!” E tem mais: falta-lhe gratidão, falta-lhe um zelo ardente pelos perdidos. Você não pode nem dizer que o fogo de Deus queima em seu coração. Na verdade, há um grande perigo de estar entre aqueles chamados “mornos” que serão cuspidos da boca de Cristo no Dia do Julgamento (Apocalipse 3:16) quando as multidões clamarão a Jesus: “Senhor, Senhor” e Ele dirá: “Apartai-vos de mim todos vós [transgressores] que praticais a iniqüidade: nunca vos conheci.” (Mateus 7:22-23). Ignoraram a Lei Divina. A Bíblia diz mais: “Aparte-se da iniqüidade todo aquele que profere o nome do Senhor.” Então, hoje mesmo, você precisa reajustar o motivo de seu compromisso. Amigo, não deixe o seu orgulho impedi-lo. Gostaria de orar por você. Eu orarei daqui mesmo e você pode ficar aí onde está sentado. E se você quiser se incluir nesta oração, eu gostaria que levantasse a sua mão, mas lembrasse disso: se você pensar: “Bem, eu deveria levantar a minha mão, mas o que as pessoas vão pensar?” Isso é orgulho, pois prefere a aprovação dos homens do que a de Deus (João 12:43). Todo aquele que é orgulhoso de coração é abominação ao Senhor (Provérbios 16:5). Deus resiste aos orgulhosos, mas dá graça aos humildes. Então, humilhe-se diante da poderosa mão de Deus e Ele, no tempo certo, te exaltará (1 Pedro 5:5-6). Chame isso de renovação de compromisso. Chame de compromisso. [Chame do que quiser.] Mas, seja lá de que você o chamar, certifique-se de seu chamado e eleição (2 Pedro 1:10).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6591636351841893610-8962314773668717174?l=marcelavelinolira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelavelinolira.blogspot.com/feeds/8962314773668717174/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6591636351841893610&amp;postID=8962314773668717174' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6591636351841893610/posts/default/8962314773668717174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6591636351841893610/posts/default/8962314773668717174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelavelinolira.blogspot.com/2009/01/o-maior-segredo-do-diabo.html' title='O MAIOR SEGREDO DO DIABO'/><author><name>VIVENDO E APRENDENDO COM DEUS!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07579141975154251542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_RUojIbhD_ag/R2SLq-BpdFI/AAAAAAAAACQ/hDWNqBlqvio/S220/P6170254.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6591636351841893610.post-665999169631067392</id><published>2009-01-16T06:53:00.000-08:00</published><updated>2009-01-16T06:57:48.806-08:00</updated><title type='text'>Verdadeira e Falsa Conversões</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Por Ray Comfort&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tradução de Fernando Guarany Jr. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.evangelismobiblico.com.br/"&gt;www.evangelismobiblico.com.br&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Esta noite, com a graça de Deus, gostaria de compartilhar um ensinamento chamado “Verdadeira e Falsa Conversões.” Um ensinamento muito esclarecedor que creio ser extremamente necessário à igreja contemporânea.&lt;br /&gt;Tenho uma mensagem que se chama “O Maior Segredo do Diabo” que lida com o uso da Lei em evangelismo. Na verdade, a Lei de Deus, os Dez Mandamentos, foi a essência da proclamação do evangelho de homens como Wesley, Moody, Whitefield, Jonathan Edwards – todos estes extraordinários homens que Deus usou grandemente. Eles disseram que se não usarmos a Lei, quase que certamente acabaremos por levar as pessoas a falsas conversões.&lt;br /&gt;Estava lendo na revista American Horizons – que é a revista oficial de uma das maiores denominações dos Estados Unidos, contando com 11.500 igrejas por todo o país – que em 1991, seu primeiro ano do que chamaram a “década da colheita”. . . esta denominação conseguiu 294.000 decisões por Cristo. Mais tarde, descobriram que somente havia 14.000 destes congregando. Ou seja, não podiam mais contar com 280.000 das decisões por Jesus. E estas são estatísticas normais do evangelismo moderno tanto em cruzadas quanto em igrejas locais.&lt;br /&gt;Muitos convertidos não se desviam. Eles recebem acompanhamento e são encaixados na igreja local onde são cercados de uma boa vida social, e continuam dentro da igreja sendo assegurados de que estão salvos, mesmo quando não há base alguma para sua salvação, pois não possuem as marcas que acompanham a salvação.&lt;br /&gt;Bem, isto tem acontecido, esta grande tragédia tem acontecido, simplesmente porque não temos seguido o exemplo bíblico e pregado a Lei aos orgulhosos e a graça aos humildes. Sempre, quando vemos Jesus abordar uma pessoa arrogante, orgulhosa e soberba para falar-lhe do evangelho, Ele usa a lei antes da graça. Sempre. Com a Lei Ele quebrava o coração duro e com o evangelho e curava o coração partido.&lt;br /&gt;Por que Ele fazia isso? Porque sempre fazia o que era agradável aos olhos do Pai. “Deus resiste aos orgulhosos e dá graça aos humildes.”&lt;br /&gt;Vemos isso freqüentemente nas Escrituras, isto é, Jesus resistindo aos soberbos e dando graça aos humildes. Tanto o jovem rico quanto o arrogante e soberbo doutor da Lei que se levantou para tentá-lo. Em ambos os casos, Jesus deu-lhes a Lei. Deu-lhes os Dez Mandamentos. Quando pessoas chegavam a Ele em humildade, com o conhecimento do pecado pela Lei, isto é, Judeus que buscavam a Deus, Ele lhes dava a graça.&lt;br /&gt;Paulo diz em Romanos 7:7: “Não conheci o pecado a não ser pela Lei.” Charles Finney disse: “Continuamente a Lei deve preparar o caminho para o evangelho.” Bem, Finney teve uma taxa de retenção de 80%. Ele disse: “Continuamente a Lei deve preparar o caminho para o evangelho. Se negligenciarmos isto ao instruir as almas, o resultado quase que certamente será falsa esperança, a introdução de um falso padrão na experiência Cristã e encherá a igreja de falsos convertidos.” Em seguida, ele disse: “O tempo se encarregará de deixar isto bem claro.”&lt;br /&gt;John Wesley disse daqueles que não usavam a Lei de Deus em evangelismo: “Tudo isso procede da mais profunda ignorância da natureza e propriedades e do uso da Lei, e prova que aqueles que assim agem ou não conhecem Cristo ou são estranhos à fé viva, ou ainda são bebês em Cristo, e como tais, despreparados na Palavra da justiça.”&lt;br /&gt;Martinho Lutero, em seu comentário de Gálatas, que é o livro que fala sobre a liberdade da lei de Deus, discorreu a respeito de uma seita que se levantou em seu tempo com uma doutrina satânica. Veja do que se tratava tal doutrina. Ele disse: “Satanás, o deus de toda dissensão, levanta novas seitas diariamente. A última delas, que jamais poderia ter previsto ou suspeitado, foi levantar uma seita em que se prega que os Dez Mandamentos deveriam ser retirados da igreja, e que as pessoas não deveriam mais ficar aterrorizadas pela Lei, mas gentilmente exortadas pela pregação da graça de Cristo.”&lt;br /&gt;Ele chamou tal prática de seita, uma nova seita que se levantou, uma sutileza satânica, e disse que jamais suspeitaria que pudesse existir. Ficou horrorizado com o pensamento de que não deveríamos usar a Lei, mas, ao invés disso, de que deveríamos gentilmente exortar as pessoas a virem a Cristo, pregando apenas a graça, que resume perfeitamente os métodos do evangelismo moderno.&lt;br /&gt;Charles Spurgeon disse: “Nunca aceitarão a graça até tremerem diante de uma Lei justa e santa.” George Whitefield disse: “É por esta razão que temos tantos convertidos do tipo cogumelo.” Isto é, aparecem, crescem e desaparecem do dia para a noite, pois seu solo pedregoso não foi arado. Não possuem a convicção da Lei. São pessoas cujo “solo é pedregoso” ou “falsos convertidos.”&lt;br /&gt;Agora, com estes pensamentos como introdução, vejamos Romanos 7:4: “Assim também vós, meus irmãos, fostes mortos quanto à lei mediante o corpo de Cristo, para pertencerdes a outro, àquele que ressurgiu dentre os mortos a fim de que demos fruto para Deus.”&lt;br /&gt;No livro “O Maior Segredo do Diabo”, damos uma ilustração de um motorista negligente que atravessa uma cidade a uma perigosa velocidade de 180 km/h. Ele estava bêbado, mas não havia qualquer lei estabelecendo o limite máximo de velocidade. Então a câmara de vereadores se reuniu e aprovou uma lei que estabelecia 60 km/h como limite máximo de velocidade, e que qualquer transgressor seria multado em R$ 200,00 para cada quilômetro excedido. O tal motorista irresponsável volta a acelerar outra vez e é preso pela polícia. Ele é conduzido à presença do juiz, que é o seu próprio pai, o único juiz da cidade. Ele é declarado culpado. Não tendo dinheiro, defesa alguma a apresentar e sem poder levantar os R$ 24.000,00 da multa, ele é lançado na prisão. Conforme aguarda na prisão, seu pai chega, abre a porta e diz a seu filho que vendeu todos os seus bens para levantar os R$ 24.000,00 e pagar a multa. “Você está livre, meu filho” – diz o pai.&lt;br /&gt;Após tal demonstração de amor, tão grande sacrifício da parte do pai, qual seria a atitude do filho em relação à lei? Bem, primeiro, a lei foi satisfeita. Assim que a multa foi paga, o jovem pôde ser liberado. Ele pôde rir da lei. O juiz pôde dizer: “você está livre.” A lei não tinha mais exigência nenhuma sobre ele devido ao sacrifício e pagamento do pai. A lei havia sido satisfeita.&lt;br /&gt;E qual a atitude do filho em relação ao seu pai? Qual sua atitude? Bem, ele fica cheio de gratidão por causa do sacrifício, e é tomado por um quebrantamento por seu pai ter feito uma coisa assim por ele, apesar de sua transgressão. O jovem passa a viver em honra ao pai. A partir deste momento, ele quer viver para fazer a vontade do pai.&lt;br /&gt;Vejam a atitude de um crente na Lei. Romanos 7:4 outra vez, “Assim também vós, meus irmãos, fostes mortos quanto à lei mediante o corpo de Cristo.” Eis o sacrifício do pai. Foi isso que satisfez a Lei; “Cristo nos redimiu da maldição da Lei fazendo-se maldição por nós.” “Assim também vós fostes mortos quanto à lei mediante o corpo de Cristo,” A Lei não tem mais exigência sobre o crente. “Não há condenação àqueles que estão em Jesus Cristo, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.” “para pertencerdes a outro, àquele que ressurgiu dentre os mortos a fim de que demos fruto para Deus.”&lt;br /&gt;Então, o verdadeiro crente dá frutos de um novo estilo de vida, um estilo de vida que é agradável à vista do Deus todo poderoso. Se estamos enraizados em Cristo, isso precisa estar evidente. Jesus disse: “Eu sou a videira, vós sois os ramos. Aquele que habita em Mim e Eu nele, este dá muito fruto.” Colossenses 1, falando do Evangelho, diz: “o Evangelho gera frutos no crente.”&lt;br /&gt;Certo. O que a Bíblia quer dizer quando fala de frutos? Especificamente? Bem, No 1, o fruto de arrependimento (Mateus 3:8). Zaqueu tinha mais do que “lágrimas em seus olhos.” Ele disse: “Senhor, se em alguma coisa tenho defraudado alguém, eu lho restituo quadruplicado. Darei metade de meus bens aos pobres.” Ele conhecia a Lei de Deus. Ele era um judeu que buscava a Deus. Foi isso que o trouxe a Cristo. Este foi o aio que o levou a Cristo, buscar a Deus por conhecer a Sua Lei. Ou será que eu deveria dizer: “um judeu tornado humilde pela Lei.” Ele disse: “Senhor, se em alguma coisa tenho defraudado alguém, eu lho restituo quadruplicado,” – era isto o que a Lei exigia.&lt;br /&gt;Lembro que há alguns anos uma loja que divulgou em um jornal que havia achado uma sacola de papel marrom em frente à sua porta na segunda pela manhã. Um funcionário da loja a abriu e encontrou uma calça e um bilhete no qual estava escrito: “Roubei esta calça na sexta-feira, virei Cristão no domingo. Aqui estão suas calças na segunda. Sinto muito.” Isso é que se chama fruto de arrependimento.&lt;br /&gt;Em segundo lugar, o fruto de boas obras. Colossenses 1:10. John Wesley disse: “Faça todo o bem que puder, por todos os meios que puder, de todas as maneiras que puder, em todos os lugares que puder, para todas as pessoas que puder, por todo o tempo que puder.”&lt;br /&gt;Ah! E se houve alguém zeloso com Evangelismo, este foi John Wesley. Ele possuía um zelo que virou o Reino Unido de cabeça para baixo. Mas, ele disse: “Faça todo o bem que puder”, pois vira nas Escrituras que as boas obras são uma ferramenta legítima para o evangelismo.&lt;br /&gt;Agora, a igreja moderna, devido ao que aconteceu com algumas ardentes organizações Cristãs ao longo dos anos que se engajaram no serviço social, perceberam que começaram a pender para um lado, e se desviaram das boas obras. Mesmo assim, a Bíblia diz no livro de Tito: “Aqueles entre vós que têm crido em Deus, tende cuidado em manter as boas obras.” Jesus disse: “Que sua luz brilhe diante dos homens para que vejam suas boas obras e glorifiquem o vosso Pai que está no Céu.”&lt;br /&gt;Logo quando me tornei cristão, eu poderia ser considerado como fanático pelas pessoas do mundo, quer dizer, fanático mesmo. E não mudei nada desde então! Eu fiz jaquetas de couro e casacos de camurça sob encomenda durante anos. Acho que fiz uns 1500 num período de 10 anos, seguindo os passos de meu Pai. Sabem quem foi o primeiro a fazer uma jaqueta de couro? O livro de Gênesis nos informa. Foi Deus. . . foi Ele que vestiu Adão e Eva com pele de um animal. Sem essa de homens das cavernas. Algo bem alinhado, com botões recobertos. Coisa fina, sabem? Quando Deus faz algo, Ele faz direito.&lt;br /&gt;Na verdade, eu divulgava os meus serviços através de um folheto que dizia: “Deus foi o primeiro a matar um animal e a vestir os seres humanos com pele de animal.” Eu vivia dizendo que estava seguindo os passos de meu Pai e que eu era protegido pela cobertura que Deus oferece através de Cristo Jesus.&lt;br /&gt;Bem, mas na vitrine de minha loja, que media 3 metros por 2 metros e 40 centímetros, e que permitia a entrada da luz em minha loja. . . Bom, um Hare Krishna foi salvo por Cristo bem ali na frente da loja. O que o levou a Cristo? Será que foi uma pregação? Não, foi o aperto de mão de um cristão. Ele sentiu algo tão autêntico neste aperto de mão que resolveu levar a mensagem do evangelho a sério, entregou sua vida a Jesus e, em meia hora estava comendo uma bisteca. Realmente foi liberto!&lt;br /&gt;Então, perguntei àquele homem: “Ron, o que você faz da vida?” Ele respondeu: “Abro letreiros, trabalho com sinalização.” Eu disse a ele: “É mesmo?” Aí, comprei uma peça de madeira de três metros por dois metros e quarenta centímetros e o contratei para que abrisse um letreiro com o texto de João 3:1-16 para colocar na minha vitrine. Um trabalho imenso para o coitado. Ele me contou que ficou noite após noite fazendo a sinalização que eu havia solicitado e, certa noite, se sentiu muito desanimado porque estava demorando cerca de meia hora por letra para que o resultado ficasse bom. Assim, ele levantou-se de onde estava sentado abrindo o letreiro, afastou-se um pouco para observar o resultado do que estava fazendo e leu: “Ninguém pode fazer estes sinais que fazes se Deus não estiver com ele,” e sentiu-se grandemente encorajado pelo Senhor.&lt;br /&gt;Seja como for, mandei colocar a placa na vitrine, e na porta mandei pôr: “Eis que estou à porta e bato,” um montão de passagens bíblicas. E a mesma entrada da minha loja dava também para a loja de um barbeiro. Certo dia, esse barbeiro me chamou e disse: “Ray, tenho que te contar uma coisa. . .” Ele disse: “As pessoas vem aqui na minha loja e se sentam ali, olham para a sua loja e dizem enojadas: “Que fanático esse seu vizinho.” E depois não dizem mais nada, até a hora de saírem com uma expressão de reprovação no rosto.”&lt;br /&gt;“Mas,” continuou ele, “há alguns meses quando você lançou aquele livreto Meus Amigos Estão Morrendo e se engajou na luta contra entorpecentes, essas mesmas pessoas começaram a vir à loja, sentar-se para cortar o cabelo e dizer: ‘Bom trabalho que esse jovem seu vizinho está fazendo.’”&lt;br /&gt;Isso tudo era fruto de 1 Pedro 2:15. Escutem só: “Porque assim é a vontade de Deus, que, fazendo o bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos.” “Porque assim é a vontade de Deus, que, fazendo o bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos.” Se você for um cristão rico em boas obras, as pessoas vão começar a dizer: “Não creio no que ele crê, mas, cara, posso ver que ele é genuíno.” Você os fará silenciar, calará as suas bocas através de suas boas obras.&lt;br /&gt;Percebi isso há alguns anos e, então, como pastor assistente de uma assembléia local, disse assim: “Vamos começar a fazer boas obras.” Assim, fui a um lugar onde vendiam legumes e disse aos proprietários: “Olhem, quero doar 100 sacolas de legumes nas redondezas de nossa igreja local. Vocês poderiam ser nossos fornecedores?” Eles responderam: “Claro. Se você colocar o nome de nossa loja nas sacolas faremos um preço bom para você. Na verdade, forneceremos o dobro do que solicitou” E foi assim. Eles nos deram um saco de um metro de altura cheio de cenouras, repolhos, milho, todo tipo de legume e colocaram a logomarca nas sacolas.&lt;br /&gt;Então, pegamos um caminhão, colocamos uma cartinha em cada sacola que dizia algo assim: “Caro Amigo...” Nada de “Saudações no maravilhoso nome de Jesus,” nada que fizesse referência ao cristianismo. Bom, a cartinha dizia assim: “Caro amigo ou vizinho, nos importamos com você, somos uma igreja local. Se pudermos ajudar a aparar a sua grama, consertar a sua cerca ou qualquer outra coisa, por favor, conte conosco. Estamos aqui para servi-lo. Atenciosamente. . .” e assinávamos. Em seguida, colocávamos as sacolas nos portões de 100 casas. E havíamos avisado para o pessoal que estava fazendo a entrega para não bater à porta, não bater papo com as pessoas e não dar a impressão de que estávamos tentando nos intrometer.”&lt;br /&gt;A reação foi incrível. As pessoas começaram a nos parar na rua e cair no choro. Certa mulher caiu no choro de gratidão. Outra mulher disse assim: “Moro nesta região faz 60 anos, e esta é a primeira vez que a igreja local faz algo por mim.” Outra disse: “Sou atéia, mas gostaria que soubessem que lhes desejo tudo de bom junto à comunidade.”&lt;br /&gt;Um outro sujeito, cuja namorada tinha se comprometido com o Senhor, ficou furioso e socou a parede com ódio, pois era um ateu professo e não suportou ver um exemplo evidente do amor de Deus naqueles legumes. Ficou realmente furioso. Foi algo maravilhoso, sabem? Outra mulher disse: “Mal pude acreditar que aqueles legumes eram meus.” Dois dólares, dois dólares foi só o que nos custou cada sacola daquelas. Dois dólares. “Porque assim é a vontade de Deus, que, fazendo o bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos.” “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.” Fruto de boas obras.&lt;br /&gt;Número três, o fruto de ação de graças (Hebreus 13:15). Se você realmente for salvo, deverá haver um clamor em seu coração: “Graças a Deus pelo seu dom inefável.” Se não houver o fruto de ação de graças, se não houver gratidão queimando em sua alma, você pode não ser salvo.&lt;br /&gt;Número quatro, os frutos do Espírito (Gálatas 5:22), que devem ser evidenciados em “amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio.”&lt;br /&gt;Número cinco, o fruto de justiça [retidão] (Filipenses 1:11). Deve haver o fruto daquilo que é correto, o fruto da retidão em seu estilo de vida. Lembrem-se que Mateus 3:10 diz assim: “Toda árvore que não produz bom fruto, é cortada e lançada no fogo.” Portanto, como cristãos, em nossos esforços evangelísticos, devemos fazer todo o possível não apenas para conseguir decisões por Cristo, porque “toda árvore que não produz bom fruto, é cortada e lançada no fogo.”&lt;br /&gt;Agora vamos observar o que diz Marcos 4:3 para compreendermos o que nos impede de produzir e o que produz frutos genuínos. Marcos 4:3.&lt;br /&gt;Quando a Bíblia diz: “Ouça,” o que ela está fazendo é tocar uma trombeta e dizendo: “Isto é importante.” Toda vez que Jesus dizia palavras como “ouça,” era como uma trombeta. No versículo 3 de Marcos 4, Jesus usa esta palavra com bastante ênfase, como uma grande trombeta para alertar que aquilo que ele estava por dizer era extremamente importante.&lt;br /&gt;Ele disse: “Eis que o semeador saiu a semear; e aconteceu que, quando semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho, e vieram as aves e a comeram. Outra caiu no solo pedregoso, onde não havia muita terra: e logo nasceu, porque não tinha terra em profundidade; mas, saindo o sol, queimou-se; e, porque não tinha raiz, secou. E outra caiu entre espinhos; e cresceram os espinhos, e a sufocaram; e não deu fruto. Mas outras caíram em boa terra e, vingando e crescendo, davam fruto; e um grão produzia trinta, outro sessenta, e outro cem. E disse-lhes: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.”&lt;br /&gt;“Quando se achou só, os que estavam ao redor dele, com os doze, interrogaram-no acerca da parábola. E ele lhes disse: A vós é confiado o mistério do reino de Deus, mas aos de fora tudo se lhes diz por parábolas; para que vendo, vejam, e não percebam; e ouvindo, ouçam, e não entendam; para que não se convertam e sejam perdoados.”&lt;br /&gt;“Disse-lhes ainda: Não percebeis esta parábola? Como pois entendereis todas as parábolas? O semeador é aquele que semeia a palavra. E os que estão junto do caminho são aqueles em quem a palavra é semeada; mas, tendo-a eles ouvido, vem logo Satanás e tira a palavra que neles foi semeada. Do mesmo modo, aqueles que foram semeados nos lugares pedregosos são os que, ouvindo a palavra, imediatamente com alegria a recebem; mas não têm raiz em si mesmos, antes são de pouca duração; depois, sobrevindo tribulação ou perseguição por causa da palavra, logo se escandalizam. Outros ainda são aqueles que foram semeados entre os espinhos; estes são os que ouvem a palavra; mas os cuidados do mundo, a sedução das riquezas e a cobiça doutras coisas, entrando, sufocam a palavra, e ela fica infrutífera.&lt;br /&gt;Mar 4:20 Aqueles outros que foram semeados em boa terra são os que ouvem a palavra e a recebem, e dão fruto, a trinta, a sessenta, e a cem, por um.”&lt;br /&gt;Acho que o versículo 13 é um dos versículos-chave em toda a Bíblia. Jesus lhes disse: “Não entendeis esta parábola? Como então entenderão todas as outras parábolas?” Em outras palavras, a parábola do semeador é a chave que revela o mistério de todas as outras parábolas. Quando compreendemos que a parábola do semeador é sobre verdadeira e falsa conversões, isto é, pessoas de solo pedregoso, pessoas de solo espinhoso, pessoas de bom solo que são, respectivamente, dois falsos e um verdadeiro, começamos a entender as outras parábolas, ou seja, que tratam de verdadeira e falsa conversões. Os bons peixes e os peixes maus – verdadeiros e falsos. As virgens néscias (falsas) e as sábias (verdadeiras). O homem que construiu sua casa sobre a rocha, um genuíno convertido. O homem que construiu sua casa sobre a areia, um falso convertido.&lt;br /&gt;Sabem, eu pensava que o homem tolo que construiu sua casa na areia fazia referência aos descrentes. Nada disso. Leia o que Jesus disse: “Aquele que ouve minhas palavras e não as obedece é como o homem tolo que construiu sua casa na areia.” Os descrentes não ouvem as palavras de Deus. A maioria deles conhece o versículo “Não julgueis, para que não sejais julgados.” e a regra de ouro “Assim como quereis que os homens vos façam, do mesmo modo lhes fazei vós também.” E utilizam ambos os versículos de maneira distorcida, e não os compreendem.&lt;br /&gt;Não, não, não! Nossas igrejas estão cheias de pessoas que ouvem as palavras de Jesus e não as obedecem. Não evangelizam, mesmo tendo Jesus dito: “Vós sois minhas testemunhas”, “Deixe que sua luz brilhe”, “Ide por todo o mundo e pregue o evangelho a toda criatura.” Desobedecem continuamente. Essas pessoas são como o homem que construiu sua casa na areia.&lt;br /&gt;Agora, usando a harmonia do evangelho, estudaremos seis características de um falso convertido, o ouvinte de solo pedregoso.&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, com o falso convertido, de acordo com Marcos 4:5, os resultados aparecem de imediato. Eles não pesam as conseqüências. O evangelho que ouvem não é um evangelho precedido pela Lei. Eles não são levados a tremer diante do trono de um Deus santo. A única coisa que querem é ter a certeza de que vão para o céu quando morrerem. Quer dizer, na verdade, já acham que estão indo para o céu. A maioria das pessoas pensa assim. Por quê? Porque estabelecem os seus próprios padrões de justiça, ficando ignorantes da justiça de Deus.&lt;br /&gt;62% dos Americanos crêem em um inferno literal, mas não acreditam que estão rumando para lá. Acham-se bons demais. Isso faz parte da natureza humana. “Muitos há que proclamam a sua própria bondade” “Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele conduz à morte.” O evangelho moderno diz: “Tenha certeza de que está indo para o céu. Você não deve ir para o inferno. Venha e entregue a sua vida a Cristo. Tenha fé em Jesus,” e pregam a Cristo crucificado.&lt;br /&gt;Assim, o pecador, achando que merece ir para o céu mesmo, vai à frente e “entrega o coração a Jesus”, fortalecendo a sua certeza de que está indo para o Céu. Contudo, não possui qualquer entendimento de pecado, e como Paulo disse: “Não conheci o pecado senão pela Lei.” 1 João 3:4 diz: “pecado é a transgressão da Lei.” Então, continuando, o pecador fortalece ainda mais a sua certeza de estar indo para o céu, a igreja faz o seu acompanhamento e o integra à congregação. Ele faz novos amigos, inicia um novo estilo de vida, reconhece que tem um problema com alcoolismo, toma atitudes para resolvê-lo, e as coisas começam a caminhar.&lt;br /&gt;Contudo, não há arrependimento, e quando não há uma compreensão do pecado, não há tristeza segundo Deus, que opera arrependimento. Jesus disse: “Se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis.” E nossas igrejas estão cheias de pessoas que têm certeza de sua salvação – mas cuja certeza não vem do Espírito Santo. São pessoas que não pesam as conseqüências, pessoas das quais é fácil conseguir uma “decisão por Cristo” usando a isca da vida eterna.&lt;br /&gt;Em segundo lugar, falta umidade (Lucas 8:6). Não há uma sede por Deus, pelo Deus-Vivo.&lt;br /&gt;Em terceiro lugar, não há raiz (Mateus 13:6). Não há profundidade do caráter de Deus.&lt;br /&gt;Em quarto lugar, recebem a Palavra com alegria. Não apresentam tristeza segundo Deus porque a Lei não foi usada para que pudessem se enxergar de maneira verdadeira. A Lei de Deus é como um espelho. Quando não há espelho, você pode sair por aí o dia inteiro com o rosto sujo, a menos que alguém o alerte.&lt;br /&gt;Todos os dias, nos olhamos no espelho para vermos nosso estado. Você se levanta de manhã e se olha no espelho para ver o estrago que foi feito durante a noite. Quer dizer, não há evidência maior de que somos uma criação caída do que quando nos olhamos no espelho pela manhã. Quer dizer, descansamos à noite esperando estar ótimos pela manhã, mas quando nos olhamos no espelho vemos aqueles olhões inchados e nossa cara amassada!&lt;br /&gt;Assim, os pecadores não se enxergam pela perfeita Lei da liberdade. A Lei de Deus é um espelho! Portanto, não se lavam no sangue de Cristo, pois não se vêem como pessoas desesperadamente necessitadas do perdão de Deus. Paulo disse: “Pelo mandamento o pecado se manifestou excessivamente maligno.” (Romanos 7:13). Enfim, recebem a Palavra com alegria (Marcos 4:16).&lt;br /&gt;Em quinto lugar, recebem a Palavra com alegria. Seu júbilo não é transformado em pranto, nem sua alegria em lamentação (Mateus 13:20).&lt;br /&gt;Em sexto lugar, crêem por algum tempo (Lucas 8:13), ou seja, o que ocorre é uma genuína falsa conversão!&lt;br /&gt;Imaginem então a figura de duas plantas. Uma é forte e tem aspecto saudável. A outra parece meio raquítica. E se estivéssemos arrumando o nosso jardim e tivéssemos que escolher uma das duas plantas para ser arrancada, provavelmente escolheríamos a menorzinha, pois, em nossa concepção, a grandona estava indo bem.”&lt;br /&gt;Contudo, imaginem esta cena: o sol vem saindo e sua luz começa a fazer a plantona murchar, enquanto a nossa amiga raquítica parece dizer “estou muito bem, obrigado.” O que será que está acontecendo, então? A razão de a planta aparentemente forte estar murchando enquanto a plantinha começa a prosperar é porque debaixo da primeira planta existe uma camada de rochas. Assim, as raízes da planta grande não conseguem se aprofundar, pois abaixo dela, só há pedras. A plantinha, por sua vez, tinha um aspecto raquítico porque, por debaixo de si, estava lançando suas raízes bem ao fundo em busca de umidade.&lt;br /&gt;Conseguem perceber que a luz do sol revelou o que não conseguíamos enxergar? A condição do solo das plantas? Percebem? A luz do sol foi fundamental para revelar o que não enxergávamos, a condição do solo em que estavam as raízes das plantas.&lt;br /&gt;Então, em termos espirituais, a planta é a vida regenerada do crente professo. O solo é a condição de seu coração. Em termos espirituais, a luz do sol significa tribulação, tentação e perseguição. Mateus 13:21, tribulação. Lucas 8:13, tentação e Marcos 4:17, perseguição. Da mesma maneira que, em termos naturais, a luz do sol revelou a condição do solo das plantas – algo que ocorria onde não podíamos ver – no nível espiritual, o que revela a parte invisível do professo crente são a tribulação, a tentação e a perseguição.&lt;br /&gt;Bem, se queremos que uma planta em nosso jardim cresça e prospere, a pior coisa que podemos fazer é protegê-la do sol. Pense nesta situação: você compra uma linda e cara planta para pôr em sua casa. Aí, você pensa: “Bom, gastei um bom dinheiro com essa planta. Preciso cuidar dela. Vou guardá-la ali no armário.” Um armário aconchegante, com uma temperatura agradável e nada de luminosidade. Claro que você não vai fazer uma coisa dessas! É a pior coisa que você pode fazer! Escondê-la da luz do sol? De forma alguma. Se o solo for bom e ela tiver espaço para crescer, se ela tiver umidade suficiente, certamente a luz do sol a fará prosperar ao contrário de acabar com a vida dela.&lt;br /&gt;Analogamente, a pior coisa que podemos fazer com um recém-convertido é escondê-lo da luz solar da tribulação, tentação e perseguição. É a pior atitude que podemos tomar! Quando dizemos: “Olha, Fulano de Tal recebeu a Cristo na prisão. Ele sai da cadeia na terça-feira. Vamos lá esperá-lo na saída para o protegermos da tentação e o afastarmos de seus antigos amigos. E quando ele passar por dificuldades a gente cuida dele.” Não, essa é a pior coisa que se pode fazer. Se ele for um genuíno convertido, ele crescerá, se for falso, murchará e morrerá7.&lt;br /&gt;Há alguns anos, quando a Rússia perseguia os cristãos de maneira bastante intensa, um grupo de cristãos professos estava em meio a uma reunião de oração. Repentinamente, as portas foram abertas violentamente e dois guardas russos armados até os dentes entraram e disseram: “Saiam já deste lugar se não quiserem morrer pela sua fé.” Metade dos presentes se levantou e saiu. Na verdade, saíram correndo. “Louvado seja Deus” disseram os guardas, “Podem ficar tranqüilos irmãos. Estávamos apenas separando as ovelhas das cabras para que pudéssemos congregar em segurança.”&lt;br /&gt;Certamente que Deus não usa os mesmos métodos daqueles guardas com muita freqüência. Ele usa o método de abrir o chão e engolir o indivíduo. Sabem o que aconteceria se viesse uma grande perseguição sobre a igreja agora? Ela livraria a igreja dos murmuradores, daqueles que causam divisão, etc. Mais importante que isso, se uma grande perseguição viesse sobre a igreja, ela mostraria ao indivíduo de solo pedregoso o erro de seus próprios caminhos.&lt;br /&gt;Imagine a tragédia de “conduzir uma pessoa a Cristo” pelas técnicas de evangelismo moderno: sem usar a Lei antes da graça, sem dar-lhe o conhecimento de pecado, sem mostrar-lhe que violou a Lei de um Deus santo, sem mostrar-lhe que pecou e que pecado é a transgressão da Lei. Apenas é dito: “Olhe, você tem um vazio que só Deus pode preencher em sua vida. Jesus pode dar-lhe a verdadeira paz e amor. Só Ele pode preencher esse vazio. Entregue seu coração a Ele, e Ele irá ajudá-lo com seus problemas. Ele estará com você em suas dificuldades e lhe dará a certeza de entrar no céu.” Então, o pregador o conduz em uma sincera oração.&lt;br /&gt;Entretanto, há algo faltando neste “crente.” Ele não tem zelo pelos perdidos. Ele é estranho à santidade. Não tem fome da Palavra. Não vai fundo em sua vida de oração. Então, quem o “evangelizou” começa a enxergar essas carências e tomar providências para integrá-lo à congregação, fazendo com que ele leia a Bíblia e passe a orar – já que foi o responsável por levá-lo a Cristo. Em suma, começa a fazer o acompanhamento do recém-“convertido.”&lt;br /&gt;Na verdade, o que acontece é que esta pessoa será “acompanhada” até o Dia do Julgamento, quando a luz do olho do Deus onisciente provará que ele não passa de um hipócrita. De quem é a culpa, então, se a pessoa foi “acompanhada” até o Dia do Julgamento? Não seria melhor ter deixado que ele caísse? Não teria sido melhor deixa-lo exposto à luz do sol para que se revelasse a condição do seu solo? Se ele fosse genuíno, ele cresceria, se for falso, murcharia e morreria.&lt;br /&gt;Durante anos investi minha energia em cristãos professos, pessoas que “haviam dado seu coração a Jesus”, pessoas que se provaram ser de solo pedregoso. Eu costumava perguntar: “Você está lendo a Palavra?” e elas diziam: “Ando sem tempo. Preciso assistir TV e tenho uma porção de coisas a fazer.” “Então, você vai à igreja este domingo?” “Cara, é que tem jogo do meu time. Não vai dar não.” Gente, hoje em dia não faço mais isso, simplesmente os deixo à vontade. Se não ouvirem após a primeira e segunda admoestações, apenas digo: “Tá certo. Deixa pra lá,” e concentro minhas energias na salvação dos perdidos.&lt;br /&gt;A Bíblia diz: “Deseje o puro leite da Palavra, se provaste que o Senhor é gracioso.” Uma ovelhinha saudável tem um apetite saudável. Não é preciso alimentá-la à força. Alguém, que é verdadeiramente salvo desejará o puro leite da Palavra. Eles mesmos se disciplinarão. A primeira coisa que eu sabia que tinha que fazer quando me tornei cristão era comprar uma Bíblia e lê-la para conhecer o que Deus queria que eu fizesse8.&lt;br /&gt;E eu amava os irmãos. Sabia que havia passado da morte para vida porque amava os irmãos. Quando vi nas Escrituras: “não deixe de congregar, como é costume de alguns,” pensei “Certo. Vou à igreja.” O surf ficou em segundo plano.&lt;br /&gt;Se um recém-convertido apenas olhar para trás, Jesus diz que ele não serve para o Reino. Lucas 9:62, “Ninguém que lança mão do arado e olha para trás é apto para o reino de Deus.” A palavra “apto” em Grego é “euthetos” e significa “pronto para uso.”&lt;br /&gt;Se pegarmos uma boa semente e a lançarmos em solo pedregoso, será que ela dará bons frutos? Hmm. . . Claro que não. Se soubermos o que estamos fazendo como fazendeiros, ou possuirmos massa cinzenta em nossa cabeça, pensaremos assim: “Tenho que revirar o solo, lançar fora as pedras, assim, quando lançar umas boas sementes no bom solo, elas darão bons frutos.” Técnicas simples de agricultura.&lt;br /&gt;Deus diz que o solo do coração das pessoas é como pedra. Diz assim em Ezequiel 8: “Tirarei vosso coração de pedra e dar-vos-ei um coração de carne.” Mesmo se pegarmos uma semente pura do evangelho e a lançar-mos em um coração irregenerado, ela não dará frutos. Não conseguirá. O que precisamos fazer é revirar o solo do coração das pessoas usando a pá da Lei de Deus. Expor as pedras do pecado que só são removidas pelo arrependimento. Aí sim, a pessoa pode receber a Palavra que pode salvar a sua alma.&lt;br /&gt;Sabem, muitos grandes evangelistas, homens que respeito, como Greg Lorry e Billy Graham, que admiro e respeito muito, não se alarmam com a média de 80% de desviados entre seus convertidos. Billy Graham foi entrevistado na televisão por David Frost. David Frost disse: “Em que você pensa quando todas aquelas pessoas vêm à frente.” Billy Graham respondeu: “Bem, fico pensando que apenas um em cada quatro é genuíno.” Em seguida, citou a parábola do semeador.&lt;br /&gt;Contudo, não acho que a parábola do semeador existe como uma forma de consolo para os frustrantes resultados evangélicos. Deus nos deu princípios para que possamos chegar ao entendimento. Se estudarmos a parábola do semeador, veremos que o indivíduo ouve e compreende, e dá fruto porque recebe a semente em seu bom e honesto coração. Quer dizer então que basta o indivíduo possuir um coração bom e honesto que possuirá entendimento?&lt;br /&gt;Ah! Então é assim? Será que na sociedade secular há pessoas que têm corações honestos e bom entendimento e serão esses que receberão a semente do evangelho? Nada disso. Isso não é bíblico. Romanos 3 diz: “Não há quem entenda” Quantos há que entendem? Nenhum. Diz ainda: “Não há um bom, nem um,” o coração do homem é “enganoso, mais do que todas as coisas.”&lt;br /&gt;Então, as virtudes do entendimento e bondade devem ter vindo de fora do coração, não de dentro, pois não é do coração do homem possuir entendimento e bondade. O que será então que produz entendimento? É o aio, nossa professora. A Lei é a professora que nos conduz a Cristo. Essa é a função dos professores: trazer conhecimento. “Pela Lei vem o conhecimento do pecado.” Deus disse: “Meu povo está sendo destruído por falta de conhecimento da minha Lei. (Oséias 4:6)&lt;br /&gt;O que a Lei faz é nos trazer a luz do entendimento. O Mandamento é uma lâmpada, a Lei é luz. Quando alguém se examina à luz da Lei de Deus, vê que pecou contra o Senhor e que Ele requer a verdade no íntimo e considera lascívia como o mesmo que adultério, ódio como assassinato e que se tirar pelo menos uma coisa que pertença a outra pessoa, independentemente de seu valor, isso faz do indivíduo um ladrão e, portanto, não poderá herdar o Reino de Deus. Se o indivíduo contar uma lorota ou “mentirinha” estará cometendo falso testemunho – e todos os ladrões terão sua parte no Lago de Fogo. Transgressores da Lei, praticantes da iniqüidade.&lt;br /&gt;Jesus disse: “Muitos dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor.’” E Ele dirá: “Apartai-vos de Mim, todos vós que praticais a iniqüidade. Nunca vos conheci.” Quando o pecador compreende que pecou contra Deus, quando o solo de seu coração tiver sido arado pela Lei, as pedras do pecado expostas, ele estará pronto para remover estas pedras do pecado através do arrependimento e será capaz de receber a semente que pode salvar a sua alma. Esta é a pessoa cujo solo é bom.&lt;br /&gt;Portanto, a essência do que estou dizendo é que Deus colocou nas mãos da Igreja armas que não são carnais, mas poderosas em Deus para derribar fortalezas e sob o Seu comando, com a ajuda do Espírito Santo, podemos determinar sobre que solo a semente cairá, através do uso a Lei como uma enxada para arar o solo do coração irregenerado.&lt;br /&gt;Lembram do que George Whitefield disse: “É por essa razão que temos tantos convertidos ‘cogumelos’. Porque seu solo pedregoso não foi arado. Não têm a convicção da Lei. São pessoas de solo pedregoso.”&lt;br /&gt;Certo amigo disse a mim uma vez: “Ray, tem algo de errado com minha vida Cristã.” Ele disse: “Não tenho o zelo que vocês têm.” Então, perguntei: “Richard, você possui amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio?” Ele me respondeu: “Bem, não, eu não tenho oito destes frutos.” Ele só tinha um deles. Assim, eu disse: “Bom, Richard, por sua própria confissão, não vejo nenhum indicativo para você se chamar de cristão.”&lt;br /&gt;Na verdade, ele realmente possuía um dos frutos do Espírito naquela época. Ele exercitava o fruto do auto-domínio, pois em outra ocasião posterior me contou que havia desejado “fazer uma plástica” em meu rosto com seus punhos. Mas não fez. Foi para casa e examinou-se para ver se estava na fé, concluiu que não estava, arrependeu-se diante do Todo-Poderoso-Deus e, em três meses, estava dando tantos frutos que nossa igreja resolveu encarregá-lo do ministério de nossa cantina.&lt;br /&gt;É por isso que a Bíblia diz para nos examinarmos e ver se estamos na fé. Colossenses 4:5 diz: “Andai em sabedoria para com os que estão de fora, usando bem cada oportunidade.” Eu costumava pensar “com os que estão de fora, quer dizer, os perdidos, a sociedade secular.” Não, a Bíblia está se referindo às pessoas de solo pedregoso. O falso convertido pode estar em diversos lugares: dentro de sua igreja, em seu grupo de jovens ou fora do corpo de Cristo.&lt;br /&gt;A Bíblia diz: “Andai em sabedoria para com os que estão de fora, usando bem cada oportunidade.” Se há alguém que consegue roubar muito do seu tempo são os falsos convertidos. Querem aconselhamento, querem aconselhamento, querem aconselhamento.... e sempre voltam porque têm problemas e mais problemas. Eu mesmo passei muitas horas aconselhando pessoas que não precisavam de aconselhamento, precisavam era de arrependimento.&lt;br /&gt;Lembram da “plantona”? Do que ela precisava? “De fertilizante. Precisa de mais fertilizante. Cubra a planta de fertilizante. Isso ajudará.” Hmm. . . A tendência quando se identifica um falso convertido é pensar “Precisa de acompanhamento. Vamos fazer o acompanhamento do irmão. É, vamos acompanhá-lo.” Nada disso! Esse não é o problema. Ele não precisa de fertilizante. O problema é o solo, a condição do seu coração. Ele precisa de arrependimento.&lt;br /&gt;Esse negócio de acompanhamento não é bíblico. Não é. Pode verificar na sua Bíblia. Não se encontra essa prática nas Escrituras. Encontramos apascentar, instruir, disciplinar, mas não encontraremos esta prática de “fazer acompanhamento” de novos convertidos. David Wilkerson, ao ouvir o ensinamento chamado O Maior Segredo do Diabo, a primeira coisa que me disse, ao ligar do telefone de seu carro, foi: “Pensei que eu era o único que não acreditava nesse negócio de acompanhamento.” Isso não é bíblico.&lt;br /&gt;Acompanhamento é meramente um triste testemunho da confiança que o evangelismo humanista tem tanto em sua mensagem quanto no poder de Deus em sustentar o convertido. Se Ele for o Autor de sua fé, será também o Consumador. “Deus pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus. Ele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos ante a sua glória imaculados e jubilosos.” Quando Deus salva o perdido, Ele o sustenta. O eunuco etíope foi deixado sem acompanhamento. Por quê?&lt;br /&gt;Porque se for genuíno perseverará, se for falso, murchará e morrerá. O ouvinte de solo pedregoso não precisa de acompanhamento. Por acompanhamento, não quero dizer apenas tomar conta de alguém para se certificar de que leia a Bíblia. O que quero dizer é quando, por exemplo, realiza-se uma cruzada e alguém fica com a função de fazer um acompanhamento das pessoas que tomam as decisões no evento. Então, você visita as residências dessas pessoas na semana seguinte e diz: “Com licença, vocês realmente precisam começar a congregar agora. Por favor, abra a porta. Eu estou vendo você escondido aí em baixo da cama.”&lt;br /&gt;Sabem, é o trabalho mais frustrante do mundo fazer o acompanhamento de pessoas que tomam decisões por Jesus. Elas nunca estão quando telefonamos para suas residências. Elas não precisam de fertilizante, precisam é de um bom solo.&lt;br /&gt;Há alguns anos, tive um pastor, pastor de uma igreja grande da qual eu fazia parte, que era o pastor mais consagrado e dedicado que se pode imaginar. Realmente um homem de Deus. Quero dizer-lhes como ele era, quanto pesava e que altura tinha, por uma razão. Ele tinha um pouco mais de um metro e meio de altura, talvez um metro e sessenta. Seu nome era Peter Morrow, um adorável homem de Deus.&lt;br /&gt;Ele não era muito pesado. Talvez pesasse um pouco mais de cinqüenta quilos. Ele até fazia brincadeiras com a falta de peso dele. Ele podia comer e comer e comer e não engordava. Acho que ele tinha um corpo glorificado ou algo parecido. Sabem, só cabia uma listra no pijama dele. Ele tinha que ficar correndo em círculos no chuveiro para conseguir se molhar – de tão magro que era.&lt;br /&gt;Então, há alguns anos, baterem à porta de sua casa. Eram 03:00 da madrugada. Seu filho foi até a porta e disse: “Pois, não?” e um indivíduo disse: “Gostaria de um aconselhamento de seu pai.” O adolescente, conhecendo o coração de seu pai, sabia que ele não se importaria em levantar-se às 03:00 da madrugada para aconselhar uma de suas ovelhas. Assim, disse ao homem: “Vá ali para sala e aguarde um instante que eu vou chamá-lo”.&lt;br /&gt;Nisso, acordou seu pai, que se levantou e caminhou até a sala – e assim que entrou – de trás da porta recebeu um golpe da lâmina de um facão de uns 30 centímetros. Seus dedos foram fatiados, sua garganta cortada. Seus filhos correram para sala ao ouvir seus gritos e se depararam com o sangue de seu querido pai em todas as paredes. Foi uma cena terrível.&lt;br /&gt;Eles agarraram o homem que tinha feito aquilo e quase o mataram. Ele gritava: “Não consigo respirar,” e eles diziam: “Morra, morra, então.” O homem foi preso. O pastor sobreviveu. Recebeu literalmente centenas de transfusões de sangue.&lt;br /&gt;No dia seguinte, outro pastor me telefonou e disse: “Já soube o que aconteceu à noite passada?” Respondi: “Sim. Mal pude acreditar. Foi terrível.” Então, ele disse: “Bem, você não vai acreditar no que eu vou dizer: ‘O cara que fez aquilo congregava em minha igreja. É uma das minhas ovelhas.” Eu disse: “Está brincando,” no que ele respondeu: “É horrível como um cristão pode ter feito tal coisa.”&lt;br /&gt;“Espere aí,” repliquei “Se alguém tenta decapitar o pastor, podemos concluir que lhe falta amor, bondade, benignidade. . .”&lt;br /&gt;Ora, precisamos começar a levar as Escrituras a sério. Há argumentos para não sairmos por aí dando boas vindas a qualquer pessoa sem antes ver seus frutos. De certa maneira, não importa muito nos dias atuais, mas esperem até vir uma grande perseguição. Esperem até quando saírem por aí com facões, e quando os cristãos pregarem todo o conselho de Deus, e formos odiados por causa de Seu nome. Os cristãos que sofrem perseguição são aqueles que vivem uma vida piedosa em Cristo Jesus.&lt;br /&gt;Sabem, a Bíblia fala de falsos “irmãos” duas vezes. Fala de falsos apóstolos, falsos profetas, falsos mestres e falsas conversões – e raramente ouvimos ensinamentos sobre tais coisas na igreja atual.&lt;br /&gt;Queria ter comigo uma filmadora quando, há alguns anos, ocorreu um incidente comigo. Estava para atravessar a rua quando subitamente ouvi “vrumm, vruuummm,” e olhei até o fim da rua. Era um carro bem no meio da rua com o escapamento aberto e um cara dirigindo feito um idiota. Saltei para trás, caindo na calçada. Pensei que ia ser atropelado.&lt;br /&gt;O carro passou por mim e, repentinamente, o indivíduo viu quem eu era. Ele me reconheceu. Esse indivíduo era o falso convertido clássico. Já tinha ouvido falar que este mesmo ‘cara’ havia ameaçado pastores em outra assembléia, por isso havia gravado o rosto dele. Ele me viu, pisou no freio, deu marcha à ré, saltou do carro e disse: “Oi, Ray.”&lt;br /&gt;Gostaria que o tivessem visto. Havia três adesivos de Jesus no pára-brisa de seu carro. Pendurado em seu pescoço ele carregava uma cruz em meio à floresta de seu peito cabeludo, exposto por causa da camisa desabotoada até o umbigo e cheio frases evangélicas “batidas.” Ele perguntou se eu teria algum tempo disponível para dar-lhe aconselhamento. Respondi na hora que estava com a agenda lotada o ano inteiro.&lt;br /&gt;Sabem, falsos convertidos querem o seu tempo. São ferramentas de Satanás para gastar o tempo dos santos. Lembrem-se: Satanás quer deixar os santos cansados. Ouvintes, mas não praticantes da Palavra. Aquilo que fazem é apenas superficial, por não possuírem uma raiz profunda. Possuem apenas galhos e folhas, mas nada de frutos.&lt;br /&gt;Agora, entendam bem, creio em adesivos de Jesus. Se alguém quer usar uma cruz, tudo bem! Camisetas também são algo ótimo. Contudo, descobrimos que, devido os falsos convertidos não possuírem raízes profundas em seus corações, eles procuram compensar com um montão de galhos e folhas com o objetivo de impressionar. Quer dizer, eles sempre têm as maiores Bíblias da igreja. Bíblias chamativas na Nova Versão Revista e Falsificada da Editora Sepulcro Caiado, que produz bíblias que ficam de molho por um mês e em seguida são amarradas ao pára-choque de um carro e arrastadas durante duas semanas para dar a impressão de que foram muito usadas.&lt;br /&gt;Falsos convertidos não dão frutos, mas têm um montão de galhos e folhas para impressionar as pessoas à sua volta. Veja o que diz Mateus 7:15-20: “Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores. Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Assim, toda árvore boa produz bons frutos; porém a árvore má produz frutos maus.”&lt;br /&gt;Escutem só isso: “Uma árvore boa não pode dar maus frutos;” Em outras palavras, se alguém é genuíno, é genuíno, se é falso, é falso. “Nem uma árvore má dá frutos bons. Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada no fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis.”&lt;br /&gt;Por que será que devemos nos conhecer uns aos outros pelos frutos? Ora, vejamos Atos 20:29-20. “Eu sei,” diz Paulo, “que depois da minha partida entrarão no meio de vós lobos cruéis que não pouparão rebanho, e que dentre vós mesmos se levantarão homens, falando coisas perversas para atrair os discípulos após si.”&lt;br /&gt;Pois, de seu meio, homens se levantarão. Vejam só quantos seitas e heresias, e falsos profetas que têm saído do meio do corpo de Cristo. Não são pessoas que conheceram o Senhor, muito menos o caminho da retidão e depois se tornaram más, mas são pessoas que tiveram falsas conversões e não conseguiram, portanto, dar frutos do arrependimento.&lt;br /&gt;Os lobos gostam de pegar as ovelhas fraquinhas. É isso que eles fazem. Ah, seu eu fosse pastor e tivesse minha própria congregação – sou pastor itinerante da Hosanna Chapel e viajo todo final de semana. Mas, se tivesse minha própria congregação, ficaria de olho nos “recém-convertidos”, ficaria de olho para ver se dão frutos. E seu eu começasse a perceber uns rapazinhos perto demais das meninas, dando abracinhos, etc., chegaria junto e os puxaria para uma conversa. Fique de olho neles. Como disse antes, os lobos atacam as ovelhas mais fracas.&lt;br /&gt;Como falei anteriormente, um convertido genuíno ficará firme independente do tamanho da adversidade. Provérbios 12:3 diz: “a raiz dos justos, porém, nunca será, removida.” Quanto mais forte o sol, mas fundo descem as raízes da planta.&lt;br /&gt;Jesus enviou suas ovelhas em meio aos lobos (Lucas 10:3) – uma prática tão diferente da que nós tratamos nossos novos convertidos. Ficamos tentando protegê-los. Nada disso, ele nos enviou como ovelhas em meio a lobos. Por quê? Porque o sol da tribulação, tentação e perseguição revela quem são os falsos e quem são os genuínos.&lt;br /&gt;Foi assim com Judas Iscariotes. Ele foi exposto. Judas não era cristão. Nunca foi. Como posso ter certeza? Eis uma pequena pista. Jesus disse: “Um de vós é um ladrão.” Ah, essa é uma boa pista. Eu lembro de uma amiga minha Winkie Pratney me contando quando viu a obra de arte ‘A Última Ceia’ de Leonardo Da Vinci. Ela olhou para a pintura e disse: “Cadê o Judas? Quem é o Judas?” Ficou procurando por alguém de narigão torto e mãos reviradas em um canto.&lt;br /&gt;Mas, isso é algo totalmente anti-bíblico. Judas provavelmente era bonitão. Ele aparentava tanta confiabilidade que se tornou o tesoureiro dos discípulos. Judas tomava conta deles. Ele cuidava dos pobres. Tinha um coração para os pobres. Em uma ocasião, uma mulher fez um ato pródigo de quebrar um vaso de alabastro cheio de um bálsamo muito precioso e despejá-lo sobre a cabeça de Jesus, lavando seus pés e enxugando-os com seus cabelos. Quando isso ocorreu, Judas disse: “Por que isso não foi vendido por tal qual quantia e o dinheiro dado aos pobres?” Estão vendo como ele se importava com os pobres? Nada disso, a Bíblia fala claramente que ele estava preocupado mesmo era com o dinheiro. Era um ladrão. Mas possuía a confiança dos discípulos. Quando Jesus disse: “Um de vocês me trairá,” os discípulos não se sentaram e disseram entre si: “É. Sei de quem ele está falando. É do narigudo ali. É do ‘mãos viradas.’”&lt;br /&gt;Não, não disseram isso. Disseram: “Sou eu, Senhor? Sou eu?” Ele disse: “Aquele que mete a mão no prato.” Era Judas quem fazia isso. Não disseram entre si: “Ah, é!” Nada disso. Quando Judas saiu para trair Jesus, Jesus disse: “O que fazes, faze-o depressa.” Os discípulos ficaram pensando que ele tinha ido dar dinheiro aos pobres. Judas era um cara tão bom. Conseguiu enganar a todos, menos ao Senhor.&lt;br /&gt;Vejamos Colossenses 4:7. Observemos a maneira como Paulo colocou seu selo de aprovação naqueles que professavam estar na graça de Deus. Colossenses 4:7. Vejam como Paulo coloca seu selo de aprovação em certos crentes.&lt;br /&gt;“Tíquico, o irmão amado, fiel ministro e conservo no Senhor, vos fará conhecer a minha situação.” Então, Tíquico é um ministro fiel e um conservo no Senhor.&lt;br /&gt;Versículo nove: “Juntamente com Onésimo, fiel e amado irmão, que é um de vós.” Sabem, parece que hoje em dia não importa muito quem entra em nossas igrejas e a quem elogiamos ou deixamos de elogiar. Ah, mas naquela época importava, época em que os cristãos eram lançados aos leões para morrer por sua fé.&lt;br /&gt;“Eles vos farão saber tudo o que aqui se passa. Saúda-vos Aristarco, meu companheiro de prisão, e Marcos, o primo de Barnabé (a respeito do qual recebestes instruções; se for ter convosco, recebei-o), e Jesus, que se chama Justo, sendo unicamente estes, dentre a circuncisão, os meus cooperadores no reino de Deus; os quais têm sido para mim uma consolação. Saúda-vos Epafras, que é um de vós, servo de Cristo Jesus, e que sempre luta por vós nas suas orações, para que permaneçais perfeitos e plenamente seguros em toda a vontade de Deus. Pois dou-lhe testemunho de que tem grande zelo por vós, como também pelos que estão em Laodicéia, e pelos que estão em Hierápolis. Saúda-vos Lucas, o médico amado [que dispensa apresentações], e Demas.”&lt;br /&gt;Não houve selo de aprovação sobre Demas. Se estudarmos 2 Timóteo 4:10, veremos: “Pois Demas me abandonou, tendo amado o mundo presente.” É como se Paulo olhasse para Demas e pensasse: “É, realmente não sei quem você é. Tem algo de errado com você. Não posso dizer: ‘Se Demas for a você, receba-o.” “Demas me abandonou, tendo amado o mundo presente.” Um falso convertido. Ele não apenas olhou para trás, ele retrocedeu. Não estava apto ao Reino, e a palavra “apto” significa “pronto para uso” em grego.&lt;br /&gt;Observamos, então, sucintamente, as características de uma falsa conversão. Assim, antes de concluirmos a mensagem, observaremos rapidamente as características de um convertido genuíno.&lt;br /&gt;De acordo com Mateus 13:23, ele ouve a palavra e a entende. Por isso é tão vital utilizarmos a palavra de Deus em evangelismo e em nossas pregações. Porque sem a Lei, não haverá entendimento da real situação que os perdidos se encontram diante de Deus. O que aparecerá será apenas arrependimento horizontal, não a tristeza segundo Deus que conduz ao arrependimento. Senão, não entenderão que pecaram contra Deus. Pensarão que pecaram contra as pessoas através de suas mentiras e roubos, etc.&lt;br /&gt;Mas, quando Davi pecou com Bate-Seba, ele disse: “Contra Ti, somente contra Ti pequei.” O filho pródigo disse: “Pequei contra o Céu.” Paulo pregava “arrependimento para com Deus,” a parte ofendida na história. A tristeza segundo Deus gera arrependimento. Sem a Lei não se pode ter o entendimento necessário para exercitar a tristeza segundo deus que conduz ao arrependimento.&lt;br /&gt;Se utilizarmos a Lei em nosso testemunho, será comum ouvir os pecadores dizendo coisas do tipo: “Agora entendo o que está dizendo. Entendo isso. Nunca haviam me explicado desta maneira.” Essa é a reação quase todas as vezes que uso os Dez Mandamentos, um a um, para mostrar que a razão pela qual precisam de um Salvador é para escapar da ira vindoura. Deus determinou um dia em que julgará o mundo em retidão.&lt;br /&gt;Veja o que diz Mateus 13:15: “Porque o coração deste povo se endureceu, e com os ouvidos ouviram tardamente, e fecharam os olhos, para que não vejam com os olhos, nem ouçam com os ouvidos, nem entendam com o coração, nem se convertam, e eu os cure.”&lt;br /&gt;Vejam que primeiro precisa vir o entendimento ao coração para que se converta. Lembram que Filipe perguntou ao eunuco etíope: “Compreendes o que estás lendo?” Lembram do doutor da lei que se levantou e tentou a Jesus perguntando: “Como posso alcançar a vida eterna?” Jesus disse: “Qual o seu entendimento da Lei? Qual a leitura que você faz dela?” Porque se não há entendimento da Lei, não pode haver salvação, pois o pecado é a transgressão da Lei.&lt;br /&gt;Paulo disse: “Não conheci o pecado senão pela Lei.” Charles Finney disse: “Considero a Lei a regra, e a única regra, pela qual a culpa do pecado pode ser medida.” D.L. Moody disse: “É para isso que Deus nos deu a Lei: para mostrar quem realmente somos.”&lt;br /&gt;Já estive em eventos evangelísticos nos quais se usou manipulação psicológica pura, nos quais o pregador estava discursando sobre fé ou algum incidente bíblico, e bem no meio de sua pregação, ele dizia: “Vamos nos curvar e orar. Há pessoas aqui esta noite que não conhecem o Senhor. Vocês precisam entregar sua vida a Jesus.”&lt;br /&gt;Em seguida, pregava a Cristo crucificado, mas já estive em eventos em que nem mesmo pregavam sobre a crucificação de Cristo. Isso mesmo, nem pregavam a cruz. Pregavam apenas a fé e então diziam: “Você precisa entregar o seu coração a Jesus porque há um vazio em seu coração que só Deus pode preencher. Levante sua mão enquanto todas as cabeças estão abaixadas e todos os olhos estão fechados. Ninguém está olhando.” Então, quando alguém levanta a mão, o pregador diz: “Estou vendo uma mão. Deus te abençoe.” Na seqüência, ele diz: “Todos fiquem de pé. Aqueles que eu vi levantarem as mãos, venham à frente enquanto a música estiver tocando. Os obreiros também, venham à frente.”&lt;br /&gt;Então, os obreiros saem na frente com um cartão de visitas. É por essa razão que os obreiros têm de vir à frente, para facilitar o processo juntamente com a música. Assim, as pessoas vão à frente – e o pastor fica lá em cima em uma plataforma. Eu olhava as expressões faciais daquelas pessoas que estavam ali “entregando seus corações a Jesus.” Não havia tristeza segundo Deus, muito menos quebrantamento. Logo após o evento, um dos obreiros disse: “Você devia ter visto como foi lá atrás.” – levaram os “recém-convertidos” para uma sala e davam-lhes aconselhamento. Não havia nem um pingo de tristeza segundo Deus. O que se ouvia das pessoas era: “Oi, Bertha, você por aqui?” “Olá, Fred, o que faz por aqui?”&lt;br /&gt;A expressão nos rostos daqueles que iam à frente era: “Como será que cheguei aqui? Sério! Eu estava ali sentado e de repente apareci aqui na frente” – manipulação psicológica. Este pastor de que estou falando tinha uma média de 96% de “desviados” em sua igreja, isto é, na última vez que tomei conhecimento de suas estatísticas. Além disso, não acho que os outros 4% permaneceram ali por muito tempo também. Pode até ser. Podem ter gostado de freqüentar o Clube Social “Cristão.” Realmente não sei.&lt;br /&gt;O verdadeiro convertido, por sua vez, é aquele que diz: “Ai de mim. Estou perdido. Deus, tenha misericórdia de mim, um pecador.”&lt;br /&gt;Amém.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6591636351841893610-665999169631067392?l=marcelavelinolira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelavelinolira.blogspot.com/feeds/665999169631067392/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6591636351841893610&amp;postID=665999169631067392' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6591636351841893610/posts/default/665999169631067392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6591636351841893610/posts/default/665999169631067392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelavelinolira.blogspot.com/2009/01/verdadeira-e-falsa-converses.html' title='Verdadeira e Falsa Conversões'/><author><name>VIVENDO E APRENDENDO COM DEUS!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07579141975154251542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_RUojIbhD_ag/R2SLq-BpdFI/AAAAAAAAACQ/hDWNqBlqvio/S220/P6170254.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6591636351841893610.post-6805271372288225827</id><published>2008-12-22T04:00:00.001-08:00</published><updated>2008-12-22T04:03:59.115-08:00</updated><title type='text'>Como Mandar seus Filhos para o Inferno</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;por&lt;br /&gt;Steve M. Schissel&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;“Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.” (Pv. 22:6)&lt;br /&gt;O provérbio acima é uma promessa ou uma advertência? Segundo o hebraico, a frase “no caminho em que deve andar” não está traduzida de maneira correta. Ela deveria ser “de acordo com seu próprio caminho”. Assim, você tem no capítulo 22, versículo 6, uma predição proverbial de que a criança educada e ensinada, desde o começo, a seguir seu próprio caminho, estará, para todo sempre, ligada a ele.&lt;br /&gt;O provérbio pode ser visto como uma “promessa” encorajadora de dois modos possíveis. Um, o mais comum, o apresenta ensinando que se você “pai-storear” corretamente seu filho de acordo com o seu chamado da aliança, isto resultará em fidelidade eterna. A outra forma “positiva” de entendê-lo, revela um sentido diferente. Salomão aqui, estaria falando do reconhecimento, de antemão, da propensão vocacional existente em seu filho. Se esta propensão for cultivada, ela resultará numa devoção eterna e frutífera para o ofício escolhido. Como tal, o provérbio pode ser tomado como algum tipo de indução a um aprendizado precoce. Se você observa que seu filho gosta de cavalos, por exemplo, deixe-o, o quanto antes, ser treinado nesta área por um perito. A frase ensinar poderia ter então, o sentido de “dedicar” ou mesmo “estimular”. Deixe-o empregar seus dons naturais o quanto antes, e ele os usará naquela área por toda vida.&lt;br /&gt;Mas há um terceiro modo de entender este verso, e esse não como uma promessa, mas como uma advertência. A Palavra pode estar nos ensinando que se você educar a criança de acordo com suas próprias (pecaminosas, naturais) inclinações, você a terá arruinado para a vida.&lt;br /&gt;Assim, este provérbio poderia ser um complemento a muitos outros provérbios que tratam do mesmo assunto. Por exemplo, em 22:15 encontramos: “A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela” e em 19:18 há a admoestação: “Corrige a teu filho, enquanto há esperança, mas não te excedas a ponto de matá-lo.” Dizendo enquanto há esperança, encontramos o autor sugerindo que haverá um tempo quando o treinamento ou a disciplina serão, humanamente falando, vãos, sem esperança, infrutíferos, inúteis. Se você deixá-lo seguir seus instintos corrompidos fora da porteira (conforme 22:6), mais tarde você não o terá de volta ao caminho.&lt;br /&gt;Este último modo de interpretar Pv. 22:6 é o mais recomendado. Primeiro, ele permite a versão literal a fim de transmitir uma mensagem coerente, sem emendas. Segundo, ele é apoiado por instruções e admoestações muito similares quando o mesmo assunto (criação de filhos) é tratado no mesmo livro inspirado. Terceiro, e este é de vital importância ao testar a interpretação apropriada de um provérbio inspirado, é que ele é legítimo no que se refere à vida e a experiência comum. “Há pouca esperança para crianças que são educadas de maneira imprópria. Se a tinta respingou na lã, é muito difícil tira-la da roupa” diz Jeremiah Burroughs. E muitos são os que têm notado, como fez William Gurnall, que a “Religião cristã não cresce sem que se plante, mas murchará, mesmo onde foi plantada, se não for aguada. Ateísmo, irreligião e profanidade são ervas daninhas que crescerão sem semeadura, mas não morrerão sem que sejam arrancadas”. Deixe uma criança seguir seu próprio caminho quando for jovem e ela crescerá para ser um “jardim” de ervas daninhas.&lt;br /&gt;Acima e abaixo de todas as possíveis interpretações de Provérbios 22:6, está uma pressuposição da maior importância: Como os pais lidam com as dificuldades de suas crianças. Aqueles que principiam seus conceitos com a eleição ao invés de com a aliança podem facilmente cair em alguma sorte de fatalismo não bíblico. Mas pelo fato de Provérbios (para não mencionar o restante das Escrituras) nos falar de diversas conseqüências provenientes de diferentes ações humanas, somos seguramente levados a crer que o modo pelo qual eu crio meus filhos é realmente um assunto muito importante, que, mais do que um modo de falar, pode muito bem influir na definição de onde eles passarão a eternidade.&lt;br /&gt;Nunca é uma honra a Deus que Seu povo fale de Sua soberania de modo a desobrigá-los de suas responsabilidades. Somos levados a crer pelas Escrituras que podemos e devemos ter uma influência tal sobre nossos filhos que não é incomum que ela os conduza à salvação, com a bênção de Deus e o suporte da comunidade da aliança, conforme Gn 18: 16-19; 1 Tm 3: 4,5; Tt.1:6 e também 2 Tm. 3: 14,15.&lt;br /&gt;Assim sendo, devemos saber que nossa ação ou inação bem pode conduzi-los à condenação. E, se falhamos em ouvir os avisos e a direção de Deus encontrados por toda a Escritura, no último dia não seremos autorizados para suplicar pelos decretos de Deus em nossa defesa!&lt;br /&gt;Visto que o inferno é a eterna e atormentadora separação de Deus e do conforto, alguém poderia pensar que o mais fervoroso desejo de um pai seria educar seus filhos, rigorosa e conscientemente, para que escapassem da perdição e achassem refúgio e plenitude de vida em Deus através de Cristo e da aliança. Ainda assim, muitos são os que parecem considerar isto como sendo muito trabalhoso. Para aqueles tão completamente perversos a ponto de serem indiferentes à questão, eu apresento um método para fazer com que isto seja uma certeza. Aqui, através de 18 meios bem fáceis de seguir, está a fórmula comprovada de como mandar seus filhos para o inferno:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1)&lt;/strong&gt; Crie seu filho para buscar seu próprio caminho. Ignore com todo seu coração o que J. C. Ryle aconselha em The Duties of Parents (Os Deveres dos Pais):&lt;br /&gt;“Se você for educar seus filhos corretamente, então, em primeiro lugar, eduque-os no caminho em que devem andar e não no caminho em que eles escolheriam. Lembre-se: crianças nascem com uma inclinação decidida para o erro, e portanto, se você permitir que escolham por si mesmas, elas certamente escolherão errado”.&lt;br /&gt;A mãe não pode dizer o que seu frágil infante será ao crescer: alto ou baixo, fraco ou forte, sábio ou tolo; ele pode ser qualquer uma destas coisas ou nenhuma delas, pois elas são incertas. Mas uma coisa a mãe pode dizer com certeza: ele terá um coração corrupto e pecador. É natural para nós portar-nos mal. “A estultícia”, diz Salomão, “está ligada ao coração da criança” (Pv. 22:15). “A criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe”(Pv. 29:15). Nossos corações são como a terra que pisamos; deixe-a abandonada e certamente produzirá ervas daninhas.&lt;br /&gt;Se então, você for lidar de modo sábio com seu filho, não deve deixá-lo sujeito a sua própria vontade. Pense por ele, julgue por ele, aja por ele, do mesmo modo que você faria por uma pessoa fraca e cega; mas, pelo amor de Deus, não o entregue aos seus próprios gostos e inclinações voluntariosos. Não devem ser suas preferências e desejos que são consultados. Ele ainda não sabe o que é bom para sua mente e alma, mais do que o que é bom para seu corpo. Não o deixe decidir o que ele deve comer, o que ele deve beber, e como ele deve se vestir. Seja consistente, e lide com a mente dele da mesma maneira. Eduque-o no caminho que é bíblico e correto e não do jeito que ele imagina.&lt;br /&gt;Se você não pode decidir-se a este primeiro princípio da educação cristã, é inútil continuar lendo. A vontade própria está perto de ser a primeira coisa que se manifesta na mente da criança, e precisa ser sua primeira resolução, resistir a ela.&lt;br /&gt;Ignore este conselho se você for colocar seu filho rumo à destruição, e ao invés disto, ensine-lhe auto-estima positiva; ensine-o que o maior amor está dentro dele e que o mundo, de fato, gira ao seu redor”.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2)&lt;/strong&gt; Nunca o discipline corporalmente. Os provérbios que sugerem punição corporal, são bárbaros e ultrapassados. Nós somos civilizados. Nós temos o Ano da Criança! Nós erguemos nossas consciências, não palmatórias! Provérbios 13:24 “O que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo, o disciplina” está errado. Ignore-o. O 22:15 “A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela”, também. E esqueça 23:13-14 “Não retires da criança a disciplina, pois, se a fustigares com a vara, não morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno”. Se você for tentado a discipliná-los corporalmente, tente estas desculpas: a) “Eu apanhei quando criança e não quero bater nos meus filhos”. Claro, que é o mesmo que dizer “Minha mãe era gorda, por isso eu não alimento meus filhos”; b) É contra a lei; c) Minha sogra não gosta disso. Seja criativo e pense em outras desculpas; você achará fácil criá-las.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3)&lt;/strong&gt; Quase tão proveitoso quanto nunca discipliná-los é discipliná-los corporalmente insensata e/ou severamente. A correção bíblica é amorosa, firme e controlada. Excesso de correção bíblica o conduziria à outra direção.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4)&lt;/strong&gt; Esta é a favorita de muitos pais: nunca use a Escritura na correção. Nunca explique para seus filhos qual é a vontade de Deus sobre o assunto. Não tome Deuteronômio 6: 4-9 literalmente (“Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR. Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te. Também as atarás como sinal na tua mão, e te serão por frontal entre os olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas”).&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5)&lt;/strong&gt; Nunca admita que você está errado. Se você deseja que seus filhos cresçam descorteses e hostis, nunca os deixe vê-lo humilhado ou aceitando correção. Nunca lhes peça desculpas; nunca reprima seu orgulho.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6)&lt;/strong&gt; Seja hipócrita. Esta é boa para lembrar. Ensine-os através das suas ações, que suas palavras não têm valor para você.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;7)&lt;/strong&gt; Instrua-os para escolher sua própria religião. Afinal, você não pode forçá-los a crer.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;8)&lt;/strong&gt; Não ore com eles ou por eles, pública ou privadamente. Se você precisa de uma desculpa, lembre que eles acharam graça de você da primeira vez que você tentou. Normalmente isto é suficiente para fazê-lo desistir.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;9)&lt;/strong&gt; Evite cantar salmos e hinos com seus filhos. Mas se por alguma razão você achar que deve, nunca lhes explique o sentido.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;10)&lt;/strong&gt; Responda cada pergunta religiosa com “Porque nós sempre fizemos assim”. Este é um dos meios mais eficazes de convencê-los que o cristianismo é meramente uma tradição e não a Verdade.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;11)&lt;/strong&gt; Não os previna sobre evolução ou outros mitos populares. Não os informe sobre heresias da história ou suas modernas iterações. Não lhes fale nada sobre teologias antagônicas e o porquê as igrejas ortodoxas as rejeitam.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;12)&lt;/strong&gt; Deixe-os expressarem-se de qualquer modo que escolherem, seja no seu jeito de vestir, no jeito que usam seu cabelo ou no seu linguajar. As novidades sempre devem ser seguidas. Se eles desejam tatuagens ou vários piercings, relaxe e aproveite. Não interfira. Afinal a vida é deles. E nunca olhe aquilo que eles lêem. Eles têm direitos, você sabe. Você não lê os boletins da ACLU (União Americana para Liberdades Civis)?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;13)&lt;/strong&gt; Não os faça trabalhar por nada. O amor, apesar de tudo, deve ser incondicional, certo? Então, lhes dê tudo e não espere nada. (Isto é exatamente o que você obterá).&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;14)&lt;/strong&gt; Desde a infância, use uma linguagem simples ao falar com eles. Não espere que alcancem a maturidade e eles satisfarão suas expectativas!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;15)&lt;/strong&gt; Não os abrace ou beije ou lhes faça cócegas, e seja muito parcimonioso com respeito a lhes dizer que os ama. Evite por completo, se possível. Afinal, isto não é muito másculo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;16)&lt;/strong&gt; Deixe-os mentir sem sofrer punição. Prove com isto que a verdade tem pouco valor em sua casa.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;17)&lt;/strong&gt; Deixe-os desperdiçar tempo, a esmo e sem propósito. Prive-os daquela idéia puritana que descansamos bem para melhor trabalhar. Tente incutir neles a moderna noção que trabalho existe a fim de custear nossa diversão nos fins de semana; damos duro para podermos “badalar”!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;18)&lt;/strong&gt; Mantenha a TV sempre ligada, especialmente durante os comerciais. Este é o meio mais fácil e certo de guiar seus filhos para o inferno. Pense! Ela pode ser pode ser o terceiro (e o único realmente presente) "pai" delas, e a sua melhor amiga. Duas horas na igreja aos domingos não terão um papel eficiente na formação do caráter delas, quando confrontadas com 25 horas de televisão. Todo absoluto, de qualquer fonte, será “relativizado” para sempre. A televisão tem sido a melhor amiga do diabo, então a deixe possuir a sala de estar e a cozinha também. Se possível, deixe-a ligada durante o jantar, assim ela pode reivindicar, sozinha, o título de senhora e mediadora da verdade em sua casa.&lt;br /&gt;Se você seguir estes 18 passos, há pouca dúvida de que seu filho estará entre aquela população infernal.&lt;br /&gt;Mas eu, particularmente, penso que você rejeitará toda esta horrenda insensatez acima e se curvará a mais solene responsabilidade que Deus já lhe deu: Ser pai e mãe. Se Deus nos concede a aptidão de conduzir nossas crianças à perdição, porque alguém duvidaria que Ele nos dá a habilidade, a responsabilidade, na verdade, o privilégio, de conduzi-los ao céu? Se nós fielmente seguirmos Seu método de criação de crianças da aliança, elas estarão entre a população celeste por toda a eternidade. Que incentivo à fidelidade!&lt;br /&gt;A aliança continua por gerações, mas ela continua junto ao caminho da fidelidade, não o da presunção. Nós temos incomparavelmente grandes e preciosas promessas da parte de Deus, bem como admoestações. Ele nos exorta que não fazer nada é a coisa errada. Ensine a criança em seus próprios caminhos, e quando ela for velha, não se desviará dele. Mas Ele promete que fazer a coisa certa ocasionará a uma colheita de promessas cumpridas. Ouça Deus meditando consigo mesmo concernente a Seu amigo Abraão: “Porque eu o escolhi para que ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, a fim de que guardem o caminho do SENHOR e pratiquem a justiça e o juízo; para que o SENHOR faça vir sobre Abraão o que tem falado a seu respeito” (Gênesis 18:19).&lt;br /&gt;Esta promessa é para você e para seus filhos, e para tantos quantos o Senhor, nosso Deus, vier a chamar. É uma promessa com condições; que alegria é cumpri-las, visando a recompensa a que elas conduzem! Amém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.monergismo.com/" target="_blank"&gt;www.monergismo.com&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6591636351841893610-6805271372288225827?l=marcelavelinolira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelavelinolira.blogspot.com/feeds/6805271372288225827/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6591636351841893610&amp;postID=6805271372288225827' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6591636351841893610/posts/default/6805271372288225827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6591636351841893610/posts/default/6805271372288225827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelavelinolira.blogspot.com/2008/12/como-mandar-seus-filhos-para-o-inferno.html' title='Como Mandar seus Filhos para o Inferno'/><author><name>VIVENDO E APRENDENDO COM DEUS!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07579141975154251542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_RUojIbhD_ag/R2SLq-BpdFI/AAAAAAAAACQ/hDWNqBlqvio/S220/P6170254.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6591636351841893610.post-1263833800854604018</id><published>2008-12-12T03:15:00.000-08:00</published><updated>2008-12-12T06:15:37.451-08:00</updated><title type='text'>OS MELHORES VIDEOS DO YOUTUBE</title><content type='html'>Normalmente passamos horas a fio frente a Tv e a internet, peço agora sua atenção para isto, iniciando pela visita neste site, &lt;a href="http://www.boapessoa.com.br/"&gt;http://www.boapessoa.com.br/&lt;/a&gt;, é um site questionário, muitas coisas podemos descobrir só respondendo e lendo cada pergunta, resposta e textos explicativos, veja todas as paginas e textos que serão requesitados, creio que lhe será muito util, veja tudo até o fim e nunca esqueça o grande amor de Deus. Seguem videos que são verdadeiras inspirações para a caminha cristã, vejam seriamente os videos, espero que assim como eu, vocês possam ser edificados para Glória de Deus. Não se preocupe em ve-los, ve-los e ve-los quantas vezes forem necessarios.&lt;br /&gt;SEGUE LINK - POR FAVOR NÃO DEIXE DE VER NEM UM, SÃO EDIFICANTES E ACIMA DE TUDO, CRISTOCENTRICOS!&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=8A1I7Asz8cU"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=8A1I7Asz8cU&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=ZnH97YDdPB8"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=ZnH97YDdPB8&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=4GJEvMq19Mw&amp;amp;feature=related"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=4GJEvMq19Mw&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=3aFZbpJYVfg"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=3aFZbpJYVfg&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=b_7AsRg1T1Q&amp;amp;feature=related"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=b_7AsRg1T1Q&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=_jBMRUiENZ8&amp;amp;feature=related"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=_jBMRUiENZ8&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=zdvXqO7aBBo&amp;amp;feature=related"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=zdvXqO7aBBo&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=ObQ0Dtoav6Y&amp;amp;feature=related"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=ObQ0Dtoav6Y&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=ggs4luij84w"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=ggs4luij84w&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Jfqx041Pxt8&amp;amp;feature=related"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=Jfqx041Pxt8&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=GwoUIAlBa8c"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=GwoUIAlBa8c&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=jZ9V7YqINe4&amp;amp;feature=related"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=jZ9V7YqINe4&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=s6jchHsw-n8"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=s6jchHsw-n8&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6591636351841893610-1263833800854604018?l=marcelavelinolira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelavelinolira.blogspot.com/feeds/1263833800854604018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6591636351841893610&amp;postID=1263833800854604018' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6591636351841893610/posts/default/1263833800854604018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6591636351841893610/posts/default/1263833800854604018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelavelinolira.blogspot.com/2008/12/os-melhores-videos-do-youtube.html' title='OS MELHORES VIDEOS DO YOUTUBE'/><author><name>VIVENDO E APRENDENDO COM DEUS!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07579141975154251542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_RUojIbhD_ag/R2SLq-BpdFI/AAAAAAAAACQ/hDWNqBlqvio/S220/P6170254.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6591636351841893610.post-2403661610066012027</id><published>2008-12-01T09:03:00.000-08:00</published><updated>2008-12-01T09:08:34.286-08:00</updated><title type='text'>Minha Passagem pelo Movimento de Crescimento de Igrejas.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RUojIbhD_ag/STQZq5rZsoI/AAAAAAAAAHY/I8lrBzhecnQ/s1600-h/anoNOVO-.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5274869288385753730" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RUojIbhD_ag/STQZq5rZsoI/AAAAAAAAAHY/I8lrBzhecnQ/s400/anoNOVO-.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Há pouco tempo, um amigo ouviu este admirável comentário de um membro de uma grande igreja evangélica que está crescendo rapidamente: "Temos um pastor maravilhoso! Ele realmente prega a Palavra; fala contra o pecado, chamando-o pelo seu nome".Quando meu amigo perguntou sobre o conteúdo doutrinário das mensagens ("O pastor fala sobre doutrinas como regeneração, justificação, redenção, santificação e outras semelhantes?"), a enfática resposta foi: "Não, ele não prega a respeito desse tipo de coisas!"Como podemos harmonizar uma igreja crescente, com a falta de ensino doutrinário na pregação? Se doutrinas não estão sendo ensinadas, pode qualquer igreja considerar que está em harmonia com o padrão do Novo Testamento? Esta era a situação em que eu me encontrava há alguns anos passados.Retornando à Escola:Em meu terceiro pastorado, senti-me desanimado diante da falta de crescimento numérico em nossa igreja. Havia participado de conferências e seminários que promoviam crescimento, crescimento, crescimento como o objetivo final para os pastores. Ouvi pastores respeitados em nossa denominação e, com freqüência, desejava que a minha igreja tivesse o mesmo tipo de crescimento que as igrejas deles haviam experimentado. Por fim, meu desânimo levou-me a agir. Após algumas mudanças radicais na organização de nossa própria igreja, vi o número de membros aumentar. Estava satisfeito e motivado para buscar mais crescimento. Não sou muito a favor de realizar as coisas pela metade; por isso, conclui que a melhor mudança a fazer seria estudar o crescimento de igreja, em sua fonte, o Seminário Teológico Fuller, em Passadena (Califórnia). O primeiro seminário, de duas semanas, incluso no programa de Bacharel em Ministério, no Fuller, foi ministrado por C. Peter Wagner, o principal porta-voz do Movimento de Crescimento de Igrejas. Este havia sido missionário na América do Sul e retornou à universidade em que estudara para ensinar juntamente com o falecido Donald McGavran. Enquanto McGavran, que fora missionário na Índia, é bem conhecido como o "pai do Movimento de Crescimento de Igrejas", Peter Wagner certamente possui o título de ser o melhor proponente desse Movimento. Em preparação para este seminário, li diversas obras escritas por Wagner e por outros autores do Movimento.Achei Wagner um professor interessante que se apresentava bem, alguém capaz de produzir animadas discussões em sala de aula. Munido de transparências e grande quantidade de anotações, Wagner começou a esclarecer aos alunos os princípios básicos do Movimento. O pragmatismo pode resultar em crescimento numérico, mas não pode regenerar um homem incrédulo. Percebi que estava aceitando cada palavra falada na aula, embora, às vezes, ficasse apreensivo diante de algumas afirmativas. Wagner jamais recuava quando, na classe, era confrontado por causa de discordâncias, ainda que estas fossem freqüentes. Ele afirmava que as críticas e a correção eram bem-vindas para o Movimento de Crescimento de Igrejas, pois constituíam a melhor maneira de aprimorá-lo.Continuei meus estudos, no Fuller, com grande ênfase em crescimento e implantação de igrejas. Mais da metade do tempo de nossa aula dedicava-se a estudar o crescimento de igreja. Wagner ministrava as principais aulas; o outro professor era John Wimber, o fundador das igrejas Vineyard. Este ensinava sobre o controverso assunto de "sinais e maravilhas" e sua relação fundamental no crescimento de igreja. Por ocasião de minha formatura, estava completamente encharcado com a "filosofia do Movimento de Crescimento de Igrejas" e a ampla influência deste sobre o evangelicalismo.Muito do que aprendera era simplesmente trivial. Detalhes acerca do estacionamento, preparo de equipe adequada, localização, otimização no uso de equipamentos, treinamento de liderança leiga, utilização de dons espirituais e diagnóstico de fraquezas de igrejas constituem assuntos que podem ser facilmente encontrados em livros sobre crescimento de igrejas. Este ensino pode tornar-se útil a qualquer líder de igreja. As igrejas devem ter sabedoria para se avaliarem por si mesmas.O Movimento de Crescimento de Igrejas também fornece uma boa análise sobre a fraqueza das cruzadas evangelísticas e sobre a grande eficácia do evangelismo pessoal. Coloca ênfase sobre alcançar os "campos que estão brancos para a ceifa", em esforços para atingir os perdidos e fazer as igrejas crescerem. Uma intensa ênfase sobre "fazer discípulos", em contraste com o simples "evangelizar", ajuda a corrigir a atitude de inchar o rol de membros da igreja com pessoas não-convertidas. As estatísticas fornecidas pelos líderes do Movimento podem dar às igrejas uma melhor assimilação da necessidade espiritual dos povos.Pouco a pouco, comecei a perceber as falhas em meu próprio ministério e em todo o Movimento de Crescimento de Igrejas. Embora tenha encontrado muitas idéias úteis ao estudar sobre o Movimento de Crescimento de Igrejas, também percebi que estava envolvido em uma "mentalidade" cujo preço comprovou-se elevado. Edificar uma igreja seguindo os "princípios do Movimento de Crescimento de Igrejas" significava anuência ao pragmatismo, ao invés de ao cristianismo bíblico. O pragmatismo pode resultar em crescimento numérico, mas não pode regenerar um homem incrédulo. Na qualidade de pragmatista, estava interessado em descobrir métodos e artifícios que produziriam crescimento e em utilizá-los plenamente em nossa igreja. Mesmo acreditando na pregação expositiva, diminui a exposição da Palavra e segui com intensidade o apelar às necessidades sentidas da comunidade. Isto era justificável (ou assim eu pensava), pois estaria construindo uma grande igreja.Reconsiderando os Princípios do Movimento de Crescimento de Igrejas:Lembro-me de, em certa noite, ter visitado um estudante de teologia que estivera em nosso culto. Ele perguntou qual era a minha teologia. Respondi: "Tenho uma teologia pragmática. Quero uma teologia que funciona". Mais tarde, fiquei bravo enquanto um amigo contava-me que aquele estudante lhe dissera após minha visita: "Phil não possui uma teologia". Infelizmente, ele estava correto e isto mostrava de que maneira eu estava "realizando o ministério".&lt;br /&gt;Pouco a pouco, comecei a perceber as falhas em meu próprio ministério e em todo o Movimento de Crescimento de Igrejas. No cerne do ensino de Wagner e do Movimento de Crescimento de Igrejas encontram-se princípios relacionados ao evangelismo. Wagner tem promovido de modo admirável o trabalho de evangelismo como sendo um dos mais importantes na igreja local. Quando a maneira de pensar de Wagner sobre evangelismo é examinada à luz das Escrituras, surgem algumas questões sérias. Ele divide o evangelismo nas seguintes categorias (Church Growth: State of the Art, editado por C. Peter Wagner, com Win Arn e Elmer Towns, Wheaton, Tyndale House Publishers, 1988, pp. 296-297):&lt;br /&gt;1. Evangelismo de Presença. Aproximar-se das pessoas e ajudá-las, fazendo o bem no mundo. Designado evangelismo "l-P".2. Evangelismo de Proclamação. Apresentar o evangelho; a morte e a ressurreição de Cristo é proclamada; as pessoas ouvem e podem responder. Designado evangelismo "2-P".3. Evangelismo de Persuasão. Fazer discípulos; enfatiza a importância de não fazer separação entre o evangelismo e o acompanhamento, integrando a pessoa ao Corpo de Cristo. Designado evangelismo "3-P".&lt;br /&gt;Wagner ressalta que todos os três tipos de evangelismo são importantes, mas o objetivo tem de ser a realização do evangelismo "3-P".Poucos discordariam do fato que o evangelismo "1-P" não pode adequadamente anunciar o evangelho ao incrédulo; e que sem a presença visível daqueles que foram despertados pelo evangelho, todo o outro evangelismo seria anulado. O maior problema surge no entendimento de Wagner referente ao evangelismo "2-P". De acordo com a definição, parece ser mais do que uma pregação ou um testemunho verbal dos fatos do evangelho. Por conseguinte, o incrédulo pode determinar se os fatos apresentados são dignos de sua decisão de aceitar o evangelho.O evangelismo "3-P" constitui o ponto central dos proponentes do Movimento de Crescimento de Igrejas. Realmente envolve tanto a presença quanto a proclamação, mas isto não é tudo. O evangelista precisa usar todos os meios à sua disposição para persuadir o incrédulo a converter-se de seu pecado e crer em Jesus, de modo que torne-se um discípulo.Em suas aulas, Wagner serve-se da palavra grega peitho e seu emprego no livro de Atos. Ele cita Atos 13.43; 17.4; 18.4; 26.28 e 28.23-24, onde peitho é utilizada como uma referência ao apelo evangelístico. Wagner constantemente retrata esta palavra com o significado de "persuadir". Portanto, o evangelismo adequado é o evangelismo de persuasão.O Novo Testamento está repleto de passagens referindo-se ao trabalho de evangelismo. Existem vários problemas na dedução de Wagner extraída destas passagens do livro de Atos.&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, não é sábio elaborar uma teologia sobre uma parte histórica das Escrituras, a menos que não haja quaisquer passagens didáticas ou instrutivas falando sobre aquele assunto. O Novo Testamento está repleto de passagens referindo-se ao trabalho de evangelismo. A mais notável é a evidente explicação do apóstolo Paulo sobre o seu método de evangelizar: "Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego; visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O JUSTO VIVERÁ POR FÉ" (Rm 1.16-17). Paulo declarou que o evangelho é bastante adequado por meio da obra do Espírito Santo em trazer o homem a um salvífico conhecimento de Cristo. Os primeiros discípulos jamais anunciaram insensivelmente o evangelho! Em 1 Coríntios 2.4-5, Paulo destacou que procurava anunciar o evangelho no poder do Espírito Santo, ao invés de utilizar as técnicas comuns que os gregos empregavam para controlar a mente - "A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva [peitho, no grego] de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus". Paulo também argumentou que os cristãos devem viver de tal modo a realidade do evangelho, que parecerão como "luzeiros no mundo", isto corresponde ao evangelismo "1-P", de acordo com a definição de Wagner. Logo em seguida, o apóstolo mostra o método apropriado de evangelismo - "preservando a palavra da vida", que mostra o crente na posição de alguém que apresenta (isto é, "proclama") aos homens incrédulos a verdade da Palavra de Deus, a qual outorga vida (Fp 1.15-16).&lt;br /&gt;Em segundo, o fato de Wagner utilizar peitho como base para o evangelismo de persuasão é extremamente fraco. Limitar esta palavra a apenas um significado demonstra uma falta de entendimento da amplitude da língua grega. Embora peitho seja traduzida "persuadir", em diversas passagens, também pode ser melhor traduzida por "instigar", "convencer", "seduzir", "suplicar" e, ainda, "subornar", em outros casos. O contexto determina a melhor tradução da palavra. Os primeiros discípulos... eram apaixonados pela verdade que havia transformado suas vidas. Lucas, o escritor de Atos, utilizou peitho para referir-se a certo tipo de metodologia persuasiva usada por Paulo ou outros dos primeiros discípulos? Obviamente, Lucas jamais desejaria empregar manipulação, artimanha ou engano na obra de evangelismo (ver o uso de peitho em Atos 12.20, 14.19 e 19.26, onde as idéias de "seduzir" e "subornar" são transmitidas no texto grego desses versículos). Fazer isto seria negar a necessidade da obra do Espírito Santo, a qual precisa estar no centro do verdadeiro trabalho de evangelismo (Rm 8.9, 12-17; 1Ts 1.4-5). Paulo compreendia que os pecadores compareceriam diante do Deus justo e santo, por isso se esforçava para "conquistar os homens para Cristo". Em Atos 13.43, a Bíblia "Almeida Revista e Corrigida" traduz corretamente peitho pelo vocábulo "exortar", mostrando que Paulo e Barnabé utilizaram os melhores poderes de argumentação e seu amor pela verdade, a fim de exortar os ouvintes a "perseverar na graça de Deus". Em Atos 17.4, "persuadidos" implica em que os tessalonicenses foram convencidos das coisas que Paulo e Silas haviam proclamado. Lucas já havia afirmado que Paulo "arrazoou com eles, acerca das Escrituras, expondo e demonstrando ter sido necessário que o Cristo padecesse e ressurgisse dentre os mortos" (17.2-3). Essas palavras descritivas demonstram que ocorreu um intenso intercâmbio intelectual, quando os mensageiros utilizaram as provas das Escrituras, uma série de perguntas e respostas ("arrazoou", no grego, dialegomai), e toda a sua capacidade de questionamento, para convencê-los da verdade. Paulo e seu companheiro, com muito ardor, anunciaram a Palavra de Deus àquelas pessoas incrédulas, apelando, com a verdade, às suas mentes (ver também Atos 18.4 e 28.23, onde peitho é mais naturalmente traduzida por "persuadir").&lt;br /&gt;Em terceiro, a idéia do evangelismo "3-P" sugere que a proclamação no evangelismo "2-P" carece do poder de persuasão. Os primeiros discípulos jamais anunciaram insensivelmente o evangelho! Eles eram apaixonados pela verdade que havia transformado suas vidas. A sua apresentação do evangelho continha uma argumentação consistente e lógica. Eles apelavam à mente dos incrédulos, ao invés de procurarem manipular uma "decisão por Cristo", recorrendo, em primeiro lugar, à vontade e às emoções. A passagem de Atos 17 mostra isso de maneira conclusiva, assim como toda a narrativa do livro. Paulo... procurava os perdidos, anunciava-lhes com intenso amor o evangelho, mas dependia do poder do Espírito Santo para salvá-los.&lt;br /&gt;No século 19, Charles Haddon Spurgeon foi conhecido como o supremo exemplo de um verdadeiro evangelista. O alcance de seu evangelismo tornou-se mais amplo do que o de qualquer outro em seus dias. Ele poderia ter sido acusado de usar de manipulação ou métodos emocionais de evangelismo centralizados no homem. Todavia, ninguém o acusaria de proclamar o evangelho sem amor e persuasão. O próprio evangelho, ao ser anunciado de maneira correta, é persuasivo! E este evangelho, quando crido para a salvação, devido à obra de regeneração realizada pelo Espírito Santo, produz verdadeiros discípulos. O verdadeiro evangelismo se esforça por anunciar, com amor e clareza, todo o evangelho de Cristo, na dependência do Espírito Santo para salvá-los. Finalmente, ao mesmo tempo em que concordo com Wagner, ao afirmar que temos de ser persuasivos ao apresentar o evangelho, a ênfase dele coloca indevida confiança na habilidade do evangelista para realizar conversões. Tal confiança não corresponde ao ensino das Escrituras (ver 1 Co 2.1-16; cf. também a excelente discussão de Iain Murray sobre este assunto, em Revival and Reavivalism [Avivamento e Avivalismo], Banner of Truth Trust, 1994, pp. 161, ss.). O apóstolo Paulo estava tão dominado pela certeza do julgamento divino, que afirmou: "Conhecendo o temor do Senhor, persuadimos os homens" (2 Co 5.11). O significado natural deste versículo é este: Paulo compreendia que os pecadores compareceriam diante do Deus justo e santo, por isso se esforçava para "conquistar os homens para Cristo". Ele procurava os perdidos, anunciava-lhes com intenso amor o evangelho, mas dependia do poder do Espírito Santo para salvá-los. Aqueles que o Espírito salvasse inevitavelmente se tornariam parte da igreja visível.O verdadeiro evangelismo se esforça por anunciar, com amor e clareza, todo o evangelho de Cristo, na dependência do Espírito para salvá-los. Esse evangelismo resultará na obra de integrar o novo crente à igreja. A disparidade ocorre quando o evangelista considera a si mesmo e aos seus métodos como chaves para a salvação dos homens, ao invés da obra regeneradora da parte do Espírito Santo. Somente por meio do ato regenerador proveniente do Espírito Santo, o pecador realmente pode ter uma mudança de natureza.Wagner fundamenta sua classificação de evangelismo na "Escala de Engel" , que é um "modelo do processo de decisão espiritual" desenvolvido por James Engel. A escala tem uma série de números negativos e positivos que descreve o processo de evangelismo:&lt;br /&gt;-8 Consciência de um Ser Supremo, mas não um conhecimento eficaz do evangelho.-7 Conhecimento inicial do evangelho.-6 Conhecimento dos fundamentos do evangelho.-5 Assimilação das implicações do evangelho.-4 Atitude positiva para com o evangelho.-3 Reconhecimento do problema pessoal.-2 Decisão de fazer algo.-1 Arrependimento e fé em Cristo.Regeneração - Uma "Nova Criatura"+1 Avaliação após a decisão.+2 Integração no Corpo+3 Início do crescimento informativo e comportamental.&lt;br /&gt;O problema básico na "Escala de Engel"é a reversão da ordem bíblica referente ao arrependimento e fé em Cristo e à Regeneração - uma "Nova Criatura". Seguindo a lógica desta escala, alguém poderia imaginar que um pecador precisa apenas começar a entender as implicações fundamentais do evangelho, reconhecer seu "problema pessoal" (uma maneira amena de se transmitir a idéia de "pecado") e tomar a decisão de ser salvo. Aquilo que Wagner admite concernente à regeneração implica em que um pecador não tem de ser totalmente depravado ou morto em seus delitos e pecados.Ao contrário disso, a regeneração antecede o arrependimento e a fé, conforme está claramente ensinado nas Escrituras, em muitas passagens que falam sobre a regeneração (observe os seguintes versículos que a ela se referem: Tito 3.5, onde o vocábulo grego paliggenesia significa "um novo nascimento"; Efésios 2.5 e Colossenses 2.13, sunezoopoisen significa "vivificar juntamente com"; João 3.3 e 5, gennao significa "ser nascido, gerado"; Tiago 1.18 apekuasen significa "dar à luz", "gerar"). "Nenhum rio pode, de si mesmo, correr em uma direção mais elevada do que sua nascente..."A grande premissa de Wagner é esta: se o incrédulo for persuadido a tomar a decisão de se arrepender e crer, então será regenerado. A atitude do pecador, por conseguinte, causa a sua própria regeneração. Ele tem a capacidade de fazer uma escolha voluntária e apropriada em relação ao evangelho, se receber evangelismo de persuasão ou "3-P". De que maneira a natureza do pecado o torna bastante capaz de arrepender-se e crer? Se o problema espiritual do pecado resulta não somente de seu comportamento pecaminoso mas também de sua natureza corrupta, concluímos: até que sua natureza seja mudada, ele não haverá de arrepender-se e crer; fazer isto será contrário à sua própria natureza. Além disso, como pode um morto vivificar a si mesmo (o que ocorre na regeneração)? Isto é apresentado com clareza em Efésios 2.1-5, onde Paulo afirma duas vezes que a pessoa não-regenerada está morta. "Se o homem está realmente morto em delitos e pecados, ele é incapaz de manifestar qualquer virtude que contenha, em si mesma, o elemento da verdadeira santidade ou vida espiritual." C. R. Vaughan, em The Gifts of the Holy Spirit (Os Dons do Espírito Santo), explica a incapacidade do homem em libertar-se de sua natureza pecaminosa e seguir a fé, o arrependimento e a santidade: "Nenhum rio pode, de si mesmo, correr em uma direção mais elevada do que sua nascente; nenhuma natureza pode transcender a si mesma na manifestação de suas energias. Se o homem está realmente morto em delitos e pecados, ele é incapaz de manifestar qualquer virtude que contenha, em si mesma, o elemento da verdadeira santidade ou vida espiritual" (Banner of Truth Trust, 1984, p. 175). Contudo, no paradigma de Wagner, o evangelista tenta convencer um pecador a fazer algo que não deseja. Sua natureza exige que ele se rebele contra o evangelho, ao invés de aceitá-lo. Somente por meio do ato regenerador proveniente do Espírito Santo, o pecador realmente pode ter uma mudança de natureza; isto o leva a perceber que está separado de Deus, por causa do pecado, e, em seguida, a apropriar-se da obra propiciatória de Cristo em favor dele, de modo que, com alegria, ele se arrepende e crê em Cristo. Assim como no vale de ossos secos contemplado por Ezequiel, o pecador está morto para as coisas de Deus, até ser despertado pelo Espírito, que outorga a vida, no novo nascimento (compare João 3.1-7 com Ezequiel 37, onde "o Espírito" e "o vento" referem-se à mesma Pessoa divina e sua obra).A prioridade no evangelismo "3-P", do Movimento de Crescimento de Igrejas, demonstra que o evangelismo "2-P" não é capaz de realizar a obra. O evangelismo de proclamação apenas abre a porta para fazer a luz do evangelho entrar, de modo que o incrédulo possa ouvi-lo bem, mas fica aquém de se tornar um discípulo. O evangelista tem de utilizar os métodos, as abordagens e as técnicas corretas para realmente fazer um discípulo. Precisa apelar às necessidades sentidas do pecador, para que este se interesse pelo evangelho.Neste ponto, o Movimento apresenta um amplo conjunto de princípios e axiomas que, empregados corretamente, podem quase garantir os resultados. O Movimento de Crescimento de Igrejas prosperou fundamentado nesse ponto de vista extremamente arminiano acerca do evangelismo. Seminários, conferências, palestras, livros, módulos com esse tipo de abordagem inundaram o cristianismo evangélico. Os crentes de todas as denominações estão utilizando os princípios do Movimento de Crescimento de Igrejas para conquistar grandes números e estabelecerem igrejas enormes. A proclamação da Palavra de Deus não possui mais o lugar central nessas igrejas. O ensino da sã doutrina é considerado algo desnecessário e antiquado. Em seu lugar, métodos e grandes realizações se tornaram o atrativo para as pessoas freqüentarem as igrejas e decidirem tornar-se membros delas. Enquanto estas igrejas falam sobre a obra do Espírito Santo, negligenciam sua dependência da obra regeneradora proveniente dEle.Revolução Teológica Após concordar com a teologia bíblica dos fundadores de nossa denominação, comecei a duvidar dos princípios do Movimento de Crescimento de Igrejas, os quais eu havia aprendido. Enquanto estudava e pregava expositivamente sobre Efésios, todo o meu conceito acerca daquele Movimento foi estilhaçado pela verdade da Palavra de Deus. Estudando, com intensa meditação, Efésios 1.1-14, durante um período de dois meses, tive de concordar com algumas doutrinas que, durante alguns anos, eu evitara cuidadosamente. Pensei muito sobre a soberania de Deus e a depravação do homem, crendo nessas verdades tanto quanto podia entendê-las. Porém, deixara de perceber que, se acreditava no ensino bíblico a respeito da soberania de Deus e da total depravação do homem, a conclusão lógica a que eu deveria chegar era o equilíbrio das "Doutrinas da Graça", que Edwards, Whitefield, Spurgeon, Boyce e outros ensinaram. Qualquer coisa inferior a isso retrataria Deus como alguém não completamente soberano, e o homem, não totalmente depravado.Minha teologia precisava determinar minha atitudes no ministério e vida diária. Por conseguinte, deparei-me com a pergunta: se a conversão é totalmente uma obra da graça divina, então quem sou eu para imaginar que minhas técnicas e métodos podem converter uma alma sequer? Compreendi que minha teologia precisava determinar minha atitude no ministério e vida diária ou seria um hipócrita em ambos. Comecei a abandonar a maioria dos ensinos que havia recebido em meus anos de estudo no Movimento de Crescimento de Igrejas (exceto os princípios de bom senso e aqueles apresentados claramente nas Escrituras). Procurei concentrar-me em ensinar a Palavra de Deus, com clareza, pureza e amor, abordando as doutrinas encontradas nos textos dos sermões de cada semana. Voltei à minha tarefa de pregação com uma nova convicção de pregar "todo o desígnio de Deus".&lt;br /&gt;Essa radical mudança na teologia aconteceu no outono de 1990. Precisava participar de dois seminários para meu diploma de bacharel, mas alegremente eu os dispensei em troca da bênção de passar quinze meses estudando Efésios. A cada semana examinando o texto grego, lendo Martin Lloyd-Jones, John MacArthur, Leon Morris, John Stott e outros forneceu-me um claro entendimento de toda a gloriosa mensagem de redenção. Voltei à minha tarefa de pregação com uma nova convicção de pregar "todo o desígnio de Deus" (At 20.27). Sabia que nem todos receberiam com satisfação aquilo que eu estava pregando, mas tinha a responsabilidade de, paciente e transparentemente, anunciar a Palavra, deixando o Espírito fazer a obra necessária.Esta mudança aconteceu com a aprovação de todos em nossa igreja? Absolutamente, não! Na verdade, descobri uma disposição em muitos que sentiam intenso desejo para que a verdade de Deus fosse proclamada sem apologia ou temor dos homens. Alguns adquiriram uma maravilhosa liberdade de andar na verdade de Deus. Outros lutaram contra a Palavra de Deus, perseverando com firmeza em crenças que haviam sido danificadas pela experiência e pelas tradições.Descobri que afastar-me das práticas do Movimento de Crescimento de Igrejas, para realizar um ministério de acordo com o legado dos fundadores de nossa denominação, poderia não alcançar as massas (embora esteja orando e esperando para ver muitos virem a Cristo e serem trazidos à igreja). Em alguns casos, realmente enfrentamos oposição. Todavia, a grande motivação do meu coração e mente é que um dia terei de responder ao soberano Senhor pela maneira como realizei minha chamada. Minha observação é que muito freqüentemente os pastores conduzem seus ministérios de acordo com as expectativas de outros. A pressão exercida sobre os ministros, para que edifiquem igrejas enormes, conquistem grandes números de ouvintes e produzam uma multidão de convertidos constrange alguns a beberem tudo que procede das fontes do Movimento de Crescimento de Igrejas. Quando isso acontece, o ministro inevitavelmente compromete sua responsabilidade de pregar a Palavra e depender da obra do Espírito Santo. Ele corre de uma técnica para outra, agarrando cada nova idéia vinda dos proponentes do Movimento.&lt;br /&gt;Qual é a motivação do ministro do evangelho para fazer tudo o que ele faz? É realmente a glória de Deus e o amor pelo seu reino? Alguns podem admirar-se de mim e perguntar: "Você acredita em crescimento de igreja?" Com certeza, eu acredito. Desejo muito ver o crescimento realizado pela obra do Espírito Santo e a proclamação fiel da Palavra de Deus. Porém, se a Palavra e o Espírito não podem realizá-lo, não o quero! De fato, um dia, eu creio, nosso Senhor se deleitará em agir sobre nossa congregação e comunidade com poder, e esse poder despertará os homens. Então, eles saberão que a salvação dos pecadores não vem por meio de nossas técnicas perspicazes, nem por implementarmos os princípios de crescimento de igreja, e sim pela soberana graça do todo-glorioso Deus.&lt;br /&gt;Deus não pode enviar a uma nação ou a um povo maior bênção do que dar-lhes ministros fiéis, sinceros e retos, assim como o maior anátema que Deus possa dar ao povo deste mundo é dar-lhes guias cegos, não-regenerados, carnais, mornos e ineptos. George WhitefieldO fato é que muitos gostariam de unir igreja e palco, baralho e oração, danças e ordenanças. Se nos encontramos incapazes de frear essa enxurrada, podemos, ao menos, prevenir os homens quanto à sua existência e suplicar que fujam dela. Quando a antiga fé desaparece e o entusiasmo pelo evangelho é extinto, não é surpresa que as pessoas busquem outras coisas que lhes tragam satisfação. Na falta de pão, se alimentam com cinzas; rejeitando o caminho do Senhor, seguem avidamente pelo caminho da tolice. Charles Haddon Spurgeon.&lt;br /&gt;autor: Phil A. Newtontradutor: anônimo&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.monergismo.com/"&gt;http://www.monergismo.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6591636351841893610-2403661610066012027?l=marcelavelinolira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelavelinolira.blogspot.com/feeds/2403661610066012027/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6591636351841893610&amp;postID=2403661610066012027' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6591636351841893610/posts/default/2403661610066012027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6591636351841893610/posts/default/2403661610066012027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelavelinolira.blogspot.com/2008/12/minha-passagem-pelo-movimento-de.html' title='Minha Passagem pelo Movimento de Crescimento de Igrejas.'/><author><name>VIVENDO E APRENDENDO COM DEUS!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07579141975154251542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_RUojIbhD_ag/R2SLq-BpdFI/AAAAAAAAACQ/hDWNqBlqvio/S220/P6170254.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RUojIbhD_ag/STQZq5rZsoI/AAAAAAAAAHY/I8lrBzhecnQ/s72-c/anoNOVO-.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6591636351841893610.post-8582240813952080353</id><published>2008-11-11T09:17:00.000-08:00</published><updated>2008-11-12T09:06:41.676-08:00</updated><title type='text'>Criticas demais, não acha?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RUojIbhD_ag/SRm-YKFnRRI/AAAAAAAAAGg/ZTRDPQRGZ3g/s1600-h/critica.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5267450561420543250" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 241px; CURSOR: hand; HEIGHT: 151px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RUojIbhD_ag/SRm-YKFnRRI/AAAAAAAAAGg/ZTRDPQRGZ3g/s400/critica.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Não poucas vezes me pego pensando se critico demais as instituições religiosas denominadas evangélicas e certos pregadores conhecidos como “profetas e apóstolos”, creio que isto tem um nome, autocrítica(na verdade), e indago; O que estou fazendo, será que estou certo sobre tal e tal ponto? A Palavra esta sendo pregada, os testemunhos proclamados e eu aqui na contra mão destas pessoas? O que tem demais um show gospel ou um culto de libertação, só porque pelo nome os 2 não parecem estar direcionados à adoração a Deus, mas à satisfação e a solução pessoal?&lt;br /&gt;Sendo objetivo, não sou contra as instituições religiosas, Lutero era, sim, não queria que o cristianismo estivesse ligado a templos denominacionais, coitado de Lutero se estivesse aqui neste nosso brasilzão velho de guerra nos dias atuais, talvez sofresse o dobro que na Alemanha, lá ele foi perseguido por um papa e uma “igreja”, aqui seria por vários apóstolos e profetas donos de igrejas que tem o legalismo como conduta inquestionável, como por exemplo, o dizimo (não voluntário)...&lt;br /&gt;Retornando ao raciocínio, não sou contra o terno igreja(templo) evangélica, mesmo sabendo que isto só ocorreu por volta da metade do quarto século, quando o cristianismo se tornou a religião oficial do império romano. O que normalmente critico cai sobre 2 pontos; &lt;strong&gt;1º&lt;/strong&gt; a desfragmentação do corpo, o egoísmo e a política(de todas as esferas) tomaram conta da hierarquia e do coração dos “lideres” destas igrejas, cada um com suas convicções, teologias e costumes(legalistas muitas vezes); &lt;strong&gt;2º&lt;/strong&gt; a pregação desvirtuada e muitas vezes falsa, que visa o homem como centro de toda as questões até mesmo as espirituais, e não Cristo e sua cruz como ápice de toda história do UNIVERSO.&lt;br /&gt;Obviamente que a exortação é necessária para o meu, seu e nosso crescimento, sem duvidas seria muito prazeroso viver sem correções e confrontações, não é verdade? Viver sem uma ordenança ou parâmetro, viver egoisticamente deve ser o sonho de todos. Mas não é assim que funciona na realidade, existem critérios, moralidade e obediência – deixasse levar pela subjetividade não resolverá as tão graves questões e problemas que enfrentamos. Fico triste quando ouço alguém dizer que a interpretação da Bíblia é pessoal e pode ter vários significados, por exemplo, que é pessoal, nada mais evidente, mas ter vários significados, ai já é demais, o fato da Palavra ser viva e nos consolar a cada dia em circunstancias diferentes, amém, mas Ela em si ter outro significado só porque vivo outro contexto... A subjetividade não é parâmetro de interpretação bíblica, mas sim a própria Bíblia, os originais, as palavras, os textos, os contextos, a geografia, a história, o estilo literário, e assim vai. Verdadeiramente o egoísmo humano, o nosso egoísmo esta querendo controlar e até mesmo monopolizar as Escrituras, mais uma critica? Mas esta critica iniciasse em mim, tenho eu que conhecer os originais ou pelo menos estar cercados de léxicos, enciclopédias e dicionários para buscar entender melhor cada texto lido e/ou pregado, não encontro nem uma facilidade nisto, mas fico feliz por buscar a verdade como ela é!&lt;br /&gt;Segundo alguns “pastores” a verdade estão com eles, exemplo claro é quando alguma pessoa, que normalmente entendeu diferente uma passagem põe-se a conversar com algum líder na igreja local, não sei quantos teriam a humildade de dizer, “sim Julieto, estamos errados quando falamos isto, isto e isto, mas que bom que a melhor interpretação ou prática chegou até nós”. Você conhece alguém que tenha feito isto? O pior é que nem sempre é uma questão séria sobre doutrina, a perca de tempo esta nos costumes dos homens, que não por acaso, quando foge do bom senso, desagrada a Deus.&lt;br /&gt;Este subjetivismo cria desafetos, doenças e maus testemunhos, como devemos estar parecidos com a igreja de Corintios, uma igreja tão ligada aos assuntos espirituais que esqueceu até de amar, ser unida, ser adulta, ser coerente, e muito mais, porque focou o que não era para focar, queriam obter os dons aparentemente em benéfico próprio, queriam ter cada um seu mestre, a divisão foi estabelecida porque o subjetivismo egoísta tomou conta de cada um, cada falho coração, o que esta ocorrendo nos dias de hoje com o “dividido” e denominacional meio evangélico?&lt;br /&gt;Creio que uma das soluções práticas para estes problemas é definirmos a nossa prioridade, o que realmente agrada a Deus, o que podemos fazer enquanto Corpo de Cristo e não mero membros de igrejas, não sabemos nem evangelizar, dar testemunho nem sempre é evangelizar, convidar as pessoas para igreja, sem duvida não é evangelizar (não que seja algo ruim) - não sabemos nem falar de Deus, não lemos a Bíblia com a freqüência que deveríamos, mas a Palavra é o nosso alimento, é nossa base de vida e conduta, temos falhado nas orações e sem duvida não amamos o próximo como deveríamos, não sabemos os nomes dos mendigos de nosso bairro, não sabemos nem quais são os 13 apóstolos, as 12 tribos de Israel ou as 7 Igrejas em apocalipse muitas vezes, quanto mais evangelizar o oprimido. Mas quando se trata de pregadores e cantores do momento, todos nós sabemos, quando falamos de marchas, shows e eventos, ai sim, estamos todos muito bem informados, vejo em mim mesmo esta contradição de valores muitas vezes, e a solução é voltarmos cada dia mais nossas vidas a Deus e sua Santa Palavra.&lt;br /&gt;Veja só quantas criticas, veja como é fácil tacar pedras ao invés de ser vidraça, não é verdade? Não, não é, pois nós enquanto cristãos somos ambos, nós somos vidraças que devem sempre se preocupar em desvincularmos das coisas carnais e mundanas, devemos lutar contra o sistema maligno que opera no planeta e não discutirmos se terno e gravata deve ser o melhor traje de um evangélico, devemos ser luz nestas trevas e não fazedores de adeptos do líder X como observamos tanto em nossos dias, ainda há quem roga praga ao mexer com os ungidos do Senhor, sabe aquele “ungido” lá do começo do texto, aquele que não erra nunca e não dá atenção a outros pontos de vistas e interpretações, não cuida e nem sabe das vidas das ovelhas e nem faz visitas aos enfermos, viúvas, órfãos e novos convertidos, mas entrega e cobra todo mês a cartelinha do dizimo? Então, será que ainda vale a pena ficarmos calados perante tais homens? Aceitaremos as falcatruas dos “evangélicos” políticos em nossa sociedade e ficaremos em silencio? Seriam eles as melhores referencias de cristãos em nosso país? O melhor a fazermos é buscarmos a face de Deus, não julgar de forma condenatória, mas sim, desviarmos da face do mal e fazer tudo que for licito, para honra e glória dó Senhor.&lt;br /&gt;Tiago 1.21 a 27 &lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;“Por isso, rejeitando toda a imundícia e superfluidade de malícia, recebei com mansidão a palavra em vós enxertada, a qual pode salvar as vossas almas. E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos. Porque, se alguém é ouvinte da palavra, e não cumpridor, é semelhante ao homem que contempla ao espelho o seu rosto natural; Porque se contempla a si mesmo, e vai-se, e logo se esquece de como era. Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade, e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecidiço, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito. Se alguém entre vós cuida ser religioso, e não refreia a sua língua, antes engana o seu coração, a religião desse é vã. A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo.” &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Este é o ponto que queria chegar, perseveremos na fé e na obra de Cristo Jesus. Todos nós precisamos da exortação do Senhor, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;pois Ele corrige a quem ele ama!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;By Marcel Lira&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Obs.: Provérbios 8. 10 ao 14 e 17 ao 36&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Aceitai a minha correção, e não a prata; e o conhecimento, mais do que o ouro fino escolhido.&lt;br /&gt;Porque melhor é a sabedoria do que os rubis; e tudo o que mais se deseja não se pode comparar com ela.&lt;br /&gt;Eu, a sabedoria, habito com a prudência, e acho o conhecimento dos conselhos.&lt;br /&gt;O temor do SENHOR é odiar o mal; a soberba e a arrogância, o mau caminho e a boca perversa, eu odeio.&lt;br /&gt;Meu é o conselho e a verdadeira sabedoria; eu sou o entendimento; minha é a fortaleza.&lt;br /&gt;Eu amo aos que me amam, e os que cedo me buscarem, me acharão.&lt;br /&gt;Riquezas e honra estão comigo; assim como os bens duráveis e a justiça.&lt;br /&gt;Melhor é o meu fruto do que o ouro, do que o ouro refinado, e os meus ganhos mais do que a prata escolhida.&lt;br /&gt;Faço andar pelo caminho da justiça, no meio das veredas do juízo.&lt;br /&gt;Para que faça herdar bens permanentes aos que me amam, e eu encha os seus tesouros.&lt;br /&gt;O SENHOR me possuiu no princípio de seus caminhos, desde então, e antes de suas obras.&lt;br /&gt;Desde a eternidade fui ungida, desde o princípio, antes do começo da terra.&lt;br /&gt;Quando ainda não havia abismos, fui gerada, quando ainda não havia fontes carregadas de águas.&lt;br /&gt;Antes que os montes se houvessem assentado, antes dos outeiros, eu fui gerada.&lt;br /&gt;Ainda ele não tinha feito a terra, nem os campos, nem o princípio do pó do mundo.&lt;br /&gt;Quando ele preparava os céus, aí estava eu, quando traçava o horizonte sobre a face do abismo;&lt;br /&gt;Quando firmava as nuvens acima, quando fortificava as fontes do abismo,&lt;br /&gt;Quando fixava ao mar o seu termo, para que as águas não traspassassem o seu mando, quando compunha os fundamentos da terra.&lt;br /&gt;Então eu estava com ele, e era seu arquiteto; era cada dia as suas delícias, alegrando-me perante ele em todo o tempo;&lt;br /&gt;Regozijando-me no seu mundo habitável e enchendo-me de prazer com os filhos dos homens.&lt;br /&gt;Agora, pois, filhos, ouvi-me, porque bem-aventurados serão os que guardarem os meus caminhos.&lt;br /&gt;Ouvi a instrução, e sede sábios, não a rejeiteis.&lt;br /&gt;Bem-aventurado o homem que me dá ouvidos, velando às minhas portas cada dia, esperando às ombreiras da minha entrada.&lt;br /&gt;Porque o que me achar, achará a vida, e alcançará o favor do SENHOR.&lt;br /&gt;Mas o que pecar contra mim violentará a sua própria alma; todos os que me odeiam amam a morte.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6591636351841893610-8582240813952080353?l=marcelavelinolira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelavelinolira.blogspot.com/feeds/8582240813952080353/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6591636351841893610&amp;postID=8582240813952080353' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6591636351841893610/posts/default/8582240813952080353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6591636351841893610/posts/default/8582240813952080353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelavelinolira.blogspot.com/2008/11/criticas-demais-no-acha.html' title='Criticas demais, não acha?'/><author><name>VIVENDO E APRENDENDO COM DEUS!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07579141975154251542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_RUojIbhD_ag/R2SLq-BpdFI/AAAAAAAAACQ/hDWNqBlqvio/S220/P6170254.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RUojIbhD_ag/SRm-YKFnRRI/AAAAAAAAAGg/ZTRDPQRGZ3g/s72-c/critica.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6591636351841893610.post-6196716152352709642</id><published>2008-11-10T07:08:00.000-08:00</published><updated>2008-11-10T07:14:32.729-08:00</updated><title type='text'>Tentando Agradar a Homens:Uma Prática Cheia de Perigos</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RUojIbhD_ag/SRhPmkdO0qI/AAAAAAAAAGY/Fm0gKrFLTKM/s1600-h/bobo+ca+corte.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5267047288249701026" style="FLOAT: left; 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Bowman&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqueles que estão no Ministério logo descobrem que podem conseguir grandes e amigáveis respostas as suas pregações, quando tentam agradar aos homens e mulheres de suas congregações. A. W. Tozer disse: "Nós que testemunhamos e proclamamos o Evangelho, não podemos pensar de nós mesmos como relações públicas enviados para estabelecer a boa vontade entre Cristo e o mundo".&lt;br /&gt;O número de pregadores, evangelistas, e missionários que falam prioritariamente para agradar as pessoas tem aumentado diariamente. Esta prática, no entanto, está cheia de perigos.&lt;br /&gt;O perigo vem quando este esforço de agradar a homens e mulheres os leva a fazerem uma escolha errada: amando "a aprovação dos homens ao invés da aprovação de Deus" ( Jo 12:43). E quando fazem esta escolha errada, correm o risco de desagradarem a Deus.&lt;br /&gt;Em meu julgamento, isto acontece porque eles acreditam que, fazendo assim, irão conseguir encher suas Igrejas mais rápido. Mas, norteando-se pelo que suas audiências desejam ouvir, eles serão obrigados a fazer mudanças que certamente hão de devastar seus ministérios.&lt;br /&gt;A Bíblia sempre adverte os ministros com relação a agradar a homens, e os perigos que envolvem os que assim fazem. Você pode prevenir ou vencer estes problemas em seu ministério, identificando e evitando estes perigos. .&lt;br /&gt;Esteja alerta em não estabelecer objetivos errados.&lt;br /&gt;1. Buscando respeito - Freqüentemente o desejo do pastor de ganhar o respeito e a amizade do povo de sua Igreja ou comunidade é o começo de um ministério que pode desagradar a Deus. Tendo estabelecido estes objetivos, ele terá que diluir a sã doutrina que sustenta a verdade bíblica em equilíbrio.&lt;br /&gt;Por exemplo, para agradar aos incrédulos, ele terá que ter em consideração o que eles gostam e o que não gostam. Isto é perigoso porque a Bíblia diz que eles amam o pecado e odeiam a justiça. Eles não têm interesse em um Deus que os chamará a prestar contas do que têm feito com a vida que Ele Lhes deu.&lt;br /&gt;A fim de ganhar o respeito deles e sua amizade, o pastor terá que apelar à razão humana, emoções e experiência. Isto significa que ele terá de dar um " bypass" na autoridade da Bíblia. O pecador deseja um Deus que ele possa manipular e com o qual possa sentir-se confortável. A fim de agradá-los, o pastor não poderá pregar sobre o infinito, imutável e santo Deus da Bíblia.&lt;br /&gt;Esta é a razão por que muitas Igrejas e missões cujas doutrinas são centradas no homem, têm mudado o conceito bíblico de Deus num deus limitado, mutável e imperfeito. Deus, dizem eles, está caminhando para uma maturação ou em processo de crescimento da mesma forma como os homens estão. Esta visão, logicamente, leva a condenar a doutrina do pecado original, a necessidade de expiação, justiça imputada e a credibilidade de Deus e Sua Palavra.&lt;br /&gt;Em seu livro Batalha dos Deuses, Dr. Robert A. Morey transcreve Alan Gomes, instrutor de teologia histórica do Talbot Schoolof Theology, quando diz que estes falsos conceitos tem penetrado em grupos como Jovens Com uma Missão. Diz Morey, "Gomes cuidadosamente documenta que líderes da JOCUM, tais como Roy Elseth e Gordon Olson ensinam que Deus pode pecar, que não conhece o futuro, não está operando Seu plano no mundo, que Ele não guarda a Sua Palavra e nem cumpre as Suas promessas" (pp. 13-14).&lt;br /&gt;É evidente, que os crentes modernos são como muitos descrentes. Não estão dispostos a ficar para ouvir sermões sobre todo o conselho de Deus. O seu estilo de vida superficial os faz sentirem-se desconfortáveis diante do ensino que expõe seus deslizes e hipocrisias, além de mostrar suas tagarelices como tão malignas como fornicação e assassinato. Eles não podem tolerar um Evangelho que ordena a crentes, salvos pela Graça, a negarem-se a si mesmos, tomarem a cruz e a seguirem a Cristo por um caminho estreito.&lt;br /&gt;Para ganhar o respeito e a amizade deles, o pastor tem que adocicar a doutrina do Evangelho de Cristo. Ele tem que transformá-lo num evangelho centrado no homem de "milagres , curas e riquezas" do "poder do pensamento positivo" e da "mente que domina a matéria".&lt;br /&gt;2. Buscando decisões fáceis - Um pastor irá tentar procurar agradar homens e mulheres, quando pensa que seu poder de persuasão pode produzir um regular crescimento de novos convertidos. Isto é como usurpar a ação divina que envia o Seu Espirito para operar, por meio de um avivamento, o aumento expressivo dos crentes através de genuínas conversões a Cristo. Se um pastor não pode esperar pelo tempo de Deus em matéria de avivamento, e deseja obter muitas "decisões fáceis para Cristo", ele terá que apresentar conversões a Cristo através de processos espúrios, que não requerem nada mais que uma mera decisão, sem contemplar as verdadeiras implicações do que significa seguir a Jesus.&lt;br /&gt;Assim, se ele quer estas decisões fáceis, não poderá enfatizar todas as verdades do Evangelho bíblico. Não terá coragem de dizer que Deus chama crentes para sofrer, que fé sem verdadeiro arrependimento não é fé, que um pecador não poderá ser salvo a menos que confesse Jesus Cristo como seu Senhor, que fé sem obediência é uma fé fingida. Você não encontrará "decisionismo" entre pessoas que sabem que Deus ordena a todos os crentes a "seguirem a santificação sem a qual ninguém verá ao Senhor" (Heb. 12:l4).&lt;br /&gt;O pastor que desejar conversões fáceis terá que fazer o Evangelho atrativo para o homem natural, algo que ele possa gostar neste mundo. Muitos que professam sua fé em Jesus Cristo hoje não mostram nenhuma mudança na sua maneira de viver, porque pregadores, evangelistas e missionários, querem diluir a mensagem a fim de alcançar resultados. Ávidos por registrarem uma estatística de muitas decisões por Cristo, eles têm-se afastado do que requer a Palavra de Deus.&lt;br /&gt;3. Buscando grandes audiências - Um dos maiores problemas do Cristianismo hoje é o grande número de pessoas não convertidas figurando como membros de Igreja. Se um pastor busca o aumento do número de membros de sua Igreja como seu alvo principal, ele terá que utilizar algumas das técnicas de promooção que os grandes centros de entretenimentos usam, a fim de atrair pessoas. Alguns fazem disputas de Escolas Dominicais entre Igrejas. Outros oferecem prêmios para que as pessoas venham aos cultos. Eu ouvi de uma Igreja que escondia notas de dez dólares debaixo do assento do ônibus da Igreja, a fim de atrair as crianças e estimulá-las a virem à Igreja. Usam ainda jantares especiais, shows modernos, e outras formas de entretenimento. Eu não encontro esse tipo de "esperteza" no Novo Testamento. As pessoas que acorriam às reuniões da Igreja primitiva, não esperavam outra coisa exceto perseguição. Crer em Cristo, no tempo apostólico, eqüivalia a assinar sua própria sentença de morte.&lt;br /&gt;Com a diluição da sã doutrina, e a acomodação do Evangelho ao que as pessoas querem, não é de admirar que muitas Igrejas estejam cheias de crentes não salvos.&lt;br /&gt;4. Buscando fugir da controvérsia - Os ministros tentam agradar a homens, procurando fugir da controvérsia. Numa conversa que eu tive com um líder batista canadense, ele descreveu um pastor amigo como um "causador de problemas". Quando eu pedi que me explicasse como um homem de Deus podia ser classificado como um causador de problemas, ele disse.. "ele sempre trás à tona questões de controvérsia".&lt;br /&gt;Como alguém pode pregar o Evangelho e evitar questões de controvérsia? Há um grande conflito entre Deus e os homens, entre a verdade e o erro, entre o bem e o mal. Se um pastor deseja evitar toda controvérsia, ele precisa jogar fora sua Bíblia e dar ao povo uma dieta de sermões adocicados, designados a agradar ao homem natural.&lt;br /&gt;"Eu prego um evangelho positivo!" disse um pastor e "procuro ficar longe de assuntos polêmicos".&lt;br /&gt;Quando perguntado que assuntos polêmicos ele evitava, então respondeu: soberania de Deus, eleição incondicional, expiação limitada e aquelas doutrinas que fazem diferença entre as denominações.&lt;br /&gt;Um ministro evangélico disse que, para evitar controvérsia, ele estava disposto a aceitar em sua Igreja pessoas batizadas e doutrinadas na Igreja Católica Romana.&lt;br /&gt;Cuidado para não perder a aceitação do Senhor&lt;br /&gt;Alguns pastores vêem o agradar aos homens como o aspecto mais importante de seus ministérios. Um pastor costumava ir constantemente aos membros de sua igreja, para perguntar o que eles estavam achando de sua pregação. Ele estava tão ansioso em agradar as pessoas, que ele queria saber se eles estavam gostando de seus sermões. Quando alguém, com sinceridade, mostrava falhas na sua pregação, ele não podia suportar. Então resignado, deixava o local do culto sem sequer dar uma palavra de despedida aos membros. Há muita imaturidade emocional entre aqueles que fazem do agradar a homens e mulheres a prioridade em seus ministérios.&lt;br /&gt;1. Critério exclusivo - Eu duvido que essa espécie de pregador seja aceito diante de Deus. Paulo disse que tinha por muita pouca coisa o ser julgado em seu ministério pelo homens. "O único que me examina" disse ele, "é o Senhor" (l Cor. 4..4). Devemos usar como meio de avaliação do ministério e conduta dos homens somente a Palavra de Deus. De outra forma como saberemos que um pastor tem a aprovação de Deus quanto ao seu ministério? Não é da aprovação dos homens que o pastor necessita, mas sim da aprovação de Deus.&lt;br /&gt;2. Trabalhando em vão - Aqueles que fazem como seu alvo principal agradar a homens enveredam pelo caminho de fazer com que seus cultos agradem a todos. As pessoas acorrem para as suas reuniões a fim de serem entretidas pelo humor dos púlpitos e estórias engraçadas. Eles vêm porque esperam ver diversão, apresentações dramáticas, ventríloquos, celebridades, heróis esportistas, personalidades da televisão e as últimas novidades da música "gospel".&lt;br /&gt;A congregação do pastor que guia seu ministério por tais métodos de entretenimento, pode vê-los como ministros poderosos e populares. Porém, tendo assumido esta posição de tentar agradar as pessoas, eles estarão inevitavelmente na condição de não aceitos por Deus.&lt;br /&gt;O primeiro objetivo deles deveria ser agradar a Deus, manifestando a Sua glória. E a não ser que Deus os aceite com o servos, todo o seu trabalho terá sido em vão. Tudo que eles fazem, como orações, estudo bíblico, preparação de sermões, pregação, visitação, testemunho e aconselhamento, será vazio da presença, do poder e da bênção do Senhor.&lt;br /&gt;Fico pensando quantos pastores e ministros têm sempre na mente que terão que prestar contas diante do trono de Cristo? Quantos deles estão realmente apercebidos do alto nível de responsabilidade que têm, não diante dos homens, mas diante de Deus? Quantos se sentiriam confortáveis com a declaração que o apóstolo faz: "E por isso que também nos esforçamos quer presentes, quer ausentes, para lhe ser agradáveis. Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo" (2 Cor. 5:9-10).&lt;br /&gt;3. Consciência de Deus - Quando um pastor tenta agradar a homens, ele pode deixar de ter consciência de Deus. É muito fácil num ministério popular, procurando agradar as pessoas, alcançar tal sucesso quer resulte num esquecimento da onipresença de Deus. A não ser que um pastor esteja acuradamente cônscio da presença de Deus e O coloca sempre em primeiro lugar em todos os aspectos do seu ministério e vida, ele acabará adotando um estilo fútil de raciocínio e procedimento.&lt;br /&gt;Por exemplo, ele poderá pensar que é mais importante obter direção da parte dos homens que ele está tentando agradar do que da parte de Deus e Sua Palavra. Eu não mencionaria isto se não tivesse visto e ouvido ministros colocarem a opinião de homens a frente da Palavra de Deus. Como é diferente esse tipo de raciocínio dos apóstolos!&lt;br /&gt;Confrontados por homens que tentaram forçá-los a fazer sua vontade no ministério, os apóstolos não pensaram, "qual é a melhor coisa a fazer então?" ou "quais serão as conseqüências se nos opuser-mos à vontade deles? "Ao contrário, eles responderam e disseram-lhes: "Julgai se é justo diante de Deus ouvir-vos antes a vós outros do que a Deus" (At. 4:19). Pouco depois, quando foram ordenados pelos mesmos homens e autoridades a pararem de pregar, eles de novo os enfrentaram: "importa antes obedecer a Deus que aos homens" (At. 5:29).&lt;br /&gt;4. Os testes de Deus - Quando alguém estabelece um ministério que desagrada a Deus por tentar agradar a homens, certamente ele se esqueceu que Deus testa seus servos. Não há parte em nosso ministério ou vida onde possamos deixar de lado os interesses de Deus e escaparmos impunes. Deus testa as razões que o Seu povo dá em fazerem o que estão fazendo. Especialmente isso é verdade para aqueles que estão no ministério de Sua Igreja. Paulo, o apóstolo, disse que ele e seus companheiros apóstolos firmaram o propósito de falar ao homens e mulheres, não para lhes agradar, mas para agradar a Deus. E a razão que ele dá é que ele sabia que Deus estava constantemente checando suas motivações.&lt;br /&gt;"Nós falamos" dizia ele, "não como quem agrada a homens, mas a Deus que examina nossos corações" (1 Ts. 2:4).&lt;br /&gt;5. Abandonados por Deus - Curvando-se aos gostos e desprazeres dos homens; pode um pastor tornar-se um abandonado de Deus. Se ele se esforça por agradar a homens e mulheres do mundo; por exemplo; ele pode achar-se, ele mesmo, tão amigo e identificado com eles que chega a ser um com eles. O homem de Deus não pode ter esse tipo, de mistura com as pessoas do mundo, porque a separação do mundo é a marca do verdadeiro ministro de Cristo. "Não sabeis" pergunta Tiago, "que a amizade com o mundo se constitui em inimizade contra Deus?" (Tg. 4:4).&lt;br /&gt;Cuidado para não esquecer que você está numa posição de confiança&lt;br /&gt;Buscando popularidade com as pessoas, pode o pastor esquecer-se que Deus lhe confiou um grande tesouro, o Seu Evangelho da Graça. Em seu ministério apostólico, Paulo nunca se esqueceu de seu senso pessoal de mordomia. Ele repreendeu aqueles cristãos que procuravam seus líderes de acordo com sua popularidade. As pessoas deveriam julgar um ministro, ele disse, pela sua consciência de despenseiro, que vê como sua principal responsabilidade o ser fiel a Deus e Sua Palavra. (I Cor. 4:1-2) Ele também disse que Deus foi condescendente com os homens em permitir que fossem ministros. "Nós fomos aprovados por Deus, a ponto de nos confiar Ele o Evangelho... " (1 Ts. 2:4).&lt;br /&gt;1. Hipocrisia e falta de sinceridade - Os ministros de Deus deveriam ser como Moisés que "permaneceu firme como quem vê aquele que é invisível"(Heb. 11:27). Seus olhos da fé deveriam estar sobre o invisível, o reino espiritual de Deus, não no reino deste mundo. Quando eles rejeitam esta forma de visão espiritual e começam a olhar para o que é aprazível ao homem, eles caem no mal contra o qual Paulo os adverte na sua carta aos Efésios.&lt;br /&gt;Após falar sobre obediência aos pais e mestres, ele diz que tal obediência deve ser prestada "Não servindo à vista, como para agradar a homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus" (Ef.6:6). Isto também se aplica ao ministro. Um pastor não deveria buscar o olhar de aprovação do povo a quem serve. Isto é tentar fazer seu trabalho "servindo a vista, como para agradar a homens".&lt;br /&gt;Sua motivação nunca deveria ser o "ser visto" ou o "agradar a homens". Como servo de Cristo, ele deveria buscar com sinceridade fazer "de coração a vontade de Deus".&lt;br /&gt;2. Edificação e Lucro - As epístolas do Novo Testamento têm muito que ensinar sobre a construção do caráter. Os apóstolos fazem do cultivo do caráter interior do homem ou a construção do caráter cristão a coisa mais importante, e é nisso que eles gastam a maior parte de suas pregações e escritos. As únicas razões legítimas e permitidas por eles para agradar aos homens eram a salvação de pecadores, o cultivo da alma e o desenvolvimento da personalidade de Cristo neles. Quando um pastor busca agradar a homens por qualquer outro propósito, ele trai sua confiança e falha em alimentar e guardar o rebanho de Deus.&lt;br /&gt;"Portanto cada um de nós agrade ao próximo no que é bom para a edificação"(Rom.15 :2).&lt;br /&gt;Em seu trabalho evangelístico, os apóstolos também procuraram agradar aos homens para que os mesmos fossem beneficiados e, se possível até se convertessem a Cristo. Em outras palavras no intento de lhes fazer o bem é que se pode compreender essa atitude deles. Eles não faziam nada para alimentar os desejos mundanos dos incrédulos. Ao contrário, os apóstolos procuraram o proveito de todas as pessoas, sem prejuízo de quem quer que fosse, quer judeus, pagãos ou cristãos. Paulo explica isto desta maneira:&lt;br /&gt;"Assim como também eu procurei em tudo ser agradável a todos, não buscando o meu próprio interesse mas o de muitos para que sejam salvos" (1 Cor.10:33). Mais tarde ele escreve, "Há muito pensais que nos estamos desculpando convosco. Falamos em Cristo perante Deus, e tudo, ó amados, para vossa edificação " (2 Co: 12:19).&lt;br /&gt;Cuidado para não perder o senso bíblico dos valores&lt;br /&gt;Os ministros do Novo Testamento sentiam que, se eles tentassem agradar a homens, eles não poderiam mais ser considerados servos de Cristo. Um pastor não pode esperar a sustentação divina em seu ministério, se ele não estiver mais qualificado como servo do Senhor Jesus Cristo. Como Esaú, ele trocou uma grande herança por um ganho temporário. Ele vendeu o dia por causa de uma hora.&lt;br /&gt;1. Cristo, o Modelo - Tão logo um pastor começa a agradar às pessoas, ele perde sua ligação com o ministério de Cristo. Ele esquece que o Filho de Deus é o modelo para o seu ministério e falha em seguir o Seu exemplo. Mateus diz que mesmo os inimigos de Cristo, embora falassem com sarcasmo, sabiam que Ele não procurava agradar a homens, mas ensinava as verdades de Deus, arcando com as conseqüências.&lt;br /&gt;"E enviaram-Ihe discípulos juntamente com os herodianos para dizer-lhe: Mestre, sabemos que és verdadeiro e que ensinas o caminho de Deus, de acordo com a verdade, sem te importares com , quem quer que seja, porque não olhas a aparência dos homens " (Mat. 22:16).&lt;br /&gt;2. Perder a Visão - Quando um pastor desagrada a Deus por tentar agradar a homens, ele pode se esquecer de que não pertence a si mesmo, pois foi comprado com preço. Pregando um Evangelho voltado para resultados e centrado no homem, pode ser levado para longe de Deus e Sua Verdade Eterna, e pode ainda diminuir sua percepção do valor de sua própria redenção. Como o homem que falha em acrescentar elementos do caráter cristão à sua fé, ele irá perder tanto sua visão escatológica como histórica.&lt;br /&gt;Tal homem, diz Pedro, "...é cego, vendo só o que está perto (isto é cegueira escatológica), esquecido da purificação dos seus pecados de outrora (isto é cegueira histórica) " (2 Pedro 1:9).&lt;br /&gt;3. Comparação de Valores - Agradar aos homens constantemente pode alterar a habilidade de um ministro de fazer de um modo correto uma comparação de valores. Paulo apresenta a redenção como uma grande razão para que nós a apresentemos diante dos homens.&lt;br /&gt;"Por preço fostes comprados; não s vos torneis escravos dos homens " (1 Cor.7:23).&lt;br /&gt;4. Alterando a Mensagem - Satisfazendo o interesse dos homens e mulheres, muitos ministros tem mudado a mensagem que Cristo lhes ordenou que pregassem. Receosos de receberem a desaprovação dos incrédulos e cristãos mundanos, eles dizem, com efeito, "Nós não nos atrevemos a dizer nada que lhes desagrade".&lt;br /&gt;Que diferença dos apóstolos! Diante do mais alto tribunal de Jerusalém, enfrentando a ameaça de punição e mesmo a morte, eles confrontaram seus opositores com coragem e disseram, "Pois não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido " (At.4:20).&lt;br /&gt;Nota sobre o Autor: George M. Bowman é editor-diretor da Operation Balance, um projeto de literatura destinado ao avanço da sã doutrina, que sustenta a verdade bíblica em equilíbrio. Ele é autor de inúmeros folhetos e panfletos.&lt;br /&gt;Extraído do Jornal "Os Puritanos" ANO IV - Nº 1, com permissão.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.monergismo.com/" target="_blank"&gt;http://www.monergismo.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6591636351841893610-6196716152352709642?l=marcelavelinolira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelavelinolira.blogspot.com/feeds/6196716152352709642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6591636351841893610&amp;postID=6196716152352709642' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6591636351841893610/posts/default/6196716152352709642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6591636351841893610/posts/default/6196716152352709642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelavelinolira.blogspot.com/2008/11/tentando-agradar-homensuma-prtica-cheia.html' title='Tentando Agradar a Homens:Uma Prática Cheia de Perigos'/><author><name>VIVENDO E APRENDENDO COM DEUS!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07579141975154251542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_RUojIbhD_ag/R2SLq-BpdFI/AAAAAAAAACQ/hDWNqBlqvio/S220/P6170254.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RUojIbhD_ag/SRhPmkdO0qI/AAAAAAAAAGY/Fm0gKrFLTKM/s72-c/bobo+ca+corte.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6591636351841893610.post-2515713976867082779</id><published>2008-10-14T10:43:00.000-07:00</published><updated>2008-10-14T10:52:23.005-07:00</updated><title type='text'>QUEM É VOCÊ PARA JULGAR? BOA LEITURA!</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.cpad.com.br/shop/cgi-bin/loja.pl?loja=124&amp;amp;pedido=0&amp;amp;acao=DT&amp;amp;prod_id=34055&amp;amp;dep=291&amp;amp;secao=2291&amp;amp;pagina=&amp;amp;passo=&amp;amp;qtd=&amp;amp;formapag=&amp;amp;nome=&amp;amp;email=&amp;amp;cep=&amp;amp;tem=&amp;amp;css=22&amp;amp;erro_pag=&amp;amp;erro_cad=&amp;amp;erro_cep=&amp;amp;busca=&amp;amp;pag=&amp;amp;lista=&amp;amp;erro_lista=&amp;amp;teste=0&amp;amp;marca=&amp;amp;variacao=&amp;amp;comparar_prd=&amp;amp;ordem=&amp;amp;filtro="&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5257068101900209922" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 203px; CURSOR: hand; HEIGHT: 190px" height="180" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_RUojIbhD_ag/SPTbleXMjwI/AAAAAAAAAGI/W9kQ1COwcQg/s400/quem+%C3%A9+vc+para+julgar.bmp" width="278" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Erwin W. Lutzer&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Como podemos nos precaver do farisaísmo, de um lado, e da credulidade descuidada, de outro? Como saber o que deve ser julgado e como os julgamentos devem ser feitos? Quais são os parâmetros para nos guiar?Neste livro, você encontrará resposta para essas e outras perguntas e se tornará um cristão vigilante e de alto-impacto que ama a verdade e está disposto a viver por ela, mesmo com grande custo pessoal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;PESSOALMENTE, ESTE LIVRO ME FEZ REFLETIR SOBRE VARIAS COISAS EM VARIOS ASPECTOS, REALMENTE UM DIVISOR DE ÁGUAS!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.cpad.com.br/shop/cgi-bin/loja.pl?loja=124&amp;amp;pedido=0&amp;amp;acao=DT&amp;amp;prod_id=34055&amp;amp;dep=291&amp;amp;secao=2291&amp;amp;pagina=&amp;amp;passo=&amp;amp;qtd=&amp;amp;formapag=&amp;amp;nome=&amp;amp;email=&amp;amp;cep=&amp;amp;tem=&amp;amp;css=22&amp;amp;erro_pag=&amp;amp;erro_cad=&amp;amp;erro_cep=&amp;amp;busca=&amp;amp;pag=&amp;amp;lista=&amp;amp;erro_lista=&amp;amp;teste=0&amp;amp;marca=&amp;amp;variacao=&amp;amp;comparar_prd=&amp;amp;ordem=&amp;amp;filtro="&gt;INDICO ESTA LEITUTA&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;GRAÇA E PAZ PARA TODOS!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6591636351841893610-2515713976867082779?l=marcelavelinolira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelavelinolira.blogspot.com/feeds/2515713976867082779/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6591636351841893610&amp;postID=2515713976867082779' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6591636351841893610/posts/default/2515713976867082779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6591636351841893610/posts/default/2515713976867082779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelavelinolira.blogspot.com/2008/10/quem-voc-para-julgar-boa-leitura.html' title='QUEM É VOCÊ PARA JULGAR? 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Quando encontramos um andarilho que não tem onde reclinar a cabeça, mas que pode dizer: "mesmo assim confiarei", ou quando vemos um pobre necessitado de pão e água que ainda se gloria em Jesus; quando vemos uma viúva enlutada assolada por aflições e ainda tendo fé em Cristo, oh! que honra isto reflete no evangelho. A graça de Deus é exemplificada e engrandecida na pobreza e nas provações dos crentes. Os santos resistem a todo desalento, crendo que todas as coisas cooperam para o seu bem, e que, entre todas as coisas aparentemente ruins afinal florescerá uma verdadeira bênção - que, ou seu Deus operará um rápido livramento, ou, com toda certeza, os sustentará na provação, enquanto assim Lhe aprouver. Esta paciência dos santos prova o poder da graça divina. Há um farol em alto mar: a noite está calma - não posso dizer se sua estrutura é sólida ou não; a tempestade precisa desabar sobre ele, e só assim saberei se continuará em pé. Assim é com a obra do Espírito Santo: se ela não fosse cercada por águas tempestuosas em muitas ocasiões, não saberíamos que é forte e verdadeira; se os ventos não soprassem sobre ela, não saberíamos o quanto é firme e segura. As obras-primas de Deus são aqueles homens que permanecem firmes, inabaláveis, em meio às dificuldades:&lt;br /&gt;"Calmo em meio ao choro transtornado Confiante na vitória."&lt;br /&gt;Aquele quer quer glorificar seu Deus deve ter em conta o enfrentar muitas provações. Nenhum homem pode ser reconhecido diante do Senhor a menos que suas lutas sejam muitas. Se, então, o teu for um caminho atribulado, regozija-te nele, pois mostrarás o teu melhor diante da toda-suficiente graça de Deus. Quanto a Ele falhar contigo, jamais penses nisto - odeia este pensamento. O Deus que foi suficiente até agora, o será até o fim.&lt;br /&gt;Fonte: Morning and Evening (Devocional vespertina do dia 04 de Março)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução: Mariza Regina SouzaEste artigo é parte integrante do portal &lt;a href="http://www.monergismo.com/" target="_blank"&gt;http://www.monergismo.com/&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6591636351841893610-2449878159253785429?l=marcelavelinolira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelavelinolira.blogspot.com/feeds/2449878159253785429/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6591636351841893610&amp;postID=2449878159253785429' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6591636351841893610/posts/default/2449878159253785429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6591636351841893610/posts/default/2449878159253785429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelavelinolira.blogspot.com/2008/10/minha-graa-te-basta.html' title='A Minha Graça te Basta'/><author><name>VIVENDO E APRENDENDO COM DEUS!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07579141975154251542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_RUojIbhD_ag/R2SLq-BpdFI/AAAAAAAAACQ/hDWNqBlqvio/S220/P6170254.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6591636351841893610.post-9189546563445454580</id><published>2008-10-02T06:31:00.000-07:00</published><updated>2008-10-02T07:30:55.971-07:00</updated><title type='text'>Livros que li ou estou lendo!!!! BENÇÃO!!!!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_RUojIbhD_ag/SOTOocSev6I/AAAAAAAAAFw/_3ykyrJNf44/s1600-h/pregaÃ§Ã£o.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5252550259604635554" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_RUojIbhD_ag/SOTOocSev6I/AAAAAAAAAFw/_3ykyrJNf44/s400/prega%C3%A7%C3%A3o.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://http://www.puritanos.com.br/sistema/loja/lojavirtual_subend.asp?cp=180&amp;amp;nivel=1"&gt;A PREGAÇÃO DE&lt;/a&gt; &lt;a href="http://www.puritanos.com.br/sistema/loja/busca.asp?busca=D.%20M.%20Lloyd-Jones&amp;amp;exata=yes"&gt;D. M. Lloyd-Jones&lt;/a&gt; - BOM ESTUDO SOBRE "DEFESA" DA PREGAÇÃO EXPOSITIVA!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_RUojIbhD_ag/SOTO1NZKGcI/AAAAAAAAAF4/HtQeMDytpQ4/s1600-h/o+conkistador.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5252550478944410050" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_RUojIbhD_ag/SOTO1NZKGcI/AAAAAAAAAF4/HtQeMDytpQ4/s400/o+conkistador.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://http://www.puritanos.com.br/sistema/loja/lojavirtual_subend.asp?cp=180&amp;amp;nivel=1"&gt;O CONQUISTADOR DE ALMAS DE&lt;/a&gt; &lt;a href="http://www.puritanos.com.br/sistema/loja/busca.asp?busca=C.%20H.%20Spurgeon&amp;amp;exata=yes"&gt;C. H. Spurgeon&lt;/a&gt; - AO LÊ-LO VEMOS QUE A MAIS DE 200 ANOS ALGUNS TINHAM UM CONCEITO ERRADO SOBRE O QUE ERA SER UM PREGADOR DA PALAVRA DE DEUS... VALE A PENA CONHECER ESTA RICA OBRA! ESTÁ ME AJUDANDO MUITO... PRINCIPALMENTE POR PARECER TÃO CONTEPORÂNEO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_RUojIbhD_ag/SOTPMHcXsMI/AAAAAAAAAGA/OjVfbpf_V5w/s1600-h/pregaÃ§Ã£o+e+pregadores.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5252550872484262082" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_RUojIbhD_ag/SOTPMHcXsMI/AAAAAAAAAGA/OjVfbpf_V5w/s400/prega%C3%A7%C3%A3o+e+pregadores.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;UM DOS PRÓXIMOS DA LISTA: &lt;a href="http://http://www.puritanos.com.br/sistema/loja/lojavirtual_subend.asp?cp=939&amp;amp;nivel=1"&gt;PREGAÇÃO E PREGADORES DE D. M. Lloyd Jones&lt;/a&gt; (CASO ALGUÉM JÁ TENHA LIDO, PODERIA COMENTA-LO?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MANTENHAMOS CONTATOS E SUGESTÕES AMADOS, PAZ DO SENHOR JESUS A TODOS!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6591636351841893610-9189546563445454580?l=marcelavelinolira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelavelinolira.blogspot.com/feeds/9189546563445454580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6591636351841893610&amp;postID=9189546563445454580' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6591636351841893610/posts/default/9189546563445454580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6591636351841893610/posts/default/9189546563445454580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelavelinolira.blogspot.com/2008/10/livros-que-li-ou-estou-lendo-que-uma.html' title='Livros que li ou estou lendo!!!! BENÇÃO!!!!'/><author><name>VIVENDO E APRENDENDO COM DEUS!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07579141975154251542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_RUojIbhD_ag/R2SLq-BpdFI/AAAAAAAAACQ/hDWNqBlqvio/S220/P6170254.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_RUojIbhD_ag/SOTOocSev6I/AAAAAAAAAFw/_3ykyrJNf44/s72-c/prega%C3%A7%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6591636351841893610.post-224089169939420627</id><published>2008-10-02T06:16:00.000-07:00</published><updated>2008-10-02T06:22:29.287-07:00</updated><title type='text'>Reforma – Ontem e Hoje</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Alderi Souza de Matos&lt;br /&gt;fonte: &lt;a href="http://thirdmill.org/files/portuguese/93451~11_1_01_10-39-11_AM~Reforma.html"&gt;http://thirdmill.org/files/portuguese/93451~11_1_01_10-39-11_AM~Reforma.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Todo grupo humano possui em sua história eventos de grande significado que estão intimamente associados com a sua identidade e auto-compreensão. No caso dos protestantes, um evento dessa natureza é o episódio que desencadeou a Reforma Religiosa do Século Dezesseis. O monge agostiniano e professor de teologia Martinho Lutero afixou à porta da igreja de Wittenberg, na Alemanha, as suas célebres Noventa e Cinco Teses, convidando a comunidade acadêmica local para um debate público sobre a venda das indulgências e outras questões controvertidas. Desde então, o dia 31 de outubro de 1517 tem permanecido na consciência evangélica como um símbolo fundamental do seu movimento.&lt;br /&gt;Todavia, por decisivo e marcante que tenha sido, esse acontecimento pertence ao passado e não pode mais ser repetido. Há muitos evangélicos que sonham com uma volta aos tempos da Reforma, assim como tantos gostariam de restaurar os dias heróicos da igreja primitiva. A isto chamamos de "repristinação," ou seja, a tentativa de restaurar alguma coisa a um estado ou condição original, prístino. Porém, o fato é que os acontecimentos, circunstâncias e personagens passam inexoravelmente; somente as idéias e os ideais permanecem, e são eles, acima de tudo, que devem ocupar a nossa atenção.&lt;br /&gt;Ao comemorarmos mais um aniversário da Reforma, de que maneira podemos celebrar a obra dos desbravadores evangélicos do século dezesseis? De que modo podemos honrar o Deus dos reformadores, nós que vivemos no limiar do século vinte e um? Uma das respostas é: conhecendo e encarnando as convicções que nortearam as suas vidas e os seus labores. Destacamos três delas, que reputamos essenciais para a igreja contemporânea.&lt;br /&gt;Primeiramente, é notável o lugar que os reformadores deram ao Deus triúno em seu pensamento e ação. Apesar dos fatores políticos, sociais e econômicos envolvidos na Reforma, o seu ímpeto mais central veio da profunda experiência religiosa de líderes como Lutero e Calvino. A sua visão da graça e da glória de Deus, mediada pelas Escrituras, levou-os a colocá-lo no centro de suas vidas e a rejeitar tudo aquilo que pudesse obscurecer a sua majestade como Senhor do universo, da vida e da redenção. Em segundo lugar, há que considerar o seu entendimento da igreja como comunidade de adoração, comunhão e serviço. A igreja não era para eles uma estrutura ou instituição, mas o conjunto dos fiéis que se reúnem para exaltar a Deus, estudar a sua Palavra e celebrar a sua salvação, e depois se dispersam para testemunhar e servir. Finalmente, os reformadores nos inspiram em seu entendimento da sociedade. Rompendo com a dicotomia entre sagrado e secular, os líderes da Reforma e seus seguidores insistiram no fato de que toda a vida pertence a Deus e deve refletir o seu senhorio. Com seu trabalho e exemplo, o cristão deve esforçar-se para que os valores do Reino permeiem todas as áreas da coletividade. Que sejam essas as nossas preocupações ao lembrarmos novamente os eventos e personagens dos quais somos herdeiros.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6591636351841893610-224089169939420627?l=marcelavelinolira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelavelinolira.blogspot.com/feeds/224089169939420627/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6591636351841893610&amp;postID=224089169939420627' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6591636351841893610/posts/default/224089169939420627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6591636351841893610/posts/default/224089169939420627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelavelinolira.blogspot.com/2008/10/reforma-ontem-e-hoje.html' title='Reforma – Ontem e Hoje'/><author><name>VIVENDO E APRENDENDO COM DEUS!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07579141975154251542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_RUojIbhD_ag/R2SLq-BpdFI/AAAAAAAAACQ/hDWNqBlqvio/S220/P6170254.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6591636351841893610.post-2786793713817275087</id><published>2008-09-25T07:27:00.000-07:00</published><updated>2008-09-25T07:29:27.501-07:00</updated><title type='text'>Existe uma geração sanguessuga.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Há alguns anos constatei não somente que tínhamos chegado ao fim da “era protestante” como também ao fim da “Era Evangélica”. Pregar-e-não-viver resultou na perda da reputação e da credibilidade. E a mercantilização da fé aliada à disseminação de heresias, à avareza e às palavras fingidas culminou neste capitalismo evangélico-protestante de muitos pregadores que prometem a liberdade, mas são escravos da corrupção (1Pe 2.1-3, 19).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Igreja contra a qual “as portas do inferno não podem prevalecer” não é a igreja evangélica. Definitivamente. A igreja evangélica é religiosa, impura, corrupta, repreensível e mundana. A Igreja de Cristo é pura – foi “purificada pela Palavra”. É “gloriosa, sem mácula, sem ruga nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível”. Alimentada e sustentada pelo Senhor da Igreja, Jesus Cristo, a Igreja segue vitoriosa e triunfante (Ef. 5.25-29). Seus membros na sua maioria jamais pisaram em palácios, nunca estiveram sob a luz de holofotes, nem viram seus nomes na mídia. São anônimos, gente simples, que esperam as promessas “vendo-as de longe, e crendo-as e abraçando-as, confessando que são estrangeiros e peregrinos nesta terra” (Hb 11.13). Seus nomes estão escritos no Livro da Vida do Cordeiro. Suas “mãos são limpas, não entregam a sua alma à vaidade, não difamam com sua língua, não aceitam afronta contra o próximo; aos malvados desprezam, mas honram aos que temem ao Senhor”. Empenhando sua palavra, “não voltam atrás ainda que com prejuízo próprio”. Não “emprestam seu dinheiro com usura e nem recebem suborno contra os inocentes”. Esta é a geração dos que buscam ao Senhor (Sl 15.1-5; 24.3-6). Essa geração faz todas as coisas "sem murmurações nem contendas. São irrepreeensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração corrompida e perversa, no meio da qual resplandecem como luzeiros no mundo” (Fp 2.14-15).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porém, nossa geração corrompida e perversa, além de amaldiçoar pai e mãe, ser imunda (apesar de se considerar pura), ser arrogante e soberba e consumir na Terra os aflitos e necessitados entre os homens, é também "sanguessuga" (Pv 30.11-14). “A sanguessuga tem duas filhas, a saber: Dá, Dá. Há três coisas que nunca se fartam; sim, quatro que nunca dizem: Basta; a sepultura, a madre estéril, a terra que não se farta de água, e o fogo que nunca diz: Basta.” (Pv 30.15-16.) A sepultura é insaciável – recebe todos os mortos e ainda tem espaço suficiente para receber muito mais. A mãe estéril não gera filhos, não deixa descendentes e assim seu nome dissipa-se como a nuvem que existia ainda há pouco e um instante ninguém se lembra mais dela. Somente as rochas permanecem! A terra não se farta de água – nem mesmo as grandes inundações permanecem para sempre. E o fogo do inferno nunca diz basta. Haverá, no Dia do Juízo, maior rigor para alguns do que para outros (Mt 11.24).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que leva um homem ou uma mulher conspirar contra o Rei de toda a terra? O que leva um representante eleito em Nome de Deus a devorar vidas humanas? O que o leva a tomar tesouros e coisas preciosas à custa da multiplicação das viúvas em suas cidades e campos? O que o leva a tramar com seus líderes espirituais para violentar a Lei do Senhor e profanar Suas coisas santas? Que cegueira é essa que o leva a não fazer diferença entre o sagrado e o abominável, a não ensinar os mais novos a discernir entre o impuro e o puro? Os adoradores de ídolos tornam-se cegos como os ídolos. Avareza é idolatria! O que leva um cristão a fazer com que o Nome do Senhor seja profanado por causa dele? O que o leva como lobo arrebatar a presa, derramar sangue e destruir vidas para adquirir lucros desonestos? O que leva esses “profetas” a assinar manifestos de apoio a fim de os eleger, encobrindo-lhes mentiras, prometendo a eles coisas que o Senhor jamais falou? Todos eles "estão entre os que oprimem o povo da Terra, andam roubando, fazendo violência ao necessitado e oprimindo injustamente ao estrangeiro” (Ez 22.25-29).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Senhor conhece a todos muito bem e quando praticavam o mal tanto quanto o bem Ele os via a todos. Refiro-me aos que foram acusados de “sanguessugas” da saúde do povo brasileiro. Conheço de perto alguns deles – evangélicos ou não. Testemunhei de perto a desonestidade de alguns, sua corrupção e maldade. Compartilhei com eles sobre uma outra opção de vida baseada na cruz de nosso Senhor Jesus, que derramou Seu sangue para nos perdoar, purificar e transformar-nos em filhos da Luz. Rejeitaram essa Palavra. Outros, vi começar muito bem a carreira; mas parece-me – até que provem o contrário – que se esqueceram do conselho das Escrituras, “deixando o caminho direito, preferindo seguirem o caminho de Balaão, que amou o prêmio da injustiça” (2Pe 2.15).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só é que recebe o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. E todo aquele que luta, exerce domínio próprio em todas as coisas; ora, eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível, nós, porém, uma incorruptível. Pois eu assim corro, não como indeciso; assim combato, não como batendo no ar. Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à submissão, para que, depois de pregar a outros, eu mesmo não venha a ficar reprovado.” (1Co 9.24-27.) Meu coração está triste e contrito. Também preciso humilhar-me diante de tudo isto. Preciso vigiar para não emitir nenhuma palavra de condenação temerária. Preciso orar para que o Senhor tenha misericórdia de mim neste tempo em que começou Seu julgamento pela Sua Casa. Fico atemorizado com as Palavras de Jesus, que ressoam em minha mente: “Que adianta o homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pr. Josimar Salum, jsalum@greaterrevival.com: Diretor Executivo do BMNET Brazilian Ministers Network e do GRM Greater Revival Ministries, P.O.Box 60.359 Worcester, MA 01606, tel 508-519-1773, fax 508-852-1168; http://jsalum.blogspot.com/ (português); http://greaterrevival.blogspot.com/ (english); http://apologian.blogspot.com/ (português). Encaminhado por Wassalam Issá Akbar, 15set2008seg23h29m, revisado por jairolarroza@yahoo.com.br&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6591636351841893610-2786793713817275087?l=marcelavelinolira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelavelinolira.blogspot.com/feeds/2786793713817275087/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6591636351841893610&amp;postID=2786793713817275087' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6591636351841893610/posts/default/2786793713817275087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6591636351841893610/posts/default/2786793713817275087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelavelinolira.blogspot.com/2008/09/existe-uma-gerao-sanguessuga.html' title='Existe uma geração sanguessuga.'/><author><name>VIVENDO E APRENDENDO COM DEUS!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07579141975154251542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_RUojIbhD_ag/R2SLq-BpdFI/AAAAAAAAACQ/hDWNqBlqvio/S220/P6170254.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6591636351841893610.post-2374828100916169596</id><published>2008-09-22T06:29:00.000-07:00</published><updated>2008-09-22T06:31:28.757-07:00</updated><title type='text'>Intelectualismo X ou &amp; Evangelismo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Diante a tantas problemáticas no meio evangélico, acredito que estamos nos esquecendo de alguns pontos fundamentais, e espero estar enganado quanto a isto.&lt;br /&gt;Um dos pontos que me deixa receoso deriva dos teólogos e pensadores cristãos modernos, diferentes de muitos intelectuais-pregadores-evangelistas dos séculos 16 a 19 que atuavam de forma efetiva na evangelização de sua comunidade e além-terra. Antes de me baterem, digo isto para parte dos pensadores e não todos - bom é criticar, saudável é saber ser criticado, ok?&lt;br /&gt;Quando vejo a vida de Whitfield e de Wesley fico indignado comigo mesmo e com outros que sabem mais e estudaram para mais, no entanto, estes senhores excelentes acadêmicos, apresentaram mais que respostas às apostasias e elaboração de defesas de suas convicções teológicas, que é muito comum em nosso meio atualmente (e que é essencialmente necessário), mas fizeram mais que isto. Estes homens de Deus FORAM quando entenderam o IDE.&lt;br /&gt;Porque uso estas duas ricas personagens do cristianismo de dois séculos? Porque entre si havia grandes discórdias em pontos que sempre houve e sempre (até o Aquele que é perfeito voltar) haverá e nem por isto ocorreu o que chamamos de ecumenismo como entendemos hoje, ninguém estava traindo ninguém, ninguém mostrou ser um “ser” de púlpito (infelizmente estamos cheios destes hoje), eles apesar de discordarem principalmente sobre a questão da Graça(ELEIÇÃO) e livre-arbítrio, sabiam e souberam colocar a mão no arado (e são poucos que fazem isto de forma séria), por isto deixo este pequeno lembrete, sejamos sim defensores da fé e da sã doutrina, mas não esquecemos da grande comissão, a fé sem obra é morta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PAZ&lt;br /&gt;BY &lt;strong&gt;&lt;em&gt;MARCEL LIRA&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6591636351841893610-2374828100916169596?l=marcelavelinolira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelavelinolira.blogspot.com/feeds/2374828100916169596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6591636351841893610&amp;postID=2374828100916169596' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6591636351841893610/posts/default/2374828100916169596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6591636351841893610/posts/default/2374828100916169596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelavelinolira.blogspot.com/2008/09/intelectualismo-x-ou-evangelismo.html' title='Intelectualismo X ou &amp; Evangelismo'/><author><name>VIVENDO E APRENDENDO COM DEUS!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07579141975154251542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_RUojIbhD_ag/R2SLq-BpdFI/AAAAAAAAACQ/hDWNqBlqvio/S220/P6170254.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6591636351841893610.post-4742438679993013329</id><published>2008-09-05T05:55:00.000-07:00</published><updated>2008-09-05T06:01:51.960-07:00</updated><title type='text'>AHHHH, ESTES PREGADORES!!!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quando o assunto é pregadores nos dias de hoje, há uma grande variedade de gosto, alguns gostam ou se identificam com os pregadores extravagantes, outros preferem os que gritam, e há ainda uma parcela de pessoas que gostam dos pregadores expositores, estes normalmente mais “quietos” durante a mensagem. A variedade é enorme, e a cada dia brotam mais e mais destes pregadores. Até ai, nenhum grande problema, mas a partir daí surge uma séria indagação: Como saber o   que Deus quer que seja pregado? Já parou para pensar sobre isto?! Muitos “grandes” pregadores ostentam uma postura de saberem o que estão falando quando sobem no púlpito e “revela” o que Deus “mandou”, outros mais humildes preferem estudar durante a semana para que não haja erros no contexto e até mesmo erros geográficos em sua pregação e abordagem, outros ainda preferem animar as pessoas (público) com palavrinhas de amor e auto-estima. Mas afinal, o que um pregador deve pregar? Começo descrevendo o que ele não deve pregar;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;BENS MATERIAIS COMO PROMESSA, BARGANHA OU COERÇÃO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;: não é e nem deve ser um tema para ser proclamado no púlpito, leiamos o Evangelho de Lucas 12. 15 ao 21:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui. E propôs-lhe uma parábola, dizendo: A herdade de um homem rico tinha produzido com abundância; E arrazoava ele entre si, dizendo: Que farei? Não tenho onde recolher os meus frutos. E disse: Farei isto: Derrubarei os meus celeiros, e edificarei outros maiores, e ali recolherei todas as minhas novidades e os meus bens; E direi a minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e folga. Mas Deus lhe disse: Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tome cuidado caro leitor, não pense que Deus está para receber nossas “ordens” de “poder” e nos dar o que “exigimos”, tudo que Deus nos dá nesta vida e no porvir é pela graça, não por crédito ou merecimento próprio, ou por obras, apenas pela graça, alias, Jesus nos aconselha não termos nada para esta vida, Lucas 12. 33,34:&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vendei o que tendes, e dai esmolas. Fazei para vós bolsas que não se envelheçam; tesouro nos céus que nunca acabe, aonde não chega ladrão e a traça não rói. Porque, onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;CONFISSÃO POSITIVA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;: Deixo aqui uma matéria sobre o assunto.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://cosmovisaocrista-arquivo.blogspot.com/2008/08/conhea-origem-do-maldito-movimento-da.html"&gt;CONHEÇA A ORIGEM DO MALDITO MOVIMENTO DA “CONFISSÃO POSITIVA” (TEOLOGIA DA PROSPERIDADE)!&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"A Confissão Positiva não é uma denominação ou seita, mas um movimento introduzido sutilmente entre as igrejas pentecostais, enfatizando o poder do crente em adquirir tudo o que quiser. É conhecida também como “Teologia da Prosperidade”, “Palavra da Fé” ou “Movimento da Fé”. As crenças e práticas desse movimento são aberrações carregadas de perigosas heresias. A Confissão Positiva é uma adaptação, com roupagem cristã, das idéias do hipnotizador e curandeiro Finéias Parkhurst Quimby (1802-1866). Os quimbistas criam no poder da mente, e negavam a existência da matéria, do sofrimento, do pecado e da enfermidade. Deles surgiram vários movimentos ocultistas como o Novo Pensamento, as seitas Ciência da Mente e Ciência Cristã, de Mary Baker Eddy. Seus promotores procuram se passar por cristãos evangélicos. O movimento surgiu de forma gradual por meio de Essek William Kenyon (1867-1948). Kenyon, aproveitando-se dos conceitos de Mary B. Eddy, empenhou-se em pregar a salvação e a cura em Jesus Cristo. Dava ênfase aos textos bíblicos que falam de saúde e prosperidade, além de aplicar a técnica do poder do pensamento positivo. Kenyon, que pastoreou várias igrejas e fundou outras, não era pentecostal. Ele foi influenciado pelas seitas Ciência da Mente, Ciência Cristã e a Metafísica do Novo Pensamento. Hoje, é reconhecido como o Pai do movimento Confissão Positiva, tendo exercido forte influência sobre Kenneth Hagin, que nasceu em 1917 com problema de coração e ficou inválido durante 15 anos. Em 1933, converteu-se ao evangelho e, no ano seguinte, o Senhor Jesus o curou. A partir de então, começou a pregar. Ele recebeu o batismo no Espírito Santo em 1937. Estudando os escritos de Kenyon, divulgou-os em livros, cassetes e seminários, dando sempre ênfase à confissão positiva. Em 1974, fundou o Centro Rhema de Adestramento Bíblico, em Oklahoma. Hagin fazia diferença entre as palavras gregas rhema e logos, pois ambas significam “palavra”. Ainda hoje, os seguidores dessa crença afirmam que logos é a palavra de Deus escrita, a Bíblia; e rhema, a palavra falada por Deus em revelação ou inspiração a uma pessoa em qualquer época. Desse modo, o crente pode repetir com fé qualquer promessa bíblica, aplicando a sua necessidade pessoal e exigir o seu cumprimento. O termo rhema significa “palavra, coisa”; enquanto em logos, os léxicos apresentam uma extensa variedade de significados como: “palavra, discurso, pregação, relato, etc”. Mas ambos os termos coincidem-se (Lc 9.44, 45). O conceito de rhema e de logos, inventado por Hagin, não resiste à exegese bíblica. Não é verdade que haja a tal diferença entre as referidas palavras. As marcas distintivas do movimento são: a prosperidade e a pregação restrita aos pobres e enfermos, oferecendo-lhes riquezas e saúde. No entanto, deixa de lado o essencial: a salvação. A mensagem dos profetas da prosperidade pode fazer sentido nos países ricos onde as oportunidades são mais amplas, mas, nas regiões pobres do planeta, são irrelevantes. Isso é mais uma prova de que se trata de um evangelho humano, contrário à Bíblia, pois o evangelho de Jesus Cristo é para todos os seres humanos em todas as épocas (Mt 28.19, 20; Tt 2.11). Em vez de trazer riquezas materiais aos pobres e saúde aos enfermos, o propósito principal da vinda de Jesus ao mundo foi salvar os pecadores (1 Tm 1.15), muito embora o seu ministério tenha sido coroado de êxito no campo da cura divina e da libertação (At 10.38). O que esses pregadores fazem não passa de espetáculo, contrariando o verdadeiro propósito do evangelho. Não foi essa a mensagem pregada pelos apóstolos. Paulo afirma haver se contentado com a abundância e com a escassez (Fp 4.11-13). Devemos combater os abusos e aberrações doutrinárias desses pregadores. Tomemos cuidado, porém, para não sermos levados ao ceticismo e ao indiferentismo religioso. Religião sem o sobrenatural é mera filosofia. Temos promessas de Deus. Aliás, a história, desde os tempos bíblicos, registra inúmeros testemunhos sobre sinais, prodígios e maravilhas (Mc 16.20). Mas os tais pregadores, a começar pela origem de sua teologia, estão fora do padrão bíblico" (TEXTO EXTRAÍDO DA REVISTA “LIÇÕES BÍBLICAS” DA CPAD DO 2.º TRIMESTRE DE 2006, CUJO TEMA É “HERESIAS E MODISMOS”). Pr. Jorge Carvalho - Lages/SC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O interessante de tudo é que, muitos idolatram os pregadores pelos seus estilos ousados, sua oratória afinada e pelos temas extravagantes. Interessante também é que, mesmo sendo tão claro o que não se deve pregar, a maioria das pessoas argumentarão que hoje se deve pregar com maior “autoridaaaaaaaadeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!!!!” e com “podeeeeerrrrrr”, e Jesus simplesmente disse “ide e pregai”, simples, a autoridade está na PALAVRA DE JESUS e no PODER NELA CONFERIDA É DO PRÓPRIO DEUS e não nos estilos “audaciosos” e gritos “escandalosos” dos atuais pregadores. É triste relatar tanta distorção nas pregações em nossos dias, é complicado observar esta geração que esta deixando de lado a SUFICIÊNCIA DA PALAVRA, esquecendo das leituras, devocionais e estudos bíblicos. Hoje temos grupos de defensores de lideres, estilos e pregadores, por outro lado, não temos muitos dos defensores da fé:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.chamada.com.br/biblia/index.php?act=ler&amp;amp;cap=1&amp;amp;livro=Flp&amp;amp;ver=ACRF&amp;amp;modo=0&amp;amp;form=basic"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Filipenses 1&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;  Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo;Como tenho por justo sentir isto de vós todos, porque vos retenho em meu coração, pois todos vós fostes participantes da minha graça, tanto nas minhas prisões como na &lt;strong&gt;minha defesa e confirmação do evangelho&lt;/strong&gt;. e, E peço isto: que o vosso amor cresça mais e mais em ciência e em todo o conhecimento, Para que aproveis as coisas excelentes, para que sejais sinceros, e sem escândalo algum até ao dia de Cristo; Cheios dos frutos de justiça, que são por Jesus Cristo, para glória e louvor de Deus. E quero, irmãos, que saibais que as coisas que me aconteceram contribuíram para maior proveito do evangelho; De maneira que as minhas prisões em Cristo foram manifestas por toda a guarda pretoriana, e por todos os demais lugares;&lt;br /&gt;E muitos dos irmãos no Senhor, tomando ânimo com as minhas prisões, ousam falar a palavra mais confiadamente, sem temor. Verdade é que também alguns pregam a Cristo por inveja e porfia, mas outros de boa vontade; Uns, na verdade, anunciam a Cristo por contenção, não puramente, julgando acrescentar aflição às minhas prisões. Mas outros, por amor, sabendo que fui posto para &lt;strong&gt;defesa do evangelho&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vemos aqui uma pessoa perseguida pela verdade da PALAVRA e hoje vemos “Liberais” e “Pluralistas” e “Fãs” distorcendo a PALAVRA.&lt;br /&gt;Judas 1  Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a &lt;strong&gt;batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos&lt;/strong&gt;. Porque se introduziram alguns, que já antes estavam escritos para este mesmo juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus, e negam a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meditemos em Romanos  Cap. 10 e 2º Timóteo Caps. 4,5 e 6, busquemos à entender a importância que os apóstolos deram para esta defesa e que os reformados buscaram a tanto custo.&lt;br /&gt;Lembremos que:&lt;br /&gt;·        Natã falou do pecado de Davi, mostrou a sua falha e quando ele caiu em si foi lhe apresentado o perdão e a misericórdia de Deus.&lt;br /&gt;·        João Batista disse em Lucas “Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira que está para vir? Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento, e não comeceis a dizer em vós mesmos: Temos Abraão por pai; porque eu vos digo que até destas pedras pode Deus suscitar filhos a Abraão”.&lt;br /&gt;·        Jesus junto ao jovem rico mostrou a impossibilidade de alguém poder seguir a Lei de Moisés em sua perfeição, mostrou para este jovem com amor que ele não conseguiu nem ao menos seguir o primeiro mandamento, foi lhe apresentado a sua fragilidade (pecado), mas não lhe foi omitida à salvação para toda eternidade, visto que, por intermédio de suas obras mesmo sendo boas e bem intencionadas não poderiam salva-lo, foi neste momento que jovem saiu da presença de Jesus, não deixando seus BENS MATERIAIS (O QUE MUITOS PREGAM HOJE EM DIA). Jesus não veio para passar a mão na cabecinha de ninguém, nosso Senhor deixa claro que devemos sair deste pecado imundo e nos entregarmos à Sua Beleza e Santidade, nosso Senhor afirmou “se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis”. Ele não mudou o discurso, Ele não alterou o conteúdo da mensagem e morreu em cruz para a Salvação de todos que Nele crerem.&lt;br /&gt;·        Pedro em atos 2 e 3 disse: “ARREPENDEI-VOS” e nestas 2 ocasiões cerca de 8.000 se converteram ao SENHOR.&lt;br /&gt;·         Paulo disse que devemos entender pela Lei que somos pecadores e pela Graça de Deus ele nos justifica e nos perdoa, medite no livro de Romanos;&lt;br /&gt;Amados, Louvado seja DEUS, tomemos-nos o cuidado de levar o evangelho de Deus e não os evangelhos modernos de homens com fins materialistas e finitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VIGIEMOS E BATALHEMOS PELA SÃ DOUTRINA EM DEFESA DA FÉ!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PAZ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BY MARCEL LIRA&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6591636351841893610-4742438679993013329?l=marcelavelinolira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelavelinolira.blogspot.com/feeds/4742438679993013329/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6591636351841893610&amp;postID=4742438679993013329' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6591636351841893610/posts/default/4742438679993013329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6591636351841893610/posts/default/4742438679993013329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelavelinolira.blogspot.com/2008/09/ahhhh-estes-pregadores.html' title='AHHHH, ESTES PREGADORES!!!'/><author><name>VIVENDO E APRENDENDO COM DEUS!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07579141975154251542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_RUojIbhD_ag/R2SLq-BpdFI/AAAAAAAAACQ/hDWNqBlqvio/S220/P6170254.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6591636351841893610.post-1088170166373811014</id><published>2008-09-04T08:52:00.000-07:00</published><updated>2008-09-04T08:59:28.872-07:00</updated><title type='text'>O Cristianismo em um Contexto Pós-Moderno</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Vivemos em dias perigosos para o cristianismo. Dias em que inúmeras questões estão sendo levantadas nos meios acadêmicos, entre pessoas de influência, respeitadas por sua eloqüência e conhecimento. Essas questões começam a inquietar muitas pessoas, porque mexem em algumas bases nas quais estamos apoiados e nas quais apoiamos nossa fé. Para enterdermos melhor esse tema vamos à Palavra de Deus.O livro de Juízes termina com uma frase bastante perturbadora, diz assim: Juízes 21:25 “Naqueles dias não havia rei em Israel, e cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos”.O livro de I Samuel começa exatamente onde termina o livro dos Juízes. Na verdade Samuel é a personagem chave do elo entre a era dos juízes e a monarquia. Somente quando começamos a ler Samuel, podemos entender claramente qual o significado do último versículo do livro de juízes. Israel passava por uma série crise política e religiosa.A crise política é claramente observada no verso chave. Cada um fazia o que bem lhe parecia aos seus olhos. A impressão que dá é de que não havia lei. O povo vivia uma espécie de anarquismo, onde vale tudo, onde tudo é possível, onde não existe certo ou errado. Provavelmente prevalecia a lei do mais forte, do mais poderoso.A crise religiosa só pode ser entendida quando lemos I Samuel. Vejamos o que diz o texto.No capítulo 2 e verso 12 lemos que os filhos de Eli eram filhos de belial, em outra versão diz que eram vagabundos, isto é, sem valor, imprestáveis, obreiros degenerados na casa de Deus. Dos versos 13 ao 17 lemos que aqueles homens desprezavam a oferta do Senhor. Ao invés de pegarem apenas o que pertencia por direito ao sacerdote (Lv 7:29-36), constrangiam e ameaçavam o povo a que lhes dessem o melhor do sacrifício, antes mesmo de queimarem o sacrifício ao Senhor.Além de desprezarem as ofertas ao Senhor, os filhos de Eli cometiam imoralidade sexual à entrada da tenda da reunião. Eli sabia disso por intermédio do povo, mas praticamente nada fez, além de alertá-los a respeito da justiça de Deus. Filhos desobedientes e pais omissos.Tudo isso traduz claramente o que se passava em Israel, explica o que significava a expressão : “fazia o que bem lhes parecia aos seus olhos”. Não havia limites, não havia temor, a lei de Deus estava longe de suas vidas. Os poucos rituais que ocorriam eram apenas ritos, imperfeitos, que não passavam de uma obrigação legalista. O coração do povo estava longe de Deus, vivendo cada um à sua própria maneira.Eu precisava fazer essa introdução para poder mostrar como estamos vivendo dias semelhantes.Estamos na era chamada pós-modernismo, embora alguns estudiosos questionem essa afirmação.O pós-modernismo não é uma organização ou um movimento sólido com sede e fundador, mas é um espírito, e espírito no sentido de idéia globalizada, uma maneira de ver a realidade, um estilo de vida sem parâmetros, sem leis, sem padrões. Aliás, padrão é uma palavra inexistente no mundo pós-moderno.O mundo se encontra num conflito existencial jamais visto. A tecnologia e a ciência que prometiam ser a solução para os problemas da humanidade no início da modernidade, se mostram agora frágeis e impotentes. O lixo se acumula cada dia mais nas grandes metrópoles, a fome ainda prevalece nos países subdesenvolvidos, o desemprego ainda é grande, a religião está cada dia mais contaminada pelo modo de vida capitalista. O modernismo não deu conta do recado, e agora urge uma pergunta inevitável, o que fizemos? E o pior, o que vamos fazer?No desespero de encontrar uma solução, a primeira coisa que se vêm à mente é que os padrões antes estabelecidos não podem mais ser aceitos. Tudo o que se acreditava certo e absoluto não faz mais sentido. Leis que antes eram inquestionáveis são colocadas agora em dúvida e postas à prova.Japiassu diz o seguinte: “o campo epistemológico, o sujeito pós-moderno desconfia dos “grandes sistemas teóricos” ou da “grande idéia”, que, no fundo é de inspiração religiosa – visto que são as religiões que sempre prometem a felicidade (uma “idade de ouro”) num tempo futuro. As religiões vivem deste tipo de propaganda enganosa”. Esse é o pensamento pós-moderno. Novamente a religião é colocada na parede, e o que é pior, designada como culpada do caos do pensamento humano.Raymundo de Lima, psicanalista e professor da Universidade de São Paulo, fala o seguinte a respeito do pensamento pós-moderno: “Nossa sociedade é regida mais do que pela ânsia de “espetáculo”; existe a ânsia de prazer a qualquer preço. O superego pós-moderno “tudo vale” e “tudo deve porque pode”. Todos se sentem na obrigação de se divertir, de “curtir a vida adoidado” e de “trabalhar muito para ter dinheiro ou prestígio social”, não importando os limites de si próprio e dos outros”.Os cristãos já enfrentaram muitas afrontas e perseguições, mas o pós-modernismo traz consigo uma arma muito mais perigosa, porque é sutil, não causa espetáculos e nem é violenta, pelo menos não no sentido denotativo. Essa arma é a própria consciência pós-moderna, aquela que todos os fundamentos estão colocados ao chão, não nos servem mais.A base do cristianismo contém fundamentos muito sólidos. Esses fundamentos estão inseridos na Bíblia sagrada. Nela encontramos tudo que necessitamos para sermos bons cristãos. Quando voltamos para o pensamento pós-modernos, ou quando somos influenciados por ele, começamos a duvidar e a desacreditar dessas bases. A Bíblia passa de um discurso absoluto (absoluto no sentido da revelação) para um sentido relativo. Começamos a dizer que aquilo que pensávamos que era, não é bem assim, e assim sempre damos um jeitinho de acomodarmos a Palavra de Deus aos nossos interesses. Adaptamos a Bíblia à nossa teologia particular, ao invés de sujeitarmos nossa teologia à autoridade bíblica.A crise em que vivemos é tão semelhante à vivida pelo povo judeu na época de Samuel, que não temos muitas dificuldades para contextualizar praticamente todo o texto que lemos. Em razão dessa falta de base, de alicerce onde se firmar, a cada dia igrejas e mais igrejas são formadas, ora pela ânsia de poder e bens materiais, ora pela idéia de ter encontrado uma “nova revelação”. E a culpa não está somente naquele que subjuga essas pessoas, mas também naqueles que se deixam subjugar-se, movidos exatamente por essa falta de identidade, pela ausência de um encontro real com Jesus. Podemos ver claramente essa verdade em II Tm 4:3-4 que diz assim: “Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo grande desejo de ouvir coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres segundo os seus próprios desejos, e não só desviarão os ouvidos da verdade, mas se voltarão às fábulas”. Só existem mercenários do evangelho, porque do outro lado existem pessoas sedentas pelas promessas feitas pelos tais. De um lado pessoas ansiosas por bênçãos materiais e felicidade plena nessa vida, de outro lado falsos pastores ansiosos pelo dinheiro desse povo. É uma troca de favores que não tem nada a ver com evangelho, está longe do mandamento de Jesus que nos manda dia após dia levarmos nossa cruz, e seguí-lo.No salmo de número 11 no verso 3 encontramos o seguinte alerta para os nosso dias: “Ora, destruídos os fundamentos, que poderá fazer o justo?”. Nossos fundamentos devem estar bem fixados e inabaláveis, eles devem estar na Palavra de Deus. Nosso ponto de partida ainda é a cruz de Cristo. O que Cristo fez por nós na cruz do calvário não é e nunca será relativo. Não depende de você crer ou não, independe da sua vontade. O sacrifício de Cristo é absolutamente perfeito, é para toda a humanidade, e não está condicionado a nenhum pensamento humano, não está sujeito a nenhuma nova tendência filosófica.Há uma música do Gérson Borges e do Isaías de Oliveira que trata um pouco das conseqüências deixadas pela pressão exercida pelo capitalismo e agora acentuada pelo contexto pós-moderno, a letra é assim:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Sem lenço, sem documento, sem pastor&lt;br /&gt;Ai como a coisa vai ficando alienada&lt;br /&gt;E há tanto perigo na beira da estrada&lt;br /&gt;Da nossa vida que tem pressa em viver&lt;br /&gt;O que fazer?&lt;br /&gt;Sem lenço, sem documento, sem pastor&lt;br /&gt;A vida da gente vai se transformando no que for&lt;br /&gt;Ausência, saudade, distância&lt;br /&gt;Do belo, do riso e da flor&lt;br /&gt;Por isso é preciso voltar&lt;br /&gt;Para o Primeiro Amor&lt;br /&gt;Quando Deus&lt;br /&gt;Era bem mais que uma palavra&lt;br /&gt;Oração atravessava a madrugada&lt;br /&gt;E ajudar, oferecer a nossa mão&lt;br /&gt;Era um prazer&lt;br /&gt;Ser cristão rimava com partir o pão&lt;br /&gt;Mas o deus ciência-tecnologia&lt;br /&gt;e Mamom nos seduzindo noite e dia&lt;br /&gt;E um milhão de coisas mais:&lt;br /&gt;Mais formação, viva o prazer&lt;br /&gt;Vão levando até o que não podíamos perder&lt;br /&gt;Sem lenço, sem documento, sem pastor&lt;br /&gt;Me vejo pródigo, iludido, enganado&lt;br /&gt;Ai, como a gente vai ficando cansado&lt;br /&gt;De acreditar que a vida é o que se vê,&lt;br /&gt;Vê na tevê&lt;br /&gt;Sem lenço, sem documento, sem pastor&lt;br /&gt;A vida da gente vai se acostumando com a dor&lt;br /&gt;E esquece o início, os sonhos&lt;br /&gt;E perde o viço e o vigor&lt;br /&gt;Por isso eu preciso voltar&lt;br /&gt;Para o Primeiro Amor&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Como mostra a canção, o mundo está perdido, desorientado, confuso entre tantas opções. Não se sabe mais o que é certo, não se tem mais respostas para nada, pelo menos não objetivas. As respostas são sempre vagas, dependentes e relativas. Apesar do pós-modernismo negar que possa existir uma resposta concreta e absoluta, nós sabemos que ela existe.A resposta para o mundo atual é Jesus, assim como sempre foi em todas as outras épocas em que a humanidade se pôs a pensar sobre sua existência e a razão desta. E a nossa posição como cristãos deve ser a que sempre foi, dizer ao mundo conturbado que ainda há esperança. Assim como a tecnologia e a ciência não deram conta dos problemas do mundo, o pensamento pós-moderno do relativismo também não dará. A única solução para o pecador é Jesus.Nossa posição nesse mundo plural que se nos apresenta deve ser a de cristãos sólidos, que mantém a adesão aos fundamentos éticos e morais bíblicos, apesar do mundo inteiro ditar o contrário. Devemos mostrar ao mundo, como parte da missão que Cristo nos deixou, de que ainda existem verdades absolutas, e que a única solução para o mundo em crise está na velha rude cruz. Nosso discurso não deve se amoldar aos padrões irracionais do pós-modernismo. Podemos sim contextualizar nossa mensagem para que ela atinja o alvo desejado na obra de Deus, de acordo com o contexto social em que nos encontramos. Mas pecado sempre será pecado, porque a Palavra de Deus não muda, ela permanece para sempre.A visão pós-moderna que nega a existência do certo e do errado, onde cada um faz o que lhe apraz, não deve nem de longe passar por nossos pensamentos como se fosse válida. Deus não deixou dúvidas em sua Palavra daquilo que seja certo ou errado. Algumas pessoas tentam adaptar esses conceitos de acordo com seus interesses, mas nós não podemos nos deixar influenciar por elas.E o povo fazia o que lhe parecia correto. Mais do que nunca devemos mostrar a luz de Cristo através de nossas vidas. Mais do que nunca devemos deixar bem claro que somos diferentes, que não nos conformamos com esse mundo. Mais do que nunca devemos levar aos quatro cantos do planeta a mensagem da cruz. A mensagem que não muda. A mesma mensagem que salvou o homem dos primeiros séculos, é a mesma mensagem que salva o homem pós-moderno, confuso e sem rumo. Como diz um antigo cântico: “junto à cruz há lugar pra ti e pra mim”. E diante de tudo isso que nossa única posição seja a de servos de Deus, preparados para que Ele nos use. Servos prontos a levar a mensagem que transforma e liberta, a levar luz e conforto a um mundo em trevas e perdido.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6591636351841893610-1088170166373811014?l=marcelavelinolira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelavelinolira.blogspot.com/feeds/1088170166373811014/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6591636351841893610&amp;postID=1088170166373811014' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6591636351841893610/posts/default/1088170166373811014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6591636351841893610/posts/default/1088170166373811014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelavelinolira.blogspot.com/2008/09/o-cristianismo-em-um-contexto-ps.html' title='O Cristianismo em um Contexto Pós-Moderno'/><author><name>VIVENDO E APRENDENDO COM DEUS!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07579141975154251542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_RUojIbhD_ag/R2SLq-BpdFI/AAAAAAAAACQ/hDWNqBlqvio/S220/P6170254.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6591636351841893610.post-650975896419056669</id><published>2008-09-03T04:23:00.000-07:00</published><updated>2008-09-03T04:24:34.148-07:00</updated><title type='text'>O Palhaço e o Profeta: Uma Indefinição Contemporânea</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;por&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rev. Hermisten Maia Pereira da Costa&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;“Não pode haver missão sem mensagem, nem mensagem sem definição da mesma.” Fazendo uma pequena digressão, podemos observar que a afirmação feita acima, está de acordo com a compreensão de Condillac (1715-1780), que disse: “A necessidade de definir é apenas a necessidade de ver as coisas sobre as quais se quer raciocinar e, se fosse possível ver sem definir, as definições se tornariam inúteis.” De forma complementar, parece-nos extremamente pertinente a concepção aristotélica de definição; ele diz: “Uma definição é uma frase que significa a essência de uma coisa.”&lt;br /&gt;Quando falamos do conteúdo do Evangelho, devemos definir o significado deste termo. Compreendemos ser o Evangelho o próprio Cristo. Ele é a personificação do Reino; Cristo é o centro para onde tudo converge. O Evangelho é Cristocêntrico, porque sem Cristocentricidade não há “Boa Nova”. Cristo é o autor e o conteúdo do Evangelho. Pregar o evangelho significa pregar a Cristo, bem como tudo aquilo que tem relação com Ele (Rm 15.20), já que sem Cristo não haveria Evangelho (Lc 2.9-11).&lt;br /&gt;Pregar, é anunciar o “Evangelho de Deus” (Mc 1.14); o “Evangelho do Reino” (Mt 4.23; 9.35; 24.14) que é o “Evangelho do Reino de Deus” (Lc 4.43; 8.1; At 8.12) e o “Evangelho do Senhor Jesus” (At 11.20/ At 8.12), que é o “Evangelho de Jesus Cristo” (Mc 1.1/ Rm 15.19; 2 Co 2.12).&lt;br /&gt;O Reino de Deus é o coração da mensagem de Cristo bem como dos apóstolos. O crente, no Antigo Testamento, aguardava a chegada do Reino de Deus que estava associada à figura do Filho do Homem, descrita por Daniel (Dn 7.13-14/Mt 16.27,28; 17.12,22; Lc 9.58; Jo 3.13,14). Jesus Cristo, o Filho do Homem, inaugurou o Reino de Deus; por isso, o Reino está indissoluvelmente ligado à Sua Pessoa. Jesus Cristo, a Sua mensagem e atos incorporam a presença do Reino que chegara. Ele inaugurou o Reino de Deus (Lc 11.20). Orígenes (c. 185-254), corretamente, disse que Jesus Cristo era a ”autobasileia”, o reino em pessoa. Por isso, é que o Novo Testamento nos ensina que Pregar o Reino é o mesmo que pregar a Jesus Cristo: (Mt 19.29/Mc 10.29-30/Lc 18.29/At 8.12; 28.31).&lt;br /&gt;Deste modo insistimos neste ponto , evangelizar significa, pregar o Reino e Senhorio de Jesus. Por isso, é que “o Reino de Deus é o tema central da pregação de Jesus e, por extensão, da pregação e ensino dos apóstolos.” (At 20.25,27).&lt;br /&gt;Este Evangelho também é chamado de “Palavra da verdade” (Cl 1.5; Ef 1.13); “Evangelho da salvação” (Ef 1.13); “Evangelho das insondáveis riquezas de Cristo” (Ef 3.8); “Evangelho da promessa” (At 13.32); Evangelho da esperança (Cl 1.23); “Evangelho da paz” (Ef 6.15).&lt;br /&gt;Portanto, quando evangelizamos, devemos ter em mente o sentido do que estamos proclamando. Não estamos simplesmente vendendo um produto que talvez nem nós mesmos o comprássemos ou, quem sabe, divulgando uma idéia de forma descompromissada, não; evangelizar é proclamar o Reino de Deus e, o Reino de Deus é o Reinado de Cristo, onde se evidencia o triunfo da Sua justiça, do Seu governo e da Sua Lei. Deste modo, a pregação da Igreja deverá ser caracterizada sempre pelo senso de urgência, conclamando os homens ao arrependimento e fé em Jesus Cristo, o Rei Eterno. A Igreja não é o Reino mas, é através dela que o Reino se revela e se efetiva; por isso, ambos são inseparáveis.&lt;br /&gt;Olhando a “Evangelização” ensinada e praticada no Novo Testamento, podemos perceber que ela era muito mais abrangente do que hoje normalmente costumamos pensar. O que tem acontecido é que muitas vezes temos esquecido a mensagem; temos corrido tanto, temos falado tanto, temos discutido tanto que, de repente, descobrimos que a mensagem foi esquecida. Distanciamo-nos do seu significado, perdemos a dimensão de sua urgência, relevância e eficácia. Estamos ainda usando o verbo “evangelizar”, todavia ele já não diz grande coisa, porque as letras “E-V-A-N-G-E-L-H-O”, têm nos dias atuais pouco a ver com o significado bíblico desta palavra. O Evangelho tem sido muitas vezes apenas mais um “slogan cristão”, que as pessoas não conseguem entender o seu significado.&lt;br /&gt;Kierkegaard (1813-1855) conta uma parábola que pode servir como ilustração para o que queremos dizer. Ele conta que um circo se instalou próximo de uma cidadezinha dinamarquesa. Este circo pegou fogo. O proprietário do circo vendo o perigo do fogo se alastrar e atingir a cidade, mandou o palhaço, que já estava vestido a caráter, pedir ajuda naquela cidade a fim de apagar o fogo, falando do perigo iminente. Inútil foi todo o esforço do palhaço para convencer os seus ouvintes. Os aldeões riam e aplaudiam o palhaço entendendo ser esta uma brilhante estratégia para fazê-los participar do espetáculo... Quanto mais o palhaço falava, gritava e chorava, insistindo em seu apelo, mais o povo ria e aplaudia... O fogo se propagou pelo campo seco, atingiu a cidade e esta foi destruída.&lt;br /&gt;De forma semelhante, temos nós, muitas vezes, apresentado uma mensagem incompreensível aos nossos ouvintes, talvez porque ela também seja incompreensível a nós. As pessoas se acostumaram a nos ouvir brincar tanto com as coisas sagradas, que não conseguem descobrir o sagrado em nossas brincadeiras. Subimos ao púlpito e pensamos que estamos no picadeiro. Por outro lado, nossos ouvintes, por não perceberem a diferença entre o palhaço e profeta, reforçam este comportamento mutante através de um aplauso até mesmo literal. Deste modo, a profecia (pregação) torna-se motivo de simples gostar ou não gostar e o circo perde um de seus talentosos componentes. Assim, sem nos darmos conta, estamos compactuando com a indiferença de nossos ouvintes, que, de certa forma, estão “cansados” da palavra “Evangelho”, sem que na realidade, nunca tenham sido ensinados a respeito do Evangelho de Cristo. A avaliação da mensagem pregada fica restrita ao gostar ou não do ouvinte. Se gostei foi boa, se não, é ruim. Criamos uma categoria arbitrária do que de fato é verdadeiro ou não a partir do gosto, como se este também não fosse afetado pelas conseqüências do pecado. Na realidade, o gostar ou não deve estar subordinado ao exame das Escrituras (At 17.11). Procedendo assim, descobriremos, para surpresa nossa, o quão o nosso gosto pode ser pecaminoso e inconseqüente.&lt;br /&gt;O Evangelho é uma mensagem acerca de Deus da Sua Glória e de Seus atos salvadores ,acerca do homem do seu pecado e miséria, acerca da salvação e da condenação condicionada à submissão ou não a Cristo como Senhor de sua vida. Esta mensagem que envolve uma decisão na História, ultrapassa a História, visto ter valor eterno. Portanto, não podemos brincar com ela, não podemos fazer testes: estamos falando de vida e morte eternas (Jo 3.16-18).&lt;br /&gt;Parece-me correto o comentário de Vincent quando diz que “A demanda gera o suprimento. Os ouvintes convidam e moldam os seus próprios pregadores. Se as pessoas desejam um bezerro para adorar, o ministro que fabrica bezerros logo é encontrado.” É preciso atenção redobrada para não cairmos nesta armadilha já que não é difícil confundir os efeitos de uma mensagem com o conteúdo do que anunciamos: a pregação deve ser avaliada pelo seu conteúdo; não pelos seus supostos resultados. Esse assunto está ligado à vertente relacionada ao crescimento de igreja. Iain Murray está correto ao afirmar: “O crescimento espiritual na graça de Cristo vem em primeiro lugar. Onde esse crescimento é menosprezado em troca da busca de resultados, pode haver sucesso, mas será de pouca duração e, no final, diminuirá a eficácia genuína da Igreja. A dependência de número de membros ou a preocupação com números, freqüentemente tem se confirmado como uma armadilha para a igreja.”&lt;br /&gt;Devemos nos lembrar de que o pregador não “compartilha” opiniões nem dá suas “opiniões” sobre o texto bíblico, nem faz uma paráfrase irreverente do texto, antes, ele prega a Palavra. O seu objetivo é expressar o que Deus disse através de Seus servos. Pregar é explicar e aplicar a Palavra aos nossos ouvintes. O aval de Deus não é sobre nossas teorias e escolhas, muito menos sobre a “graça” de nossas piadas, mas sobre a Sua Palavra. Portanto, o pregador prega o texto, de onde provém a verdade de Deus para o Seu povo.&lt;br /&gt;O púlpito não é o lugar para se exercitar as opiniões pessoais e subjetivas mas sim, para pregar a Palavra, anunciando todo o desígnio de Deus, sob a iluminação do Espírito. Alexander R. Vinet (1797-1847) definiu bem a pregação, ao dizer ser ela “a explicação da Palavra de Deus, a exposição das verdades cristãs, e a aplicação dessas verdades ao nosso rebanho.” Sem a Palavra, o púlpito torna-se um lugar que no máximo serve como terapia para aliviar as tensões de um auditório cansado e ansioso em busca de alívio para as suas necessidades mais imediatamente percebidas. Ele pode conseguir o alívio do sintoma, mas não a cura para as suas reais necessidades.&lt;br /&gt;Albert Martin, apresenta uma crítica pertinente; ele diz:&lt;br /&gt;“O esforço desnatural de certos pregadores para serem 'contadores de piadas', entre a nossa gente, constitui uma tendência que precisa acabar. A transição de um palhaço para um profeta, é uma metamorfose extremamente difícil.”&lt;br /&gt;Em forma de esboço, podemos observar, que “Evangelizar” nos moldes do Novo Testamento, significa Proclamar:&lt;br /&gt;a) As insondáveis riquezas de Cristo: (Ef 3.8). O Evangelho é glorioso porque revela a Gloriosa perfeição de Deus: O Seu amor, bondade, misericórdia, justiça e fidelidade. Evangelizar significa proclamar as perfeições de Deus. A Glória de Deus é a beleza harmoniosa de Suas perfeições e da Sua obra salvadora.&lt;br /&gt;b) A Glória de Deus e de Cristo: (2Co 4.4; 1Tm 1.11). A glória de Deus é totalmente invisível a nós, até que resplandeça em Cristo. “A glória de duas naturezas de Cristo numa única pessoa é tão grande que o mundo incrédulo não pode ver a luz e a beleza que irradiam dela.” O Evangelho consiste no anúncio da grandeza e majestade de Deus e como podemos conhecê-Lo em Cristo Jesus. “Evangelismo sempre requer a pregação dos atributos de Deus (...) A exaltação do caráter de Deus, é essencial para que Deus possa ser honrado em nossa pregação.”&lt;br /&gt;c) A Palavra do Senhor: Paulo e Barnabé permaneceram em Antioquia “ensinando e pregando [evangelizando] com muitos outros, a palavra do Senhor” (At 15.35). Evangelizar significa pregar a Palavra de Deus, não as nossas opiniões, as nossas preferências; não podemos adulterar a Palavra de Deus (2Co 4.2). A evangelização consiste na exposição da Palavra de Deus e na Sua aplicação às necessidades contemporâneas de nossos ouvintes.&lt;br /&gt;d) A Morte Expiatória de Cristo: (1Co 15.1,3) O Evangelho é o anúncio da morte de Cristo, o Deus encarnado, que deu a Sua vida para salvar o Seu povo. A sua expiação foi completa, tendo um valor infinito. Não existe Evangelho sem a cruz de Cristo. A cruz não foi um acidente, foi o desfecho da obra eterna de Deus (1Pe 1.18-20; Ap 13.8/At 2.22-24; 4.27-28; Gl 1. 3-4).&lt;br /&gt;e) Jesus e a Ressurreição: Paulo em Atenas, “pregava (evangelizava tendo como conteúdo) a Jesus e a ressurreição” (At 17.18). A ressurreição era a tônica de toda mensagem apostólica; sem a ressurreição de Cristo não haveria pregação, nem fé, nem esperança. No livro de Atos, não encontramos nenhum sermão em que a ressurreição não fizesse parte da proclamação. (At 8.5; Rm 10.8-10; 1Co 15.1,3,4,12; 2Tm 2.8).&lt;br /&gt;f) Todo o Desígnio de Deus: Em Mileto, Paulo quando se despede dos presbíteros de Éfeso, diz que durante o seu ministério de três anos entre eles, jamais deixou de “anunciar todo o desígnio de Deus” (At 20.27). O Evangelho não consiste no anúncio de “algumas partes” da Bíblia, mas sim de todo o “Conselho” de Deus revelado nas Escrituras. (Vd. Gl 1.8,9,11). O conteúdo da mensagem cristã deve ser nada mais, nada menos do que toda a vontade revelada de Deus (Vd. Dt 29.29).&lt;br /&gt;g) O Reto Juízo de Deus através de Cristo: Pedro quando vai a Cesaréia pregar ao centurião Cornélio, durante a sua exposição, diz que Jesus, depois da ressurreição, “nos mandou pregar ao povo e testificar que ele é quem foi constituído por Deus Juiz de vivos e de mortos” (At 10.42). Paulo, pregando em Atenas (At 17.18), no Areópago, declara que Deus “estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos” (At 17.31). Da mesma forma, Lucas registra que diante de Félix, Paulo falando a respeito da fé em Cristo, dissertava “acerca da justiça, do domínio próprio e do juízo vindouro” (At 24.25).&lt;br /&gt;Paulo declara que o juízo de Deus se manifestaria conforme o Evangelho por ele anunciado, indicando assim, que o anúncio do Evangelho engloba a declaração do justo juízo de Deus (Cf. Rm 2.16/1.17).&lt;br /&gt;h) O Senhorio de Cristo: A mensagem cristã consiste no anúncio do reinado soberano de Cristo, convocando os homens ao arrependimento e dedicação total e exclusiva ao Senhor.&lt;br /&gt;Pedro na casa de Cornélio, diz: “Esta é a palavra que Deus enviou aos filhos de Israel, anunciando-lhes o evangelho da paz, por meio de Jesus Cristo. Este é o Senhor de todos” (At 10.36).&lt;br /&gt;Lucas relata que entre aqueles que “foram dispersos, por causa da tribulação que sobreveio a Estevão” (At 11.19), alguns foram até Antioquia, pregando também aos gregos, “anunciando-lhes o evangelho do Senhor Jesus” (At 11.20).&lt;br /&gt;Paulo lembra aos coríntios o conteúdo da sua mensagem: “Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus como Senhor....” (2Co 4.5).&lt;br /&gt;De igual modo, o mesmo apóstolo declara que a nossa salvação está condicionada à confissão sincera de Cristo como Senhor, indicando aos romanos, que o Senhorio de Cristo fazia parte da “palavra da fé” pregada (Rm 10.8-10).&lt;br /&gt;i) A Graça de Deus: Paulo, demonstrando saber que lhe aguardavam cadeias e tribulações, por causa do Evangelho, diz aos presbíteros de Éfeso: “Porém, em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus” (At 20.24).&lt;br /&gt;A Graça é o favor imerecido, manifestado livre e soberanamente por Deus aos pecadores que se encontravam num estado de depravação e miséria espirituais, merecendo o justo castigo pelos seus pecados. (Rm 4.4/11.6; Ef 2.8-9).&lt;br /&gt;O Evangelho é da graça porque nele encontramos o favor imerecido de Deus para com o homem para com cada um de nós, que merecia a condenação eterna. O Evangelho é a boa nova que consiste na declaração de Deus, de que há perdão para todos os nossos pecados em Cristo Jesus; que Ele nos tira da condição de “réus”, e nos transporta “para o reino do Filho do seu amor” (Cl 1.13), tornando-nos seus filhos e herdeiros (Rm 8.12-17/Jo 1.12; Gl 3.26).&lt;br /&gt;Jesus Cristo é a graça encarnada. Ele encarna a Graça e a Verdade (Jo 1.17; 14.6) , o Evangelho é a graça verbalizada. É através do Evangelho que Deus transmite a Sua Palavra de Graça (At 14.3; 20.24). “O Evangelho é o divulgador da graça”. A graça nos é ensinada pelo Evangelho (Cl 1.4-6); por isso, pregar o Evangelho é um “favor” de Deus (Ef 3.8).&lt;br /&gt;j) A Preservação de Deus: (Rm 16.25). O Evangelho é uma mensagem de perseverança por Deus. Deus pelo Seu poder nos confirma em santidade até o dia final (Jo 10.28-29; Fp 1.6; 2Ts 3.3; 1Pe 1.5; Jd 24-25). A mensagem do Evangelho é um desafio aos homens depositarem a sua fé exclusivamente em Deus, como o Autor e Consumador da Salvação. Calvino (1509-1564), comentando o texto de Rm 16.25, diz que Paulo ensina aqui a perseverança final. Continua: “E para provocar neles (os romanos) esta profunda certeza e levá-los a buscarem refúgio no poder divino, adiciona que tudo isso foi testificado no evangelho, o qual não só nos apresenta uma promessa de uma paz prevalecente aqui e agora, mas também nos assegura que esta graça durará para sempre. Deus declara no evangelho que Ele é nosso Pai não somente aqui e agora, mas nos continuará sendo eternamente. De fato, sua adoção se estende para além da morte, pois que está nos conduzindo para aquela herança eterna.”&lt;br /&gt;Evangelizar é declarar o poder de Deus, que transforma os homens, unindo-os a Ele, preservando-os até o fim.&lt;br /&gt;Conclusão:&lt;br /&gt;Imaginem um jovem entre centenas de outros, ansiosamente procurando seu nome nas listas afixadas nas paredes na universidade a fim de saber se foi aprovado ou não no vestibular. De repente, surge um amigo com um sorriso largo e com os braços abertos, dizendo: “parabéns, você foi aprovado”. O jovem dá-lhe um abraço apertado, pula, grita, ri, chora, comemora... Depois de alguns minutos de euforia, aquele “amigo” diz: “É brincadeira; seu nome não consta entre os aprovados”. Se você fosse aquele vestibulando, como reagiria? Pense nisto: Se você corretamente não admite brincadeiras com coisas sérias, o Evangelho, que envolve vida e morte eternas seria passível de brincadeiras, de gracejos? A pregação é assunto para profeta, não para palhaço; o púlpito não é picadeiro. Pense nisso. Que Deus o abençoe.&lt;br /&gt;Sobre o autor: Bacharel em Teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul; Licenciado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais; Licenciado em Pedagogia pela Universidade Mackenzie; Pós-graduação: Estudo de Problemas Brasileiros pela Universidade Mackenzie; Pós graduação: Didática do Ensino Superior pela Universidade Mackenzie; Mestrando em História da Igreja pelo Centro Presbiteriano de Pós-graduação A. A. Jumper. Doutorando em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.monergismo.com/"&gt;www.monergismo.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6591636351841893610-650975896419056669?l=marcelavelinolira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelavelinolira.blogspot.com/feeds/650975896419056669/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6591636351841893610&amp;postID=650975896419056669' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6591636351841893610/posts/default/650975896419056669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6591636351841893610/posts/default/650975896419056669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelavelinolira.blogspot.com/2008/09/o-palhao-e-o-profeta-uma-indefinio.html' title='O Palhaço e o Profeta: Uma Indefinição Contemporânea'/><author><name>VIVENDO E APRENDENDO COM DEUS!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07579141975154251542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_RUojIbhD_ag/R2SLq-BpdFI/AAAAAAAAACQ/hDWNqBlqvio/S220/P6170254.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6591636351841893610.post-7190685076184656065</id><published>2008-09-02T11:56:00.000-07:00</published><updated>2008-09-04T13:28:41.901-07:00</updated><title type='text'>PREGAÇÕES E PREGADORES (1)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Lucas 13.1 a 5&lt;br /&gt;E, Naquele mesmo tempo, estavam presentes ali alguns que lhe falavam dos galileus, cujo sangue Pilatos misturara com os seus sacrifícios.&lt;br /&gt;E, respondendo Jesus, disse-lhes: Cuidais vós que esses galileus foram mais pecadores do que todos os galileus, por terem padecido tais coisas?&lt;br /&gt;Não, &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;vos digo; antes, se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;E aqueles dezoito, sobre os quais caiu a torre de Siloé e os matou, cuidais que foram mais culpados do que todos quantos homens habitam em Jerusalém?&lt;br /&gt;Não,&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt; vos digo; antes, se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Lucas 24.44 a 47&lt;br /&gt;E disse-lhes: São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: Que convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na lei de Moisés, e nos profetas e nos Salmos.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Então abriu-lhes o entendimento para compreenderem&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;as Escrituras&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;E disse-lhes: Assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressuscitasse dentre os mortos,&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;E em seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados&lt;/span&gt;,&lt;/strong&gt; em todas as nações, começando por Jerusalém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lucas 5.27 a 32&lt;br /&gt;E, depois disto, saiu, e viu um publicano, chamado Levi, assentado na recebedoria, e disse-lhe: Segue-me.&lt;br /&gt;E ele, deixando tudo, levantou-se e o seguiu.&lt;br /&gt;E fez-lhe Levi um grande banquete em sua casa; e havia ali uma multidão de publicanos e outros que estavam com eles à mesa.&lt;br /&gt;E os escribas deles, e os fariseus, murmuravam contra os seus discípulos, dizendo: Por que comeis e bebeis com publicanos e pecadores?&lt;br /&gt;E Jesus, respondendo, disse-lhes: Não necessitam de médico os que estão sãos, mas, sim, os que estão enfermos;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores, ao arrependimento&lt;/span&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pergunta que fica em minha mente é: Se temos hoje uma grande fixação (generalizando) de pregações e pregadores “pós-modernos” ou “ultra-neopentecostais”, como conseguiremos obedecer “E em seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados”?&lt;br /&gt;Infelizmente ouço muito e às vezes me sinto tão falho quanto os que falam sobre temas que nem são cristãos, pois gostaria de gritar e interromper alguém que diz coisas como “Deus está me revelando que tem 5 pessoas nesta igreja que pode ajudar a obra divina com mil reais ou Deus não dará a benção, quer a benção de Deus!?!?!?!?!?!?!” ou “levante sua mão, fale em línguas agora, eu ordeno em nome de Jesus” e não abro minha boca para a exortação, espero quem em Cristo possa eu fazer isto com amor fraternal e sabedoria do Alto na Autoridade de Cristo.&lt;br /&gt;Quando me deparo com tais pregadores, vejo a “infalibilidade pastoral” reinando sobre as ovelhas e todas quietas, as vezes com medo sem reação a tais proclamadores do reino deste mundo. Parece estranho, mas quanta coisa vemos e fazemos que nem são bíblicas, não há nem uma única menção doutrinaria sequer. Mas quando isto é questionado com bases bíblicas e com bom senso, as coisas não prosseguem, pois nós “questionadores rebeldes” não podemos ir contra o homem de Deus... ou será que o “homem de Deus” é que não pode viver ou buscar mais detalhadamente a Palavra de Deus e ser submisso a Ela? Não quero mostrar a perfeição na vida de ninguém muito menos na minha vida, mas pela graça do Senhor, nosso amado irmão Paulo exortou tanto e tanto e hoje quando um irmão é chamado para uma conversa ele não pode ser “criticado” ou corrigido, pois isto não ajuda em nada na alta-estima do mesmo. Por favor, o que ocorre?&lt;br /&gt;Um grande amigo que estava no curso de teologia perguntou sobre a hierarquia da igreja primitiva, obteve uma resposta do professor que não havia exatamente uma hierarquia, ninguém mandava em ninguém, mas sim havia reuniões e consensos. Mas quando este jovem estudante perguntou por que hoje em dia não é da mesma forma os “dirigentes”,“pastores” e “carguistas” (também alunos) ficaram revoltados na sala de aula querendo partir para a violência física com este “questionador rebelde”. Porém quando se trata de evangelismo não se vê um único “presbítero”, “pastor”, “dirigente”, “pregador”, “diácono”, mas sim este jovem e ex-estudante de teologia (pois ele saiu para que não houve mau estar na sala) e alguns de seus irmãos que tem como objetivo proclamar a Palavra que leva ao homem o entendimento de sua situação pecaminosa e necessidade da mudança de vida. Por isto e outros mais, este grupo de verdadeiros evangelistas são alvo de perseguição em sua igreja local, isto porque eles não são convencionais. Estranho mesmo, hoje em dia jovens falando de Deus nas madrugadas de sextas-feiras, é muito estranho, como eu não reparei antes!!! Devo me afastar deles pois são os hereges segundo os lideres!!!!!!!!&lt;br /&gt;Isto tudo mostra que não estamos focados na grande necessidade de nossa alma, mas sim de nossa vida nesta terra findável e falível, mostra que muitos chamarão Senhor Senhor! Mas nem todos subirão, lembra que havia uma igreja pobre, mas Deus a chamou de rica e uma rica que Deus a chamou miserável. Deus deixou claro, é pelo arrependimento e não por dinheiro e dízimos que entrará alguém no Céu, não é pela maneira de obediência cega pela liderança de sua igreja que você satisfará Deus, mas é pela vida em arrependimento, em mudança, em bons frutos e santidade e comunhão, e quem nos dá tudo isto é Deus e não os pregadores, pregadores? Nunca e jamais serão, pois falam coisas que não se referem a Deus e sim aos homens.&lt;br /&gt;1º timóteo 6 3 a 5&lt;br /&gt;“Se alguém ensina alguma outra doutrina, e se não conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a doutrina que é segundo a piedade, É soberbo, e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, blasfêmias, ruins suspeitas, Contendas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho; aparta-te dos tais”.&lt;br /&gt;Entendo por estas santas Palavras que devemos exortar e ensinar os que por algum motivo não entenderam algo, natural, simples assim, Pedro foi ensinado e exortado e pôde depois fazer o mesmo, até Paulo teve parecer diferente de Pedro e nem por isto deixaram o amor, a comunhão, e mais, nem por isto deixaram Deus. Mas ambos viviam em oração e pregação e juntos discutiam as cosias de Deus de maneira séria buscando sempre a sã doutrina que Jesus estabeleceu. Mas hoje não, hoje se alguém pedir dinheiro ou voto e conversarmos com esta pessoa e mostrar pela palavra que não devemos misturar as coisas de Deus com as do mundo, provavelmente seremos expulsos da igreja local... Glória a Deus por isto, pois quando vejo alguns “varões” no rétété de Jeová e alguns “diferentes” orando e evangelizando, acho que estes últimos estão mais próximos da vontade do Pai e não poderão sair da verdadeira Igreja de Cristo.&lt;br /&gt;Não perco a esperança de ver uma igreja mais séria e unida, não perco o desejo de ouvir sermões mais objetivos, exortativos e evangelistícos para a Glória de Deus e não desses homens que a Bíblia já havia nos alertados:&lt;br /&gt;2º pedro 2. 1 a 3:&lt;br /&gt;“E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição.&lt;br /&gt;E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade.&lt;br /&gt;E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita.”&lt;br /&gt;Abaixo parte de um rap que trata deste assunto:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Pois com os desta terra não somos conterrâneos&lt;br /&gt;Existe um Céu, um lar&lt;br /&gt;Uma esperança em Cristo, eterna e verdadeira&lt;br /&gt;Um lugar que não merecíamos&lt;br /&gt;mas Deus por misericórdia e amor&lt;br /&gt;A nova canaã preparou para seus filhos&lt;br /&gt;um lugar que mana leite e mel&lt;br /&gt;onde o tesouro não enferruja e a traça não comem&lt;br /&gt;Distorceram a lei da semeadura&lt;br /&gt;hoje você planta oferta, amanhã colhe fortuna&lt;br /&gt;para andar de carros importados pelas ruas&lt;br /&gt;e a tal da teologia da prosperidade, 100% materialista, pura sagacidade&lt;br /&gt;os seus adeptos dizem;&lt;br /&gt;se é pobre é porque é pecador, não tem fé ou porque não é dizimista&lt;br /&gt;uaauuu! mas que salada mista&lt;br /&gt;Deus fala de amor e justiça, e os falsos mestres falam de mentiras e cobiça&lt;br /&gt;Segunda timóteo 4.3 explica&lt;br /&gt;Haveria tempo que não suportariam a sã doutrina&lt;br /&gt;Cuidado com os lobos disfarçados de ovelhinhas&lt;br /&gt;Eles aparecem como luzes e brilham em nossas vistas&lt;br /&gt;Mas na realidade não pregam a verdade que vivifica&lt;br /&gt;Isso não é o evangelho&lt;br /&gt;Isso é pura idolatria, sinais dos fins do tempo, já dizia a Santa Biblia (3:02)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.bibliaonline.com.br/acf/mt/24/24+"&gt;&lt;strong&gt;Mateus 24:24&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt; esta escrito:&lt;br /&gt;“Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos.”&lt;br /&gt;Não é exagero, não sou quem digo, estas Palavras são&lt;br /&gt;De nosso Senhor Jesus Cristo&lt;br /&gt;Estes homens são tipo cancer sem cura&lt;br /&gt;Plantam a má semente e colhem a sepultura&lt;br /&gt;Muitos são Show mans, preoculpado mais com cache&lt;br /&gt;Com que aquilo que irão dizer&lt;br /&gt;É uma alerta, é só um toque&lt;br /&gt;Melhor vigiarmos, antes de tomarmos um grande choque&lt;br /&gt;Sem modismos, o importante é a sua fé permanente e perseverante em Deus&lt;br /&gt;E saber que vale a pena se arrepender em seu Santo Filho&lt;br /&gt;Ele perdoa pecados, intercede, intermedia e cura&lt;br /&gt;Mas entrar no céu pelo dinheiro&lt;br /&gt;Isto nunca vi nas escrituras”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A maneira que vejo para a falta de Palavra nas pregações serem banidas em nossas igrejas é falar abertamente com as lideranças e muita oração, claro que os falsos profetas virão, pois é o cumprimento da profecia de Jesus, no entanto, devemos alertar o maior numero de pessoas sobre isto, sobre a necessidade de evangelismo sem barganha tipo “venha para Jesus que Ele te cura de todas as doenças e te dará uma vida sem problemas”. Acredito que os lideres locais deveriam ser mais criteriosos ao passarem o microfone para alguém, o cuidado com as ovelhas está diretamente ligado ao que é dito e ensinado para elas, se forem ensinadas na sã doutrina e o amor prevalecer, ótimo, caso contrário encontrarão mais e mais problemas emocionais e financeiros para resolverem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BY MARCEL LIRA&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6591636351841893610-7190685076184656065?l=marcelavelinolira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelavelinolira.blogspot.com/feeds/7190685076184656065/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6591636351841893610&amp;postID=7190685076184656065' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6591636351841893610/posts/default/7190685076184656065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6591636351841893610/posts/default/7190685076184656065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelavelinolira.blogspot.com/2008/09/pregaes-e-pregadores-1.html' title='PREGAÇÕES E PREGADORES (1)'/><author><name>VIVENDO E APRENDENDO COM DEUS!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07579141975154251542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_RUojIbhD_ag/R2SLq-BpdFI/AAAAAAAAACQ/hDWNqBlqvio/S220/P6170254.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6591636351841893610.post-3328208137726401654</id><published>2008-09-02T08:10:00.000-07:00</published><updated>2008-09-02T08:14:31.535-07:00</updated><title type='text'>Objetos que Trazem Bênção e Maldição</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Objetos que Trazem Bênção e Maldição: Um Estudo sobre o Uso de Objetos e a Fé&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;Rev. Augustus Nicodemus Lopes&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um assunto que tem provocado muita polêmica em nossos dias é o ensino do moderno movimento de batalha espiritual acerca de objetos que têm o poder de abençoar e amaldiçoar aqueles que os tocam ou possuem. Nesse pequeno artigo, procuro compreender esse ensino e oferecer uma avaliação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Objetos que Trazem Bênção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos cultos de muitas igrejas de libertação, objetos variados são empregados como canais de bênção. Eles são ungidos (abençoados) nos cultos com o objetivo de passarem ao fiel algum tipo de benefício. Os mais comuns são a água fluidificada (colocada sobre o rádio ou TV durante a oração do "homem de Deus"), a rosa ungida, ramos de arruda, sal grosso, óleo, água, vinho, pedrinhas trazidos da "terra santa" (Israel), fitinhas, pulseiras e lenços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora os líderes dessas igrejas insistam que esses objetos abençoados funcionam apenas como apoio para a fé dos crentes, ao fim, acabam sendo usados como talismãs, fetiches e outros objetos "carregados" de poder espiritual. Os seus possuidores devem usá-los de acordo com algum tipo de ritual, após o culto. A água pode ser bebida em casa, após a oração de consagração. O "cajado de Moisés" deve ser usado para bater naquilo que o crente gostaria de ter (um carro novo, por exemplo). Lenços ungidos devem ser carregados junto ao corpo por determinado tempo, geralmente durante o tempo de uma corrente de oração.(1)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes objetos são "abençoados" nessas igrejas com o objetivo de espantarem e expelirem demônios. A idéia que está por detrás desse uso religioso de artigos e objetos é o de que as entidades espirituais (anjos e demônios) podem ser atingidas através dos sentidos como cheiros, cores, gosto e vozes. Nesse ponto os cristãos do primeiro século se afastaram significativamente das práticas exorcistas do Judaísmo da sua época, que foram desenvolvidos no período intertestamentário. Os métodos rabínicos de tratar com demônios incluía o uso de tochas de fogo à noite, amuletos, filactérios,(2) fórmulas mágicas, fumigações, entre outros. A idéia era que essas coisas teriam em si algum tipo de poder mágico contra os demônios.(3) No cristianismo primitivo, entretanto, a idéia de que demônios pudessem ser atingidos através de sons, cheiros ou coisas materiais e tangíveis, está ausente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante dizer que não duvido da sinceridade e da boa-fé dos que empregam esses objetos. Entretanto, podemos estar sinceramente enganados no que diz respeito ao culto a Deus, como os judeus na época de Paulo (Rm 10.1-2). É minha convicção que o uso desses objetos como apoio para fé ou canal de bênçãos não faz parte do culto agradável a Deus que nos é ensinado nas Escrituras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Entendendo o uso de objetos na Bíblia&lt;br /&gt;Salta aos olhos de quem conhece as práticas religiosas populares que o uso de objetos ungidos pelas igrejas de libertação é bastante semelhante ao benzimento de objetos no baixo espiritismo, artes mágicas e no ocultismo em geral. Entretanto, essas igrejas argumentam que a prática tem base na Bíblia. Provavelmente a passagem bíblica mais citada é Atos 19.12, onde se relata o uso dos aventais e lenços de Paulo para expulsar demônios em Éfeso. É preciso salientar, entretanto, que esse acontecimento é o único do gênero que temos registrado no Novo Testamento. Fez parte dos "milagres extraordinários" que o Senhor realizou em Éfeso pelas mãos de Paulo (At 19.11).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devemos interpretar essa passagem da mesma forma como interpretamos os relatos do Antigo Testamento sobre o cajado de Moisés (Ex 8.5,16) e o manto de Elias (2 Re 2.8,14). Esses objetos foram veículos materiais do poder miraculoso desses homens. O propósito das narrativas acerca do poder que havia neles foi mostrar o extraordinário poder de Deus nas vidas dos seus possuidores, comprovando que a sua mensagem vinha realmente da parte de Iavé. O ponto é que esse poder era tão grande que até as coisas com as quais Moisés e Elias tinham contato diário se tornavam canais através dos quais ele era transmitido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dessas ocorrências no Antigo Testamento mencionadas acima, outros eventos são citados como justificativa para o uso de objetos como veículos do poder divino. Moisés fez uma serpente de bronze (Nm 21.9). Eliseu usou um prato novo com sal para miraculosamente sanar as águas de Jericó (2 Re 2.19-22), um pouco de farinha para purificar uma comida envenenada (2 Re 4.38-41), um pau para fazer flutuar um machado que caiu no rio (2 Re 6.1-7). Sob seu comando, as águas do Jordão serviram para curar a lepra de Naamã (2 Re 5.1-14). Seu bordão parece que era usado para realizar milagres (2 Re 4.29) e seus ossos ressuscitaram um morto (2 Re 13.20-21). O profeta Isaías usou uma pasta de figos para curar Ezequias (2 Re 20.7).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns eventos narrados no Novo Testamento são também citados como prova. As vestes de Jesus tinham poder curador. Não somente a mulher com um fluxo de sangue foi curada ao tocá-las (Lc 8.43-46), mas muitas outras pessoas doentes (Mt 14.36; Mc 6.56; cf. Lc 6.19). Em pelo menos duas ocasiões, Jesus usou saliva para curar cegos (Mc 8.22-26; Jo 9.6-7), e em outra, para curar um mudo (Mc 7.33). Aparentemente, a sombra de Pedro, após o Pentecostes em Jerusalém, acabava por curar a quem atingisse (At 5.15).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devemos entender, entretanto, qual o objetivo dessas narrativas. Em todas elas, o conceito é sempre o mesmo. Jesus e os apóstolos eram tão cheios do poder de Deus que as coisas com as quais tinham contato íntimo se tornavam como que em extensões deles, para curar e abençoar as pessoas. O objetivo é idêntico: enfatizar a enormidade do poder de Deus em suas vidas, e assim, atestar que a mensagem pregada por eles, bem como pelos profetas do Antigo Testamento, vinha de Deus. A prova eram os poderes miraculosos tão extraordinários que até mesmo vestes, bordões, ossos, saliva, sombra e lenços desses homens transmitiam o poder curador de Deus que neles havia. É dessa forma que devemos entender o relato de Atos 19 sobre o poder curador dos lenços e aventais de Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evidentemente, essas passagens não servem como prova de que, hoje, as igrejas evangélicas podem abençoar objetos e usá-los para expelir demônios, proteger seus possuidores contra forças negativas e curar moléstias. Notemos as principais diferenças entre o uso destes objetos nos relatos bíblicos e o uso que é feito hoje pelas igrejas de libertação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Foram usados como símbolos – Em vários casos, o papel de objetos na execução dos milagres bíblicos é melhor entendido como tendo sido simbólico. De alguma forma estavam relacionados à natureza do milagre: uma serpente de bronze para curar mordeduras de serpentes, um pedaço de pau para fazer um machado flutuar, sal e farinha para purificar águas e comida (os dois elementos eram usados nos sacrifícios), ossos para trazer vida e água do Jordão para "limpar" a lepra. Nas igrejas de libertação, muito embora se diga que os objetos funcionam simbolicamente como apoio para a fé, acabam sendo aceitos pelos fiéis menos avisados como possuindo em si mesmos alguma virtude ou poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. A natureza dos milagres em que foram empregados – Os objetos fizeram parte de milagres que não vemos serem repetidos hoje. A melhor maneira de provar que o uso de objetos ungidos hoje opera a mesma liberação do poder divino como nos eventos relatados na Bíblia, seria abrir rios, ressuscitar mortos, curar leprosos, cegos e aleijados, sanear águas amargas e limpar comidas envenenadas usando objetos pessoais dos missionários e obreiros dessas igrejas. Entretanto, os "milagres" efetuados pelos objetos ungidos nas igreja de libertação nem de perto se assemelham aos prodígios extraordinários narrados nas Escrituras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Seu uso limitou-se ao momento do milagre – Nenhum dos objetos empregados na Bíblia preservaram algum "poder" em si mesmos após o milagre ter ocorrido. A serpente de bronze, até onde sabemos, não foi mais usada para curar mordidas de serpentes após o incidente no deserto, muito embora os judeus supersticiosos passassem a adorá-la como a um deus. É natural supor que Eliseu, após usar o manto de Elias para abrir as águas, usou-o normalmente como peça do seu vestuário, sem que o mesmo exercesse qualquer poder mágico nas coisas em que tocava. O sal, a farinha e o pedaço de pau que ele usou para fazer milagres foram tirados da vida normal e retornaram a ela após seu uso. Não retiveram qualquer propriedade miraculosa em si mesmos. Semelhantemente, os lenços e aventais de Paulo tiveram um uso especial somente em Éfeso, e provavelmente somente durante um determinado período, ao longo dos três anos que o apóstolo passou ali. Em contraste, as igrejas da libertação ungem e abençoam objetos e atribuem a eles efeitos que permanecem muito tempo após a cerimônia. É algo bem diferente do uso ocasional feito pelos profetas e apóstolos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Os objetos estavam ligados à pessoa dos homens de Deus – Alguns dos objetos usados eram coisas pessoais dos homens de Deus, como a capa de Elias, o bordão de Eliseu, as vestes de Jesus, os lenços e aventais de Paulo e, num certo sentido, a sombra de Pedro. Eles só foram empregados por isso. O alvo era mostrar o extraordinário poder de Deus sobre tais homens. Quando refletimos no fato de que somente coisas pessoais dos profetas, do Senhor Jesus e dos apóstolos foram usadas, perguntamo-nos se nossos objetos pessoais teriam o mesmo poder. A resposta humilde deve ser "não". Os profetas, o Senhor e os apóstolos foram pessoas especiais e pertenceram a uma época especial e única dentro da história da revelação. A suspeita de que nossos objetos pessoais são impotentes para realizar milagres fica ainda mais fortalecida quando não descobrimos nas Escrituras qualquer exemplo de coisas dos crentes comuns sendo usadas com esse fim.(4)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Nenhum dos objetos empregados foi ungido ou abençoado – Essa é uma diferença fundamental. Nas igrejas de libertação, os objetos são ungidos, abençoados, fluidificados e consagrados através da oração e da imposição de mãos dos pastores e obreiros, depois do que, passam supostamente a ter poderes especiais. No entanto, em nenhum dos casos mencionados nas Escrituras, os objetos empregados nos milagres passaram, antes, por uma cerimônia de consagração. A Bíblia desconhece totalmente a "unção" de coisas com o fim de serem empregadas em atos miraculosos, para atrair as bênção de Deus, ou ainda, para expelir demônios e doenças. É verdade que no Antigo Testamento alguns objetos, utensílios e mobília do tabernáculo, e depois, do templo, foram ungidos com sangue e óleo. Mas o propósito não era investir essas coisas de poderes especiais, e sim separá-las do seu uso comum para o uso sagrado nos rituais de sacrifício. Eliseu não ungiu nem consagrou, pela oração, o sal, a farinha e o pedaço de árvore que usou para operar milagres. Nem Isaías ungiu a pasta de figo para curar a úlcera de Ezequias. Nem mesmo a serpente de bronze passou por uma consagração, antes de ser erigida diante do povo envenenado pelas serpentes. Os lenços e aventais de Paulo não passaram pela imposição de mãos do apóstolo antes de serem levados aos doentes e endemoninhados. O que dava "poder" àqueles objetos era o fato de que pertenciam, ou foram manipulados, por pessoas sobre quem o poder de Deus repousava de forma extraordinária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conclusão inescapável é que não existe qualquer fundamento bíblico para que, hoje, unjamos e abençoemos objetos com o propósito de transmitir, através deles, uma medida do poder de Deus. Mais uma vez repito: creio que Deus faz milagres hoje. Creio que ele poderia usar o que quisesse para fazer isso. Entretanto, creio também que Deus nos revela em Sua Palavra os seus caminhos e seus meios de agir, para que não sejamos iludidos pelo erro religioso. E se vamos usar as Escrituras como regra da nossa prática, bem como critério para discernirmos a verdade do erro, acabaremos por rejeitar a idéia de que, pela oração e unção, determinados objetos repassam uma bênção de Deus aos seus possuidores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Objetos que Trazem Maldição&lt;br /&gt;Tratemos agora de outro ensino ainda relacionado com o uso de objetos no campo religioso. Segundo adeptos do movimento de "batalha espiritual", objetos utilizados em qualquer forma de magia, ocultismo ou religião idólatra ficam impregnados de emanações malignas, como se demônios de fato residissem nos mesmos. Para usar a linguagem de alguns do movimento, esses objetos estariam "demonizados". Esse conceito é similar ao praticado na magia. Objetos magicamente "carregados" são considerados como transmissores do poder da mágica que representam, e afetam aos que os tocam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, caso um cristão venha a ter em sua casa, escritório ou local de trabalho, qualquer um desses objetos, estará dando ocasião para que os demônios (as verdadeiras entidades espirituais associadas com esses objetos) prejudiquem sua vida material e espiritual. A idéia é que objetos como ídolos, imagens, esculturas, quadros e fotos se tornam pontos de contato para os demônios, que sempre estão procurando materializar-se através de alguma coisa e assim atormentar os homens.(5) Admitir tais coisas dentro de casa, seria convidar os demônios a entrar e nos atormentar. Nas palavra de Jorge Linhares,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não basta que abençoemos os nossos bens, nossos pertences. precisamos verificar se não temos permitido adentrar em nosso lar objetos que são por natureza amaldiçoados – objetos que temos de lançar fora e de preferência, queimar ou destruir.(6)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma outra coisa que segundo o pensamento da "batalha espiritual" permite a entrada de demônios na vida da pessoa é o ingerir comidas "trabalhadas" em centros de umbanda. Num capítulo entitulado "Como os demônios se apoderam das pessoas", do livro Orixás, Caboclos &amp;amp; Guias, Edir Macedo inclui comidas sacrificadas a ídolos como um desses meios. Ele conta o caso de um homem que ingeriu uma comida "trabalhada" e foi atacado por um espírito maligno que o fazia sofrer do estômago. Ele conclui dizendo, "Todas as pessoas que se alimentam dos pratos vendidos pelas famosas ‘baianas’ estão sujeitas, mais cedo ou mais tarde a sofrer do estômago."(7)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mark Bubeck, que ficou conhecido no Brasil por seu livro O Adversário, escreveu recentemente um outro livro sobre como podemos criar nossos filhos em meio aos constantes ataques que os demônios fazem ao nosso lar. Ao fim do livro, Bubeck adicionou um apêndice, contendo questionários cujas perguntas procuram levar os leitores a descobrir as portas pelas quais têm permitido aos demônios entrarem no lar e atacar os filhos. Uma das portas é a presença em casa de objetos amaldiçoados, como amuletos, fetiches e talismãs, livros sobre ocultismo, bruxaria, astrologia, mágica, adivinhação, e utensílios ou objetos usados em templos pagãos, rituais de feitiçaria, ou ainda na prática da adivinhação, mágica ou espiritismo. A sugestão de Bubeck é que a presença dessas coisas no lar permite aos demônios que penetrem na casa e atormentem os filhos.(8)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Uso de objetos no paganismo&lt;br /&gt;A lista de Bubeck é bem modesta. Os objetos considerados "amaldiçoados" por muitos cristãos são via de regra aqueles usados nas religiões afro-brasileiras, nas práticas ocultas e no catolicismo popular. Nas religiões populares que empregam artes mágicas e práticas ocultas, objetos religiosos desempenham importante papel no culto e na fé dos participantes. São usados, por exemplo, em despachos e trabalhos feitos pelos pais-de-santos da umbanda. Objetos como o sal grosso, a rosa ungida, a água fluidificada, fitas e pulseiras especiais (como a do chamado "Senhor" do Bonfim) e ramos de arruda são bastante populares. Ainda podemos incluir talismãs e amuletos do tipo "pé-de-coelho". Para não mencionar ainda os fetiches usados na magia e no candomblé, as relíquias e imagens do catolicismo popular.(9) Na feitiçaria, velas coloridas são usadas para evocar vibrações energéticas das cores e promover transformações pessoais. Amuletos são empregados na proteção contra maus espíritos. Ainda são usados óleos especiais, incensos, cremes, pó, cristais, pirâmides, pêndulos, pulseiras, brincos e pendentes, colares contendo saquinhos com fórmulas mágicas e encantamentos, e muito mais.(10) As gárgulas (imagens de animais grotescos) são freqüentemente associadas com demônios.(11) Esses objetos são ungidos, benzidos, abençoados, purificados, fluidificados com o objetivo de passar ao seu possuidor alguma espécie de poder ou proteção. Ou ainda, são usados em rituais de magia associados com encantamentos, feitiços, despachos e trabalhos espirituais em geral. Em alguns casos, esses objetos são associados com os nomes das entidades espirituais aos quais são dedicados.(12)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Maldições trazidas por objetos consagrados a demônios&lt;br /&gt;Como dissemos acima, para os aderentes do movimento de batalha espiritual a ingestão, a posse e mesmo o contato com coisas que foram oferecidas e consagradas aos demônios trazem maldição aos crentes. Um caso sempre mencionado é o do missionário que, ao regressar ao seu país de origem, trouxe da tribo africana onde trabalhava um pequeno fetiche (objeto usado nos rituais religiosos) como recordação. O missionário, evidentemente, não tinha qualquer atitude religiosa para com o objeto, como os africanos; trouxe-o apenas como lembrança, um souvenir. O fetiche foi colocado na estante da sala, em sua casa. Não muito tempo depois, sua filha ficou doente. Sua situação financeira foi de mal a pior. Havia uma "opressão espiritual" no ar, dentro da casa. Nada mais dava certo. Vozes e ruídos eram por vezes ouvidos à noite. Um dia, uma profetiza de uma igreja carismática veio visitar a família. Dirigiu-se imediatamente à estante onde estava o fetiche. Sem hesitar, declarou que a casa estava amaldiçoada por causa do objeto. Era preciso quebrar a maldição. Os passos necessários seriam: confissão do pecado de trazer para casa um objeto amaldiçoado, a quebra do mesmo e a total renúncia dos laços com os espíritos malignos. Esses laços haviam sido estabelecidos, mesmo inconscientemente, no momento que o missionário trouxe o objeto para dentro de casa. Os demônios adquiriram a autoridade de invadir a casa e oprimir seus moradores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Timothy Warner conta a história de uma estudante crente, por natureza uma pessoa bem ativa e enérgica, que começou a ficar mais e mais deprimida, tendo dificuldade em dormir e estudar, durante seus estudos de francês, em preparação para o trabalho missionário na África. Um missionário descobriu, após examinar o dormitório onde ela morava, que o ocupante anterior havia escondido no mesmo diversos objetos ocultistas. Warner então explica: "alguns dos demônios associados com os objetos haviam se apegado ao quarto e à mobília". O missionário orou determinando aos demônios que fossem embora, e a moça pode voltar a dormir normalmente.(13)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pressuposto por detrás desse tipo de relato é que esses objetos abrem a porta para os demônios, visto que foram consagrados a eles nos rituais de magia e ocultismo, e mesmo no catolicismo. O fato de que uma pessoa é crente não evitará que seja oprimida pelos espíritos associados a objetos deste tipo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem algumas dificuldades com esse conceito. No que se segue, vamos explicar algumas delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) O conceito da habitação de demônios em objetos físicos. Warner conta a história de uma família de missionários nas Filipinas cujo filho era assediado por um demônio que morava numa árvore do jardim da casa onde moravam.(14) O conceito de entidades espirituais morando em árvores remonta à mitologia grega e ao paganismo em geral. As Escrituras desconhecem esse conceito e falam dos demônios como atuando especificamente em seres vivos, humanos ou animais. Entretanto, é comum lermos na literatura do movimento de "batalha espiritual" que espíritos malignos podem habitar em coisas como árvores, imagens, objetos, casas, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes Apocalipse 18.2 é citado como prova de que demônios podem morar em lugares amaldiçoados:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, exclamou com potente voz, dizendo: Caiu! Caiu a grande Babilônia e se tornou morada de demônios, covil de toda espécie de espírito imundo e esconderijo de todo gênero de ave imunda e detestável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui temos o anúncio da queda de Babilônia feito por um anjo de Deus. Notemos, porém, o seguinte, antes de concluirmos que o texto prova que demônios moram em ruínas! (1) A passagem é evidentemente alegórica. Nos dias de João, Babilônia já não mais existia. (2) João está citando Jeremias 50.39 e Isaías 13.21. Esses dois profetas referem-se à queda e destruição da cidade de Babilônia que existiu em seus dias. A desolação que lhe haveria de sobrevir, como resultado do castigo divino, ia ser tão grande, que a grande cidade, outrora populosa e opulenta, iria se tornar em um grande montão de ruínas. Com o propósito de enfatizar a desolação, os profetas descrevem as ruínas como sendo habitadas por feras e animais do deserto: chacais, avestruzes, corujas e hienas. A Septuaginta, ao traduzir o texto hebraico de Isaías 13.21, traduziu "bodes" por "demônios".(15) O apóstolo João, ao citar essas passagens e aplicá-las figuradamente à Babilônia espiritual, o reino das trevas que será destruído por Cristo, acrescenta, além dos animais mencionados pelos profetas, os demônios e espíritos imundos, seguindo a tradução da Septuaginta (Ap 18.2). (3) Evidentemente, a passagem não está dizendo que essas entidades habitam em ruínas de cidades. Seu sentido óbvio é que Deus entrega a humanidade ímpia e endurecida que o rejeita à desolação espiritual e aos demônios. (4) Lembremos ainda que o Senhor Jesus ensinou que os espíritos imundos não encontram repouso em lugares áridos (Mt 12.43-45). A conclusão é que não existe argumentos bíblicos suficientes para provar que espíritos imundos moram e habitam em coisas como objetos, casas, árvores, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) O estabelecimento de um pacto com esses demônios pela posse de objetos a eles consagrados. Nenhum adepto do movimento de "batalha espiritual" estaria disposto a admitir que um incrédulo entra em algum tipo de pacto ou concerto com Deus simplesmente por ter uma Bíblia em casa, ou mesmo por ter participado inadvertidamente da Ceia do Senhor numa igreja evangélica. Entretanto, está pronto a afirmar que cristãos verdadeiros podem ser atacados, amaldiçoados e demonizados se tiverem em casa livros sobre ocultismo ou objetos ocultistas, para com os quais não tenha nenhuma atitude religiosa. É óbvio que a simples posse desses objetos não nos expõe a ataques satânicos da mesma forma que a posse de uma Bíblia não expõe um incrédulo às investidas do Espírito Santo, a não ser que abra suas páginas e comece a ler, com seu coração aberto e desejoso de aprender as coisas de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Uma outra dificuldade é o conceito de que crentes, que nem estão conscientes de que esses objetos foram usados em rituais ocultistas, possam ser oprimidos pelos demônios associados com esses objetos. Não é suficiente escutarmos os relatos e as experiências, como a do missionário acima. Como já insistimos em quase cada capítulo desse livro, por mais sérias e válidas que sejam, experiências não podem servir como autoridade final nessa questões. É preciso examinar as Escrituras, seguindo as regras simples de interpretação, que procuram deixar o texto sagrado falar livremente. E o que encontramos nelas pode ser resumido nas palavras de Balaão, falando pelo Espírito de Deus: "Pois contra Jacó não vale encantamento, nem adivinhação contra Israel" (Nm 23.23).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Coisas amaldiçoadas na Bíblia&lt;br /&gt;É preciso reconhecer que, para alguns defensores da "batalha espiritual", existe suficiente apoio na Bíblia para defender o conceito de maldição através de objetos. Examinemos os dois principais argumentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Passagens que condenam o uso de amuletos. É defendido que os pendentes de ouro que as mulheres israelitas traziam nas orelhas, ao sair do Egito, e com os quais se fez o bezerro de ouro, eram amuletos (Ex 32.2-4), bem como as arrecadas (brincos) que Jacó arrancou das orelhas da sua família, junto com os ídolos (Gn 35.1-4).(16) O uso de cordões ou cadeias com pendentes é chamado pelo profeta Oséias de "adultério entre os peitos" (Os 2.2). A atitude das Escrituras em relação a esses objetos é de condenação e rejeição. O profeta Isaías, ao condenar a vaidade do vestuário das mulheres israelitas, faz referência às luetas que elas traziam em seu pescoço (Is 3.18). Eram cordões ou cadeias de ouro com o símbolo da lua crescente, usados para proteger contra maus espíritos. Esse era um costume pagão. Eles usavam amuletos assim até mesmo no pescoço de camelos (Jz 8.21,26).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso notar, entretanto, que condena-se não tanto o uso em si desses objetos, mas a atitude religiosa que os israelitas tinham para com eles. Eles o usavam conscientemente como amuletos protetores, como fetiches mágicos, como se fossem encantamentos contra maus espíritos. Foi contra essa prática de magia e ocultismo que os profetas falaram. Evidentemente, ter objetos desse tipo em casa pode não ser conveniente ao cristãos por vários motivos (veja a conclusão desse capítulo). Entretanto, se eles não têm qualquer sentido, significado ou relação religiosos, o cristão não se enquadra na condenação emitida pelos profetas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Passagens que condenam imagens. Existem inúmeras passagens nas Escrituras que condenam a idolatria, isso é, o ato de prestar culto à imagens bem como às realidades espirituais que elas representam. Um fator que contribui significativamente para essa condenação é a relação entre a idolatria e os demônios. Nos tempos antigos, mágica, adivinhação, feitiçaria, bruxaria e necromancia (invocação de mortos) estavam tão intimamente ligados à idolatria, que era quase impossível separar uma coisa da outra. Moisés identifica os deuses pagãos com demônios (Dt 32.17; cf. Sl 106:36-37). O mesmo faz Paulo (1 Co 10.19-20) e o apóstolo João (Ap 9.20). Acredito que o mesmo é verdade ainda hoje. Por detrás da moderna idolatria estão os antigos demônios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, mais uma vez é preciso observar que as Escrituras condenam propriamente o confeccionar e possuir imagens de entidades pagãs com propósito religioso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o SENHOR, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos (Ex 20.3-6).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os puritanos entenderam esse mandamento como determinando que nos livrássemos, se possível, de todos os monumentos à idolatria, e proibindo o culto a imagens representativas de Deus ou de falsos deuses e o possuir supersticiosamente artigos ou objetos.(17) A preocupação sempre é contra a idolatria em si. O mandamento contra a idolatria não dever ser entendido como proibindo esculturas, representações, quadros e outros objetos artísticos em geral. O fato de que o culto a Deus deve ser em Espírito (Jo 4.24) não quer dizer, nem mesmo, que Deus proíba a confecção de objetos representativos de realidades espirituais. Ele próprio determinou que os israelitas fizessem imagens de ouro de querubins, que deveriam ser colocadas sobre a tampa da arca, o propiciatório (Ex 25.18-20). Noutra ocasião, mandou que Moisés fizesse uma serpente de bronze (Nm 21.8-9). Ela foi mais tarde destruída somente por que os israelitas passaram a adorá-la, provavelmente como uma relíquia provinda dos tempos de Moisés (2 Re 18.4). O motivo pelo qual o Senhor determinou que os israelitas destruíssem totalmente as imagens dos deuses cananitas, ao se apossarem da terra, foram evitar que os israelitas fossem atraídos à idolatria (Dt 7.1-5) e evitar a cobiça para com o ouro e a prata que revestiam essas imagens. Por esses motivos, não deveriam meter esses ídolos dentro de suas casas, pois eram amaldiçoados por Deus e representariam uma tentação para praticarem a idolatria (Dt 7.25-26). Mais uma vez percebemos que é o perigo da idolatria que o Senhor queria prevenir. As imagens em si mesmo nada eram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso reiterar minha convicção de que os cristãos deveriam evitar possuir qualquer objeto relacionado com a idolatria e práticas ocultas. Entretanto, acredito que isso deve ser feito pelas razões corretas e não por mera superstição e crendice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atos 19 e a quebra de maldições de objetos&lt;br /&gt;Talvez a passagem mais citada para justificar a quebra de maldições desses objetos seja Atos 19.18-19:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos dos que creram vieram confessando e denunciando publicamente as suas próprias obras. Também muitos dos que haviam praticado artes mágicas, reunindo os seus livros, os queimaram diante de todos. Calculados os seus preços, achou-se que montavam a cinqüenta mil denários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As "artes mágicas" no mundo antigo incluíam a adivinhação, o exorcismo, o uso de fórmulas secretas, a conjuração e a invocação dos mortos, pactos com entidades espirituais, encantamentos e rituais com o objetivo de ganhar o favor dos espíritos. Essas coisas eram usadas tanto para atingir e ferir inimigos quanto para curar doentes. Elas são bastante populares ainda hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia muitos magos e bruxos no mundo do século I, na época de Jesus e dos apóstolos. Um exemplo é Simão Mago, que iludia o povo de Samaria com artes mágicas (At 9.9). A cidade de Éfeso, por sua vez, era um conhecido centro dessas artes. Ali, no início do reinado de Nero, um homem chamado Apolônio Tianeo abriu uma escola e ensinava artes mágicas e coisas do gênero. Taciano, em sua obra Contra Graecos, menciona que a deusa Diana dos efésios era considerada como sendo praticante de magia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lemos em Atos 19 que os ex-adeptos da magia em Éfeso que haviam se convertido ao cristianismo pela pregação de Paulo, queimaram seus livros publicamente. Esses "livros" eram obras onde se ensinava a prática dessas artes. Continham encantamentos, símbolos secretos e mágicos, passos para a invocação de mortos e métodos para esconjurar demônios. Provavelmente continham tabelas e fórmulas essenciais para a prática da astrologia. Os "Papiros Mágicos", encontrados no Egito na década de 50 desse século, continham pedaços de pergaminhos com símbolos e fórmulas mágicas chamados "cartas de Éfeso", que eram usados como amuletos ou talismãs.(18)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É alegado por alguns da "batalha espiritual" que a queima dos livros de magia em Éfeso foi necessária pois a posse de tais livros continuaria a dar validade aos pactos feitos pelos efésios com entidades malignas e a dar autoridade a essas entidades sobre suas vidas, mesmo que eles agora se tornaram cristãos. Queimar os livros fazia parte da quebra das maldições que pesavam sobre eles por terem praticado artes mágicas antes da sua conversão. Na cerimônia da queima dos livros, eles renunciaram publicamente a todos esses compromissos e pactos que fizeram com os espíritos malignos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evidentemente, a queima dos livros de magia representou o rompimento oficial e público dos efésios crentes com seu passado de ocultismo. Entretanto, nada há no texto que apoie a idéia de que o evento foi uma espécie de cerimônia de quebra de maldições. A queima dos livros foi o resultado da consciência que os efésios agora tinham de que tais artes mágicas era iniquidade diante de Deus, e que os livros que ensinavam essa coisas eram perniciosos à humanidade e que, por mais caros que fossem (cerca de cinqüenta mil moedas de prata), deveriam ser destruídos para não causar mais danos a outros. O verso 19 que narra a queima dos livros deve ser entendido à luz do verso 18, onde se diz que os efésios vieram confessar seus pecados e revelar as suas obras más. A queima dos livros foi uma amostra de seu genuíno arrependimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentando nessa passagem, John Gill, um estudioso puritano, diz o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles queimaram seus antigos livros de mágica para mostrar o quanto agora os detestavam. Também, para mostrar a genuinidade de seu arrependimento pelos pecados cometidos nessa área, para evitar que esses livros não se tornassem uma armadilha para eles no futuro e para que não fossem usados por outros.(19)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os livros, portanto, não foram queimados porque possuíam qualquer poder maléfico intrínseco em si mesmos. Os motivos mencionados por Gill para a queima estão em harmonia com o ensino das Escrituras em geral, com o bom senso e com o que tem sido a prática normal da Igreja na história, além de ser a interpretação mais natural e óbvia da passagem.(20)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe ainda um outro motivo para a queima dos livros. Uma parte essencial da prática de artes mágicas daquela época era o exorcismo, a expulsão de espíritos malignos. Acreditava-se (como também se acredita hoje em alguns círculos protestantes) que todas as doenças – particularmente as mentais – eram causadas por espíritos maus que entravam nos homens. Grande parte do trabalho dos exorcistas era tentar curar essas doenças pela expulsão dos espíritos maus que as infligiam. Nos seus livros mágicos haviam fórmulas especiais para esconjurar esses espíritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Paulo chegou em Éfeso, duas coisas aconteceram que vieram contribuir para a queima dos livros: (1) Ele curou as enfermidades e expulsou demônios usando apenas o nome de Jesus (At 19.11-12), em contraste com os rituais elaborados e complicados dos exorcistas da época, como se encontravam nos livros; (2) quando alguns exorcistas tentaram usar o nome de Jesus e de Paulo para expelir um demônio de um homem, fracassaram redondamente. O próprio demônio atestou a autoridade que havia no nome de Jesus (At 19.13-16).(21) É possível que alguns dos efésios que haviam se convertido ainda mantinham algum tipo de contato com artes mágicas. O episódio dos exorcistas acabou por convencê-los. Ficou evidente a todos que a mágica ensinada nos livros não passava de fórmulas vazias e inúteis. Como escreve Marshall,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A demonstração da futilidade das tentativas pagãs de dominarem os espíritos maus levou muitos dos convertidos efésios de Paulo a reconhecerem que a magia pagã, com a qual ainda tinham contatos, era tão inútil quanto pecaminosa. Como conseqüência, trouxeram os vários manuais de magia e as compilações de invocações e fórmulas que ainda tinham, e fizeram com eles um rompimento final.(22)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O verdadeiro poder contra Satanás estava apenas no nome de Jesus. A queima dos livros, portanto, foi um testemunho do poder inigualável de Jesus Cristo sobre as obras das trevas. Somente ele era o Senhor. Quanto a isso, os efésios cristãos não tinham mais qualquer dúvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* O ensino de Paulo sobre coisas sacrificadas a demônios&lt;br /&gt;Examinemos, agora, 1 Coríntios 8-10, a passagem da Bíblia que aborda de forma mais direta e clara a questão que estamos discutindo. Nesses capítulos, o apóstolo Paulo trata da atitude dos cristãos para com a carne de animais sacrificados como oferendas aos deuses pagãos. A questão que Paulo tratou nessa passagem era bem complexa. Os cristãos em Corinto (bem como nas demais cidades do mundo greco-romano) sempre corriam o risco de comer esse tipo de carne. O sacrifício de animais e o consumo da sua carne fazia parte do ritual religioso nos templos pagãos da época. Corinto não era exceção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Modernamente, podemos nos referir ao caso das comidas "trabalhadas" nos terreiros de umbanda. De acordo com as crenças do candomblé, umbanda e quimbanda, os orixás exigem comidas variadas, que devem ser preparadas de acordo com rituais apropriados. Por exemplo, Exú gosta de cebola e mel entregues no mato com velas acesas e aguardente. Ogum gosta de feijoada, xinxim, acarajé e milho branco. Oxóssi, de peixe de escamas, arroz, feijão e dendê.(23) Essas comidas são feitas de acordo com as indicações dos demônios e a eles oferecidas. Para muitos cristãos, é uma questão aguda se algum mal vai lhes ocorrer se acabarem por ingerir uma comida que foi "trabalhada". Os coríntios estavam perturbados por um problema similar. Eles escreveram uma carta a Paulo com várias perguntas, entre elas, se era lícito comer carne de animais que haviam sido consagrados aos deuses pagãos.(24) Os coríntios tinham em mente três situações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Era lícito participar de um festival religioso num templo pagão e comer a carne dos animais sacrificados aos deuses? Na antigüidade, o sacrifício de animais aos deuses fazia parte da vida pessoal, familiar e social. O sacrifício ocorria nos templos e a carne do animal sacrificado era dividida em três partes. Uma parte, geralmente simbólica (podendo ser até uma mecha dos pelos!), era queimada no altar em homenagem aos deuses. A segunda parte, incluindo costelas e músculos, ia para o sacerdote. A terceira parte ficava com o ofertante, e com ela, oferecia um banquete, geralmente em casamentos. Muitas vezes, essas festas ocorriam no templo, no qual o sacrifício fora feito.(25) Os crentes de Corinto certamente mantinham relacionamentos com amigos não-crentes, e sempre havia a possibilidade de serem convidados a participar de uma destas festas no templo, onde havia muita carne e bebida. Alguns daqueles cristãos não tinham quaisquer escrúpulos de consciência em participar e comer carne dos ídolos no templo dos ídolos, uma atitude que estava provocando os de consciência mais fraca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Era lícito comer carne comprada no mercado público? A carne ali comprada poderia ser de animais sacrificados aos deuses, cujo excedente dos altares havia sido repassado pelos sacerdotes aos açougueiros da cidade. Devido à enorme quantidade de animais sacrificados, uma parte deles acabava no mercado público, onde eram vendidos como carne boa e barata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Era lícito comer carne na casa de um amigo idólatra? Como na situação anterior, um crente poderia ser convidado por um amigo pagão para comer um churrasco em sua casa. A carne provavelmente seria de um animal que o amigo havia primeiro consagrado ao seu deus, lá no templo. Um papiro grego muito antigo contém um convite para uma dessas festas, nos seguintes termos: "Antônio, filho de Ptolomeu, convida-o para cear com ele à mesa de nosso senhor Serápis."(26) Quem quer que tenha sido o convidado, ele sabia que ao sentar-se à mesa de Antônio, estaria comendo carne de um animal que havia sido sacrificado ao deus Serápis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão aguda era se um crente poderia comer carne em Corinto, correndo assim o risco de contaminar-se. William Barclay, um autor bastante conhecido e citado, sugere que o problema era a crença, muito difundida na antigüidade, de que os demônios estavam sempre procurando uma brecha para entrar nos homens, para destruir seus corpos e mentes. Uma das maneiras pela qual faziam isso era através da comida. Tais espíritos se alojavam na comida e quando a pessoa a engolia, os demônios entravam nela. Por esse motivo, diz Barclay, as pessoas consagravam os alimentos – especialmente a carne – a algum deus bom. Acreditava-se que a presença de um deus bom na carne formava uma barreira contra os maus espíritos.(27)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O assunto dos sacrifícios de animais aos deuses é bem complexo, e não poucos estudiosos discordariam de Barclay. Essa não parece ser a razão primordial pela qual os pagãos consagravam comida aos seus deuses. Sacrifícios eram praticados nas religiões de quase todas culturas antigas, e no geral, visavam honrar uma divindade, apaziguá-la ou santificar a oferta. Em algumas destas culturas, os sacrifícios estavam relacionados com o culto aos ancestrais, alimentar os deuses e mesmo "comer os deuses".(28) Paulo, ao discutir o assunto, em momento algum sugere que haveria o risco de demônios penetrarem mesmo naqueles que comessem a carne consagrada aos demônios nos próprios templos dos deuses pagãos. A questão que incomodava os coríntios não era se estariam comendo demônios, mas se não estariam participando direta ou indiretamente do culto ao ídolo. Note ainda que quem introduz o conceito de que os demônios estão por detrás da idolatria é Paulo. Provavelmente os coríntios nem estavam pensando nesses termos. A explicação de Barclay, portanto, é menos do que convincente.(29)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os crentes de Corinto estavam divididos quanto ao assunto. Um grupo deles estava passando por grande aflição. Eram ex-freqüentadores dos templos, recém convertidos ao Evangelho. Por vezes, acabavam caindo no velho costume de comer carne, encorajados pelo exemplo dos que achavam que não havia nada de errado com isso. Como resultado, suas consciências os acusavam: eles haviam acabado de consumir carne espiritualmente contaminada, consagrada aos demônios em um templo pagão. Paulo, no tratamento que faz do assunto, considera-os como "fracos", pois suas consciências eram "fracas" (1 Co 8.7,9-12). O grupo contrário, a quem Paulo chama de "dotados de saber" (1 Co 8.10), tinha já plena consciência de que os ídolos dos templos pagãos nada eram nesse mundo, e que os animais a eles ofertados, na verdade, continuavam a ser de Deus, o criador e Senhor de todas as coisas. Assim, sentiam-se livres para comer carne, até mesmo nos festivais pagãos nos templos. Os "fracos", estimulados por esse exemplo, tentavam usar da mesma liberdade, mas com resultados desastrosos – suas consciências não eram fortes o suficiente para permitir que comessem carne livremente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema parece que girava em torno de duas questões. Primeira, a relação entre os animais e os deuses, diante de cujas imagens os animais eram consagrados, oferecidos e sacrificados. A carne desses animais continuava a "pertencer" aos deuses após o ritual no templo, quando estava pendurada no açougue público para ser vendida? Quem comesse dessa carne estaria, mesmo de forma inconsciente, fazendo um pacto com os deuses? Segunda, comer essa carne não implicaria numa espécie de participação à distância dos crentes na adoração pagã e no culto aos deuses? Não deveríamos evitar a todo custo aquilo que tem relação com os cultos idólatras?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As respostas de Paulo são surpreendentes. O apóstolo concorda com os "fortes" quanto ao conhecimento de que Deus é o Senhor de tudo e que não há outros deuses ou senhores (1 Co 8.4-6). Mas condena a falta de amor dos "fortes" para com os "fracos" (1 Co 8.9-13). Deveriam limitar sua liberdade pela consideração à consciência dos outros. Após dar o exemplo de como abriu mão dos seus direitos como apóstolo de receber sustento por amor do Evangelho (1 Coríntios 9), e após alertar os "fortes" contra a arrogância, usando o exemplo de Israel no deserto (1 Co 10.1-15), Paulo responde às três principais indagações dos Coríntios já mencionadas acima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato de que Paulo não invoca aqui a decisão do concílio de Jerusalém (Atos 15) para resolver o assunto de vez tem intrigado os estudiosos. Conforme lemos no livro de Atos, o concílio havia se reunido para tratar das condições sob as quais os não-judeus poderiam ser salvos e recebidos na Igreja. A polêmica havia sido causada por alguns judeus cristãos da Judéia que foram até as igrejas gentílicas forçar os gentios a se circuncidarem, e a guardar as leis de Moisés (naquela época, as mais importantes eram as leis dietárias e o calendário religioso). Paulo e Barnabé resistiram e houve uma grande discussão. O assunto foi levado aos apóstolos e presbíteros em Jerusalém. Alguns fariseus que haviam crido em Cristo insistiam na circuncisão e nas leis de Moisés para os gentios, mas Paulo, Pedro e Tiago, através de seus testemunhos e do apelo às Escrituras, convenceram o concílio de que os gentios eram salvos pela fé sem as obras da lei (como também os judeus o eram), e que não precisavam se tornar judeus para poder pertencer à Igreja de Cristo. O concílio, entretanto, em sua decisão, resolveu incluir algumas condições éticas, entre elas, a de os gentios se absterem das coisas sacrificadas aos ídolos (At 15.29).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O concílio havia acontecido uns poucos antes de Paulo escrever 1 Coríntios. O apóstolo estava perfeitamente consciente do conteúdo da sua decisão. A pergunta é, por que não invocou aquela decisão para acabar de vez com o problema em Corinto? Algumas respostas tem sido dadas. Peter Wagner, por exemplo, sugere que Paulo não havia ficado satisfeito com essa decisão, considerando-a inadequada e superficial. Para Wagner, a decisão do concílio havia sido equivocada por tratar o comer carne sacrificada aos ídolos como algo imoral, quando na verdade era algo neutro.(30) Entretanto, a melhor solução tem sido observar que as condições éticas requeridas pelo concílio eram para ser observadas num ambiente onde houvesse judeus e gentios. Eram regras a ser seguidas pelos gentios cristãos numa igreja onde houvesse judeus cristãos. Elas não eram uma lei moral geral e válida em todas as circunstâncias, mas uma orientação para quando a abstinência se fizesse necessária para preservar a unidade, conforme sugere Calvino em seu comentário em Atos 15.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação de Corinto era diferente. O problema lá não era o mesmo tratado no concílio de Jerusalém. O problema não era os escrúpulos de judeus cristãos ofendidos pela atitude liberal de crentes gentios quanto à comida oferecida aos ídolos. Portanto, a solução de Jerusalém não servia para Corinto. É provavelmente por esse motivo que o apóstolo não invoca o decreto de Jerusalém.(31) Antes, procura responder às questões que preocupavam os coríntios de acordo com o princípio fundamental de que só há um Deus vivo e verdadeiro, o qual fez todas as coisas; que o ídolo nada é nesse mundo; e que fora do ambiente do culto pagão, somos livres para comer até mesmo coisas que ali foram sacrificadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. A primeira pergunta dos coríntios havia sido: era lícito participar de um festival religioso num templo pagão e ali comer a carne dos animais sacrificados aos deuses? Não, responde Paulo. Isso significaria participar diretamente no culto aos demônios onde o animal foi sacrificado (1 Co 10.16-24). Paulo havia dito que os deuses dos pagãos eram imaginários (1 Co 10.19). Por outro lado, ele afirma que aquilo que é sacrificado nos altares pagãos é oferecido, na verdade, aos demônios e não a Deus (10.20). Paulo não está dizendo que os gentios conscientemente ofereciam seus sacrifícios aos demônios. Obviamente, eles pensavam que estavam servindo aos deuses, e nunca a espíritos malignos e impuros. Entretanto, ao fim das contas, seu culto era culto aos demônios. (32) Paulo está aqui refletindo o ensino bíblico do Antigo Testamento quanto ao culto dos gentios:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sacrifícios ofereceram aos demônios, não a Deus... (Dt 32.17).&lt;br /&gt;...pois imolaram seus filhos e suas filhas aos demônios (Sl 106.37).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O princípio fundamental é que o homem não regenerado, ao quebrar as leis de Deus, mesmo não tendo a intenção de servir a Satanás, acaba obedecendo ao adversário de Deus e fazendo sua vontade. Satanás é o príncipe desse mundo. Portanto, cada pecado é um tributo em sua honra. Ao recusar-se a adorar ao único Deus verdadeiro (cf. Rm 1.18-25), o homem acaba por curvar-se diante de Satanás e de seus anjos.(33) Para Paulo, participar nos festivais pagãos acabava por ser um culto aos demônios. Por esse motivo, responde que um cristão não deveria comer carne no templo do ídolo. Isso eqüivaleria a participar da mesa dos demônios, o que provocaria ciúmes e zelo da parte de Deus (1 Co 10.21-22). Paulo deseja deixar claro para os coríntios "fortes", que não tinham qualquer intenção de manter comunhão com os demônios, que era a atitude deles em participar nos festivais do templo que contava ao final. Era a força do ato em si que acabaria por estabelecer comunhão com os demônios.(34)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Era lícito comer carne comprada no mercado público? Sim, responde Paulo. Compre e coma, sem nada perguntar (1 Co 10.25). A carne já não está no ambiente de culto pagão. Não mantém nenhuma relação especial com os demônios, depois que saiu de lá. Está "limpa" e pode ser consumida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Era lícito comer carne na casa de um amigo idólatra? Sim e não, responde Paulo. Sim, caso não haja, entre os convidados, algum crente "fraco" que alerte sobre a procedência da carne (1 Co 10.27). Não, quando isso ocorrer (1 Co 10.28-30).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto que desejo destacar é que para o apóstolo Paulo a carne que havia sido sacrificada aos demônios no templo pagão perdia a "contaminação espiritual" depois que saia do ambiente de culto. Era carne, como qualquer outra. É verdade que ele condenou a atitude dos "fortes" que estavam comendo, no próprio templo, a carne sacrificada aos demônios. Mas isso foi porque comer a carne ali era parte do culto prestado aos demônios, assim como comer o pão e beber o vinho na Ceia é parte de nosso culto a Deus. Uma vez encerrado o culto, o pão é pão e o vinho é vinho. Aliás, continuaram a ser pão e vinho, antes, durante e depois. A mesma coisa ocorre com as carnes de animais oferecidas aos ídolos. E o que é verdade acerca da carne, é também verdade acerca de fetiches, roupas, amuletos, estátuas e objetos consagrados aos deuses pagãos. Como disse Calvino,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguma dúvida pode surgir se as criaturas de Deus se tornam impuras ao serem usadas pelos incrédulos em sacrifícios. Paulo nega tal conceito, porque o senhorio e possessão de toda terra permanecem nas mãos de Deus. Mas, pelo seu poder, o Senhor sustenta as coisas que tem em suas mãos, e, por causa disto, ele as santifica. Por isso, tudo que os filhos de Deus usam é limpo, visto que o tomam das mãos de Deus, e de nenhuma outra fonte.(35)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONCLUSÃO&lt;br /&gt;Ao fim desse capítulo, espero ter dado evidências claras de que não há como justificar hoje a prática no culto cristão de ungir e abençoar objetos, quaisquer que forem os propósitos. Também, que não há como provar biblicamente que objetos usados e consagrados aos demônios nos cultos idólatras e ocultistas têm algum poder especial de "amaldiçoar" os crentes verdadeiros que os tocam, ingerem, usam ou acabam por possui-los fora do contexto de adoração e devoção a essas entidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devemos sempre nos lembrar da diferença fundamental entre o conceito pagão e o conceito cristão quanto ao emprego de "coisas" com sentido religioso. As religiões empregam objetos e utensílios em seus cultos ou práticas como símbolos de realidades espirituais ou portadores de poderes mágicos. O culto cristão, em contraste, é bem mais simples. Ele emprega apenas dois símbolos materiais, a água do batismo e os elementos da Ceia (pão e vinho). A atitude do paganismo para com esses objetos é também diferente da atitude dos evangélicos para com seus símbolos (batismo e Ceia). Enquanto que para os evangélicos a água, o pão e o vinho são símbolos que têm seu valor e sua função apenas no momento da ministração dos sacramentos, na prática da magia, no ocultismo, nas religiões afro-brasileiras e no catolicismo popular, os objetos cúlticos continuam a manter uma relação vital para com as entidades e realidades espirituais aos quais estão associados, mesmo após a sua consagração durante os rituais. Por exemplo, uma rosa que foi ungida continua a emanar forças positivas mesmo após o ritual de consagração. Um amuleto que foi "carregado" de fluidos positivos continuará a emaná-los ad infinitum. Uma comida que foi "trabalhada" por uma mãe de santo num terreiro de umbanda vai afetar quem a comer, fora do terreiro. Para os evangélicos, em contraste, uma vez encerrada a Ceia, o pão é pão comum e o vinho, vinho comum. Na verdade, eles permaneceram sendo vinho e pão comuns durante a celebração da Ceia. Aquele uso especial para o qual foram separados, cessa após a celebração. Nenhum pastor pode, fora do momento da celebração (suponhamos, durante o jantar em casa de amigos), tomar pão e declarar: "Disse Jesus, isso é o meu corpo, comei deles todos". Água, pão e vinho perdem sua simbologia fora do culto. Para o paganismo, entretanto, a profunda relação entre objetos cúlticos e as realidades e entidades espirituais associadas a eles é permanente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, os evangélicos que conhecem a sua Bíblia não são superticiosos quanto a objetos oriundos de outras religiões. Entretanto, acredito que devemos ter bastante cautela quanto a objetos assim. Eu mesmo não guardo em casa ou no ambiente de trabalho nenhuma dessas coisas. Não que tenha receio que elas poderão dar aos demônios, a quem foram oferecidas, algum tipo de poder sobre mim e minha família. Estou seguro e protegido no poder do meu Salvador Jesus Cristo. Mas, pelas seguintes razões, que ofereço como orientação geral quanto ao uso desses objetos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Devemos evitar ter e exibir esses objetos quando os mesmos forem uma tentação real para a idolatria ou ocultismo. Novos convertidos egressos da idolatria e cultos afro-brasileiros poderão ser tentados a retornar às práticas antigas, estimulados pelos símbolos do seu passado religioso. Devemos evitar toda e qualquer possibilidade de sermos tentados nessa área, bem, como evitar sermos causa de tropeço para outros. Foi isso que o apóstolo Paulo recomendou aos "fortes" de Corinto (1 Co 10.31-33).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Devemos evitar esses objetos se os mesmos evocam lembranças do nosso passado. Muitos de nós gostariam de esquecer períodos e eventos acontecidos nos tempos de ignorância. Deus nos deu a bênção do esquecimento. Livremo-nos, pois, de tudo que mantém vivas lembranças assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Devemos evitar esses objetos se os mesmos servirem de estímulo a outros a que façam o mesmo, sem que estejam firmes em suas consciências de que tais objetos, em si, nenhum mal trazem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notas&lt;br /&gt;1 Para um estudo mais detalhado das práticas das igrejas de libertação, veja a análise feita por Leonildo Silveira Campos, ‘Teatro’, ‘Templo’ e ‘Mercado’: Uma análise da organização, rituais, marketing e eficácia comunicativa de um empreendimento neopentecostal - Igreja Universal do Reino de Deus, tese publicada pelo Instituto Metodista de Ensino Superior, 1996. Veja também o relatório da Comissão de Doutrina da Igreja Presbiteriana do Brasil sobre a Igreja Universal do Reino de Deus (Igreja Universal do Reino de Deus [São Paulo: CEP, 1998] 58-61).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 Filácterio era uma pequena caixa de couro, quadrangular, contendo cédulas de pergaminho com passagens da Escritura, que os judeus traziam atadas uma na cabeça e uma no braço esquerdo durante a oração da manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 Cf. Merril Unger, Biblical Demonology (Wheaton, IL: Scripture Press, 1952; 7a. edição, 1967) 33.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 Os milagres operados pelo Senhor Jesus eram sinais que apontavam para Sua pessoa e obra (Jo 20.30-21). A promessa de que seus seguidores fariam obras similares e até maiores parece que não incluía curas através de saliva e vestes por parte de todos os crentes. Somente os apóstolos – e mesmo assim, somente Pedro e Paulo – realizaram sinais similares, que por sua vez, eram sinais dos apóstolos, visavam autenticar seu apostolado e estabelecer a mensagem (2 Co 12.12). A passagem de Marcos 16.17-18 (sem considerarmos os problemas textuais) não se refere ao uso de objetos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 Essa idéia estranha é defendida por Robson Rodovalho, Por Trás das Bênçãos e Maldições (Brasília: Koinonia, 1995) 32. Ele conta uma história na qual atribui a objetos amaldiçoados o poder de rachar uma ponte do Plano-Piloto em Brasília, mesmo após a quebra de maldições (Ibid., 33).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 Linhares, Bênção e Maldição, 41.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 Cf. Edir Macedo, Orixás, Caboclos &amp;amp; Guias: Deuses ou Demônios? (Rio de Janeiro: Universal, 1996; 13a. edição) 48.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 Mark I. Bubeck, Raising Lambs Among Wolves: How to Protect Your Children from Evil (Chicago: Moody Press, 1997) 237-39.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9 Ver a excelente discussão de Loraine Boettner sobre o uso de objetos no culto católico, incluindo rosários, crucifixos, escapulários, e relíquias que vão desde pedaços da cruz de Cristo, da coroa de espinhos e o Santo Sudário, até roupas e frascos de leite da Virgem Maria!!! (Roman Catholicism [Phillipsburg, NJ: Presbyterian and Reformed, 1962; 9a. edição de 1980] 284-95).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10 Kurt Koch afirma que alguns mosteiros católicos na Suíça distribuem amuletos ou fetiches ao povo, para protegê-los contra doenças e epidemias. Esses amuletos são geralmente pequenos sacos, contendo, em alguns casos, pedaços de unhas e de casca de ovos. Cf. Kurt Koch, Between Christ and Satan (Michigan: Kregel Publications, 1962) 87.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11 Existem lojas virtuais pela Internet onde toda a parafernálias usada nos rituais mágicos e de bruxaria estão acessíveis e podem ser facilmente adquiridos com cartão de crédito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12 O conceito pagão por detrás dessas práticas é o de transferência de poderes espirituais para objetos. James Fraser argumenta que essa idéia está presente nas religiões mais antigas e primitivas e consiste basicamente em transferir para objetos ou animais toda dor, culpa e sofrimento, bem como os maus espíritos que os produzem. Fraser dá vários exemplos interessantes, como por exemplo, a prática de povos indianos de curar epilepsia aplicando folhas de determinadas plantas ao paciente e depois lançando-as fora. Acredita-se que a doença passa para as folhas e depois vai embora com elas (James G. Fraser, The Golden Bough: A Study in Magic and Religion [Nova York: Mcmillan, 1925] 538-40)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13 Warner, Spiritual Warfare, 94.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14 Ibid., 94-95.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15 A palavra hebraica para "bodes", ocorre mais de 40 vezes no Antigo Testamento. Em 4 dessas ocorrências, foi traduzida pela versão Almeida Atualizada (bem como outras versões importantes) como "demônios" ou "sátiros":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca mais oferecerão os seus sacrifícios aos demônios, com os quais eles se prostituem; isso lhes será por estatuto perpétuo nas suas gerações (Lv 17.7)&lt;br /&gt;Jeroboão constituiu os seus próprios sacerdotes, para os altos, para os sátiros e para os bezerros que fizera (2 Cr 11:15)&lt;br /&gt;Porém, nela, as feras do deserto repousarão, e as suas casas se encherão de corujas; ali habitarão os avestruzes, e os sátiros pularão ali (Is 13.21)&lt;br /&gt;As feras do deserto se encontrarão com as hienas, e os sátiros clamarão uns para os outros; fantasmas ali pousarão e acharão para si lugar de repouso (Is 34.14)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sátiro era um figura da mitologia grega, uma fera do deserto, metade homem e metade bode. Na antigüidade, era associada ao deus Dionísio. É provável que no período do Antigo Testamento existisse um culto aos sátiros, tendo origem no Egito, e com o qual os israelitas tivessem alguma familiaridade quando ali estiveram como escravos (cf. Js 24.14). Segundo Harrison nos informa, essa seita egípcia floresceu na região oriental do Delta e seu ritual incluía bodes copulando com mulheres adeptas (cf. R. K. Harrison, Levítico: Introdução e Comentário, em Série Cultura Bíblica [São Paulo: Mundo Cristão e Vida Nova, 1980] 165-166). Assim sendo, a tradução de Levítico 17.7 poderia ser simplesmente "Nunca mais oferecerão os seus sacrifícios aos sátiros (ou, deus-bode)". A tradução "demônios" é interpretativa, e pode dar a sugestão de que realmente existiam demônios em forma de bode que assombravam os desertos. O texto hebraico não se refere a demônios, mas ao culto aos sátiros praticado naquela época por alguns israelitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16 Warner, Spiritual Warfare, 113.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17 Ver Catecismo Maior, pergunta 109.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18 Cf. G. Adolf Deissmann, Bible Studies (Edimburgo: T. &amp;amp; T. Clark, 1901), 323.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19 John Gill’s Expositor, in loco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20 Por outro lado, não quero com isso apoiar irrestritamente os movimentos entre os jovens para queimar discos e fitas de rock evangélico, considerados espiritualmente perniciosos por alguns líderes evangélicos (cf. Rick Lawrence, "Gothard slams Christian rock", em Group, Set. 1990, 41-42). Em geral, sou emocionalmente contra a iconoclastria (destruição de ídolos) por cristãos, como por exemplo, a ocorrida na Escócia, sob os auspícios de John Knox, quando o povo entrou nas igrejas católicas e quebrou todas as imagens, utensílios e objetos ligados ao culto idólatra. Se tivermos, porém, de queimar alguma coisa, a queima de horóscopos poderia fazer algum bem – numa pesquisa de 1992, 11% dos crentes americanos disseram consultar horóscopos e acreditar em astrologia ("Most Americans believe in moral absolutes...", em National &amp;amp; International Religion Report, 13 de Julho de 1992, p. 8).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21 Segundo Barclay nos informa, um dos métodos usados pelos exorcistas era conhecer o nome de um espírito mais poderoso do que aquele que estava no doente, e invocá-lo contra esse espírito de doença. Cf. William Barclay, "Hechos de los Apostoles", em El Nuevo Testamento Comentado por William Barclay, vol. 7 (Argentina: La Aurora, 1974) 154-55.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22 I. Howard Marshall, Atos: Introdução e Comentário, em Série Cultura Bíblica (São Paulo: Vida Nova e Mundo Cristão, 1982) 294.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23 Ver a descrição detalhada (inclusive com fotos) em Macedo, Orixás, Caboclos &amp;amp; Guias, 106-8.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;24 Aparentemente, a comunidade havia preparado algumas perguntas para Paulo sobre questões práticas Esta carta havia sido possivelmente trazida por uma delegação (1 Co 16.17). Em 1 Coríntios Paulo responde algumas dessas perguntas. Podemos detectá-las nas partes da carta que Paulo começa com a expressão "com relação à....", ver 7:1, 25, 8:1, 12:1, 16:1, 16:12.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;25 Barclay, I &amp;amp; II Corintios, 83-84.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;26 Ibid., 84. Serápis era uma divindade do Egito, importada da Grécia. Era o deus dos mortos e da cura. Um dos seus adoradores mais famosos foi o rei Ptolomeu I, considerado também o iniciador do culto a esse deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;27 Ibid.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;28 Cf. Fraser, The Golden Bough, onde ele discute esse assunto em relação ao culto de Diana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;29 Os que estão familiarizados com os comentários de Barclay percebem como freqüentemente ele apela para a antiga crença pagã em um mundo povoado de demônios para explicar passagens bíblicas onde demônios são mencionados, sugerindo que os cristãos primitivos, bem como os autores bíblicos, partilhavam das superstições pagãs quanto aos demônios, as quais seriam, diz Barclay, incompatíveis com os conceitos modernos de psicologia e da ciência. Infelizmente, ao fim de sua carreira, Barclay abandonou as principais doutrinas do cristianismo histórico, revelando que esse tipo de tendência tinha raiz mais profunda. No seu livro, A Spiritual Autobiography (Grand Rapids: Eerdmans, 1975) onde ele narra sua vida e ministério, os evangélicos ficarão desapontados ao ver o quanto ele se distancia do Cristianismo ortodoxo. Ele se declara universalista (p. 58); declara que o Novo Testamento nunca identifica Jesus como Deus (p. 50); nega a ressurreição literal e física de Jesus (p. 108); identifica o Espírito Santo com o Cristo ressurrecto (p. 109); e declara que "os milagres geralmente não foram histórias do que Jesus fez, mas símbolos do que ele ainda pode fazer" (p. 45). Evidentemente podemos aprender muitas coisas de suas obras, mas o leitor deverá lê-las com discrição e discernimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;30 C. Peter Wagner, Se Não Tiver Amor (Curitiba: Luz e Vida, 1982) 67-68.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;31 Note que Paulo não teve qualquer problema em anunciar o decreto em Antioquia, o que produziu muito conforto entre os irmãos (At 15.30-31).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;32 Não somente Paulo, mas os cristãos em geral tinham esse conceito. João escreveu: "Os outros homens, aqueles que não foram mortos por esses flagelos, não se arrependeram das obras das suas mãos, deixando de adorar os demônios e os ídolos de ouro, de prata, de cobre, de pedra e de pau, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar" (Ap 9.20).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;33 Cf. Charles Hodge, A Commentary on 1 &amp;amp; 2 Corinthians (Carlisle, PA: Banner of Truth, 1857; reimpressão 1978) 193.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;34 Hodge (1 &amp;amp; 2 Corinthians, 194) chama a nossa atenção para o fato de que o mesmo princípio se aplica hoje aos missionários que, por força da "contextualização", acabam por participar nos festivais pagãos dos povos. Semelhantemente, os protestantes que participam da Missa católica, mesmo não tendo intenção de adorar a hóstia, acabam cometendo esse pecado, ao se curvar diante dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;35 João Calvino, Exposição de 1 Coríntios, em Comentário à Sagrada Escritura, trad. Valter G. Martins (São Paulo: Paracletos, 1996) 320.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;36 Essa diferença fundamental não foi notada por Kurt Koch em seu livro sobre magia e ocultismo. Ele diz que "O uso de fetiches, isto é, objetos carregados de magia, corresponde talvez ao uso da água no batismo ou do pão e vinho na Ceia do Senhor" (Between Christ and Satan, 85).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6591636351841893610-3328208137726401654?l=marcelavelinolira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelavelinolira.blogspot.com/feeds/3328208137726401654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6591636351841893610&amp;postID=3328208137726401654' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6591636351841893610/posts/default/3328208137726401654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6591636351841893610/posts/default/3328208137726401654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelavelinolira.blogspot.com/2008/09/objetos-que-trazem-bno-e-maldio.html' title='Objetos que Trazem Bênção e Maldição'/><author><name>VIVENDO E APRENDENDO COM DEUS!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07579141975154251542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_RUojIbhD_ag/R2SLq-BpdFI/AAAAAAAAACQ/hDWNqBlqvio/S220/P6170254.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6591636351841893610.post-3751575213065231908</id><published>2008-09-01T11:43:00.000-07:00</published><updated>2008-09-22T06:28:58.488-07:00</updated><title type='text'>A salvação ainda faz parte da pregação nos dias de hoje?!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;Não nostalgiando a questão, mas houve um tempo em que à pregação do Evangelho era a primazia e a prioridade entre os cristãos, na verdade houve alguns tempos e muitas pessoas que levaram e estudaram a Palavra do Senhor de forma séria.&lt;br /&gt;Exemplo claro de pregação vem de nosso Senhor Jesus Cristo no evangelho de João ao apresentar aos seus discípulos as grandes dificuldades que enfrentariam por proclamarem a única e absoluta verdade, Deus cumpriu a promessa, Ele veio, enviando Cristo e que Nele e somente Nele há salvação verdadeira, genuína e eterna. Imaginar a mente dos apóstolos deve ser algo fora de nossa capacidade de compreensão, nesse sermão eles ouviram e entenderam que seriam perseguidos até a morte e seus assassinos ao matá-los pensariam estar realizando um fazer a Deus, vejam como foi a morte destes homens:&lt;br /&gt;Felipe: crucificado; 54 DC.&lt;br /&gt;Barnabé: queimado até a morte; 64 DC.&lt;br /&gt;Pedro: crucificado; 69 DC.&lt;br /&gt;Paulo: decapitado; 69 DC.&lt;br /&gt;André: crucificado; 70 DC.&lt;br /&gt;Mateus: decapitado; 60 DC.&lt;br /&gt;Lucas: enforcado; 93 DC.&lt;br /&gt;Tomé: empalado; 70 DC.&lt;br /&gt;Marcos: arrastado até a morte; 64 DC.&lt;br /&gt;Tiago o menor: paulada; 63 DC.&lt;br /&gt;Tiago o maior: crucificado junto ao centurião que se converteu.&lt;br /&gt;João; exilado em Patmos; 63 DC.&lt;br /&gt;Mais uma vez a promessa foi cumprida, houve perseguição tamanha que centenas e milhares de cristãos foram levados ao Coliseu e alguns serviram de lâmpadas para as ruas de Roma, pois foram queimados para que alumiassem a cidade, só pelo fato de serem cristãos e anunciarem a salvação em um só DEUS. Houve sim os ardores, mas também houve a grande e poderosa proclamação, estudos apontam que para cada 3 moradores de Roma 1 era cristão, muitos entenderam que havia um salvador vivo e operante, entenderam que o ser humano por si só não poderia obter a salvação, eles entenderam que todos que nascem estão destinados a um fim trágico se não se renderem ao Deus Santo e Criador e esta grande perseguição durou os 4 primeiros séculos desta Era.&lt;br /&gt;Não irei me estender sobre este tópico, mas alguns homens e mulheres fizeram a diferença no decorrer dos séculos mesmo após o “firmamento” do papismo e reis no cristianismo, obscurecendo a Palavra da verdade e deixando o cristão distante de seu Senhor. Nomes como; John Wycliffe, Jan Hus, &lt;/span&gt;&lt;a title="Martinho Lutero" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Martinho_Lutero"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;Martinho Lutero&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;, João Calvino, John Knox, deram luz às trevas que levaram a religião cristã em uma época que a escuridão espiritual dominava a cena. Deus deixou uma Palavra perfeita e que deveria ser anunciada e bem entendida, houve mortes e combates por esta verdade, e as perseguições voltaram quando houve a reforma protestante.&lt;br /&gt;Alguns podem pensar “que tristeza para aqueles cristãos não terem nascidos no Brasil nos dias de hoje, eles não precisariam passar pelas perseguições, pois hoje temos uma liberdade indescritível para a propagação do evangelho”. Sim, realmente, temos tudo que necessitamos a nosso favor para anunciar a verdade Divina e Salvívica, porém, não é exatamente isto que esta ocorrendo, só para uma breve meditação imagine Paulo, Agostinho e &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&amp;amp;sa=X&amp;amp;oi=spell&amp;amp;resnum=0&amp;amp;ct=result&amp;amp;cd=1&amp;amp;q=Whitfield&amp;amp;spell=1"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;Whitfield&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt; pregando em um culto de vitória e libertação. A salvação seria o tema da pregação deste homens, a necessidade de arrependimento seria falado e confirmado a cada “virada de pagina”, não ocorreria frases como “&lt;strong&gt;&lt;em&gt;veja o anjo, ele te dará a chave da vitóriaaaaaaaa&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;”, mesmo porque este conteúdo não foi exigido por Jesus nosso Deus (lucas 24.46, 47) ou será que devemos entender lucas 13.3 de outra maneira? Hoje, bom pregador é o que cativa o publico cedente de soluções e emoções para breves necessidades, veja este relato de João Wesley: Em Londres, as maldades da multidão apresentavam-se com mais vio&amp;shy;lência. Certo dia, quando Wesley pregava em um lugar público chamado os grandes jardins, assim o registra em seu diário: "muitos dos animais que havia entre aquela gente esforçavam-se para interromper o cerco da multi&amp;shy;dão. Então tentaram tanger aquela manada de reses para o meio do auditó&amp;shy;rio; mas os bois resistiram, demonstrando maior respeito do que seus do&amp;shy;nos. Então os alvoroçadores lançaram uma chuva de pedras, das quais uma me alcançou, ferindo-me na fronte; mas não senti dor alguma, e depois de haver enxugado o sangue, continuei anunciando-Ihes, em voz alta, que Deus concedera aos que nele crêem, 'não o espírito de medo, mas de fortaleza, de amor e de temperança’. E vendo o ânimo que agora se refletia na congregação, percebi claramente que é uma verdadeira felicidade sofrer por causa do nome de Deus”.&lt;br /&gt;Bem provavelmente nunca entenderemos realmente estas perseguições contra os cristãos em sua essência, mas podemos aprender com a história o que é necessário para a genuína pregação do Evangelho. Precisamos voltar à luz, estudar, meditar, praticar a revelação do Pai que foi graciosamente entregue para nós, a saber, JESUS CRISTO. Não duvido da sinceridade de pregadores e pastores pós-modernos, ou ainda, de sua conversão, não é disto que se trata este artigo, mas sim de como a Igreja deve se portar como referencia neste mundo obscuro e caótico, pois todo ser humano carece da Graça de Deus, então preguemos a Lei, os profetas com sabedoria, preguemos o que aprendemos de Jesus nosso Senhor e Salvador, leiamos e releiamos o sermão do monte.&lt;br /&gt;Irmãos, temos a obrigação de obedecer ao chamado para a verdadeira pregação e evangelização e não o falso chamado para pregar o que achamos certo ou errado, pois em Cristo a nossa opinião some e a verdade nos consome em pura atuação de amor para com Deus e para com as pessoas, acredito que o credo apostólico pode claramente mostrar em que devemos crer e pregar – querido leitor, não deixe de meditar e viver a Palavra, não tenha preocupação com as perseguições mas entregue-se para o Deus que lhe prometeu o Consolador e a verdadeira palavra da SALVAÇÃO. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#663333;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Marcel Lira&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6591636351841893610-3751575213065231908?l=marcelavelinolira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelavelinolira.blogspot.com/feeds/3751575213065231908/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6591636351841893610&amp;postID=3751575213065231908' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6591636351841893610/posts/default/3751575213065231908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6591636351841893610/posts/default/3751575213065231908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelavelinolira.blogspot.com/2008/09/salvao-ainda-faz-parte-da-pregao-nos.html' title='A salvação ainda faz parte da pregação nos dias de hoje?!'/><author><name>VIVENDO E APRENDENDO COM DEUS!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07579141975154251542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_RUojIbhD_ag/R2SLq-BpdFI/AAAAAAAAACQ/hDWNqBlqvio/S220/P6170254.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6591636351841893610.post-3630361797448839416</id><published>2008-04-17T09:31:00.002-07:00</published><updated>2008-04-17T09:32:01.166-07:00</updated><title type='text'>Confissão Belga</title><content type='html'>A "Confissão de Fé" data do ano de 1561 e foi escrita na língua francesa porque era a língua materna do autor, Guido de Brés (1522-1567). Contudo, ele não era francês, mas holandês.&lt;br /&gt;Guido de Brés levou uma vida agitada; foi pastor em várias cidades; também viveu como fugitivo em Londres e, mais tarde, em Genebra, onde foi aluno de João Calvino. Ele morreu como mártir, por enforcamento.&lt;br /&gt;Na noite de 1 para 2 de novembro de 1561, a "Confissão de Fé", na forma de um livrinho, foi lançada sobre o muro do castelo da cidade onde Guido de Brés estava (a cidade de Doornik). Ele queria que os comissários, que haviam chegado àquela cidade para destruir a Reforma, achassem o pacote, endereçado ao rei Felipe II (não sabemos se Felipe II realmente chegou a ver ou ler a "Confissão de Fé").&lt;br /&gt;Através do livrinho, Guido de Brés pretendia desmentir a queixa de que os reformados eram revolucionários e hereges. Por isso, uma carta estava inclusa, em que se pedia liberdade de religião.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;ARTIGO 1 - O ÚNICO DEUS &lt;br /&gt;Todos nós cremos com o coração e confessamos com a bocal que há um só Deus2, um único e simples ser espiritual3. Ele é eterno4, incompreensível5 invisível6, imutável7, infinito8, todo-poderoso9; totalmente sábiol0, justo11 e bom12, e uma fonte muito abundante de todo bem7. &lt;br /&gt;1 Rm 10:10. 2 Dt 6:4; 1Co 8:4,6; 1Tm 2:5. 3 Jo 4:24. 4 S1 90:2. 5 Rm 11:33. 6 Cl 1:15; 1Tm 6:16. 7 Tg 1:17. 8 1Rs 8:27; Jr 23:24. 9 Gn 17:1; Mt 19:26; Ap 1:8. 10 Rm 16:27. 11 Rm 3:25,26; Rm 9:14; Ap 16:5,7. 12 Mt 19:17. Veja também Is 40, 44 e 46. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;ARTIGO 2 - COMO CONHECEMOS A DEUS &lt;br /&gt;Nós O conhecemos por dois meios. Primeiro: pela criação, manutenção e governo do mundo inteiro, visto que o mundo, perante nossos olhos, é como um livro formoso1, em que todas as criaturas, grandes e pequenas, servem de letras que nos fazem contemplar "os atributos invisíveis de Deus", isto é, "o seu eterno poder e a sua divindade", como diz o apóstolo Paulo (Romanos 1:20. Todos estes atributos são suficientes para convencer os homens e torná-los indesculpáveis. &lt;br /&gt;Segundo: Deus se fez conhecer, ainda mais clara e plenamente, por sua sagrada e divina Palavra2, isto é, tanto quanto nos é necessário nesta vida, para sua glória e para a salvação dos que Lhe pertencem. &lt;br /&gt;1 Sl 19:1-4. 2 Sl 19:7,8; 1Co 1:18-21. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;ARTIGO 3 - A PALAVRA DE DEUS &lt;br /&gt;Confessamos que a palavra de Deus não foi enviada nem produzida "por vontade humana, mas homens falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo", como diz o apóstolo Pedro (2 Pedro 1:21). Depois, Deus, por seu cuidado especial para conosco e para com a nossa salvação, mandou seus servos, os profetas e os apóstolos, escreverem sua palavra revelada1. Ele mesmo escreveu com o próprio dedo as duas tábuas da lei2.Por isso, chamamos estas escritas: sagradas e divinas Escrituras3. &lt;br /&gt;1 Êx 34:27; Sl 102:18; Ap 1:11,19. 2 Êx 31:18. 3 2Tm 3:16.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;ARTIGO 4 - OS LIVROS CANÔNICOS &lt;br /&gt;A Sagrada Escritura consiste de dois volumes: O Antigo e o Novo Testamento, que são canônicos e não podem ser contraditos de forma alguma. &lt;br /&gt;A Igreja de Deus reconhece a lista seguinte: &lt;br /&gt;Os livros do Antigo Testamento: &lt;br /&gt;Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio (os cinco livros de Moisés); Josué, Juízes, Rute, 1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis, 1 e 2 Crônicas, Esdras, Neemias, Ester, Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cantares; Isaías, Jeremias (com Lamentações), Ezequiel, Daniel (os quatro profetas maiores); Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias (os doze profetas menores); &lt;br /&gt;Os livros do Novo Testamento: &lt;br /&gt;Mateus, Marcos, Lucas, João (os quatro evangelistas); Atos dos Apóstolos; Romanos, 1 e 2 Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, &lt;br /&gt;Colossenses, 1 e 2 Tessalonicenses, 1 e 2 Timóteo, Tito, Filemom (as treze epístolas do apóstolo Paulo); Hebreus, Tiago, 1 e 2 Pedro, &lt;br /&gt;1, 2 e 3 João, Judas e Apocalipse. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;ARTIGO 5 - A AUTORIDADE DA SAGRADA ESCRITURA &lt;br /&gt;Recebemos1 todos estes livros, e somente estes, como sagrados e canônicos, para regular, fundamentar e confirmar nossa fé2. Acreditamos, sem dúvida nenhuma, em tudo que eles contêm, não tanto porque a igreja aceita e reconhece estes livros como canônicos, mas principalmente porque o Espírito Santo testifica em nossos corações que eles vêm de Deus3, como eles mesmos provam. Pois até os cegos podem sentir que as coisas, preditas neles, se cumprem4. &lt;br /&gt;1 1Ts 2:13. 2 2Tm 3:16,17. 3 1Co 12:3; 1Jo 4:6; 1Jo 5:6b. 4 Dt 18:21,22; 1Rs 22:28; Jr 28:9; Ez 33:33. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;ARTIGO 6 - A DIFERENÇA ENTRE OS LIVROS CANÔNICOS E APÓCRIFOS &lt;br /&gt;Distinguimos estes livros sagrados dos livros apócrifos que são os seguintes: 3 e 4 Esdras, Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruc, os Acréscimos ao livro de Ester e Daniel, a Oração de Manassés e 1 e 2 Macabeus. &lt;br /&gt;A igreja pode, sim, ler estes livros e tirar deles ensino, na medida em que concordem com os livros canônicos. Porém, os apócrifos não tem tanto poder e autoridade que o testemunho deles possa confirmar qualquer artigo da fé ou da religião cristã; e muito menos podem eles diminuir a autoridade dos sagrados livros. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;ARTIGO 7 - A SAGRADA ESCRITURA : PERFEITA E COMPLETA &lt;br /&gt;Cremos que esta Sagrada Escritura contém perfeitamente a vontade de Deus e suficientemente ensina tudo o que o homem deve crer para ser salvo1. Nela, Deus descreveu, por extenso, toda a maneira de servi-Lo. por isso, não e lícito aos homens, mesmo que fossem apóstolos "ou um anjo vindo do céu", conforme diz o apóstolo Paulo (Gálatas 1:8), ensinarem outra doutrina, senão aquela da Sagrada Escritura2. É proibido "acrescentar algo a Pa lavra de Deus ou tirar algo dela"3 (Deuteronômio 12:32; Apocalipse 22:18,19). Assim se mostra claramente que sua doutrina é perfeitíssima e, em todos os sentidos, completa4. &lt;br /&gt;Não se pode igualar escritos de homens, por mais santos que fossem os autores, às Escrituras divinas. Nem se pode igualar à verdade de Deus costumes, opiniões da maioria, instituições antigas, sucessão de tempos ou de pessoas, ou concílios, decretos ou resoluções5. Pois a verdade está acima de tudo e todos os homens são mentirosos (Salmo 116:11) e "mais leves que a vaidade" (Salmo 62:9). &lt;br /&gt;Por isso, rejeitamos, de todo o coração, tudo que não está de acordo com esta regra infalível6, conforme os apóstolos nos ensinaram: "Provai os espíritos se procedem de Deus" (l João 4:1), e: "Se alguém vem ter convosco e não traz esta doutrina, não o recebais em casa" (2 João :10). &lt;br /&gt;1 2Tm 3:16,17; 1Pe 1:10-12. 2 1Co 15:2; 1Tm 1:3. 3 Dt 4:2; Pv 30:6; At 26:22; 1Co 4:6. 4 Sl 19:7; Jo 15:15; At 18:28; At 20:27; Rm 15:4. 5 Mc 7:7-9; At 4:19; Cl 2:8; 1Jo 2:19. 6 Dt 4:5,6; Is 8:20; 1Co 3:11; Ef 4:4-6; 2Ts 2:2; 2Tm 3:14,15.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;ARTIGO 8 - A TRINDADE: UM SÓ DEUS, TRÊS PESSOAS &lt;br /&gt;Conforme esta verdade e esta palavra de Deus, cremos em um só Deus1, que é um único ser, em que há três Pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo2. Estas são, realmente e desde a eternidade, distintas conforme os atributos próprios de cada Pessoa. &lt;br /&gt;O Pai é a causa, a origem e o princípio de todas as coisas visíveis e invisíveis3. O Filho é o Verbo, a sabedoria e a imagem do Pai . O Espírito Santo, que procede do Pai e do Filho, é a eterna força e o poder5. &lt;br /&gt;Esta distinção não significa que Deus está dividido em três. Pois a Sagrada Escritura nos ensina que cada um destes três, o Pai e o Filho e o Espírito Santo, tem sua própria existência, distinta por seus atributos, de tal maneira, porém, que estas três pessoas são um só Deus. É claro, então, que o Pai não é o Filho e que o Filho não é o Pai; que, também, o Espírito Santo não é o Pai ou o Filho. &lt;br /&gt;Entretanto, estas Pessoas, assim distintas, não são divididas nem confundidas entre si. Porque somente o Filho se tornou homem, não o Pai ou o Espírito Santo. O Pai jamais existiu sem seu Filho6 e sem seu Espírito Santo, pois todos os três têm igual eternidade, no mesmo ser. Não há primeiro nem último, pois todos os três são um só em verdade, em poder, em bondade e em misericórdia. &lt;br /&gt;1 1Co 8:4-6. 2 Mc 3:16,17; Mt 28:19. 3 Ef 3:14,15. 4 Pv 8:22-31; Jo 1:14; Jo 5:17-26; 1Co 1:24; Cl 1:15-20; Hb 1:3; Ap 19:13. 5 Jo 15:26. 6 Mq 5:1; Jo 1:1,2. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;ARTIGO 9 - O TESTEMUNHO DA ESCRITURA SOBRE A TRINDADE &lt;br /&gt;Tudo isto sabemos tanto pelo testemunho da Sagrada Escritura1, como pelas obras das três Pessoas, principalmente por aquelas que percebemos em nós. Os testemunhos das Sagradas Escrituras, que nos ensinam a crer nesta Trindade, se acham em muitos lugares do Antigo Testamento. Não é preciso alistá-los, somente escolhê-los cuidadosamente. Em Gênesis 1:26 e 27, Deus &lt;br /&gt;diz: "Façamos o homem a nossa imagem, conforme a nossa semelhança" etc. "Criou Deus, pois, o homem a sua imagem; homem e mulher os criou". &lt;br /&gt;Assim também em Gênesis 3:22: "Eis que o homem se tornou como um de nós". Com isto se mostra que há mais de uma pessoa em Deus, porque Ele &lt;br /&gt;diz: "Façamos o homem a nossa imagem"; e, em seguida, Ele indica que há um só Deus, quando diz: "Deus criou". É verdade que Ele não diz quantas pessoas há, mas o que é um tanto obscuro, para nós, no Antigo Testamento, é bem claro no Novo. Pois quando nosso Senhor foi batizado no rio Jordão, ouviu-se a voz do Pai, que falou: "Este é o meu filho amado" (Mateus 3:17); enquanto o Filho foi visto na água e o Espírito Santo se manifestou em forma de pomba2. &lt;br /&gt;Além disto, Cristo instituiu, para o batismo de todos os fiéis, esta forma: Batizai todas as nações "em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo" (Mateus 28:19). No evangelho segundo Lucas, o anjo Gabriel diz a Maria, mãe do Senhor: "Descerá sobre ti o Espírito Santo e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso também o ente santo que há de nascer, será chamado Filho de Deus" (Lucas 1:35). Do mesmo modo: "A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós" (2 Coríntios 13:13). * Em todos estes lugares, nos é ensinado que há três Pessoas em um só ser divino. E embora esta doutrina ultrapasse o entendimento humano, cremos nela, baseados na Palavra, e esperamos gozar de seu pleno conhecimento e fruto no céu. &lt;br /&gt;Devemos considerar, também, a obra própria que cada uma destas três Pessoas efetua em nós: o Pai é chamado nosso Criador, por seu poder; o Filho é nosso Salvador e Redentor, por seu sangue; o Espírito Santo é nosso Santificador, porque habita em nosso coração. &lt;br /&gt;A verdadeira igreja sempre tem mantido esta doutrina da Trindade, desde os dias dos apóstolos até hoje, contra os judeus, os muçulmanos e falsos cristãos e hereges como Marcião, Mani, Práxeas, Sabélio, Paulo de Samósata, Ário e outros. A igreja antiga os condenou, com toda a razão. por isso, nesta matéria, aceitamos, de boa vontade, os três Credos ecumênicos, a saber: o Apostólico, o Niceno e o Atanasiano; e também o que a igreja antiga determinou em conformidade com estes credos. &lt;br /&gt;1 Jo 14:16; Jo 15:26; At 2:32,33; Rm 8:9; Gl 4:6; Tt 3:4-6; 1Pe 1:2; 1Jo 4:13,14; 1Jo 5:1-12; Jd :20,21; Ap 1:4,5. 2 Mt 3:16. &lt;br /&gt;* Originalmente o texto incluía aqui as seguintes palavras: "E: "há três que dão testemunho no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um" (1 Jo 5:7)". A referência a 1 João 5:7b e duvidosa, porque este texto não se acha nos manuscritos antigos. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;ARTIGO 10 - JESUS CRISTO É DEUS &lt;br /&gt;Cremos que Jesus Cristo, segundo sua natureza divina, é o único Filho de Deusl, gerado desde a eternidade. Ele não foi feito, nem criado - pois, assim, Ele seria uma criatura, - mas é de igual substância do pai, co-eterno, "o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser" (Hebreus 1:3), igual a Ele em tudo2. &lt;br /&gt;Ele é o Filho de Deus, não somente desde que assumiu nossa natureza, mas desde a eternidade3, como os seguintes testemunhos nos ensinam, ao serem comparados uns aos outros: &lt;br /&gt;Moisés diz que Deus criou o mundo4, e o apóstolo João diz que todas as coisas foram feitas por intermédio do Verbo que ele chama Deus5. O apóstolo diz que Deus fez o universo por seu Filho6 e, também, que Deus criou todas as coisas por meio de Jesus Cristo7. Segue-se necessariamente que aquele que é chamado Deus, o Verbo, o Filho e Jesus Cristo, já existia, quando todas as coisas foram criadas por Ele. O profeta Miquéias, portanto, diz: "Suas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade" (Miquéias 5:2); e a carta aos Hebreus testemunha: "Ele não teve princípio de dias, nem fim de existência" (Hebreus 7:3). &lt;br /&gt;Assim, Ele é o verdadeiro, eterno Deus, o Todo-poderoso, a quem invocamos, adoramos e servimos. &lt;br /&gt;1 Mt 17:5; Jo 1:14,18; Jo 3:16; Jo 14:1-14; Jo 20:17,31; Rm 1:4; Gl 4:4; Hb 1:1; lJo 5:5,9-12. 2 Jo 5:18,23; Jo 10:30; Jo 14:9; Jo 20:28; Rm 9:5; Fp 2:6; Cl 1:15; Tt 2:13; Hb 1:3; Ap 5:13. 3 Jo 8:58; Jo 17:5; Hb 13:8. 4 Gn 1:1. 5 Jo 1:1-3. 6 Hb 1:2. 7 1Co 8:6; Cl 1:16. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;ARTIGO 11 - O ESPÍRITO SANTO É DEUS &lt;br /&gt;Cremos e confessamos, também, que o Espírito Santo procede do Pai e do Filho, desde a eternidade. Ele não foi feito, nem criado, nem gerado; mas procede de ambos1. &lt;br /&gt;Na ordem, Ele é a terceira pessoa da Trindade, de igual substância, majestade e glória do Pai e do Filho, verdadeiro e eterno Deus, como nos ensinam as Sagradas Escrituras2. &lt;br /&gt;1 Jo 14:15-26; Jo 15:26; Rm 8:9. 2 Gn 1:2; Mt 28:19; At 5:3,4; lCo 2:10; 1Co 6:11; 1Jo 5:6.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;ARTIGO 12 - A CRIAÇÃO DO MUNDO; OS ANJOS &lt;br /&gt;Cremos que o Pai, por seu Verbo - quer dizer: por seu Filho -, criou, do nada, o céu, a terra e todas as criaturas, quando bem Lhe aprouvel. A cada criatura Ele deu sua própria natureza e forma e sua própria função para servir ao seu Criador. Também, Ele ainda hoje sustenta todas essas criaturas e as governa segundo sua eterna providencia e por seu infinito poder, para elas servirem ao homem, a fim de que o homem sirva a seu Deus. &lt;br /&gt;Ele também criou bons os anjos para serem seus mensageiros e servirem aos eleitos2. Alguns deles caíram na eterna perdição3, da posição excelente em que Deus os tinha criado, mas os outros, pela graça de Deus, perseveraram e continuaram em sua primeira posição. Os demônios e os espíritos malignos são tão corrompidos que são inimigos de Deus e de todo o bem4. Como assassinos, com toda a sua força, estão a espreita da igreja e de cada um de seus membros, para demolir e destruir tudo com sua astúcia5. Por isso, por causa de sua própria malícia, estão condenados a maldição eterna e aguardam, a cada dia, seus tormentos terríveis6. &lt;br /&gt;Neste ponto, rejeitamos e detestamos o erro dos saduceus que negam a existência de espíritos e de anjos7; também o erro dos maniqueus que dizem que os demônios têm sua origem em si mesmos e são maus por natureza; eles negam que os demônios se corromperam. &lt;br /&gt;1 Gn 1:1; Gn 2:3; Is 40:26; Jr 32:17; Cl 1:15,16; lTm 4:3; Hb 11:3; Ap 4:11. 2 Sl 103:20,21; Mt 4:11; Hb 1:14. 3 Jo 8:44; 2Pe 2:4; Jd :6. 4 Gn 3:1-5; lPe 5:8. 5 Ef 6:12; Ap 12:4,13-17; Ap 20:7-9. 6 Mt 8:29; Mt 25:41; Ap 20:10. 7 At 23:8. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;ARTIGO 13 - A PROVIDÊNCIA DE DEUS &lt;br /&gt;Cremos que o bom Deus, depois de ter criado todas as coisas, não as abandonou, nem as entregou ao acaso ou a sorte1, mas que as dirige e governa conforme sua santa vontade, de tal maneira que neste mundo nada acontece sem sua determinação2. Contudo, Deus não é o autor, nem tem culpa do pecado que se comete3. Pois seu poder e bondade são tão grandes e incompreensíveis, que Ele ordena e faz sua obra muito bem e com justiça, mesmo que os demônios e os ímpios ajam injustamente4. E as obras dEle que ultrapassam o entendimento humano, não queremos investigá-las curiosamente, além da nossa capacidade de entender. Mas, adoramos humilde e piedosamente a Deus em seus justos julgamentos, que nos estão escondidos5. Contentamo-nos em ser discípulos de Cristo, a fim de que aprendamos somente o que Ele nos ensina na sua Palavra, sem ultrapassar estes limites6. &lt;br /&gt;Este ensino nos traz um inexprimível consolo, quando aprendemos dele, que nada nos acontece por acaso, mas pela determinação de nosso bondoso Pai celestial. Ele nos protege com um cuidado paternal, dominando todas as criaturas de tal modo que nenhum cabelo - pois estes estão todos contados- e nenhum pardal cairão em terra sem o consentimento de nosso Pai (Mateus 10:29,30). Confiamos nisto, pois sabemos que Ele reprime os demônios e todos os nossos inimigos, e que eles, sem sua permissão, não nos podem prejudicar7. Por isso, rejeitamos o detestável erro dos epicureus, que dizem que Deus não se importa com nada e entrega tudo ao acaso. &lt;br /&gt;1 Jo 5:17; Hb 1:3. 2 Sl 115:3; Pv 16:1,9,33; Pv 21:1; Ef 1:11. 3 Tg 1:13; 1Jo 2:16. 4 Jó 1:21; Is 10:5; Is 45:7; Am 3:6; At 2:23; At 4:27,28. 5 1Rs 22:19-23; Rm 1:28; 2Ts 2:11. 6 Dt 29:29; 1Co 4:6. 7 Gn 45:8; Gn 50:20; 2Sm 16:10; Rm 8:28,38,39. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;ARTIGO 14 - A CRIAÇÃO DO HOMEM. SUA QUEDA E SUA INCAPACIDADE DE FAZER O BEM &lt;br /&gt;Cremos que Deus criou o homem do pó da terra1, e o fez e formou conforme sua imagem e semelhança: bom, justo e santo2, capaz de concordar, em tudo, com a vontade de Deus. Mas, quando o homem estava naquela posição excelente, ele não a valorizou e não a reconheceu. Dando ouvidos às palavras do diabo, submeteu-se por livre vontade ao pecado e assim à morte e à maldição3. Pois transgrediu o mandamento da vida, que tinha recebido e, pelo pecado, separou-se de Deus, que era sua verdadeira vida. Assim ele corrompeu toda a sua natureza e mereceu a morte corporal e espiritual4. &lt;br /&gt;Tornando-se ímpio, perverso e corrupto em todas as suas práticas, ele perdeu todos os dons excelentes5, que tinha recebido de Deus. Nada lhe sobrou destes dons, senão pequenos traços, que são suficientes para deixar o homem sem desculpa6. Pois toda a luz em nós se tornou em trevas7 como nos ensina a Escritura: "A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela" (João 1:5). Aqui o apóstolo João chama os homens "trevas". Por isso, rejeitamos todo o ensino contrário, sobre o livre arbítrio do homem, porque o homem somente é escravo do pecado e "não pode receber coisa alguma se do céu não lhe for dada" (João 3:27). Pois quem se gloriará de fazer alguma coisa boa pela própria força, se Cristo diz: "Ninguém pode vir a mim se o Pai que me enviou não o trouxer" (João 6:44)? Quem falará sobre sua própria vontade sabendo que "o pendor da carne e inimizade contra Deus" (Romanos 8:7)? Quem ousará vangloriar-se sobre seu próprio conhecimento, reconhecendo que "o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus" (1Coríntios 2:14)? Em resumo: quem apresentará um pensamento sequer, admitindo que não somos "capazes de pensar alguma coisa como se partisse de nós", mas que "a nossa suficiência vem de Deus" (2Coríntios 3:5)? &lt;br /&gt;Por isso, devemos insistir nesta palavra do apóstolo: "Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua vontade" (Filipenses 2:13). Pois, somente o entendimento ou a vontade que Cristo opera no homem, está em conformidade com o entendimento e vontade de Deus, como Ele ensina: "Sem mim nada podeis fazer" (João 15:5). &lt;br /&gt;1 Gn 2:7; Gn 3:19; Ec 12:7. 2 Gn 1:26,27; Ef 4:24; Cl 3:10. 3 Gn 3:16-19; Rm 5:12. 4 Gn 2:17; Ef 2:1; Ef 4:18. 5 Sl 94:11; Rm 3:10; Rm 8:6. 6 Rm 1:20,21. 7 Ef 5:8. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;ARTIGO 15 - O PECADO ORIGINAL &lt;br /&gt;Cremos que, pela desobediência de Adão, o pecado original se estendeu por todo o gênero humanol. Este pecado é uma depravação de toda a natureza humana2 e um mal hereditário, com que até as crianças no ventre de suas mães estão contaminadas3. É a raiz que produz no homem todo tipo de pecado. por isso, é tão repugnante e abominável diante de Deus que é suficiente para condenar o gênero humano4. &lt;br /&gt;Nem pelo batismo o pecado original é totalmente anulado ou destruído, porque o pecado sempre jorra desta depravação como água corrente de uma fonte contaminada5. 0 pecado original, porém, não é atribuído aos filhos de Deus para condená-los, mas é perdoado pela graça e misericórdia de Deus6. Isto não quer dizer que eles podem continuar descuidadamente numa vida pecaminosa. Pelo contrário, os fiéis, conscientes desta depravação, devem aspirar a livrar-se do corpo dominado pela morte (Romanos 7:24). &lt;br /&gt;Neste ponto rejeitamos o erro do pelagianismo, que diz que o pecado é somente uma questão de imitação. &lt;br /&gt;1 Rm 5:12-14,19. 2 Rm 3:10. 3 Jó 14:4; Sl 51:5; Jo 3:6. 4 Ef 2:3. 5 Rm 7:18,19. 6 Ef 2:4,5. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;ARTIGO 16 - ELEIÇÃO ETERNA POR DEUS &lt;br /&gt;Cremos que Deus, quando o pecado do primeiro homem lançou Adão e toda a sua descendência na perdiçãol mostrou-se como Ele é, a saber: misericordioso e justo. Misericordioso, porque Ele livra e salva da perdição aqueles que Ele em seu eterno e imutável conselho2, somente pela bondade, elegeu3 em Jesus Cristo nosso Senhor4, sem levar em consideração obra alguma deles5. Justo, porque Ele deixa os demais na queda e perdição, em que eles mesmos se lançaram6. &lt;br /&gt;1 Rm 3:12. 2 Jo 6:37,44; Jo 10:29: Jo 17: 2,9,12; Jo 18:9. 3 1Sm 12:22; Sl 65:4; At 13: 48; Rm 9:16; Rm 11:5; Tt 1:1. 4 Jo 15:16,19; Rm 8:29; Ef 1:4,5. 5 Ml 1:2,3; Rm 9:11-13; 2Tm 1:9; Tt 3:4,5. 6 Rm 9:19-22; 1Pe 2:8. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;ARTIGO 17 - O SALVADOR, PROMETIDO POR DEUS &lt;br /&gt;Cremos que nosso bom Deus, vendo que o homem havia se lançado assim na morte corporal e espiritual e se havia feito totalmente miserável, foi pessoalmente em busca do homem, quando este, tremendo, fugia de sua presençal. Assim Deus mostrou sua maravilhosa sabedoria e bondade. Ele confortou o homem com a promessa de lhe dar seu Filho, que nasceria de uma mulher (Gálatas 4:4) a fim de esmagar a cabeça da serpente (Gênesis 3:15) e de tornar feliz o homem2. &lt;br /&gt;1 Gn 3:9. 2 Gn 22:18; Is 7:14; Jo 1:14; Jo 5:46; Jo 7:42; At 13:32; Rm 1:2,3; Gl 3:16; 2Tm 2:8; Hb 7:14.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;Fonte: www.stprj.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6591636351841893610-3630361797448839416?l=marcelavelinolira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelavelinolira.blogspot.com/feeds/3630361797448839416/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6591636351841893610&amp;postID=3630361797448839416' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6591636351841893610/posts/default/3630361797448839416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6591636351841893610/posts/default/3630361797448839416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelavelinolira.blogspot.com/2008/04/confisso-belga.html' title='Confissão Belga'/><author><name>VIVENDO E APRENDENDO COM DEUS!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07579141975154251542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_RUojIbhD_ag/R2SLq-BpdFI/AAAAAAAAACQ/hDWNqBlqvio/S220/P6170254.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6591636351841893610.post-5013222833443190659</id><published>2008-04-17T09:31:00.001-07:00</published><updated>2008-04-17T09:31:34.178-07:00</updated><title type='text'>Os Cânones de Dort(1618-1619)</title><content type='html'>CAPÍTULO 1A DIVINA ELEIÇÃO E REPROVAÇÃO&lt;br /&gt;1. Todos os homens pecaram em Adão, estão debaixo da maldição de Deus e são condenados à morte eterna. Por isso Deus não teria feito injustiça a ninguém se Ele tivesse resolvido deixar toda a raça humana no pecado e sob a maldição e condená-la por causa do seu pecado, de acordo com estas palavras do apóstolo: "... para que se cale toda boca, e todo o mundo seja culpável perante Deus... pois todos pecaram e carecem da glória de Deus...", e:"...o salário do pecado é a morte..." (Rom. 3:19,23; 6:23).&lt;br /&gt;2. Mas "Nisto se manifestou o amor de Deus em nós, em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo...", "...para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." (I Jo 4:9; Jo 3:16).&lt;br /&gt;3. Para que os homens sejam conduzidos à fé, Deus envia, em sua misericórdia, mensageiros desta mensagem muito alegre a quem e quando Ele quer. Pelo ministério deles, os homens são chamados ao arrependimento e à fé no Cristo crucificado. Porque "...como crerão naquele de quem nada ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão se não forem enviados?..." (Rom. 10:14, 15).&lt;br /&gt;4. A ira de Deus permanece sobre aqueles que não crêem neste Evangelho. Mas aqueles que o aceitam e abraçam Jesus, o Salvador, com uma fé verdadeira e viva, são redimidos por Ele da ira de Deus e da perdição, e presenteados com a vida eterna (Jo 3:36; Mc 16:16).&lt;br /&gt;5. Em Deus não está, de forma alguma, a causa ou culpa desta incredulidade. O homem tem a culpa dela, tal como de todos os demais pecados. Mas a fé em Jesus Cristo e também a salvação por meio dEle são dons gratuitos de Deus, como está escrito: "Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus..." (Ef 2:8). Semelhantemente, "Porque vos foi concedida a graça de..." crer em Cristo (Fp 1:29).&lt;br /&gt;6. Deus dá nesta vida a fé a alguns enquanto não dá a fé a outros. Isto procede do eterno decreto de Deus. Porque as Escrituras dizem que Ele "...faz estas cousas conhecidas desde séculos." e que Ele "faz todas as cousas conforme o conselho da sua vontade..." (Atos 15:18; Ef 1:11). De acordo com este decreto, Ele graciosamente quebranta os corações dos eleitos, por duros que sejam, e os inclina a crer. Pelo mesmo decreto, entretanto, segundo seu justo juízo, Ele deixa os não-eleitos em sua própria maldade e dureza. E aqui especialmente nos é manifesta a profunda, misericordiosa e ao mesmo tempo justa distinção entre os homens que estão na mesma condição de perdição. Este é o decreto da eleição e reprovação revelado na Palavra de Deus. Ainda que os homens perversos, impuros e instáveis o deturpem, para sua própria perdição, ele dá um inexprimível conforto para as pessoas santas e tementes a Deus.&lt;br /&gt;7. Esta eleição é o imutável propósito de Deus, pelo qual Ele, antes da fundação do mundo, escolheu um número grande e definido de pessoas para a salvação, por graça pura. Estas são escolhidas de acordo com o soberano bom propósito de sua vontade, dentre todo o gênero humano, decaído pela sua própria culpa de sua integridade original para o pecado e a perdição. Os eleitos não são melhores ou mais dignos que os outros, porém envolvidos na mesma miséria dos demais. São escolhidos em Cristo, quem Deus constituiu, desde a eternidade, como Mediador e Cabeça de todos os eleitos e fundamento da salvação. E, para salvá-los por Cristo, Deus decidiu dá-los a Ele e efetivamente chamá-los e atraí-los à sua comunhão por meio da sua Palavra e seu Espírito. Em outras palavras, Ele decidiu dar-lhes verdadeira fé em Cristo, justificá-los, santificá-los, e depois, tendo-os guardado poderosamente na comunhão de seu Filho, glorificá-los finalmente. Deus fez isto para a demonstração de sua misericórdia e para o louvor da riqueza de sua gloriosa graça. Como está escrito: "... assim como nos escolheu nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito [bom propósito] de sua vontade, para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado...". E em outro lugar: "E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou" (Ef 1:4-6; Rom 8:30).&lt;br /&gt;8. Esta eleição náo é múltipla, mas ela é uma e a mesma de todos os que são salvos tanto no Antigo Testamento quanto no Novo Testamento. Pois a Escritura nos prega o único bom propósito e conselho da vontade de Deus, pelo qual Ele nos escolheu desde a eternidade, tanto para a graça como para a glória, assim também para a salvação e para o caminho da salvação, o qual preparou para que andássemos nEle (Ef 1:4,5; 2:10).&lt;br /&gt;9. Esta eleição não é baseada em fé prevista, em obediência de fé, santidade ou qualquer boa qualidade ou disposição, que seria uma causa ou condição previamente requerida ao homem para ser escolhido. Mas a eleição é para fé, obediência de fé, santidade, etc. Eleição, portanto, é a fonte de todos os bens da salvação, de onde procedem a fé, a santidade e os outros dons da salvação, e finalmente a própria vida eterna como seus frutos. É conforme o testemunho do apóstolo: Ele "...nos escolheu..." (não por sermos mas) "...para sermos santos e irrepreensíveis perante ele..." (Ef 1:4).&lt;br /&gt;10. A causa desta eleição graciosa é somente o bom propósito de Deus. Este bom propósito não consiste no fato de que, dentre todas as condições possíveis Deus tenha escolhido certas qualidades ou ações dos homens como condição para salvação. Mas este bom propósito consiste no fato de que Deus adotou certas pessoas dentre da multidão inteira de pecadores para ser a sua propriedade. Como está escrito: "E ainda não eram os gêmeos nascidos, nem tinham praticado o bem ou o mal...já lhe fora dito a ela (Rebeca): O mais velho será servo do mais moço. Como está escrito, "Amei a Jacó, porém me aborreci de Esaú." E, "...creram todos os que haviam sido destinados para a vida eterna." (Rom 9:11-13; At 13:48).&lt;br /&gt;11. Como Deus é supremamente sábio, imutável, onisciente, e Todo-Poderoso, assim sua eleição não pode ser cancelada e depois renovada, nem alterada, revogada ou anulada; nem mesmo podem os eleitos ser rejeitados, ou o número deles ser diminuído.&lt;br /&gt;12. Os eleitos recebem, no devido tempo, a certeza da sua eterna e imutável eleição para salvação, ainda que em vários graus e em medidas desiguais. Eles não a recebem quando curiosamente investigam os mistérios e profundezas de Deus. Mas eles a recebem, quando observam em si mesmos, com alegria espiritual e gozo santo, os infalíveis frutos de eleição indicados na Palavra de Deus - tais como uma fé verdadeira em Cristo, um temor filial para com Deus, tristeza com seus pecados segundo a vontade de Deus, e fome e sede de justiça.&lt;br /&gt;13. A consciência e a certeza desta eleição fornecem diariamente aos filhos de Deus maior motivo para se humilhar perante Deus, para adorar a profundidade de sua misericórdia, para se purificar, e para amar ardentemente Aquele que primeiro tanto os amou. Contudo absolutamente não é verdade que esta doutrina da eleição e a reflexão na mesma os façam relaxar na observação dos mandamentos de Deus ou rendam segurança falsa. No justo julgamento de Deus isto ocorre freqüentemente àqueles que se vangloriam levianamente da graça da eleição, ou facilmente falam acerca disto, mas recusam andar nos caminhos dos eleitos.&lt;br /&gt;14. A doutrina da divina eleição, segundo o mui sábio conselho de Deus, foi pregada pelos profetas, por Cristo mesmo, e pelos apóstolos, tanto no Antigo Testamento como no Novo Testamento, e depois escrita e nos entregue nas Escrituras Sagradas. Por isso, também hoje esta doutrina deve ser ensinada no seu devido tempo e lugar na Igreja de Deus, para qual ela foi particularmente destinada. Ela deve ser ensinada com espírito de discrição, de modo reverente e santo, sem curiosa investigação dos caminhos do Altíssimo, para a glória do santo nome de Deus e consolação vivificante do seu povo.&lt;br /&gt;15. A Escritura Sagrada mostra e recomenda a nós esta graça eterna e imerecida sobre nossa eleição, especialmente quando, além disso, testifica que nem todos os homens são eleitos, mas que alguns não o são, ou seja, são passados na eleição eterna de Deus. De acordo com seu soberano, justo, irrepreensível e imutável bom propósito, Deus decidiu deixá-los na miséria comum em que se lançaram por sua própria culpa, nao lhes concedendo a fé salvadora e a graça de conversão. Para mostrar sua justiça, decidiu deixá-los em seus próprios caminhos e debaixo do seu justo julgamento, e finalmente condená-los e puni-los eternamente, não apenas por causa de sua incredulidade, mas também por todos os seus pecados, para mostrar sua justiça. Este é o decreto da reprovação qual não torna Deus o autor do pecado (tal pensamento é blasfêmia!), mas O declara o temível, irrepreensível e justo Juiz e Vingador do pecado.&lt;br /&gt;16. Há pessoas que não sentem fortemente a fé viva em Cristo, nem confiança firme no coração, nem boa consciência, nem zelo pela obediência filial e pela glorificação de Deus por meio de Cristo. Apesar disso elas usam os meios pelos quais Deus prometeu operar tais coisas em nós. Elas não devem se desanimar quando a reprovação for mencionada nem contar a si mesmos entre os reprovados. Pelo contrário, devem continuar diligentemente no uso destes meios, desejando ferventemente dias de graça mais abundante e esperando-os com reverência e humildade. Não devem se assustar de maneira nenhuma com a doutrina da reprovação os que desejam seriamente se converter a Deus, agradar só a Ele e serem libertos do corpo de morte, mas ainda não podem chegar no ponto que gostariam no caminho da piedade e da fé. O Deus misericordioso prometeu não apagar a torcida que fumega, nem esmagar a cana quebrada. Mas esta doutrina é certamente assustadora para os que não contam com Deus e o Salvador Jesus Cristo e se entregaram completamente às preocupações do mundo e aos desejos da carne, enquanto não se converterem seria mente a Deus.&lt;br /&gt;17. Devemos julgar a respeito da vontade de Deus com base na sua Palavra. Ela testifica que os filhos de crentes são santos, não por natureza mas em virtude da aliança da graça, na qual estão incluídos com seus pais. Por isso os pais que temem a Deus não devem ter dúvida da eleição e salvação de seus filhos, que Deus chama desta vida ainda na infância.&lt;br /&gt;18. Aqueles que reclamam contra esta graça de eleição imerecida e a severidade da justa reprovação, nós replicamos com esta sentença do apóstolo: "Quem és tu, ó homem para discutires com Deus?!" (Rom 9:20). E com esta palavra do Salvador: "Porventura não me é lícito fazer o que quero do que é meu?" (Mt 20:15). Nós entretanto, adorando reverentemente estes mistérios, exclamamos com o apóstolo: "O profundidade da riqueza, tanto da sabedoria, como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos e quão inescrutáveis os seus caminhos! Quem, pois conheceu a mente do Senhor? ou quem foi o seu conselheiro? Ou quem primeiro lhe deu a ele para que lhe venha a ser restituído? Porque dele e por meio dele e para ele são todas as cousas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém." (Rom 11:33-36).&lt;br /&gt;REJEIÇÃO DE ERROS&lt;br /&gt;Havendo explicado a doutrina ortodoxa de eleição e reprovação, o Sínodo rejeita os seguintes erros:&lt;br /&gt;Erro 1 - A vontade de Deus para salvar aqueles que crerem e perseverarem na fé e na obediência da fé é o decreto inteiro e total da eleição para salvação. Nada mais sobre este decreto foi revelado na Palavra de Deus.&lt;br /&gt;Refutação - Este erro engana aos simples e claramente contradiz a Escritura. Ela testifica não apenas que Deus salvará aqueles que crêem mas também que escolheu específicas pessoas desde a eternidade. Nesta vida Ele dará a estes eleitos a fé em Cristo e perseverança, que Ele não dá a outros; como está escrito: "Manifestei o teu nome aos homens que me deste do mundo." (Jo 17:6). "...e creram todos os que haviam sido destinados para a vida eterna." (At 13:48). "...como nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele..." (Ef 1:4).&lt;br /&gt;Erro 2 - Há vários tipos de eleição divina para a vida eterna. Um é geral e indefinido, e outro é particular e definido. Esta última eleição ou é incompleta, revogável, não-decisiva e condicional, ou é completa, irrevogável, decisiva e absoluta. Do mesmo modo, há uma eleição para fé e outra para salvação. Portanto eleição pode ser para a fé justificante, sem ser decisiva para a salvação.&lt;br /&gt;Refutação - Isto é uma invenção da mente humana, sem nenhuma base na Escritura. Essa invenção corrompe a doutrina da eleição e quebra a corrente de ouro da nossa salvação. "E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou." (Rom 8:30).&lt;br /&gt;Erro 3 - O bom propósito de Deus do qual a Escritura fala na doutrina da eleição não significa que Ele escolheu certas pessoas e não outras, mas que Ele, dentre todas as condições possíveis (inclusive as obras da lei) ou seja, dentre todas as possibilidades, escolheu como condição de salvação, o ato de fé, que é sem méritos de si mesmo, e a obediência imperfeita da fé. Na sua graça Ele a considera como obediência perfeita e digna da recompensa da vida eterna.&lt;br /&gt;Refutação - Este erro perigoso invalida o bom propósito de Deus e o mérito de Cristo, e desvia as pessoas, por questões inúteis, da verdade da justificação graciosa e da simplicidade da Escritura. Ele acusa de falsidade esta declaração do apóstolo: " ...que nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos eternos." (II Tim 1:9).&lt;br /&gt;Erro 4 - Eleição para fé depende das seguintes condições prévias: o homem deve fazer uso adequado da luz da natureza, e deve ser piedoso, humilde, submisso e qualificado para a vida eterna.&lt;br /&gt;Refutação - Assim parece que a eleição depende destas coisas. Isto tem o sabor do ensino de Pelágio e está em conflito com o ensino do apóstolo em Efésios 2:3-9: "...entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como também os demais. Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo -- pela graça sois salvos, e juntamente com ele nos ressuscitou e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus; para mostrar nos séculos vindouros a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco em Cristo Jesus. Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie."&lt;br /&gt;Erro 5 - A eleição incompleta e não-definitiva de certas pessoas para a salvação se baseou nisto: Deus previu que elas começariam a crer, se converter, viver em santidade e piedade, e até continuariam nisto por algum tempo. Eleição completa e definitiva de pessoas, porém, ocorreu porque Deus previu que elas perseverariam em fé, conversão, santidade e piedade até ao fim. Isto é a dignidade graciosa e evangélica por causa da qual a pessoa que é escolhida é mais digna que outra que não é escolhida. Consequentemente a fé, a obediência de fé, a piedade e a perseverança não são frutos da imutável eleição para glória. São condições e causas previamente requeridas e previstas como cumpridas naqueles que serão eleitos completamente. Só com base nestas condições ocorre a eleição imutável para a glória.&lt;br /&gt;Refutação - Este erro está em conflito com toda a Escritura que repete constantemente para nossos ouvidos e corações, estas e semelhantes afirmações: eleição "não [é] por obras mas por aquele que chama..." (Rom 9:11), "...e creram todos os que haviam sido destinados para a vida eterna." (At 13:48); "...nos escolheu nele antes da fundação do mundo para sermos santos e irrepreensíveis perante ele..." (Ef 1:4); "Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros..." (Jo 15:16); "...se é pela graça, já não é pelas obras; do contrário, a graça já não é graça." (Rom 11:6). "Nisto consiste o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que Ele nos amou, e enviou o seu Filho..." (I Jo 4:10).&lt;br /&gt;Erro 6 - Nem toda eleição para salvação é imutável. Alguns dos eleitos podem perder-se e de fato se perdem eternamente, não obstante qualquer decreto de Deus.&lt;br /&gt;Refutação - Este erro grosseiro faz Deus mutável, destrói o conforto dos crentes quanto à constância de sua eleição, e contradiz a Escritura: os eleitos não podem ser enganados (Mt 24:24); "E a vontade de quem me enviou é esta: Que nenhum eu perca de todos os que me deu..." (Jo 6:39); "E aos que predestinou a esses também chamou; e aos que chamou a esses também justificou; e aos que justificou a esses também glorificou." (Rom 8:30).&lt;br /&gt;Erro 7 - Nesta vida não há fruto, consciência ou certeza da eleição imutável para glória, exceto a certeza que depende de uma condição mutável e incerta.&lt;br /&gt;Refutação - Falar acerca de uma certeza incerta é não apenas absurdo mas também contrário à experiência dos santos. Sentindo sua eleição, eles se regozijam junto com o apóstolo e glorificam este benefício de Deus (Cf Ef 1:12). Conforme o mandamento de Cristo Eles se regozijam junto com os discípulos por seus nomes estarem escritos nos céus (Lc 10:20). Eles colocam a consciência de sua eleição contra os dardos inflamados das tentações do diabo, quando perguntam: "Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus?" (Rom 8:33).&lt;br /&gt;Erro 8 - Deus não decidiu, simplesmente com base em sua justa vontade, deixar ninguém na queda de Adão e no estado comum de pecado e condenação. Nem decidiu passar ninguém quando deu a graça, necessária para fé e conversão.&lt;br /&gt;Refutação - Pois isto é certo: "Logo, tem ele misericórdia de quem quer, e também endurece a quem lhe apraz." (Rom 9:18). E também isto: "...Porque a vós outros é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas àqueles não lhes é isso concedido." (Mt 13:11). Igualmente: "...Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas cousas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque assim foi de teu agrado." (Mt 11:25,26).&lt;br /&gt;Erro 9 - Deus envia o Evangelho a um povo mais que a um outro, não meramente e somente por causa do bom propósito de sua vontade, mas por ser este melhor e mais digno que o outro, ao qual o Evangelho não é comunicado.&lt;br /&gt;Refutação - Moisés nega isto quando se dirige ao povo de Israel dizendo: "Eis que os céus e os céus dos céus são do SENHOR teu Deus, a terra e tudo o que nela há. Tão-somente o SENHOR se afeiçoou a teus pais para os amar: a vós outros, descendentes deles escolheu de todos os povos, como hoje se vê." (Dt 10:14, 15). E Cristo diz: "Ai de ti, Corazim! ai de ti, Betsaida! porque, se em Tiro e em Sidom se tivessem operado os milagres que em vós se fizeram, há muito que elas se teriam arrependido, com pano de saco e cinza." (Mt 11:21).&lt;br /&gt;CAPÍTULO 2A MORTE DE CRISTOE A REDENÇÃO DO HOMEM POR MEIO DELA&lt;br /&gt;1. Deus é não só supremamente misericordioso mas também supremamente justo. E como Ele se revelou em sua Palavra, sua justiça exige que nossos pecados, cometidos contra sua infinita majestade, sejam punidos nesta vida e na futura, em corpo e alma. Não podemos escapar destas punições a menos que seja cumprida a justiça de Deus.&lt;br /&gt;2. Por nós mesmos, entretanto, não podemos cumprir tal satisfação nem podemos livrar a nós mesmos da ira de Deus. Por isso Deus, em sua infinita misericórdia deu seu Filho único como nosso Fiador. Por nós, ou em nosso lugar, Ele foi feito pecado e maldição na cruz para que pudesse satisfazer a Deus por nós.&lt;br /&gt;3. Esta morte do Filho de Deus é o único e perfeito sacrifício pelos pecados, de valor e dignidade infinitos, abundantemente suficiente para expiar os pecados do mundo inteiro.&lt;br /&gt;4. Essa morte é de tão grande poder e valor porque quem se submeteu a ela, é não apenas verdadeira e perfeitamente santo homem, mas também o Filho único de Deus. Ele é Deus eterno e infinito junto ao Pai e ao Espírito Santo. Assim devia ser nosso Salvador. Além disto, Ele sentiu, quando morria a ira e a maldição de Deus que nós merecemos, pelos nossos pecados.&lt;br /&gt;5. A promessa do Evangelho é que todo aquele que crer no Cristo crucificado não pereça mas tenha vida eterna. Esta promessa deve ser anunciada e proclamada sem discriminação a todos os povos e a todos os homens, aos quais Deus em seu bom propósito envia o Evangelho, com a ordem de se arrepender e crer.&lt;br /&gt;6. Muitos que têm sido chamados pelo Evangelho não se arrependem nem crêem em Cristo, mas perecem na incredulidade. Isto não acontece por causa de algum defeito ou insuficiência no sacrifício de Cristo na cruz, mas por causa de sua própria culpa.&lt;br /&gt;7. Mas aqueles que verdadeiramente crêem e, pela morte de Cristo, são libertos e salvos dos seus pecados e perdição, recebem tal benefício apenas por causa da graça de Deus, que lhes é dada, em Cristo, desde a eternidade. Deus não deve a ninguém tal graça.&lt;br /&gt;8. Pois este foi o soberano conselho, a vontade graciosa e o propósito de Deus o Pai, que a eficácia vivificante e salvífica da preciosíssima morte de seu Filho fosse estendida a todos os eleitos. Daria somente a eles a justificação pela fé e por conseguinte os traria infalivelmente à salvação. Isto quer dizer que foi da vontade de Deus que Cristo por meio do sangue na cruz (pelo qual Ele confirmou a nova aliança) redimisse efetivamente de todos os povos, tribos, línguas e nações, todos aqueles e somente aqueles que foram escolhidos desde a eternidade para serem salvos, e Lhe foram dado pelo Pai. Deus quis que Cristo lhes desse a fé, que Ele mesmo lhes conquistou com sua morte, junto com outros dons salvíficos do Espírito Santo. Deus quis também que Cristo os purificasse de todos os pecados por meio do seu sangue, tanto do pecado original como dos pecados atuais, que foram cometidos antes e depois de receberem a fé. E que Cristo os guardasse fielmente até ao fim e finalmente os fizesse comparecer perante o próprio Pai em glória, "sem mácula, nem ruga" (Ef 5:27).&lt;br /&gt;9. Este conselho, procedendo do amor eterno de Deus aos eleitos, tem sido poderosamente cumprido, desde o começo do mundo até hoje, ainda que as "portas do inferno" em vão tentem frustrá-lo. O conselho de Deus também continuará a ser cumprido. No devido tempo os eleitos serão unidos em um só rebanho, e sempre haverá uma Igreja de crentes fundada no sangue de Cristo. Esta Igreja ama firmemente seu Salvador (o qual como noivo deu na cruz sua própria vida por sua noiva), O serve com perseverança e O glorifica agora e para sempre.&lt;br /&gt;REJEIÇÃO DE ERROS&lt;br /&gt;Havendo explicado a doutrina ortodoxa, o Sínodo rejeita os seguintes erros:&lt;br /&gt;Erro 1 - Deus o Pai destinou seu Filho à morte na cruz sem um decreto definido de determinadas pessoas. Mesmo que a redenção por Cristo conquistada de fato nunca tivesse sido aplicada a nem uma só pessoa, o que Ele alcançou pela sua morte podia ter sido necessário, proveitoso e valioso e podia permanecer perfeito, completo, e intacto em todas as suas partes.&lt;br /&gt;Refutação - Esta doutrina é uma ofensa à sabedoria do Pai, ao mérito de Cristo e é contrária à Escritura. Pois o nosso Salvador afirma: "... dou a minha vida pelas ovelhas." e "eu as conheço..." (Jo 10:15, 27). E o profeta Isaías fala acerca do Salvador: "... quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do SENHOR prosperará nas suas mãos." (Is 53:10). Finalmente, este erro invalida o artigo de fé pelo qual confessamos a Igreja universal de Cristo.&lt;br /&gt;Erro 2 - Não era propósito da morte de Cristo que Ele confirmasse de fato a nova aliança da graça pelo seu sangue. Mas era somente propósito que conquistasse para o Pai o mero direito de estabelecer de novo uma aliança com o homem, seja de graça seja de obras, conforme a vontade do Pai.&lt;br /&gt;Refutação - Isto contradiz a Escritura que ensina que Cristo se tornou o Fiador e Mediador de uma aliança superior, isto é, da nova aliança. Um testamento só se concretiza em caso de morte (Hb 7:22 e 9:15, 17).&lt;br /&gt;Erro 3 - Por sua satisfação ao Pai, Cristo não mereceu para ninguém a salvação segura nem a fé pela qual esta satisfação para salvação é efetivamente aplicada. Ele obteve apenas para o Pai a possibilidade ou a vontade perfeita, para tratar de novo com o homem e para prescrever novas condições conforme sua vontade. Depende entretanto da livre vontade do homem para preencher estas condições. Portanto poderia acontecer que ninguém ou todos os homens preenchessem tais condições.&lt;br /&gt;Refutação - Aqueles que ensinam este erro desprezam a morte de Cristo e não reconhecem de maneira nenhuma o seu mais importante resultado ou benefício. Eles evocam do inferno o erro pelagiano.&lt;br /&gt;Erro 4 - A nova aliança da graça, que Deus o Pai, mediante a morte de Cristo, estabeleceu com o homem, não consiste nisso que nós estamos justificados diante de Deus e salvos pela fé se ela aceita o mérito de Cristo. Ela consiste no fato de que Deus revogou a exigência de perfeita obediência à lei e considera agora a própria fé e a obediência de fé, ainda que imperfeitas, como a perfeita obediência à lei. Ele acha, em sua graça, que elas sejam dignas da recompensa da vida eterna.&lt;br /&gt;Refutação - Os que ensinam isto contradizem a Escritura: "...sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé..." (Rom 3:24, 25). Eles introduzem, junto com o ímpio Socino, uma nova e estranha justificação do homem diante de Deus, contrária ao consenso da Igreja inteira.&lt;br /&gt;Erro 5 - Todas as pessoas têm sido aceitas por Deus, de tal maneira que estão reconciliadas com Ele e participam da aliança. Por isso ninguém está sujeito à condenação ou será condenado por causa do pecado original. Todos estão livres da culpa deste pecado.&lt;br /&gt;Refutação - Esta opinião contraria a Escritura que ensina que nós somos "por natureza filhos da ira" (Ef 2:3).&lt;br /&gt;Erro 6 - Deus, por sua parte, quer dar a todas as pessoas igualmente os benefícios conquistados pela morte de Cristo. Entretanto algumas obtêm o perdão de pecados e a vida eterna, e outras não. Esta distinção depende de sua própria livre vontade que se junta à graça que é oferecida sem distinção. Mas não depende do dom especial da misericórdia que opera tão poderosamente nestas pessoas, que elas, diferentes de outras, se apropriam desta graça.&lt;br /&gt;Refutação - Os que ensinam assim abusam da distinção entre aquisição e apropriação da salvação para implantar esta opinião nas mentes de pessoas imprudentes e sem experiência. Enquanto eles simulam apresentar esta distinção da maneira correta, procuram induzir na mente do povo o perigoso veneno dos erros pelagianos.&lt;br /&gt;Erro 7 - Cristo não podia nem precisava morrer, nem morreu de fato, por aqueles a quem Deus amou supremamente e elegeu para a vida eterna, visto que estes não precisavam da morte de Cristo.&lt;br /&gt;Refutação - Esta doutrina contradiz o apóstolo, que declara: O Filho de Deus "me amou e a si mesmo se entregou por mim." (Gl 2:20). Igualmente: "Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu..." por eles (Rom.8:33, 34). E o Salvador assegura: "...dou a minha vida pelas ovelhas." (Jo 10:15). E mais: "O meu mandamento é este, que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos." (Jo 15:12, 13).&lt;br /&gt;CAPÍTULOS 3 e 4A CORRUPÇÃO DO HOMEM,A SUA CONVERSÃO A DEUS E O MODO DELA&lt;br /&gt;1. No princípio o homem foi criado à imagem de Deus. Foi adornado em seu entendimento com o verdadeiro e salutar conhecimento de Deus e de todas as coisas espirituais. Sua vontade e seu coração eram retos, todos os seus afetos puros; portanto, era o homem completamente santo. Mas, desviando-se de Deus sob instigação do diabo e pela sua própria livre vontade, ele se privou destes dons excelentes. Em lugar disso trouxe sobre si cegueira, trevas terríveis, leviano e perverso juízo em seu entendimento; malícia, rebeldia e dureza em sua vontade e seu coração; também impureza em todos os seus afetos.&lt;br /&gt;2. Depois da queda, o homem corrompido gerou filhos corrompidos. Então a corrupção, de acordo com o justo julgamento de Deus, passou de Adão até todos os seus descendentes, com exceção de Cristo somente. Não passou por imitação, como os antigos pelagianos afirmavam, mas por procriação da natureza corrompida.&lt;br /&gt;3. Portanto, todos os homens são concebidos em pecado e nascem como filhos da ira, incapazes de qualquer ação que o salve, inclinados para o mal, mortos em pecados e escravos do pecado. Sem a graça do Espírito Santo regenerador nem desejam nem tampouco podem retornar a Deus, corrigir suas naturezas corrompidas ou ao menos estar dispostos para esta correção.&lt;br /&gt;4. É verdade que há no homem depois da queda um resto de luz natural. Assim ele retém ainda alguma noção sobre Deus, sobre as coisas naturais e a diferença entre honrado e desonrado e pratica um pouco de virtude e disciplina exterior. Mas o homem está tão distante de chegar ao conhecimento salvífico de Deus e à verdadeira conversão por meio desta luz natural que ele não a usa apropriadamente nem mesmo em assuntos cotidianos. Antes, qualquer que seja esta luz, o homem totalmente a polui de maneiras diversas e a detém pela injustiça. Assim ele se faz indesculpável perante Deus.&lt;br /&gt;5. O que foi dito sobre a luz da natureza vale também com relação à lei dos Dez Mandamentos, dada por Deus através de Moisés, particularmente aos judeus. A lei revela como é grande o pecado e mais e mais convence o homem de sua culpa, mas não aponta o remédio nem dá a força para sair desta miséria. A lei ficou sem força pela carne e deixa o transgressor debaixo da maldição. Por esta razão o homem não pode obter a graça salvadora através da lei.&lt;br /&gt;6. Aquilo que a luz natural nem a lei podem fazer, Deus o faz pelo poder do Espírito Santo e pela pregação ou ministério da reconciliação, que é o Evangelho do Messias. Agradou a Deus usar este Evangelho para salvar os crentes, tanto na antiga quanto na nova aliança.&lt;br /&gt;7. No Antigo Testamento Deus revelou este mistério da sua vontade apenas a poucas pessoas. No Novo testamento, entretanto, Ele retirou a distinção entre os povos e revelou o mistério a muito mais pessoas. Esta distribuição distinta do Evangelho não é causada pela maior dignidade de um certo povo, nem pelo melhor uso da luz da natureza, mas pelo soberano bom propósito e amor imerecido de Deus. Portanto eles que recebem tão grande graça, além e ao contrário de tudo que merecem, devem reconhecer isto com coração humilde e agradecido. Mas eles devem com o apóstolo adorar a severidade e justiça dos julgamentos de Deus sobre aqueles que não recebem esta graça. Estes julgamentos de Deus, eles não devem, de maneira nenhuma, investigá-los curiosamente.&lt;br /&gt;8. Mas tantos quantos são chamados pelo Evangelho, seriamente o são. Porque Deus revela séria e sinceramente em sua Palavra o que Lhe agrada, a saber, que aqueles que são chamados venham a Ele. Ele também seriamente promete descanso para a alma e vida eterna a todos que a Ele vierem e crerem.&lt;br /&gt;9. Muitos são chamados através do ministério do Evangelho mas não vêm nem são convertidos. Não é a culpa do Evangelho, nem do Cristo que é oferecido pelo Evangelho, nem de Deus que chama através do Evangelho e inclusive confere vários dons a eles. Mas é sua própria culpa. Alguns deles não aceitam a Palavra da vida por descuido. Outros de fato a recebem, mas não em seus corações, e por isso, quando desaparece a alegria de sua fé temporária, viram as costas à Palavra. Ainda outros sufocam a semente da Palavra com os espinhos dos cuidados e prazeres deste mundo, e não produzem nenhum fruto. Isto é o que o Salvador ensina na parábola do semeador (Mt 13).&lt;br /&gt;10. Outros que são chamados pelo ministério do Evangelho vêm e são convertidos. Isto não pode ser atribuído ao homem, como se ele se distinguisse por sua livre vontade de outros que receberam a mesma e suficiente graça para fé e conversão, como a heresia orgulhosa de Pelágio afirma. Mas isto deve ser atribuído a Deus: como Ele os escolheu em Cristo desde a eternidade, assim Ele os chamou efetivamente no tempo. Ele lhes dá fé e arrependimento; Ele os livra do poder das trevas e os transfere para o reino de seu Filho. Tudo isto Ele faz a fim de que eles proclamem as grandes virtudes daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz, e se gloriem não em si mesmos mas no Senhor, como é o testemunho geral dos escritos apostólicos (Col 1:13; 1 Pe 2:9; 1 Cor 1:31).&lt;br /&gt;11. Deus realiza seu bom propósito nos eleitos e opera neles a verdadeira conversão da seguinte maneira: Ele faz com que ouçam o Evangelho mediante a pregação e poderosamente ilumina suas mentes pelo Espírito Santo de tal modo que possam entender corretamente e discernir as coisas do Espírito de Deus. Mas pela operação eficaz do mesmo Espírito regenerador, Deus também penetra até os recantos mais íntimos do homem. Ele abre o coração fechado e amolece o que está duro, circuncida o que está incircunciso e introduz novas qualidades na vontade. Esta vontade estava morta, mas Ele a faz reviver; era má, mas Ele a torna boa; estava indisposta, mas Ele a torna disposta; era rebelde, mas Ele a faz obediente. Ele move e fortalece esta vontade de tal forma que, como uma boa árvore, seja capaz de produzir frutos de boas obras (I Cor 2:14).&lt;br /&gt;12. Esta conversão é aquela regeneração, renovação, nova criação, ressurreição dos mortos e vivificação, tão exaltada nas Escrituras, a qual Deus opera em nós, sem nós. Mas esta regeneração não é efetuada pela pregação apenas, nem por persuasão moral. Nem ocorre de tal maneira que, havendo Deus feito a sua parte, resta ao poder do homem ser regenerado ou não regenerado, convertido ou não convertido. Ao contrário, a regeneração é uma obra sobrenatural, poderosíssima, e ao mesmo tempo agradabilíssima, maravilhosa, misteriosa e indizível. De acordo com o testemunho da Escritura, inspirada pelo próprio autor desta obra, regeneração não é inferior em poder à criação ou à ressurreição dos mortos. Consequentemente todos aqueles em cujos corações Deus opera desta maneira maravilhosa são, certamente, infalivelmente e efetivamente regenerados e de fato passam a crer. Portanto a vontade que é renovada não é apenas acionada e movida por Deus, mas ela age também, sob a ação de Deus, por si mesma. Por isso também se diz corretamente que o homem crê e se arrepende mediante a graça que recebeu.&lt;br /&gt;13. Como Deus opera, os crentes, enquanto vivos, não podem entender completamente. Entretanto, porém, estão tranqüilos sabendo e sentindo que por esta graça de Deus eles crêem com o coração e amam seu Salvador.&lt;br /&gt;14. Fé é, portanto, um dom de Deus. Isto não significa que Deus a oferece à livre vontade do homem, mas que ela é, de fato, conferida ao homem e nele infundida. Não é um dom no sentido de que Deus apenas concede poder para crer e depois espera da livre vontade do homem o consentimento para crer ou o ato de crer. Ao contrário, é um dom no sentido de que Deus efetua no homem tanto a vontade de crer quanto o ato de crer. Ele opera tanto o querer como o realizar, sim, opera tudo em todos. (Ef 2:8; Fp 2:13).&lt;br /&gt;15. Esta graça Deus não deve a ninguém. Em troca de que seria Ele devedor ao homem? Quem tem primeiro dado a Ele para que possa ser retribuído? O que poderia Deus dever a alguém que nada tem de si mesmo a não ser pecado e falsidade? Aquele portanto, que recebe esta graça deve e rende eterna gratidão a Deus. Porém quem não recebe esta graça, nem valoriza estas coisas espirituais e tem prazer na sua própria situação, ou numa falsa segurança em vão se gaba de ter o que não tem. Além disto, quanto aos que manifestam sua fé e corrigem suas vidas, nós devemos julgar e falar da maneira mais favorável, de acordo com o exemplo dos apóstolos, pois o fundo do coração é desconhecido de nós. Quanto aos que ainda não foram chamados, nós devemos orar a Deus em seu favor, pois Ele é que chama à existência as coisas que não existem. De maneira nenhuma, porém, podemos ter uma atitude orgulhosa para com eles, como se nós tivéssemos realizado nossa posição distinta (Rom 11:35).&lt;br /&gt;17. O homem não deixou, apesar da queda, de ser homem dotado de intelecto e vontade; e o pecado, que tem penetrado em toda a raça humana, não privou o homem de sua natureza humana, mas trouxe sobre ele depravação e morte espiritual. Assim também a graça divina da regeneração não age sobre os homens como se fossem máquinas ou robôs, e não destrói a vontade e as suas propriedades, ou a coage violentamente. Mas a graça a faz reviver espiritualmente, a cura, a corrige, e a dobra agradável e ao mesmo tempo poderosamente. Como resultado, onde dominava rebelião e resistência da carne, agora, pelo Espírito começa a prevalecer uma pronta e sincera obediência. Esta é a verdadeira renovação espiritual e liberdade da vontade. E se o admirável autor de todo bem não agisse desse modo conosco, o homem não teria esperança de levantar-se da sua queda por meio de sua livre vontade, pela qual ele, quando ainda estava em pé, se lançou na perdição.&lt;br /&gt;18. A todo-poderosa operação de Deus pela qual Ele produz e sustenta nossa vida natural não exclui mas requer o uso de meios, pelos quais Ele quis exercer seu poder, de acordo com sua infinita sabedoria e bondade. Da mesma maneira a mencionada operação sobrenatural de Deus, pela qual Ele nos regenera, de modo nenhum exclui ou anula o uso do Evangelho, que o mui sábio Deus ordenou para ser a semente da regeneração e o alimento da alma. Por esta razão os apóstolos, e os mestres que os sucederam, piedosamente instruíram o povo acerca da graça de Deus, para sua glória e para humilhação de toda soberba do homem. Ao mesmo tempo eles não descuidaram de manter o povo, pelas santas admoestações do Evangelho, sob a ministração da Palavra, dos sacramentos e da disciplina.&lt;br /&gt;Por isso aqueles que hoje ensinam ou aprendem na igreja não devem ousar tentar a Deus, separando aquilo que Ele em seu bom propósito quis preservar inteiramente unido. Pois a graça é conferida, através de admoestações, e quanto mais prontamente desempenhamos nosso dever, tanto mais este benefício de Deus, que opera em nós, se manifesta gloriosamente e sua obra prossegue da maneira melhor. A Deus somente toda glória eternamente, tanto pelos meios quanto pelo fruto e eficácia salvíficos.&lt;br /&gt;REJEIÇÃO DE ERROS&lt;br /&gt;Havendo explicado a doutrina ortodoxa, o Sínodo rejeita os seguintes erros:&lt;br /&gt;Erro 1 - É impróprio dizer que o pecado original em si é suficiente para condenar toda a raça humana ou merecer castigo temporal e eterno.&lt;br /&gt;Refutação - Isto contradiz o apóstolo que declara: "Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens porque todos pecaram." (Rom 5:12) E no verso 16 diz: "... o julgamento derivou de uma só ofensa, para a condenação." E em Rom 6:23: "O salário do pecado é a morte."&lt;br /&gt;Erro 2 - Os dons espirituais ou as boas qualidades e virtudes, tal como a bondade, santidade, justiça, não podiam estar na vontade do homem quando no princípio foi criado. Por isso também não podiam ter sido separados da sua própria vontade quando caiu.&lt;br /&gt;Refutação - Este erro é contrário à descrição da imagem de Deus que o apóstolo dá em Ef 4:24, dizendo que ela consiste em justiça e santidade, que sem dúvida estão na vontade.&lt;br /&gt;Erro 3 - Na morte espiritual os dons espirituais não são separados da vontade do homem. Porque a vontade como tal nunca tem sido corrompida mas apenas atrapalhada pelo obscurecimento do entendimento e pela desordem das afeções. Se estes obstáculos forem removidos, a vontade pode exercer seu livre poder inato. A vontade é por si mesma capaz de desejar e escolher ou não toda espécie de bem que lhe for apresentada.&lt;br /&gt;Refutação - Esta é uma novidade e um engano, e tende a exaltar os poderes da livre vontade, contrário ao que o profeta Jeremias declara no cap. 17:9: "Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto...." E o apóstolo Paulo escreve: "Entre os quais (os filhos da desobediência) também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos" (Ef 2:3).&lt;br /&gt;Erro 4 - O homem não-regenerado não é realmente ou totalmente morto em pecados, ou privado de toda capacidade para fazer o bem. Ele ainda pode ter fome e sede de justiça e vida, e pode oferecer sacrifício de espírito contrito e quebrantado que agrada a Deus.&lt;br /&gt;Refutação - Estas afirmações são contrárias ao testemunho claro da Escritura: "Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados" (Ef 2:1; cf.vs.5). E, "...era continuamente mau todo o desígnio do seu coração" (Gn 6:5; cf.8:21). Além do mais, somente os regenerados e os bem-aventurados têm fome e sede da libertação da miséria, e da vida, e oferecem a Deus um sacrifício de espírito quebrantado (Sl 51:19 e Mt 5:6).&lt;br /&gt;Erro 5 - O homem degenerado e carnal pode usar bem a graça comum (o que é a luz natural), ou os dons ainda lhe deixados após a queda. Assim ele, sozinho, pode alcançar, pouco a pouco e gradualmente, uma graça maior, isto é, a graça evangélica ou salvadora, e até a salvação. Dessa forma Deus, por seu lado, mostra-se pronto para revelar Cristo a todo homem, porque a todos Ele administra suficiente e efetivamente os meios necessários para conhecer Cristo, para crer e se arrepender.&lt;br /&gt;Refutação - Tanto a experiência de todas as épocas como a Escritura testificam que isto não é verdade. "Mostra a sua palavra a Jacó, as suas leis e os seus preceitos a Israel. Não fez assim a nenhuma outra nação; todas ignoram os seus preceitos" (Sl 147:19,20). "...o qual nas gerações passadas permitiu que todos os povos andassem nos seus próprios caminhos" (At 14:16). E Paulo e seus companheiros foram "impedidos pelo Espírito Santo de pregar a Palavra na Asia, defrontando Mísia, tentavam ir para Bitínia, mas o Espírito de Jesus não o permitiu" (At 16:6,7).&lt;br /&gt;Erro 6 - Na verdadeira conversão do homem, Deus não pode infundir novas qualidades, novos poderes ou dons na vontade humana. Portanto a fé, que é o começo da conversão, e que nos dá o nome de crente, não é uma qualidade ou um dom outorgados por Deus mas apenas um ato do homem. Somente com respeito ao poder para alcançar a fé, pode se dizer que é um dom.&lt;br /&gt;Refutação - Este ensino contradiz a Sagrada Escritura que declara que Deus infunde em nossos corações novas qualidades de fé, obediência e experiência de seu amor: "Na mente lhes imprimirei as minhas leis, também nos corações lhas inscreverei" (Jr 31:33). E: "...derramarei água sobre o sedento, e torrentes sobre a terra seca" (Is 44:3). E ainda: "...o amor de Deus é derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi outorgado" (Rom 5:5). O ensino arminiano também contraria a prática constante da Igreja, que ora com o profeta: "Converte-me, e serei convertido" (Jr 31:18).&lt;br /&gt;Erro 7 - Esta graça pela qual somos convertidos a Deus é apenas um apelo gentil. Ou (como alguns explicam): Esta maneira de agir, que consiste em aconselhar é a mais nobre maneira de converter o homem e está mais em harmonia com a natureza do homem. Não há razão porque tal graça persuasiva não seja suficiente para tornar espiritual o homem natural. Em verdade, Deus não produz o consentimento da vontade a não ser através deste tipo de apelo moral. O poder da operação divina supera a ação de Satanás, Deus prometendo bens eternos e Satanás bens temporais.&lt;br /&gt;Refutação - Isto é Pelagianismo por completo, e contrário a toda Escritura que conhece além deste apelo moral, outra operação, muito mais poderosa e divina: a ação do Espírito Santo na conversão do homem: "Dar-vos-ei coração novo, e porei dentro em vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne" (Ez 36:26).&lt;br /&gt;Erro 8 - Na regeneração do homem Deus não usa os poderes de sua onipotência de tal maneira que Ele dobra a vontade do homem, à força e infalivelmente, para fé e conversão. Mesmo sendo realizadas todas as operações da graça que Deus possa usar para converter o homem e mesmo que Deus tenha a intenção e a vontade de regenerá-lo, o homem ainda pode resistir a Deus e ao Santo Espírito. De fato freqüentemente resiste, chegando a impedir totalmente sua regeneração. Portanto ser ou não ser regenerado permanece no poder do homem.&lt;br /&gt;Refutação - Isto é nada mais nada menos que anular todo o poder da graça de Deus em nossa conversão e sujeitar a operação do Deus Todo-Poderoso à vontade do homem. É contrário ao que os apóstolos ensinam: cremos "... segundo a eficácia da força do seu poder" (Ef 1:19), e: "...para que nosso Deus cumpra... com poder todo propósito de bondade e obra de fé..." (2 Ts 1:11), e também: "...pelo seu divino poder nos têm sido doadas todas as coisas que conduzem à vida e piedade..." (2 Pe 1:3).&lt;br /&gt;Erro 9 - Graça e livre vontade são as causas parciais que operam juntas no início da conversão. Pela ordem destas causas a graça não precede à operação da vontade do homem. Deus não ajuda efetivamente a vontade do homem para sua conversão, enquanto a própria vontade do homem não se move e decide se converter.&lt;br /&gt;Refutação - A Igreja Antiga há muito tempo já condenou esta doutrina dos Pelagianos, de acordo com a palavra do apóstolo: "Assim, pois, não depende de quem quer, ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia" (Rom 9:16). Também: "Pois quem é que te faz sobressair? e que tens tu que não tenhas recebido?..." (1 Cor 4:7)? E ainda: "...porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade" (Fp 2:13).&lt;br /&gt;CAPÍTULO 5A PERSEVERANÇA DOS SANTOS&lt;br /&gt;1. Aqueles que, de acordo com o seu propósito, Deus chama à comunhão do seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, e regenera pelo seu Santo Espírito, Ele certamente os livra do domínio e da escravidão do pecado. Mas nesta vida, Ele não os livra totalmente da carne e do corpo de pecado (Rom 7:24).&lt;br /&gt;2. Portanto, pecados diários de fraqueza surgem e até as melhores obras dos santos são imperfeitas. Estes são para eles constante motivo para humilhar-se perante Deus e refugiar-se no Cristo crucificado. Também são motivo para mais e mais mortificar a carne através do Espírito de oração, e através dos santos exercícios de piedade, e ansiar pela meta da perfeição. Eles fazem isto até que possam reinar com o Cordeiro de Deus nos céus, finalmente livres deste corpo de morte.&lt;br /&gt;3. Por causa dos seus pecados remanescentes e também por causa das tentações do mundo e de Satanás, aqueles que têm sido convertidos não poderiam perseverar nesta graça, se deixados ao cuidado de suas próprias forças. Mas Deus é fiel: misericordiosamente os confirma na graça, uma vez conferida sobre eles, e poderosamente preserva a eles na sua graça até o fim.&lt;br /&gt;4. O poder de Deus, pelo qual Ele confirma e preserva os verdadeiros crentes na graça, é tão grande que isto não pode ser vencido pela carne. Mas os convertidos nem sempre são guiados e movidos por Deus, e assim eles poderiam, em certos casos, por sua própria culpa, se desviar da direção da graça, e ser seduzidos pelos desejos da carne e segui-los. Devem, portanto, vigiar constantemente e orar para que não caiam em tentação. Quando não vigiarem e orarem, eles podem ser levados pela carne, pelo mundo e por Satanás para sérios e horríveis pecados. Isto ocorre também muitas vezes pela justa permissão de Deus. A lamentável queda de Davi, Pedro e outros santos, descrita na Sagrada Escritura, demonstra isto.&lt;br /&gt;5. Por tais pecados grosseiros, entretanto, eles causam a ira de Deus, se tornam culpados da morte, entristecem o Espírito Santo, suspendem o exercício da fé, ferem profundamente suas consciências e algumas vezes perdem temporariamente a sensação da graça. Mas quando retornam ao reto caminho por meio de arrependimento sincero, logo a face paternal de Deus brilha novamente sobre eles.&lt;br /&gt;6. Pois Deus, que é rico em misericórdia, de acordo com o imutável propósito da eleição, não retira completamente o seu Espírito dos seus, mesmo em sua deplorável queda. Nem tão pouco permite que venham a cair tanto que recaiam da graça da adoção e do estado de justificado. Nem permite que cometam o pecado que leva à morte, isto é, o pecado contra o Espírito Santo e assim sejam totalmente abandonados por Ele, lançando-se na perdição eterna.&lt;br /&gt;7. Pois, em primeiro lugar, em tal queda, Deus preserva neles sua imperecível semente da regeneração, a fim de que esta não pereça nem seja lançada fora. Além disto, através da sua Palavra e seu Espírito, certamente Ele os renova efetivamente para arrependimento. Como resultado eles se afligem de coração com uma tristeza para com Deus pelos pecados que têm cometido; procuram e obtêm pela fé, com coração contrito, perdão pelo sangue do Mediador; e experimentam novamente a graça de Deus, que é reconciliado com eles, adorando sua misericórdia e fidelidade. E de agora em diante eles se empenham mais diligentemente pela sua salvação com temor e tremor.&lt;br /&gt;8. Assim, não é por seus próprios méritos ou força mas pela imerecida misericórdia de Deus que eles não caiam totalmente da fé e da graça e nem permaneçam caídos ou se percam definitivamente. Quanto a eles, isto facilmente poderia acontecer e aconteceria sem dúvida. Porém, quanto a Deus, isto não pode acontecer, de modo nenhum. Pois seu decreto não pode ser mudado, sua promessa não pode ser quebrada, seu chamado em acordo com seu propósito não pode ser revogado. Nem o mérito, a intercessão e a preservação de Cristo podem ser invalidados, e a selagem do Espírito tão pouco pode ser frustrada ou destruída.&lt;br /&gt;9. Os crentes podem estar certos e estão certos desta preservação dos eleitos para salvação e da perserverança dos verdadeiros crentes na fé. Esta certeza é de acordo com a medida de sua fé, pela qual eles crêem com certeza que são e permanecerão verdadeiros e vivos membros da Igreja, e que têm o perdão de pecados e a vida eterna.&lt;br /&gt;10. Esta certeza não vem de uma revelação especial, sem ou fora da Palavra, mas vem da fé nas promessas de Deus, que Ele revelou abundantemente em sua Palavra para nossa consolação. Vem também do testemunho do Espírito Santo, testificando com o nosso espírito de que somos filhos e herdeiros de Deus; e finalmente, vem do zelo sério e santo por uma boa consciência e por boas obras. E se os eleitos não tivessem neste mundo a sólida consolação de obter a vitória e esta garantia infalível da glória eterna, seriam os mais miseráveis de todos os homens (Rom 8:16,17).&lt;br /&gt;11. No entanto, a Escritura testifica que os crentes nesta vida têm de lutar contra várias dúvidas da carne e, sujeitos a graves tentações, nem sempre sentem plenamente esta confiança da fé e certeza da perseverança. Mas Deus, que é Pai de toda a consolação, não os deixa ser tentados além de suas forças, mas com a tentação proverá também o livramento e pelo Espírito Santo novamente revive neles a certeza da perseverança (I Cor. 10:13).&lt;br /&gt;12. Entretanto, esta certeza de perseverança não faz de maneira nenhuma que os verdadeiros crentes se orgulhem e se acomodem. Ao contrário, ela é a verdadeira raiz da humildade, reverência filial, verdadeira piedade, paciência em toda luta, orações fervorosas, firmeza em carregar a cruz e confessar a verdade e alegria sólida em Deus. Além do mais, a reflexão deste benefício é para eles um estímulo para praticar séria e constantemente a gratidão e as boas obras, como é evidente nos testemunhos da Escritura e nos exemplos dos santos.&lt;br /&gt;13. Quando pessoas são levantadas de uma queda (no pecado) começa a reviver a confiança na perseverança. Isto não produz descuido ou negligência na piedade delas. Em vez disto produz maior cuidado e diligência para guardar os caminhos do Senhor, já preparados, para que, andando neles, possam preservar a certeza da perseverança. Quando fazem isto o Deus reconciliado não retira de novo sua face delas por causa do abuso da sua bondade paternal (a contemplação dela é para os piedosos mais doce que a vida e sua retirada mais amarga que a morte), e elas não cairão em tormentos mais graves da alma (Ef. 2:10).&lt;br /&gt;14. Tal como agradou a Deus iniciar sua obra da graça em nós pela pregação do evangelho, assim Ele a mantém, continua e aperfeiçoa pelo ouvir e ler do Evangelho, pelo meditar nele, pelas suas exortações, ameaças, e promessas, e pelo uso dos sacramentos.&lt;br /&gt;15. Deus revelou abundantemente em sua Palavra esta doutrina da perseverança dos verdadeiros crentes e santos, e da certeza dela, para a glória do seu Nome e para a consolação dos piedosos. Ele a imprime nos corações dos crentes, mas a carne não pode entendê-la. Satanás a odeia, o mundo zomba dela, os ignorantes e hipócritas dela abusam, e os heréticos a ela se opõem. A Noiva de Cristo, entretanto, sempre tem-na amado ternamente e defendido constantemente como um tesouro de inestimável valor. Deus, contra quem nenhum plano pode se valer e nenhuma força pode prevalecer, cuidará para que a Igreja possa continuar fazendo isso. Ao único Deus, Pai, Filho e Espírito Santo, sejam a honra e a glória para sempre. Amém!&lt;br /&gt;REJEIÇÃO DE ERROS&lt;br /&gt;Havendo explicado a doutrina ortodoxa, o Sínodo rejeita os seguintes erros:&lt;br /&gt;Erro 1 - A perseverança dos verdadeiros crentes não é resultado da eleição ou um dom de Deus obtido pela morte de Cristo. É uma condição da nova aliança, que o homem deve cumprir pela sua livre vontade antes da assim chamada eleição decisiva, e justificação.&lt;br /&gt;Refutação - A Escritura Sagrada testifica que a perseverança provém da eleição e é dada aos eleitos pelo poder da morte, ressurreição e intercessão de Cristo: "a eleição o alcançou; e os mais foram endurecidos" (Rom 11:7). Também: "Aquele que não poupou a seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura não nos dará graciosamente com Ele todas as coisas? Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? É Cristo quem morreu, ou antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós. Quem nos separará do amor de Cristo?" (Rom 8:32-35)&lt;br /&gt;Erro 2 - Deus de fato provê os crentes de suficientes forças para perseverar, e está pronto para preservar tais forças nele, se este cumprir seu dever; mas ainda que todas estas coisas tenham sido estabelecidas, que são necessárias para perseverar na fé e que Deus usa para preservar a fé, ainda assim dependerá da vontade humana se perseverar ou não.&lt;br /&gt;Refutação - Esta idéia é abertamente pelagiana. Enquanto deseja libertar o homem, o faz usurpador da honra de Deus. Combate o consenso geral da doutrina evangélica que retira do homem todo motivo de orgulho e atribui todo louvor por este benefício somente à graça de Deus. É também contrário ao apóstolo que declara: "...o qual também vos confirmará até ao fim, para serdes irrepreensíveis no dia de nosso Senhor Jesus Cristo" (1 Cor 1:8).&lt;br /&gt;Erro 3 - Crentes verdadeiramente regenerados não só podem perder completa e definitivamente a fé justificadora, a graça e a salvação, mas de fato as perdem freqüentemente e assim se perdem eternamente.&lt;br /&gt;Refutação - Esta opinião invalida a graça, justificação, regeneração e contínua preservação por Cristo. Ela é contrária às palavras expressas do apóstolo Paulo: "Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira" (Rom 5:8,9). É contrária ao apóstolo João: "Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática do pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando porque é nascido de Deus" (1 Jo 3:9). Também é contrária às palavras de Jesus Cristo: "Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, eternamente, e ninguém as arrebatará da minha mão. Aquilo que meu Pai me deu é maior do que tudo; e da mão do Pai ninguém pode arrebatar" (Jo 10:28,29).&lt;br /&gt;Erro 4 - Verdadeiros crentes regenerados podem cometer o pecado que leva à morte ou o pecado contra o Espírito Santo.&lt;br /&gt;Refutação - Após o apóstolo João ter falado no 5º capítulo de sua 1ª carta, versos 16 e 17, sobre aqueles que pecam para morte e de ter proibido de orar por eles, logo acrescenta no verso 18: "Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado, antes, Aquele que nasceu de Deus o guarda, e o maligno não lhe toca."&lt;br /&gt;Erro 5 - Sem uma revelação especial não podemos ter nesta vida, nenhuma certeza da perseverança futura.&lt;br /&gt;Refutação - Por tal doutrina o seguro consolo dos crentes verdadeiros nesta vida é tirado, e as dúvidas dos seguidores do papa são novamente introduzidas na igreja. As Escrituras Sagradas, entretanto, sempre deduzem esta segurança, não a partir de uma revelação especial e extraordinária, mas a partir das marcas dos filhos de Deus e das promessas mui firmes dEle. Especialmente o apóstolo Paulo ensina isto:"...nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus que há em Cristo Jesus nosso Senhor" (Rom 8:39). E João escreve: "E aquele que guarda os seus mandamentos permanece em Deus, e Deus nele. E nisto conhecemos que Ele permanece em nós, pelo Espírito que nos deu" (1 Jo 3:24).&lt;br /&gt;Erro 6 - Por sua própria natureza a doutrina da certeza da perseverança e da salvação causa falsa segurança e prejudica a piedade, os bons costumes, orações e outros santos exercícios. Ao contrário, é louvável duvidar desta certeza.&lt;br /&gt;Refutação - Esta falsa doutrina ignora o efetivo poder da graça de Deus e a operação do Santo Espírito, que habita em nós. Contradiz o apóstolo João que, em palavras explícitas, ensina o contrário: "Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que havemos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque havemos de vê-Lo como ele é. E a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, como ele é puro." (1 Jo 3:2,3) Ainda mais, ela é refutada pelos exemplos dos santos tanto no Antigo como no Novo Testamento, que, não obstante estarem certos de sua perseverança e salvação, continuaram em oração e outros exercícios de piedade.&lt;br /&gt;Erro 7 - A fé daqueles que crêem apenas por um tempo não é diferente da fé justificadora e salvadora, a não ser com respeito à sua duração.&lt;br /&gt;Refutação - Em Mt 13:20-23 e Lc 8:13-15 Cristo mesmo indica claramente, além da duração, uma tríplice diferença entre os que crêem só por um tempo e os verdadeiros crentes. Ele declara que o primeiro recebe a semente em terra rochosa, mas o último em bom solo, ou seja, em bom coração; que o primeiro é sem raiz, mas o último tem firme raiz; que o primeiro não tem fruto, mas o último produz fruto em várias medidas, constante e perseverantemente.&lt;br /&gt;Erro 8 - Não é absurdo o fato de alguém, tendo perdido sua primeira regeneração, nascer de novo e mesmo freqüentemente nascer de novo.&lt;br /&gt;Refutação - Esta doutrina nega que a semente de Deus, pela qual somos nascidos de novo, seja incorruptível. Isto é contrário ao testemunho do apóstolo Pedro: "...pois fostes regenerados, não de semente corruptível, mas de incorruptível..." (I Ped. 1:23).&lt;br /&gt;Erro 9 - Cristo em lugar algum orou para que os crentes perseverassem infalivelmente na fé.&lt;br /&gt;Refutação - Isto contradiz ao próprio Cristo, que diz: "Eu, porém, roguei por ti" (Pedro) "para que a tua fé não desfaleça." (Lc 22:32). Também contradiz o apóstolo João que declara que Cristo não orava somente pelos apóstolos, mas também por todos aqueles que viessem a crer por meio da palavra deles: "Pai Santo, guarda-os em teu nome, que me deste...Não peço que os tires do mundo; e, sim, que os guardes do mal." (Jo 17:11,15).&lt;br /&gt;CONCLUSÃO&lt;br /&gt;Esta é a declaração clara, simples, e sincera da doutrina ortodoxa com respeito aos Cinco Artigos de Fé disputados na Holanda; e esta é a rejeição dos erros pelos quais as Igrejas têm sido perturbadas, por algum tempo. O Sínodo de Dort julga a presente declaração e as rejeições serem tiradas da Palavra de Deus e conforme as Confissões das Igrejas Reformadas. Assim torna-se evidente que alguns agiram muito impropriamente e contrário à toda verdade, equidade e amor, desejando persuadir o povo do seguinte:&lt;br /&gt;- A doutrina das Igrejas Reformadas com relação à predestinação e assuntos relacionados com ela, por seu caráter e tendência, desvia os corações dos homens da verdadeira religião.&lt;br /&gt;- Ela é um ópio do diabo para a carne, bem como uma fortaleza para Satanás, onde permanece à espera por todos, fere multidões atingindo mortalmente a muitos com os dardos tanto de desespero quanto de falsa segurança.&lt;br /&gt;- Faz de Deus o autor injusto do pecado, um tirano e hipócrita; é nada mais do que um renovado Estoicismo, Maniqueísmo, Libertinismo e Islamismo.&lt;br /&gt;- Conduz a um pecaminoso descuido porque faz as pessoas crer que nada pode impedir a salvação dos eleitos, não importando como vivam, e que portanto podem, tranqüilamente, cometer os crimes mais horríveis. Por outro lado, se os reprovados tivessem produzido todas as obras dos santos, isto não poderia nem ao menos contribuir para a salvação deles.&lt;br /&gt;- A mesma doutrina ensina que Deus tem predestinado e criado a maior parte da humanidade para a condenação eterna só por um ato arbitrário de sua vontade sem levar em conta qualquer pecado.&lt;br /&gt;- Da mesma maneira pela qual a eleição é a fonte e a causa da fé e boas obras, a reprovação é a causa da incredulidade e impiedade.&lt;br /&gt;- Muitos filhos inocentes de pais crentes são arrancados do seio de suas mães e, tiranicamente lançados no inferno, de tal modo que nem o sangue de Cristo, nem o batismo nem as orações da Igreja no ato do batismo lhes podem ser proveitosos.&lt;br /&gt;Há muitas outras coisas semelhantes que as Igrejas Reformadas não apenas não confessam mas também repelem de todo coração.&lt;br /&gt;Portanto, este Sínodo de Dort conclama em nome do Senhor a todos os que piedosamente invocam o nosso Salvador Jesus Cristo, que não julguem a fé das Igrejas Reformadas a partir das calúnias juntadas daqui e dali, nem tão pouco a partir de declarações pessoais de alguns professores, modernos ou antigos, que muitas vezes são citadas em má fé, distorcidas e explicadas de forma oposta ao seu sentido real.&lt;br /&gt;Mas deve-se julgar a fé das Igrejas Reformadas pelas Confissões públicas destas Igrejas, e pela presente declaração da ortodoxa doutrina, confirmada pelo consenso unânime de cada um dos membros de todo o Sínodo.&lt;br /&gt;Além do mais, o Sínodo adverte os caluniosos para que considerem o severo julgamento de Deus à espera deles, por falar falso testemunho contra tantas igrejas e contra as Confissões delas, e por conturbar as consciências dos fracos e por tentar colocar em suspeito, aos olhos de muitos, a comunidade dos verdadeiros crentes.&lt;br /&gt;Finalmente, este Sínodo exorta todos os conservos no evangelho de Cristo a comportar-se em santo temor e piedade diante de Deus, quando lidarem com esta doutrina em escolas e igrejas.&lt;br /&gt;Ao ensiná-la, tanto pela palavra falada quanto escrita, devem procurar a glória de Deus, a santidade de vida, e a consolação das almas aflitas. Seus pensamentos e palavras sobre a doutrina devem estar em concordância com a Escritura, de acordo com a analogia da fé. E devem abster-se de usar qualquer frase que exceda os limites prescritos pelo genuíno sentido das Escrituras&lt;br /&gt;Sagradas para não dar aos frívolos sofistas boas oportunidades para atacar ou caluniar a doutrina das Igrejas Reformadas.&lt;br /&gt;Que o Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus, o qual está sentado à direita do Pai e envia seus dons aos homens, nos santifique na verdade. Que Ele traga à verdade os que se desviaram dela, cale a boca dos caluniosos da sã doutrina e equipe os ministros fiéis da sua Palavra com o Espírito de sabedoria e discrição, para que tudo que falem possa ser para a glória de Deus e a edificação dos ouvintes. Amém.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6591636351841893610-5013222833443190659?l=marcelavelinolira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelavelinolira.blogspot.com/feeds/5013222833443190659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6591636351841893610&amp;postID=5013222833443190659' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6591636351841893610/posts/default/5013222833443190659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6591636351841893610/posts/default/5013222833443190659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelavelinolira.blogspot.com/2008/04/os-cnones-de-dort1618-1619.html' title='Os Cânones de Dort(1618-1619)'/><author><name>VIVENDO E APRENDENDO COM DEUS!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07579141975154251542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_RUojIbhD_ag/R2SLq-BpdFI/AAAAAAAAACQ/hDWNqBlqvio/S220/P6170254.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6591636351841893610.post-8542614611111041430</id><published>2008-04-17T09:28:00.002-07:00</published><updated>2008-04-17T09:29:06.677-07:00</updated><title type='text'>CONFISSÃO BATISTA DE NEW HAMPSHIRE</title><content type='html'>DECLARAÇÃO DE FÉ I. DAS ESCRITURAS II. DO VERDADEIRO DEUS  III. DA QUEDA DO HOMEMIV. DO CAMINHO DA SALVAÇÃOV. DA JUSTIFICAÇÃO  VI. DA LIVRE SALVAÇÃO VII. DA GRAÇA NA REGENERAÇÃO  VIII. DO ARREPENDIMENTO E FÉ IX. DO PROPÓSITO DA GRAÇA DE DEUS  X. DA SANTIFICAÇÃO  XI. DA PERSEVERANÇA DOS SANTOS XII. DA HARMONIA DA LEI E DO EVANGELHO XIII. DE UMA IGREJA DO EVANGELHO XIV. DO BATISMO E DA CEIA DO SENHOR XV. DO SÁBADO CRISTÃO XVI. DO GOVERNO CIVIL XVII. DOS JUSTOS E DOS ÍMPIOS  XVIII. DO MUNDO POR VIR    CONFISSÃO BATISTA DE NEW HAMPSHIRE   (1833)  &lt;br /&gt;DECLARAÇÃO DE FÉ&lt;br /&gt;I. DAS ESCRITURAS Cremos que a Bíblia Sagrada foi escrita por homens divinamente inspirados, e é um tesouro perfeito de instrução celestial; que tem Deus por seu autor, salvação por sua finalidade, e verdade sem qualquer mistura de erro em seu conteúdo; que ela revela os princípios pelos quais Deus nos julgará; e, portanto, é e permanecerá até o fim do mundo, o verdadeiro centro de união cristã, sendo o padrão supremo pelo qual toda conduta, e todos credos e opiniões humanas devem ser julgados.&lt;br /&gt;II. DO VERDADEIRO DEUS Cremos que há um, e somente um, Deus vivo e verdadeiro, um Espírito infinito, inteligente, cujo nome é JEOVÁ, o Criador e Supremo Senhor do céu e da terra; inexprimivelmente glorioso em santidade, e digno de toda honra, confiança e amor possíveis; que na unidade da Divindade há três pessoas, o Pai, o Filho e o Espírito Santo; iguais em toda perfeição divina e executando distintos ofícios em harmonia na grande obra da redenção.&lt;br /&gt;III. DA QUEDA DO HOMEM Cremos que o homem foi criado em santidade, sob a lei de seu Criador; mas por voluntária transgressão caiu de tal estado santo e feliz; em conseqüência disso toda a humanidade é agora pecadora, não por coação, mas por escolha; sendo por natureza totalmente carente da santidade exigida pela lei de Deus, inclinado de fato para o mal; e portanto sob justa condenação à eterna ruína, sem defesa nem desculpa.&lt;br /&gt;IV. DO CAMINHO DA SALVAÇÃO Cremos que a salvação dos pecadores é inteiramente pela graça, através do ofício mediador do Filho de Deus; que pela designação do Pai, livremente levou sobre si nossa natureza, ainda que sem pecado; honrou a divina lei por sua obediência pessoal, e por sua morte fez plena expiação por nossos pecados; que tendo ressuscitado da morte, está agora entronizado no céu; e unindo em sua maravilhosa pessoa a mais afável compaixão com as perfeições divinas, está de todo modo qualificado para ser um Salvador apropriado, misericordioso e todo suficiente.&lt;br /&gt;V. DA JUSTIFICAÇÃO Cremos que a grande bênção do evangelho que Cristo assegura aos que nele crêem é a justificação; que a justificação inclui o perdão do pecado e a promessa de vida eterna baseada nos princípios de justiça; que ela é concedida, não em consideração de quaisquer obras de justiça que tenhamos praticado, mas somente através da fé no sangue do Redentor; por virtude de tal fé sua justiça perfeita é livremente imputada a nós por Deus; que ela nos traz a um mui abençoado estado de paz e favor para com Deus, e assegura qualquer outra bênção necessária agora e na eternidade.&lt;br /&gt;VI. DA LIVRE SALVAÇÃO Cremos que as bênçãos da salvação são livremente dadas a todos pelo evangelho; que é dever imediato de todos aceitá-las pela fé cordial, penitente e obediente; e que nada impede a salvação do maior pecador do mundo, mas apenas sua depravação inerente e rejeição voluntária do evangelho; que tal rejeição envolve-o em grave condenação. VII. DA GRAÇA NA REGENERAÇÃO Cremos que, para serem salvos, os pecadores precisam ser regenerados, ou nascer de novo; que a regeneração consiste em conceder uma santa disposição à mente; que ela é efetuada de modo acima de nossa compreensão pelo poder do Espírito Santo, relacionado com a verdade divina, para assegurar a nossa obediência voluntária ao evangelho; e que sua evidência apropriada aparece nos santos frutos do arrependimento, na fé e na novidade de vida.&lt;br /&gt;VIII. DO ARREPENDIMENTO E FÉ Cremos que arrependimento e fé são deveres sagrados, e também graças inseparáveis, trabalhadas em nossas almas pelo regenerador Espírito de Deus; por meio do qual sendo profundamente convencidos de nossa culpa, de nosso perigo, de nosso desamparo, e do caminho da salvação por Cristo, voltamos a Deus com genuína contrição, confissão e súplica por misericórdia; recebendo ao mesmo tempo de coração o Senhor Jesus Cristo como nosso Profeta, Sacerdote e Rei, e somente nele confiando como o único e todo suficiente Salvador.&lt;br /&gt;IX. DO PROPÓSITO DA GRAÇA DE DEUS Cremos que a eleição é o eterno propósito de Deus, de acordo com a qual ele graciosamente regenera, santifica e salva os pecadores; que, sendo perfeitamente coerente, com a livre agência do homem, compreende todos os meios relacionados com o fim; que é a mais gloriosa demonstração da bondade soberana de Deus, que é infinitamente livre, sábio, santo e imutável; que ela exclui totalmente o orgulho, e promovem humildade, amor, oração, louvor, confiança em Deus, e ativa imitação de sua livre misericórdia; que encoraja o uso dos meios ao mais alto grau; que pode ser confirmada por seus efeitos em todos os que verdadeiramente crêem no evangelho; que é o fundamento da segurança cristã; e que para que se confirme em relação a nós exige e merece a máxima diligência.&lt;br /&gt;X. DA SANTIFICAÇÃO Cremos que a santificação é o processo pelo qual, conforme a vontade de Deus, tornamo-nos participantes de sua santidade; que é uma obra progressiva; que teve início na regeneração; e que é levada a efeito no coração dos cristãos pela presença e pelo poder do Espírito Santo, o Aferidor e Consolador, no uso contínuo dos meios designados – especialmente a Palavra de Deus, auto-exame, auto-sacrifício, vigilância e oração.   XI. DA PERSEVERANÇA DOS SANTOS Cremos que somente os que são verdadeiros crentes perseveram até o fim; que sua ligação a Cristo é a grande marca que os distingue dos que professam a fé superficialmente; que uma Providência especial vigia a batalha que travam; e eles são guardados pelo poder de Deus através da fé para a salvação.&lt;br /&gt;XII. DA HARMONIA DA LEI E DO EVANGELHO Cremos que a Lei de Deus é a regra eterna e imutável de seu governo moral; que ela é santa, justa, e boa; e que a incapacidade que as Escrituras atribuem aos homens caídos de cumprir os seus preceitos procede inteiramente do amor que eles têm ao pecado; livrá-los disso e restaurá-los através de um Mediador a uma sincera obediência à santa Lei, é um grande fim do Evangelho e dos meios de graça relacionados com o estabelecimento da igreja visível.&lt;br /&gt;XIII. DE UMA IGREJA DO EVANGELHO Cremos que uma igreja de Cristo visível é uma congregação de crentes batizados, associados por aliança na fé e na comunhão do evangelho; observando as ordenanças de Cristo; governado por suas leis, e exercendo os dons, direitos e privilégios neles investidos pela sua Palavra; que os seus únicos oficiais bíblicos sãos os bispos, pastores e diáconos, cujas qualificações, direitos e deveres estão definidos nas epístolas a Timóteo e a Tito.&lt;br /&gt;XIV. DO BATISMO E DA CEIA DO SENHOR Cremos que o batismo cristão é a imersão em água de um crente, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, para demonstrar, em um símbolo solene e belo, nossa fé no Salvador crucificado, sepultado e ressurreto, com seu efeito em nossa morte para o pecado e ressurreição para uma nova vida; que é um pré-requisito para a relação com a Igreja, e para a Ceia do Senhor, na qual os membros da Igreja, pelo uso sagrado do pão e do vinho, devem comemorar juntos o amor que levou Cristo à morte, sempre precedida de solene auto-exame.&lt;br /&gt;XV. DO SÁBADO CRISTÃO Cremos que o primeiro dia da semana é o Dia do Senhor, ou o Sábado Cristão; e deve ser guardado como sagrado para propósitos religiosos, com uma abstinência de todo trabalho secular e de recreações pecaminosas; com a observância devota de todos os meios de graça, tanto privados como públicos, e com a preparação para aquele descanso que resta para o povo de Deus.&lt;br /&gt;XVI. DO GOVERNO CIVIL Cremos que o governo civil é divinamente designado para os interesses e para a boa ordem da sociedade humana e que se deve orar pelos magistrados, conscientemente honrados e obedecidos, exceto somente nas coisas em que se opõem à vontade de nosso Senhor Jesus Cristo, que é o único Senhor da consciência e o Príncipe dos reis da terra.&lt;br /&gt;XVII. DOS JUSTOS E DOS ÍMPIOS Cremos que há uma radical e essencial diferença entre o justo e o ímpio; que somente os que pela fé são justificados no nome do Senhor Jesus, e santificados pelo Espírito de nosso Deus, são verdadeiramente justos em sua avaliação, enquanto aqueles que permanecem em impenitência e incredulidade são ímpios à vista dele e estão sob a maldição; e essa distinção persiste entre os homens tanto na morte como depois dela.&lt;br /&gt;XVIII. DO MUNDO POR VIR Cremos que o fim do mundo está-se aproximando, que no último dia Cristo descerá do céu e ressuscitará os mortos da sepultura para a retribuição final, que uma solene separação então terá lugar, que o ímpio será sentenciado ao castigo eterno e o justo, à felicidade eterna, e que esse julgamento determinará para sempre o estado final dos homens no céu ou no inferno, com base nos princípios de justiça.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6591636351841893610-8542614611111041430?l=marcelavelinolira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelavelinolira.blogspot.com/feeds/8542614611111041430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6591636351841893610&amp;postID=8542614611111041430' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6591636351841893610/posts/default/8542614611111041430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6591636351841893610/posts/default/8542614611111041430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelavelinolira.blogspot.com/2008/04/confisso-batista-de-new-hampshire.html' title='CONFISSÃO BATISTA DE NEW HAMPSHIRE'/><author><name>VIVENDO E APRENDENDO COM DEUS!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07579141975154251542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_RUojIbhD_ag/R2SLq-BpdFI/AAAAAAAAACQ/hDWNqBlqvio/S220/P6170254.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6591636351841893610.post-1127868406632985875</id><published>2008-04-17T09:28:00.001-07:00</published><updated>2008-04-17T09:28:38.843-07:00</updated><title type='text'>Confissão de Augsburgo</title><content type='html'>Prefácio&lt;br /&gt;Invictíssimo Imperador, César augusto, Senhor clementíssimo. Porquanto Vossa Majestade Imperial convocou uma dieta imperial para Augsburgo, destinada a deliberar sobre esforços bélicos contra o turco, adversário atrocíssimo, hereditário e antigo do nome e da religião cristãos, isto é, sobre como se possa resistir ao seu furor e ataques com preparação bélica durável e permanente; e depois também quanto às dissensões com respeito a nossa santa religião e fé cristã, e a fim de que neste assunto da religião as opiniões e sentenças das partes, presentes umas às outras, possam ser ouvidas, entendidas e ponderadas entre nós, com mútua caridade, brandura e mansidão, para que, corrigido o que tem sido tratado incorretamente nos escritos de um e outro lado, possam essas coisas ser compostas e reduzidas a uma só verdade simples e concórdia cristã, de forma tal, que, quanto ao mais, seja praticada e mantida por nós uma só religião pura e verdadeira; e para que, assim como todos estamos e militamos sob um mesmo Cristo, possamos da mesma forma viver em uma só igreja cristã, em unidade e concórdia; e porque nós, os abaixo assinados, assim como os outros eleitores, príncipes e ordens, fomos chamados à supramencionada dieta, prontamente viemos a Augsburgo, a fim de nos sujeitarmos obedientes ao mandado imperial, e, queremos dizê-lo sem intuito de jactância, estivemos entre os primeiros a chegar.&lt;br /&gt;Como, entretanto, Vossa Majestade Imperial também, aqui em Augsburgo, no próprio início desta dieta, fez que, entre outras coisas, se indicasse aos eleitores, aos príncipes e a outras ordens do Império que as diversas ordens do Império, por força do edito imperial, deveriam propor e submeter suas opiniões e juízos nas línguas alemã e latina, e como quarta-feira passada, após deliberação, se respondeu, em seguida, a Vossa Majestade Imperial que de nossa parte submeteríamos os artigos de nossa Confissão sexta-feira próxima, por isso, em obediência à vontade de Vossa Majestade Imperial, oferecemos, nesta matéria da religião, a confissão de nossos pregadores e de nós mesmos, tal qual eles, haurindo da sagrada Escritura e da pura palavra de Deus, ensinaram essa doutrina até hoje entre nós.&lt;br /&gt;Agora, se os demais leitores, príncipes e ordens do Império igualmente apresentarem, de conformidade com a precitada indicação de Majestade Imperial, em escritos latinos e germânicos, sua opiniões na questão religiosa, estamos dispostos, com a devida obediência a Vossa Majestade Imperial, como nosso Senhor clementíssimo, a conferir, amigavelmente, com os precitados príncipes, nossos amigos, e com as ordens, sobre vias idôneas e toleráveis, a fim de que cheguemos a uma acordo, até onde tal se possa fazer honestamente, e, discutida a questão entre nós, dessa maneira, com base nos propostos escritos de ambas as partes, pacificamente, sem contenda odiosa, possa a dissensão, com a ajuda de Deus, ser dirimida e haja retorno a uma só verdadeira e concorde religião. Assim como todos estamos e militamos sob o mesmo Cristo, devemos outrossim confessar um só Cristo, segundo o teor de edito de Vossa Majestade Imperial, e todas as coisas devem ser conduzidas em acordo com a verdade de Deus, e pedimos a Deus com ardentíssimas preces que auxilie esta causa e dê a paz.&lt;br /&gt;Se, porém, no que diz respeito aos demais eleitores, príncipes e ordens, que constituem a outra parte, esse tratamento da causa não se processar segundo o teor de edito de Vossa Majestade Imperial, e ficar sem fruto, nós outros em todo o caso deixamos o testemunho de que nada retemos que de algum modo possa conduzir a que se efetue uma concórdia cristã possível de fazer-se com Deus e de boa consciência, como também Vossa majestade Imperial, e bem assim os demais eleitores e ordens do Império, e quantos forem movidos por sincero amor e zelo pela religião, quantos derem ouvidos a essa causa com equanimidade, dignar-se-ão, bondosamente, a reconhecer e entender dessa Confissão nossa e dos nossos.&lt;br /&gt;Como Vossa Majestade Imperial também bondosamente significou, não uma, senão muitas vezes, aos eleitores, príncipes e ordens do Império, e na Dieta de Espira, celebrada em 1526 A. D., fez que fosse lido e proclamado, de acordo com a forma dada e prescrita de Vossa imperial instrução, que Vossa Majestade Imperial, nesse assunto de religião, por certas razões, que então foram alegadas, não queria decidir, mas queria empenhar-se junto ao Romano Pontífice a favor da reunião de um concílio, conforme também essa questão foi mais amplamente exposta, faz um ano, na próxima-passada Dieta de Espira, onde Vossa Majestade Imperial, por intermédio do Governante Fernando, rei da Boêmia e da Hungria, clemente amigo e Senhor nosso, e além disso através do embaixador e dos comissários imperiais, fez que, entre outras coisas, fosse apresentado, segundo a instrução, o seguinte: que Vossa Majestade Imperial notara e ponderara a resolução do representante de Vossa Majestade Imperial no Império, bem como do presidente e dos conselheiros do regime imperial, e dos legados de outras ordens que se reuniram em Ratisbona, concernente à reunião de um concílio geral, e que Vossa Majestade Imperial, outrossim, julgara que seria útil reunir um concílio, e que Vossa Majestade Imperial não duvidou de que seria possível induzir o Pontífice Romano a celebrar um concílio geral, porquanto as questões que então eram tratadas entre Vossa Majestade Imperial e o Romano Pontífice avizinhavam-se de uma concórdia e reconciliação cristã. Por isso Vossa Majestade Imperial bondosamente significava que se empenharia no sentido de que o Romano Pontífice consentisse, o quanto antes possível, em congregar tal concílio, através da emissão de cartas.&lt;br /&gt;Se, pois, o resultado for tal, que essas dissensões não sejam compostas amigavelmente entre nós e a outra parte, oferecemos aqui, de superabundância, em toda obediência perant e Vossa Majestade Imperial, que haveremos de comparecer e defender a causa em tal concílio geral, cristão e livre, para cuja reunião sempre tem havido, em razão de gravíssimas deliberações, em todas as convenções imperiais celebradas durante os anos de reinado de Vossa Majestade Imperial, magno consenso da parte dos eleitores, príncipes e ordens do Império. Para esse concílio e para Vossa Majestade Imperial mesmo já anteriormente apelamos da maneira devida e na forma da lei, nessa questão, incontestavelmente a maior e mais grave. A esse apelo continuamos a aderir. E não intentamos nem podemos abandoná-lo, por esse ou outro documento, a menos que a causa fosse amigavelmente ouvida e levada a uma concórdia cristã, de acordo com o teor da citação imperial. Quanto a isso, também aqui testificamos publicamente.&lt;br /&gt;Introdução&lt;br /&gt;"Todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai que está nos céus; mas aquele que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai que está nos céus" (Mt 10,32s). Estas palavras de Jesus nos dizem o que é uma confissão "confissão" é dizer sim ou não para Jesus Cristo, tomar partido em favor de Jesus ou contra ele. Confissão é discipulado. Uma tal confissão quer ser a Confissão de Augsburgo que, neste ano de 1980, está comemorando 450 anos. Ela é, ao lado da Sagrada Escritura e do Catecismo Menor de Martin Lutero, o documento básico, através do qual expressamos o que Jesus Cristo é para nós. A Confissão de Augsburgo é também aquele escrito que permitiu entre nós, aqui no Brasil, o surgimento da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil. Éramos, originalmente, quatro igrejas independentes (o Sínodo Riograndense, o Sínodo Evangélico de Santa Catarina e Paraná, a Igreja Evangélica Luterana no Brasil e o Sínodo do Brasil Central) que descobriram a sua unidade na Sagrada Escritura, no Catecismo Menor de Lutero e na Confissão de Augsburgo. Desde 1949 nós confessamos a nossa fé em Jesus, conjuntamente, através da Confissão de Augsburgo.&lt;br /&gt;As palavras da Confissão de Augsburgo foram escritas em uma situação bem especial. Todos nós conhecemos a Martin Lutero e sabemos que por causa de uma descoberta que ele fez, por volta de 1517, toda a situação religiosa na Alemanha ficou bastante agitada. Lutero descobriu que Deus não é um Deus que quer que o homem morra, mas viva! Deus não quer condenar, mas salvar o homem. Quando fez esta descoberta, o reformador não ficou com isso para si. Ele a anunciou. Sua descoberta se alastrou como pólvora por toda a Alemanha. Sempre que o Evangelho se liberta, não há mais quem o segure. Ele tomou conta do apóstolo Paulo, de Santo Agostinho, de Lutero e de milhares de contemporâneos de Lutero.&lt;br /&gt;Onde o Evangelho age, também surgem mudanças. E, na Alemanha começaram a ocorrer mudanças. A partir do Evangelho se ia descobrindo novas realidades. Surgiu uma nova concepção de igreja, de santo ceia, houve casamentos de pastores, monges abandonavam conventos. Com isso ocorriam mudanças. A Alemanha se via dividida em dois campos, os adeptos da velha e da nova fé. O culto passou a ser oficiado em língua alemã, havia santa ceia sob duas espécies, comunidades escolhendo seus pastores. O povo criava novos hinos, onde se cantava da liberdade trazida por Deus em Cristo. Muitos cristãos, lendo a Bíblia e encontrando a proibição de imagens, foram mais longe e começaram a destruir imagens, altares, etc.&lt;br /&gt;Esta liberdade significava perigo para os cristãos da nova fé. Desde o século VI, fé católica e fidelidade ao Estado eram uma e a mesma coisa. Quem passava a ensinar coisa diferente daquela que até agora fora ensinada, em questões de fé, era herege e, ao mesmo tempo, traidor da pátria. Por algum tempo, porém, puderam ocorrer mudanças no campo religioso, na Alemanha, porque o Imperador Carlos V, o homem que tinha que zelar pela fidelidade política e religiosa, estava empenhado em lutas com seus dois principais opositores: o Papa e o rei da França. Em 1529 a coisa, porém, mudou. Neste ano Carlos V venceu a seus opositores e anunciou, por carta, aos príncipes alemães a convocação de uma Dieta, i.é., uma reunião dos representantes dos principados e cidades que formavam o Império Alemão. Esta Dieta ocorreria na cidade de Augsburgo e deveria iniciar a 8 de abril de 1530. O Imperador vinha disposto a "reparar o ultraje que fora feito a Cristo". Na sua opinião as mudanças feitas, a partir do Evangelho, pelos adeptos da nova fé, eram um ultraje a Cristo. Atrasos na viagem do Imperador fizeram com que a Dieta só se iniciasse em junho de 1530.&lt;br /&gt;Quando o príncipe eleitor da Saxônia, - território onde Lutero residia e que tinha na cidade de Wittenberg sua capital, -recebeu a convocação para a Dieta, procurou entrar em contato com seus partidários. Eram eles Felipe de Hesse, Ernesto de Lüneburgo, Jorge de Ansbach, Henrique de Mecklenburgo e Wolfgang de Anhalt. Nas cartas enviadas, João, o Constante, -é este o nome do príncipe eleitor da Saxônia - procurou mover seus partidários a se fazerem presentes na Dieta, para justos poderem difundir e defender a fé evangélica. As respostas não foram muitas alentadoras, pois mostravam que não havia unanimidade de pensamento. Enquanto alguns viam a importância da Dieta na defesa da "fé e do sacramento", outros julgavam ser mais importante quebrar a hegemonia política do Imperador. Também entre as cidades não havia unanimidade. Essa situação era perigosa. Diante da inatividade de seus partidários, o príncipe eleitor encarregou a Universidade de Wittenberg com a elaboração de um documento no qual fosse responsabilizadas as mudanças havidas na Igreja em seu território. Este documento recebeu o nome de "Artigos de Torgau".&lt;br /&gt;Quando se dirigiu para a Dieta de Augsburgo, o príncipe João, o Constante, levou consigo, entre outros conselheiros, a Felipe Melanchthon, colaborador de Lutero e professor na Universidade de Wittenberg. Lutero não pode ir junto por estar banido. Como o Imperador tardasse em chegar a Augsburgo, João, o Constante, encarregou Melanchthon de elaborar um novo escrito que abrangesse os Artigos de Torgau e outros escritos anteriores. Este escrito nós conhecemos, hoje, sob o nome de Confissão de Augsburgo. Em maio de 1530 o escrito foi enviado a Lutero que a ele se referiu da seguinte maneira: "Eu li a apologia (defesa) de Malanchthon, a qual me satisfaz e eu nada sei como melhorá-la ou modificá-la, o que também não conviria, já que eu não consigo manifestar-me de modo tão manso e suave. Cristo, nosso Senhor, ajude que ela traga grandes frutos, como nós esperamos e pedimos."&lt;br /&gt;Em 15 de junho de 1530 o Imperador entrou em Augsburgo. No dia seguinte era festa de Corpus Christi. Os príncipes evangélicos negaram-se a obedecer a ordem do Imperador de participar da procissão. Foi um ato de coragem, mas também de perigosa desobediência. A chegada do Imperador fez com que os príncipes evangélicos que ainda vacilavam em princípios de 1530, se unissem agora, assumindo em conjunto o documento de Melanchthon.&lt;br /&gt;Carlos V quis que o documento fosse simplesmente entregue. Os príncipes, porém, quiserem confessar sua fé publicamente e conseguiram que o documento fosse lido perante toda a Dieta. Essa leitura ocorreu no dia 25 junho de 1530, às 15 horas. O texto foi lido em latim e em alemão. Após a leitura, o imperador proibiu a divulgação do texto. Mas, em pouco tempo ele era divulgado em toda a Alemanha.&lt;br /&gt;Ao saber do ocorrido, Lutero viu cumpridas as palavras do Salmo 119.46: "Falarei dos teus testemunhos na presença dos reis, e não me envergonharei".&lt;br /&gt;A Confissão de Augsburgo é uma pública confissão de fé, uma confissão do senhorio de Jesus Cristo. A confissão como tal foi apresentada em hora de perigo. Ali, em Augsburgo, nossos pais luteranos fizeram uma pública confissão de fé, de sua fé em Jesus Cristo.&lt;br /&gt;O Imperador não aceitou o documento, mas ele veio a ser a base para as igrejas luteranas na Alemanha e, hoje, em todo o mundo, também aqui entre nós no Brasil.&lt;br /&gt;A confissão de Augsburgo abrange ao todo 28 artigos que estão divididos em duas partes. Na primeira parte deparamo-nos com "Artigos de fé e de doutrina" (Artigos 1-21). Eles se ocupam com três questões básicas:&lt;br /&gt;a. Os artigos 1-3 pretendem demonstrar a concordância com a doutrina da Igreja Antiga a respeito de Deus (1), origem do pecado (2) e cristologia (3).&lt;br /&gt;b. Nos artigos 4-6 e 18-20 é apresentada a compreensão reformatória do Evangelho: Justificação (4), ministério da pregação (5) (seria mais correto se o artigo fosse intitulado de "meditação do Espírito Santo, através de Palavra e Sacramento"), nova obediência (6), livre arbítrio e origem do pecado (18-19), fé e boas obras (20).&lt;br /&gt;c. Nos artigos 9-15 deparamo-nos com problemas relativos à Igreja: Conceito de Igreja (7-8), sacramentos (9-13) (note-se que aqui a confissão e o arrependimento estão incluídos entre os sacramentos, sem, no entanto, serem declarados sacramentos), ordem e ritos eclesiásticos (14-15).&lt;br /&gt;Além dessas três questões básicas, encontramos ainda três questões específicas: autoridades civis (16), segunda vinda de Cristo para juízo (17), culto aos santos(21).&lt;br /&gt;Na segunda parte (artigos 22-28) deparamo-nos com "Artigos sobre que há divergência e em que se trata dos abusos que foram corrigidos": Das duas espécies do sacramento (22), Do matrimônio dos sacerdotes (23), Da Missa (24),da Confissão (25), Da distinção de manjares (26), dos votos monásticos (27), Do poder eclesiástico (28). No final são abordados sumariamente, temas como indulgências, peregrinações, excomunhão, etc.&lt;br /&gt;Martin Dreher&lt;br /&gt;artigo 1 - De Deus&lt;br /&gt;As igrejas ensinam entre nós com magno consenso que o decreto do Concílio de Nicéia sobre a unidade da essência divina e sobre as três pessoas é verdadeiro e deve ser crido sem qualquer dúvida. A saber: que há uma só essência divina, a qual é chamada Deus e é Deus, eterno, incorpóreo, impartível, de incomensurável poder, sabedoria, bondade, criador e conservador de todas as coisas, visíveis e invisíveis. E contudo há três pessoas, da mesma essência e poder, e co-eternas: o Pai, o filho e o Espírito Santo. E a palavra "pessoa" usam-na no sentido em que a usaram, nesta questão, os escritores eclesiásticos, para significar não uma parte ou qualidade em outra coisa, mas aquilo que subsiste por si mesmo.&lt;br /&gt;Condenam todas as heresias surgidas contra esse artigo, como por exemplo os maniqueus, que punham dois princípios, um bom e um mau; também os valentinianos, arianos, eunomianos, maometanos e todos os outros a eles semelhantes. Condenam, outrossim, os samosatenos, antigos e novos, os quais, ao sustentarem que existe apenas uma pessoa, retoricam astuta e impiamente sobre o Verbo e o Espírito Santo, dizendo que não são pessoas distintas, porém que "Verbo" significa palavra falada, e "Espírito", um movimento criado nas coisas.&lt;br /&gt;artigo 2  - Do Pecado Original&lt;br /&gt;Ensinam também que depois da queda de Adão (Gn3) todos os homens, propagados segundo a natureza, nascem com pecado, isto é, sem temor de Deus, sem confiança em Deus, e com concupiscência, e que essa enfermidade ou vício original verdadeiramente é pecado, que condena e traz morte eterna ainda agora aos que não renascem pelo batismo e pelo Espírito Santo.&lt;br /&gt;Condenam aos pelagianos e a outros que negam seja pecado o vício original e que, diminuindo a glória do mérito e dos benefícios de Cristo, argumentam que o homem pode ser justificado diante de Deus por forças próprias, da razão.&lt;br /&gt;artigo 3 - Do Filho de Deus&lt;br /&gt;Ensinam outrossim que o Verbo, isto é, o Filho de Deus, assumiu a natureza humana no seio da bem-aventurada Virgem Maria. De sorte que há duas naturezas, a divina e a humana, inseparavelmente conjungidas na unidade da pessoa, um só Cristo, verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem, que, nascido da Virgem Maria, veramente sofreu, foi crucificado, morreu e foi sepultado, a fim de reconciliar-nos com o Pai e ser um sacrifício, não só pela culpa original, mas ainda por todos os pecados atuais dos homens. Também desceu ao inferno e verdadeiramente ressuscitou no terceiro dia. Depois subiu ao céu, para assentar-se à desta do Pai, perpetuamente reinar e dominar sobre todas as criaturas, e santificar os que nele crêem, pelo envio, aos seus corações, do Espírito Santo, que os reja, console, vivifique, e os defenda contra o diabo e o poder do pecado. O mesmo Cristo voltará visivelmente, a fim de julgar os vivos e os mortos, etc., de acordo com o Símbolo dos Apóstolos.&lt;br /&gt;artigo 4 -  Da Justificação&lt;br /&gt;Ensinam também que os homens não podem ser justificados diante de Deus por forças, méritos ou obras próprias, senão que são justificados gratuitamente, por causa de Cristo, mediante a fé, quando crêem que são recebidos na graça e que seus pecados são remitidos por causa de Cristo, o qual através de sua morte fez satisfação pelos nossos pecados. Essa fé atribui-a Deus como justiça aos seus olhos. Rm 3 e 4. (Especialmente 3, 21ss e 4,5)&lt;br /&gt;artigo 5 - Do Ministério Eclesiástico&lt;br /&gt;Para que alcancemos essa fé, foi instituído o ministério que ensina o evangelho e administra os sacramentos. Pois mediante a palavra e pelos sacramentos, como por instrumentos, é dado o Espírito Santo, que opera a fé, onde e quando agrada a Deus, naqueles que ouvem o evangelho. Isto é, que Deus, não em virtude de méritos nossos, mas por causa de Cristo justifica os que crêem serem recebidos na graça por amor de Cristo. Gl3: "a fim de que recebêssemos pela fé a promessa do Espírito".&lt;br /&gt;Condenam aos anabatistas e a outros que pensam vir o Espírito Santo aos homens sem a palavra externa, através de suas próprias preparações e obras.&lt;br /&gt;artigo 6 - Da Nova Obediência&lt;br /&gt;Ensinam também que aquela fé deve produzir bons frutos e que é necessário se façam as boas obras ordenadas por Deus, por causa da vontade de Deus, não para confiarmos que merecemos por essas obras a justificação diante de Deus. Pois a remissão dos pecados e a justificação são apreendidas pela fé, como também testifica a palavra de Cristo: "Quando tiverdes feito tudo isso, dizei: Somos servos inúteis." A mesma coisa ensinam também os antigos escritores eclesiásticos. Pois Ambrósio diz: "Foi estabelecido por Deus que quem crê em Cristo é salvo sem obra, pela fé somente, recebendo a remissão dos pecados de graça."&lt;br /&gt;artigo 7 - Da Igreja&lt;br /&gt;Ensinam outrossim que sempre permanecerá uma santa igreja. E a igreja é a congregação dos santos na qual o evangelho é pregado de maneira pura e os sacramentos são administrados corretamente. E para a verdadeira unidade da igreja basta que haja acordo quanto à doutrina do evangelho e à administração dos sacramentos. Não é necessário que as tradições humanas ou os ritos e cerimônias instituídos pelos homens sejam semelhantes em toda a parte. Como diz Paulo: "Uma só fé, um só batismo, um só Deus e Pai de todos", etc. (Ef4,4s.)&lt;br /&gt;artigo 8 - Que é a Igreja?&lt;br /&gt;Ainda que a igreja, propriamente, é a congregação dos santos e verdadeiramente crentes, contudo, visto que nesta vida muitos hipócritas e maus lhe estão misturados, pode fazer-se uso dos sacramentos administrados por maus, segundo a palavra de Cristo: "Na cadeira de Moisés estão sentados os escribas e os fariseus," etc. Tanto os sacramentos quanto a palavra são eficazes por causa da ordenação e do mandado de Cristo, mesmo quando administrados por maus.&lt;br /&gt;Condenam os donatistas e outros a eles semelhantes, os quais negavam fosse lícito fazer uso do ministério de maus na igreja e julgavam que o ministério dos maus era inútil e ineficaz.&lt;br /&gt;artigo 9 - Do Batismo&lt;br /&gt;Do batismo ensinam que é necessário para a salvação, que pelo batismo é oferecida a graça de Deus, e que devem ser batizadas as crianças, as quais, oferecidas a Deus pelo batismo, são recebidas na graça de Deus.&lt;br /&gt;Condenam os anabatistas, que desaprovam o batismo infantil e afirmam que as crianças são salvas sem o batismo.&lt;br /&gt;artigo 10 - Da Ceia do Senhor&lt;br /&gt;Da ceia do Senhor ensinam que o corpo e sangue de Cristo estão verdadeiramente presentes e são distribuídos aos que comungam na ceia do Senhor. E desaprovam os que ensinam de maneira diferente.&lt;br /&gt;artigo 11 - Da Confissão&lt;br /&gt;Da confissão ensinam que a absolvição particular deve ser mantida nas igrejas, ainda que na confissão não é necessária a enumeração de todos os delitos, pois tal é impossível, segundo o Salmo: "Os delitos, quem os discerne?" (Sl19,12)&lt;br /&gt;artigo 12 - Do Arrependimento&lt;br /&gt;Do arrependimento ensinam que os caídos depois do batismo podem alcançar a remissão dos pecados a qualquer tempo, quando se convertem, e que a igreja deve conceder a absolvição a tais que voltam ao arrependimento. Mas o arrependimento consiste, propriamente, nas duas partes seguintes: uma é a contrição, ou os terrores metidos na consciência pelo reconhecimento do pecado; a outra é a fé, que nasce do evangelho, ou absolvição, e crê que os pecados são perdoados por causa de Cristo, consola a consciência e libera dos terrores. Depois devem seguir-se boas obras, que são os frutos do arrependimento.&lt;br /&gt;Condenam os anabatistas, que negam possam perder o Espírito Santo os que já uma vez foram justificados; também os que argumentam chegarem alguns, nesta vida, a perfeição tal, que não podem pecar.&lt;br /&gt;São condenados outrossim os novacianos, que não queriam absolver os que, caídos depois do batismo, retornaram à penitência.&lt;br /&gt;Rejeitam-se ainda os que não ensinam alcançar-se a remissão dos pecados pela fé, ordenando-nos, ao contrário, que mereçamos a graça mediante satisfações nossas.&lt;br /&gt;artigo 13 - Do Uso dos Sacramentos&lt;br /&gt;Do uso dos sacramentos ensinam que os sacramentos foram instituídos não apenas para serem notas de profissão entre os homens, porém, mais, a fim de serem sinais e testemunhos da vontade de Deus para conosco, propostos para despertar e confirmar a fé nos que deles fazem uso. Os sacramentos, por isso, devem ser usados de modo que se junte a fé, a qual crê nas promessas que são oferecidas e mostradas pelos sacramentos.&lt;br /&gt;artigo 14 - Da Ordem Eclesiástica&lt;br /&gt;Da ordem eclesiástica ensinam que ninguém deve publicamente ensinar na igreja ou administrar os sacramentos a menos que seja legitimamente chamado.&lt;br /&gt;artigo 15 - Dos Ritos Eclesiásticos&lt;br /&gt;Dos ritos eclesiásticos ensinam que devem ser conservados aqueles usos que podem ser conservados sem pecado e são úteis à tranqüilidade e à boa ordem na igreja, tais como certos feriados, festas e coisas semelhantes.&lt;br /&gt;Com respeito a tais coisas, entretanto, admoestam-se os homens que não se onerem as consciências, como se tal culto fosse necessário à salvação.&lt;br /&gt;Também se admoestam os homens que tradições humanas instituídas para tornar a Deus propício, merecer a graça e satisfazer pelos pecados adversam o evangelho e a doutrina da fé. Razão por que votos e tradições concernentes a comidas, dias, etc. Instituídos com a finalidade de merecerem a graça e satisfazerem pelos pecados, são inúteis e contrários ao evangelho.&lt;br /&gt;artigo 16 - Das Coisas Civis&lt;br /&gt;Das coisas civis ensinam que ordenações civis legítimas são boas obras de Deus e que é lícito aos cristãos exercer ofícios civis, ser juízes, julgar segundo as leis imperiais e outras leis vigentes, impor penas segundo o direito, fazer, segundo o direito, guerra, prestar serviço militar, fazer contratos legais, possuir propriedade, jurar por ordem dos magistrados, ter esposa, casar-se.&lt;br /&gt;Condenam os anabatistas, que interdizem essas coisas civis aos cristãos.&lt;br /&gt;Também condenam os que põem a perfeição evangélica não no temor de Deus e na fé, porém na fuga aos negócios civis. Porque o evangelho ensina a justiça eterna do coração. Entrementes, não destrói a ordem estatal ou familiar, senão que exige muitíssimo que sejam preservadas como ordenações de Deus, e que se exerça, em tais ordenações, o amor. Por isso os cristãos devem necessariamente obedecer aos seus magistrados a às leis, a menos que exijam se peque, pois neste caso devem obedecer mais a Deus do que a homens. Atos 5.&lt;br /&gt;artigo 17 - Da Volta de Cristo para o Juízo&lt;br /&gt;Ensinam, outrossim, que na consumação do mundo Cristo aparecerá para o juízo e ressuscitará todos os mortos. Aos piedosos e eleitos dará a vida eterna e perpétuas alegrias; mas aos homens ímpios e aos diabos condenará, para serem atormentados sem fim.&lt;br /&gt;Condenam os anabatistas, os quais pensam que os castigos dos homens condenados e dos diabos terá um fim.&lt;br /&gt;Condenam também os outros, que agora difundem opiniões judaicas: que antes da ressurreição dos mortos os piedosos tomarão posse do reino do mundo, sendo os ímpios subjugados em toda a parte.&lt;br /&gt;artigo 18 - Do Livre Arbítrio&lt;br /&gt;Sobre o livre arbítrio ensinam que a vontade humana tem certa liberdade para operar justiça civil e escolher entre as coisas sujeitas à razão. Não tem, entretanto, a força para operar, sem o Espírito Santo, a justiça de Deus, ou a justiça espiritual, porque o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus. Essa justiça, porém, se realiza nos corações quando, pela palavra, é recebido o Espírito Santo. É o que diz, em outras tantas palavras, Agostinho, no Livro III do Hypognosticon: "Concedemos que todos os homens têm livre arbítrio, que inclui o juízo racional, não, porém, no sentido de que seja capaz, nas coisas que dizem respeito a Deus, a começá-las sem Deus ou seguramente completá-las, mas tão-somente nas obras desta vida, quer boas, quer más. Por obras boas entendo as que se originam do bem natural, isto é, querer trabalhar no campo, querer comer e beber, querer ter um amigo, querer possuir vestimenta, querer construir uma casa, querer esposa, criar gado, aprender algo de apreciável em diversas artes boas, querer o que quer de bom pertencente a esta vida. Tudo isso não subsiste sem o governo de Deus. Na verdade, dele e por ele são e principiaram a ser. Por obras más entendo coisas tais como querer render culto a um ídolo, querer cometer homicídio", etc.&lt;br /&gt;artigo 19 - Da Causa do Pecado&lt;br /&gt;Da causa do pecado ensinam que, conquanto Deus cria e conserva a natureza, contudo a causa do pecado é a vontade dos maus, a saber, do diabo e dos ímpios. A vontade, quando não auxiliada por Deus, desvia-se de Deus, conforme diz Cristo, em João 8: "Quando ele profere a mentira, fala do que lhe é próprio".&lt;br /&gt;artigo 20 - Da Fé e das Boas obras&lt;br /&gt;Os nossos são acusados falsamente de proibirem as boas obras. Pois os seus escritos publicados sobre os Dez Mandamentos, e outros de conteúdo semelhante, atestam que têm ensinado, proveitosamente, sobre todos os gêneros e deveres da vida, indicando que formas de vida e obras, em qualquer vocação, agradam a Deus. Pouco ensinavam, antigamente, os pregadores a respeito dessas coisas. Insistiam apenas em obras pueris e desnecessárias, tais como guardar certos dias feriados, determinados jejuns, fraternidades, peregrinações, culto de santos, rosários, monasticismo e coisas semelhantes. Os nossos adversários, admoestados a respeito, já abandonam essas co
